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Post Original de AnDré Bom Dia!
Bem, vou aproveitar este tempo meteorologicamente estável e monotono, para expôr aqui uma dúvida que tenho deste há muito tempo. Sou um simples leigo na área da sismologia, por isso peço desculpas desde já se vou dizer alguma barbaridade.
Em 1755 ocorreu um dos maiores sismos de que há registo na história, ao largo do Cabo de São Vicente, uma zona altamente instável ao nível sismico. Foi uma enorme descarga de energia cujas consequências vêm em todos os livros de história de Portugal.
Desde então, não mais ocorreu nenhum sismo dessa magnitude nessa mesma área. E eis agora a minha dúvida.
Já ouvi dizer que essas descargas de energia têm um periodo de retorno na ordem dos 250 anos, sendo muito provável que um dia destes sejamos acordados com um valente abanão.
Outros porém dizes que é óptimo haver frequentemente terramotos na dita zona ao largo de São Vicente, uma vez que isso significa que há uma constante libertação de energia que faz com que esta não se acumule e evite assim com que num futuro próximo hajam terramotos da magnitude do que houve em 1755 ao largo de Portugal.
Afinal qual das correntes tem uma maior veracidade? 
Há algum estudo sobre isso? |
As duas afirmações são coerentes e válidas entre si. Não sou especialista na matéria, mas a libertação contínua de energia é sempre benéfica no entanto não impede que venham a haver grandes sismos. A existência de sismos de fraca intensidade com ocorrência regular com certeza que adiará um sismo mais forte ou no mínimo permitirá que o próximo grande sismo não seja tão intenso.
Agora outro pormenor importante são a diversidade de locais/falhas onde se dão os tais sismos de fraca intensidade. Poderá haver zonas em algumas falhas que poderão libertar mais lentamente energia que outras e poderão haver outras zonas onde não há libertação de energia. No entanto, como nós vamos sentindo as de fraca intensidade podemos ter a falsa segurança que se está a libertar energia e que assim não haverão sismos de grande intensidade. O problema levanta-se se entretanto não haverão outras zonas nas falhas que não dão sinais de vida e que poderão, no futuro, ser potenciais epicentros de grandes sismos...
Geólogos pronunciem-se! 