Citação:
Post Original de stormy há especies e especies umas mais e outras menos agressivas.
os humanos são uma especie evasiva em muitos locais e bem pior que o mexilhão zebra ou a myrica faya, existem locais em que a introdução de certas especies foi benéfica e outros em que foi nefasta eu não apoio a introdução de especimes exoticos em portugal embora pense que por exemplo o chorão da areia seja uma especie que alem de exotica é optima na fixação das dunas e na manutenção de ambientes propicios a insectos sendo que estes podem abrigar-se nas suas raizes já quanto á acacia eu penso que ainda é pior que os eucaliptos pois reproduzem-se efusivamente de um modo totalmente descontrolado.
o ambiente está em desiquilibrio e eu acho que mais vale deixar tudo como está agora e ter mais cuidado com a venda e transporte de especimes exoticos do que começar a mexericar em sistemas dos quais pouco sabemos e acabar por piorar a situação.
boas  |
É um tema bastante complexo este.
Existem espécies introduzidas cá que estão já tão enraízadas que fazem parte integrante dos nossos ecossistemas e até cultura( oliveira).
Outras que são um problema para espécies nativas e de forma alguma são benéficas ( acácia e perca-sol, por exemplo).
Em Portugal já temos mais de 50 espécies de aves tropicais introduzidas e aclimatadas!
Ainda não se sabe qual a dimensão e o impacto de tal acontecimento, mas felizmente até agora nada foi detectado. Eu já vi periquitos num jardim perto da Feira da Ribeira em Lisboa, a voar em bandos numerosos de palmeira para palmeira ( P. canariensis)! No Cais do Sodré durante a tarde fazem uma grande chilreada ( mas muito agradável). Uma coruja das torres , ganhou o hábito de apanhá-los, em vez dos habituais roedores. E um mocho-galego apanha as baratas que deambulam junto ao Tejo.
Já o lagostim-americano de água doce foi péssimo ( e ainda é) pois desaloja o nativo... Eu acho que ainda não vi o verdadeiro lagostim de água doce de Portugal... Em centenas de lagostins que já vi! E sou algo viajado.

A perca-sol é muito voraz, embora não extinga as espécies nativas, ocupa os seus lugares em muitos sectores aquáticos.
O peixe-gato-gigante já existe em Portugal ,concretamento no troço do Tejo internacional e ainda não foi registado qualquer impacto. O achigã foi introduzido assim como várias espécies de truta para engrossar a lista de espécies boas para pesca desportiva.
Como devem ter tido conhecimento uma rã enorme sul africana existe nas ribeiras de Oeiras graças ao descuido de algumas pessoas e pode ser vector de um vírus e competir com as espécies nativas.
Há casos perigosos e outros menos. Há até casos benéficos: um peixe americano ( Gambusia affinis) foi introduzido para combater o mosquito vector da malária em Portugal. A malária já foi erradicada mas o peixe ainda existe e não faz mal a nada ( já o vi e parece um guppy mais pálido).
O chorão em certos locais é problemático, noutros está integrado e não prejudica nada.
Temos assim uma lista de várias peixes, tartarugas, insectos, papagaios e plantas já de tal forma grande que é um fenómeno de grande escala e bastante real, tanto que muitas espécies já fazem parte da nossa fauna e flora.
É possível enumerar vários casos, benéficos ou não.
Eu acho, que como tu dizes, com o tempo a natureza decide quem fica. Tanto pode haver problemas com as espécies nativas como pode haver uma perfeita assimilação e convivência.
Eu acho que as introduções no caso de terem que ser feitas, têm que ser bem planeadas e tendo em vista nichos ecológicos para não criarem disputas entre exóticas e nativas.
No entanto, certas zonas, devem-se manter completamente intactas e primitivas.
Como disseste e muito bem, o próprio Homem é uma espécie exótica em muitos locais.