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Antigo 28-11-07, 17:40   #1 (permalink)
Nimbostratus
 
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Salvo erro ... em 13 Outubro de 1989?(90?) em Faro tb cairam 164 mm(l/m2), e algures em 1983, creio que em Tavira tb cairam cerca de 180 mm, sendo essa precipitação registada em cerca de 24h.
No que me lembro de 13 Outubro aqui em Faro começou a chover ao fim do dia(cerca das 17h/18h) logo com imensa violência e depois prolongou-se por toda a noite em regime de aguaceiros muito fortes acompanhados de trovoadas, e lembro-me particularmente de um caso muito estranho:
Uma nuvem pequenina aparentemente inofensiva a provocar um relampago violento que chegou á terra, felizmente sem causar estragos. Mas foi muito estranho ....
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Antigo 30-11-07, 22:54   #2 (permalink)
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No dia 15 de Fevereiro de 1941, os valores da pressão atmosférica
"desceram até 937hPa em Coimbra, 950hPa em Lisboa/Geofísico e 931hPa em
Évora."

in O TEMPORAL DE 3 A 6 DE DEZEMBRO DE 1739 EM PORTUGAL: RECONSTITUIÇÃO A PARTIR DE FONTES DOCUMENTAIS DESCRITIVAS
(JOÃO PAULO TABORDA)

Abri este tópico para abordar tempestades históricas ocorridas em Portugal. Para a tempestade específica de 1941 já existe um outro tópico apropriado:

http://www.meteopt.com/meteorologia/...html#post49057
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Antigo 01-12-07, 00:04   #3 (permalink)
Cumulus
 
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Excelente posta gerofil...

Podia era existir um tópico logo na entrada do forum para arquivar este tema!
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O futuro é agora. Vivemos num país que importa 90% da energia que consome. Vamos tentar ser mais eficientes naquilo que gastamos.
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Antigo 01-12-07, 00:57   #4 (permalink)
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Recordar a «Cheia Grande» no Guadiana, 130 anos depois - (7 Dezembro de 1876)

Ainda hoje, quem percorre as povoações ribeirinhas do “grande rio do Sul” encontra uma série de placas que atestam a altura, quase inacreditável, que as águas do Guadiana tomaram naqueles dias, seja em Mértola, Alcoutim ou na margem Espanhola. A imprensa da época, através de correspondentes locais, não deixou de noticiar tão nefasta tragédia.
A «Gazeta do Algarve», jornal publicado em Lagos, na edição de 13 de Dezembro de 1876, citando o correspondente de Alcoutim, em carta datada do dia 6 daquele mês, refere que «O Guadiana há 3 dias que traz uma corrente assustadora e devastadora – mede a velocidade de 11 milhas por hora e tem alagado completamente todos os campos marginais». Aquele periódico menciona igualmente que «o Pomarão desapareceu. Todas as casas foram arrasadas, e nem se conhece o lugar onde existiam. A estação telegráfica desapareceu também, indo a mesa dela dar às margens de Ayamonte. Em Alcoutim houve perdas consideráveis, os campos estão debaixo de água, que entra dentro da vila em muitas casas e quintais. As carreiras a vapor foram interrompidas».
Também o «Correio do Meio Dia», publicado na então Vila Nova de Portimão, na edição de 17 de Dezembro, foca a grande tragédia, transcrevendo do «Comércio do Sul» (Faro) a narração dos acontecimentos: «No dia 7 recebemos a seguinte comunicação de José Francisco Bravo de Alcoutim, “uma exposição singela, mas verdadeira dos horríveis estragos e imensas apreensões de que todos nós por aqui nos achamos possuídos pelos efeitos do extraordinário temporal que há bastantes dias nos tem perseguido, chegando agora a um grau mais elevado. O rio saiu fora do seu leito. Desde ontem das 10 horas da noite por diante, seguiu a passos agigantados e assustadores que já hoje ás 10 horas da manhã chega, mas de um modo aterrador, à praça pública desta vila (Alcoutim) – 30 metros senão mais por diante do princípio das habitações dela. Tudo aqui se vê em desarranjo, todos deixam ver no semblante o medo pela tempestade que ameaça sorver-nos. Espessas nuvens toldam o horizonte e todos os sinais nos parecem anunciar próxima e mais grossa nova tormenta».
E de facto assim foi. «Em data de 8 nos dizem da mesma vila o seguinte: São 10 horas da manhã e a maior parte desta vila está debaixo de água. Não há por aqui notícia do Guadiana ter engrossado tanto como nesta ocasião. A igreja matriz está já meia coberta e a linha telegráfica está submergida. Têm abatido grande número de casas, embora estas ainda não se vejam na totalidade. Todas as repartições foram a terra, a alfândega foi a que sofreu mais porque não se poude salvar um único papel e supõe-se que não ficarão nem vestígios dela. Em Mértola também a cheia foi assustadora fazendo desabar bastantes casas e causando subidos prejuízos».
De alguns pontos, salienta ainda aquele jornal, «foram vistos arrastados pelas águas alguns cadáveres humanos – uma mulher agarrada a um tronco de uma árvore, uma criança de tenra idade num berço e um homem». A estas perdas de vidas humanas, juntaram-se ainda as tripulações de várias embarcações, que foram arrastadas pela corrente e naufragaram (11 mortos).
A gravidade dos acontecimentos dominou ainda a Sessão da Câmara Municipal de Alcoutim, de 21 de Dezembro de 1876, também ela privada de edifício próprio, que reuniu em sala provisória, onde «o Sr. Presidente José Joaquim Madeira relatou os tristes acontecimentos ocasionados pela extraordinária cheia do Rio Guadiana nos dias 6 e 7 do corrente que fez desabar mais de 60 prédios nesta vila e montes do rio, tornando também infrutíferas todas as fazendas marginais por lhe haver arrebatado o arvoredo, não deixando mais do que montes de areia. Neste aflitivo estado é de toda a urgência empregar os meios ao nosso alcance para que sejam minorados tão tristes efeitos em assunto de tanta magnitude. Na Sessão foi por todos reconhecida a necessidade de elevar um brado ante o trono de Sua Majestade fazendo-lhe sentir os nossos infortúnios e pedindo lenitivo às nossas desgraças».
Foi então determinado representar ao governo, «pedindo um empréstimo para se poderem levantar os prédios que se abateram pela inundação, bem como pedir o dinheiro existente no cofre de viação municipal e que a ele possa pertencer durante os dez anos seguintes para a edificação dos novos Paços do Concelho». E finalmente «que não sendo conveniente a edificação no local em que se achavam por estarem sujeitos às cheias do rio se representasse pedindo o castelo, onde sem receio das enchentes se podem construir não só os Paços do Concelho como as demais repartições e escolas». Estes pedidos de ajuda acabariam por surtir efeito, e em Sessão de 17 de Março de 1877 foram concedidos os primeiros apoios para a reconstrução das habitações, num total de 9 926 000 réis. Estas não deveriam ser reconstruídas em taipa, «causa principal da maior parte dos desmoronamentos» durante a inundação.
Na Sessão de 24 de Abril do mesmo ano são atribuídos mais 19 470 000 réis aos agricultores das margens do Guadiana, num total de 147, cujos nomes e quantias se encontram discriminados na Acta daquela Sessão. Foram ainda concedidos 500 000 réis «para matar a fome e o frio aos inundados». Apesar das consequências terríveis da cheia, esta permitiu pôr a descoberto inúmeros vestígios arqueológicos ao longo do rio, particularmente em Mértola, Montinho das Laranjeiras e Álamo, locais pouco depois escavados pelo arqueólogo algarvio Estácio da Veiga.
Volvidos 130 anos, a memória da cheia reparte-se essencialmente pelos documentos de então, sejam jornais ou Actas de Vereação, impregnadas de desolação e terror, e pelas placas de mármore facilmente observáveis um pouco por todo o vale do Guadiana. Na memória dos homens, a grande cheia não passa hoje de um facto passado e inatingível para muitos, nos nossos dias.
Contudo, e se é verdade que a Barragem do Alqueva permitiu, em conjunto com as suas congéneres espanholas, dominar de certa forma o Guadiana, convém não esquecer que, se estiverem completamente cheias, a inundação a jusante será inevitável. Afinal, as muitas barragens do Douro não debelaram as cheias das zonas ribeirinhas de Gaia e do Porto...
Por estas razões, as margens do Guadiana não deverão ser ocupadas, sob pena de virmos a lamentar uma nova da catástrofe. Tal como as secas, as inundações são fenómenos cíclicos normais no nosso clima, quer queiramos quer não.
Aurélio Nuno Cabrita

Fonte: Barlavento
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Antigo 01-12-07, 01:07   #5 (permalink)
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"Em 1278, um pastor de nome Domingos, que tinha pactuado com o Diabo, e que depois de morrer voltara à vida para cumprir as ordens do Porco-sujo que lhe comprara a alma, conseguiu, por prodígio infernal, expulsar de todas as casas de Elvas a multidão de percevejos que lá se anichava. E sabem onde os enviou o poder diabólico de São Maquinete ? Para uma ribeira, onde onde morreram todos afogados, tal como os gafanhotos no Guadiana em 1756."

in Rio Guadiana: as cheias, as secas e o terramoto de 1755 nos termos de Juromenha e Olivença ((João Mimoso Loureiro)
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Antigo 01-12-07, 17:34   #6 (permalink)
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"Tinham caído algumas chuvas, com várias intermitências, nos dez ou doze dias que precederam o 9 de Outubro de 1803. Neste dia, pelas 8 horas da manhã, começou a cair no Funchal uma chuva não muito copiosa, que se manteve inalteravelmente até ás 8 horas da noite, mas nada fazia recear que estivesse iminente uma tão terrível inundação. Principiou então a ouvir-se o ribombar do trovão e a chuva, acompanhada de algum vento, caía já em verdadeiras catadupas. Ás 8 horas e meia as águas das ribeiras galgavam as suas margens e espalhavam-se com grande ruído pelas ruas laterais, começando a sua obra de destruição e de morte. Estava-se em pleno dilúvio."

in Ilucidário Madeirense (Fernando Silva e Carlos de Meneses)

Esta obra relata muitos outros temporáveis que assolaram o Arquipélago nos últimos séculos.
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Antigo 01-12-07, 22:17   #7 (permalink)
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Na madrugada de 31 de Outubro de 1997 ocorreram na ilha de São Miguel inúmeros movimentos de vertente desencadeados por precipitação muito intensa. Embora toda ilha tenha sido de algum modo fustigada, o Concelho da Povoação foi sem dúvida um dos mais afectados.
Na sequência destes movimentos de vertente pereceram 29 pessoas residentes na freguesia da Ribeira Quente, enquanto no Faial da Terra houve a registar 2 feridos graves. No total ficaram desalojadas 69 pessoas. Os custos directos e indirectos foram muito avultados (cerca de 21 milhões de euros), resultado da destruição total de casas, estradas cortadas, pontes danificadas e terrenos cobertos de lama. A gravidade da ocorrência justificou a declaração de situação de calamidade pública.
A maioria dos eventos registados nesta fatídica madrugada corresponderam, predominantemente, a deslizamentos translacionais e/ou escoadas detríticas muito fluidas formadas por um mistura de água, vegetação, pedra pomes e cinzas, em que no primeiro terço do depósito se encontravam materiais mais grosseiros e nos dois terços finais uma mistura de água e cinzas, onde predomina claramente a água. Esse predomínio de água conferiu às escoadas uma baixa viscosidade, aliado à morfologia das vertentes (declives acentuados), permitiu atingir velocidades elevadas, tendo demonstrado uma elevada capacidade de erosão e de carga, transportando em alguns casos blocos com mais de 2 m, árvores com o sistemas de raízes intactas e alguns veiculos automóveis; em alguns casos as escoadas galgaram obstáculos com mais de 6 m.
As cicatrizes dos movimentos identificadas reflectem a predominância de deslizamentos muito superficiais, não excedendo o plano de rotura os 2-3 m de profundidade e cerca de 20 a 30 m de largura. As cicatrizes foram longas e estreitas, iniciando-se, muitas delas, no topo das vertentes e arribas, prolongando-se até à sua base. A espessura dos depósitos raramente atingiu valores superiores a 1 m.

Fonte: O.V.S. da Universidade dos Açores
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Antigo 01-12-07, 22:22   #8 (permalink)
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As cheias rápidas de 1967, 1983 e 1997

As cheias rápidas são especialmente problemáticas em pequenas bacias-vertente, com tempos de concentração reduzidos, e sujeitas a uma urbanização caótica. As cheias rápidas mais desvastadoras ocorreram sempre em Novembro: em 1967, na região de Lisboa-Loures, em 1983, na região de Lisboa-Cascais, e em 1997, no Alentejo e Algarve.

Fonte: As cheias no Sul de Portugal em diferentes tipos de bacias hidrográficas (Catarina Ramos e Eusébio Reis)
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Antigo 02-12-07, 19:17   #9 (permalink)
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Les tornades au Portugal

"De la connaissance historique du phénomène au Portugal, la tornade qui a eu le plus grand impact pendant le dernier siècle a été enregistré à Castelo Branco, en 1954. Le 6 novembre 1954 à 12h50, durée 30 secondes. Bruit étrange, éloigné. "Un énorme nuage noir ayant une forme étrange s'approchait à une vitesse fantastique". "Obscurité profonde et un bruit étonnant" comme si des "milliers d'avions passaient". 5 morts, 220 blessés, plus de 40.000 personnes avec des préjudices."

in Les Tornades au Portugal

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Uma nota: Este tópico é apenas um apanhado resumido das tempestades que ocorreram no país; algumas destas tempestades já se encontram devidamente referenciadas e desenvolvidas em tópicos específicos.
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Antigo 02-12-07, 20:05   #10 (permalink)
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A Invernada de 1664-65

"Aos 13 (13 de Janeiro de 1665), quase espaço de vinte e quatro horas, se cobriu tudo de neve altíssima, chovendo copiosamente no mesmo tempo, e ventando, por espaço de vinte e quatro horas, com tal fúria a espaços, se duram mais tempo e com maior continuação, nenhuma cousa ficara em pé. O estrago nos olivais e em todo o género de árvores foi enormíssimo, e maior nos montes que nos vales, umas arrancadas de todo, outras quebradas. Na nossa Quinta da Cheira vieram ao chão mais de duzentos pinheiros, que ali são muito grandes e fortes, e nesta cerca do Colégio vinte e quatro ciprestes, e muito mais na de Santa Cruz."

in Os tipos de Clima em Coimbra, dez. 1663 - set. 1665, Suzanne Daveau
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Antigo 02-12-07, 23:37   #11 (permalink)
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A tragédia de Campo Maior

"O castelo de Campo Maior conta uma história de tragédia, de uma madrugada de forte trovoada que ditou o destino da fortaleza e da própria vila. No dia 16 de Setembro de 1732, pelas três da manhã, uma violenta trovoada abate-se sobre a vila; um raio atingiu o paiol situado na torre grande. Lá dentro milhares de arrobas de pólvora e munições explodem. Chovem pedras sobre a localidade. Um incêndio arrastou consigo cerca de dois terços da população.
Em menos de nada Campo Maior vê-se reduzida a escombros e a mortos."

in Fonte Nova
in Sapo.pt
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Antigo 02-12-07, 23:50   #12 (permalink)
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Obrigado Gerofil, já conhecia alguns, mas outros não. Apreciei bastante o primeiro de 1789.

À conta desse documento descobri a data de uma tempestade que ficou na minha memória e que desde há uns tempos estava a tentar descobrir quando foi.

Era muito miudo e na altura fiquei bastante aterrorizado, tendo recordações duma noite infernal (no interior centro do país) que nunca mais acabava, o barulho era insuportável com todo o tipo de detritos e chapas a voar pelas ruas e a embater nas paredes das casas e telhados. Ouvir o barulho das telhas a partirem no telhado era assustador e a sensação de insegurança era enorme.

26 a 30 de Dezembro de 1981





Citação:
A circulação à superfície, durante os dias 26 a 30 de Dezembro de 1981, caracterizou-
se pela progressão, à latitude de Portugal continental, de sucessivos sistemas
frontais, associados a centros depressionários evoluindo à latitude de 50ºN-55ºN. No
dia 26, às 12 horas, a velocidade média do vento em Évora e em Coimbra foi de, respectivamente,
40km/h e 50km/h. Nos dias 29 e 30 a situação agravou-se com a aproximação
e passagem por Portugal de uma perturbação frontal associada a uma depressão
muito cavada (975hPa). A carta de superfície das 00 horas de 30 de Dezembro
(INMG), localizava-a imediatamente a Oeste da Galiza. O mau tempo atingiu então o
seu paroxismo. Em Lisboa e em Évora, por exemplo, entre as 18 horas do dia 29 e as
18 horas do dia 30 a precipitação foi de, respectivamente, 58mm e 33mm e o vento
atingiu velocidades médias de cerca de 60km/h, isto é, superiores ao valor significativo de 51km/h,
a partir do qual se verifica agitação total das árvores e se torna muito
difícil andar contra o vento (Carvalho et al., 1991).
A circulação em altitude, entre os dias 26 a 30 de Dezembro de 1981, evoluiu do
modo seguinte: após a migração para Leste de uma dorsal de eixo N-S, que no dia 25
se estendia da Península Ibérica até às Ilhas Britânicas, a situação passou a caracterizar-
se pela presença, à latitude de Portugal continental, de um fluxo de Oeste, a norte
do qual se manteve estacionário, a ocidente das Ilhas Britânicas, um centro de baixas
pressões, expressão, aos diferentes níveis isobáricos (700hPa, 500hPa e 300hPa), dos
núcleos depressionários localizados à superfície.

http://www.ceg.ul.pt/finisterra/nume...6-82/82_05.pdf

Já agora, eu penso que houve uma outra situação parecida nos primeiros anos da década de 80. Alguém saberá a data ?
A 11 de Dezembro de 1978 também houve um vendaval enorme:

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«Podes enganar todas as pessoas durante algum tempo; podes mesmo enganar algumas pessoas durante todo o tempo; mas não conseguirás nunca enganar toda a gente durante todo o tempo». Abraham Lincoln.
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Antigo 16-01-08, 12:04   #13 (permalink)
Nimbostratus
 
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Desse 11 de Dezembro lembro-me eu muito bem.Casou a minha irmã e com o temporal que estava a boda ficou estragada porque foi projectada para uma quinta perto de P.Lima.Foi um fiasco total.Curiosamente o casamento ainda dura e está aí para as curvas.

recordo-me também deste dia de 16 de Outubro de 1987 em que o vendaval aqui no norte foi impressionante tendo caído várias árvores de grande porte na cidade do Porto e imagine-se uma marquise mesmo em cima do meu peugeout 204 que foi parar à sucata.
Memórias inesquecíveis.
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Antigo 16-01-08, 21:13   #14 (permalink)
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Default Re: Tempestades históricas em Portugal

Citação:
Post Original de nimboestrato Ver Post
Curiosamente o casamento ainda dura e está aí para as curvas.

Lá diz o Povo: Casamento molhado, casamento abençoado
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Antigo 16-01-08, 21:16   #15 (permalink)
Cirrus
 
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grande topico ... este topico podia ser sticky pois ja mt falaram nas tempestades ... inclusive eu ... ja tinha documentado com exactamente o mm link .... a tempestade de 1739 :P
parabens pela a pesquisa !!!
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