Ciclone Yemyin (Pakistan) - June 2007
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ESA ONU alerta sobre situação crítica no Paquistão após inundações
Genebra, 28 ago (EFE).- A situação humanitária continua sendo crítica no Paquistão dois meses após as fortes inundações que devastaram o país: ainda há 250 mil deslocados e falta grande parte dos fundos solicitados para atender os desabrigados, informou hoje a ONU. "A ajuda humanitária é ainda extremamente necessária nas áreas inundadas, e a falta de contribuições está limitando a assistência aos mais afetados", alertou hoje a porta-voz do Escritório de Coordenação de Assistência Humanitária das Nações Unidas (OCHA), Elisabeth Byrs.
Segundo Byrs, a ONU recebeu apenas 20% dos US$ 38 milhões solicitados há mais de um mês para ajudar os paquistaneses. "Deve-se continuar oferecendo assistência humanitária por pelo menos mais dois ou três meses, até que o nível das águas baixe", acrescentou a porta-voz.
A população deslocada devido à passagem do ciclone "Yemyin" corre o risco de sofrer doenças por causa da água estagnada, por isso é necessária ajuda em saúde, alimentos e para instalar abrigos.
O ciclone atingiu o Paquistão em 26 de junho, acompanhado por intensas chuvas e ventos superiores a 130 km/h que deixaram mais de 300 mortos, um milhão de desabrigados e vários danos materiais. Cerca de 20 mil pessoas não puderam voltar para suas casas e vivem em tendas instaladas em 22 acampamentos criados na região de Baluchistão, uma das mais afetadas pelas inundações.
Em Sidh, outra das áreas mais devastadas pela catástrofe natural, 25 mil deslocados vivem em 152 albergues provisórios instalados em hospitais, edifícios governamentais e escolas, o que impede que as crianças assistam às aulas.
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Último Segundo