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Antigo 18-12-07, 15:35   #1 (permalink)
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Lembrei-me em abrir este tópico, estamos a uma semana do Natal, e porque não abrir um tópico onde nós podessemos contar as nossas tradições nas nossas terras.

Aqui em Olhão na noite da consoada o que é normal comer-se é o Litão ou Leitão.

Este peixe, da família dos tubarões, depois de seco é hoje uma iguaria, mas já foi comida de pobres. Na secagem e na confecção residem os segredos.
Com o aproximar da época de Natal, não é difícil encontrar, em Olhão, quem se dedique a secar e amanhar Litão, ou Leitão, para depois o vender.
Mas, apesar do que o nome poderá indicar, não se trata de um produto derivado de um porco jovem e sim de um peixe, uma espécie de cação, da família da pata-roxa, que desde há muitas décadas faz parte das tradições natalícias dos olhanenses.
Esta iguaria, que os marítimos locais secam ao longo do ano, pode encontrar-se à venda nos Mercados Municipais de Olhão, pela altura do Natal. Mas, diz quem sabe, é melhor comprar a quem o produz, para ficar bem servido.
Apesar de, inicialmente, o Litão ser apenas usado pelos mais humildes, hoje é considerado uma iguaria e é vendido a um preço relativamente elevado. Uma dúzia de tiras de Litão, o suficiente para confeccionar uma refeição para oito a dez pessoas, custa entre 25 a 30 euros.
Assim, muitos dos pescadores de Olhão aproveitam para ter um retorno financeiro extra e dedicam-se à arte de secar este peixe. Constantino Francisco é pescador e explicou ao «barlavento», sob o olhar atento do seu patrão, que se dedicava a amanhar tiras de Litão já secas e ia confirmando as suas palavras, como se trata o Leitão fresco, para depois o secar.
Primeiro, há que escalar o peixe e colocá-lo em pequenas armações, feitas de cana. Depois há que preparar o peixe para a secagem. «Cada um tem a sua técnica, mas, normalmente, leva apenas uma ligeira salmoura», revelou.
Depois é só deixá-lo pendurado ao Sol. O tempo de secagem pode variar entre «quatro dias», num dia de Verão, até às «quatro semanas», durante o Inverno.
Parecendo simples, a técnica de produzir Litão requer alguns cuidados especiais. «Nunca podemos deixar que apanhe chuva ou humidade», já que pode comprometer todo o processo de secagem, conta Constantino Francisco.
Mesmo depois de seco, o Litão tem de ser conservado num local elevado, com boa circulação de ar. Se não se tiver estes cuidados, o peixe pode ganhar fungos, o que o estraga imediatamente.
A técnica não difere muito daquela que Constantino e o seu patrão usam para secar outros produtos, como o polvo e diferentes tipos de peixe. Lado a lado com o Litão, numa armação montada no Porto de Pesca de Olhão, podia ver-se polvos a secar, no dia em que o nosso jornal falou com este pescador.
Esta é, de resto, um hábito partilhado pelas comunidades piscatórias, um pouco por toda a região. «O Litão come-se em todo o Algarve, mas no Natal é só em Olhão», explicou Constantino Francisco
«Era uma tradição que havia e ainda hoje se mantém de secar o peixe, não só o Litão. Também se secava polvo, pata-roxa e o carapau, para o aproveitar» e comer nas alturas de maior dificuldade, acrescentou o marítimo olhanense.
Em tempos não muito longínquos, não era raro ver nas açoteias de Olhão armações de cana, como as que Constantino e o seu patrão usam, com peixe a secar. Em comum, os peixes utilizados para seca têm o facto de, em determinado ponto da história, terem tido um valor comercial muito baixo. Muitos deste peixe também servia para fazer caldeiradas, em fresco.
Além do Leitão, eram desprezados peixes como o Tamboril e a Raia, entre outros. Como aconteceu no caso do Litão, foram os pescadores que os utilizaram originalmente.
E, como quase todas as receitas típicas portuguesas de maior renome, foram os mais humildes que usaram a criatividade para tornar os produtos que mais ninguém queria em pérolas gastronómicas, muito procuradas nos dias de hoje.

Assim, se passar por Olhão durante a época natalícia e a fome estiver a apertar, nada como experimentar Litão e celebrar o Natal à velha maneira olhanense.

Fonte: Barlavento Online

E claro, se tiver dinheiro para pagar o Litão e dizem eles que é de pobres
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Boas

Santo António de Lisboa (para os italianos Santo António de Pádua), com o nome de batismo Martim Antônio Franciscano, (Lisboa, cerca de 1191 / 1195 – Pádua, 13 de Junho de 1231), foi um frade franciscano português, canonizado pela Igreja Católica e por esta proclamado Doutor da Igreja.

Primeiramente foi frade agostiniano em Coimbra (1210), depois frade franciscano conventual (1220), viajou muito, vivendo inicialmente em Portugal, depois na Itália e na França. No ano de 1221 passou a fazer parte do Capítulo Geral da Ordem de Assis, a convite do próprio Francisco, o fundador. Foi professor de Teologia e grande pregador. Foi convidado por São Francisco para pregar contra os Albigenses em França. Foi transferido depois para Bolonha e de seguida para Pádua. Morreu aos 36 anos.

Santo António de Lisboa é considerado por muitos católicos um grande taumaturgo, sendo-lhe atribuído um notável número de milagres, desde os primeiros tempos após a sua morte até aos dias de hoje.


[QUEM FOI ?

O Santo de Lisboa.

Bem, verdade verdadinha, o santo padroeiro de Lisboa é São Vicente.
Mas foi Santo António que conquistou o coração dos lisboetas, que lhe dedicam todos os anos o dia 13 de Junho, feriado municipal.

Ele é o santo casamenteiro, sempre associado à cidade que o viu nascer. Não importa se ele passou os últimos anos da sua vida em Pádua. Para os lisboetas, Santo António... é o Santo de Lisboa.

Fernando de Bulhão, ou Santo António como ficou imortalizado para sempre na história da capital portuguesa, nasceu em Lisboa, provavelmente a 15 de Agosto de 1195, numa casa onde mais tarde se ergueu a igreja em sua honra.

Os primeiros estudos foram feitos na Sé de Lisboa e abraçou a vida religiosa em S. Vicente de Fora.

É ordenado sacerdote no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra.

Diz a tradição que Fernando tinha uma memória extraordinária, sabendo de cor não só as Escrituras Sagradas como também a vida dos Santos Padres.
Tornou-se frade franciscano e recolheu-se como Eremita nos Olivais.

Troca o nome para António em 1220 e é por essa altura que viaja para Marrocos, onde foi atacado por pestilência aquando da sua chegada. Passado um ano, quando regressava de barco a Portugal, uma forte tempestade arrastou-o para Itália, onde o destino haveria de o prender.

São Francisco convoca-o em 1221 para o Capítulo Geral da Ordem e ali, ele revela os seus talentos de orador a pregar perante os seus confrades.

Foi convidado a ensinar teologia nas escolas franciscanas de Bolonha, Montpellier e Toulouse, e é nomeado ministro provincial no Norte da Itália, em 1227.

Prossegue a sua carreira académica em Pádua, cidade onde viria a morrer em 1231.

É proclamado doutor da Igreja pelo papa Pio XII, em 1946, que o considera "exímio teólogo e insigne mestre e matérias de ascética e mística".

"UM TOSTÃOZINHO PRÓ SANTO ANTÓNIO!"

Fernando Martins de Bulhão nasceu em Lisboa, a dois passos da catedral onde foi baptizado e passou a maior parte da sua curta vida na capital portuguesa (morreu em Pádua com 36 anos), tendo aqui estudado e sido ordenado.

Canonizado um ano depois da sua morte, reza a lenda que o povo quis mostrar, desde logo, a Santo António a sua imensa devoção, mandando construir uma capela no lugar da sua casa natal.

O rei D. João II, já no século XV, mandou construir nesse mesmo local uma igreja, a qual viria a ser totalmente destruída aquando do terramoto de 1755.

A sua reconstrução foi financiada por subscrição pública e, por isso, as crianças da cidade montaram pequenas bancas na rua com uma imagem do franciscano, pedindo “um tostãozinho pró Santo António!”, uma tradição que ainda hoje perdura, por altura do dia 13 de Junho, data em que o patrono de Lisboa morreu.

A igreja que se ergue ao lado da Sé foi construída, no século XVIII, a partir de um projecto do arquitecto Mateus Vicente.

FESTAS E TRADIÇÕES

A 13 de Junho, a cidade de Lisboa pára.
Na véspera, a cidade dançou, divertiu-se, leu pregões, cheirou mangericos e comeu sardinha assada.

Lisboa orgulha-se do seu santo e da tradição.
São os bairros mais populares os que mais importância dão ao seu santo.
É aí que a velha Olissipo se afirma, que a tradição enobrece.
O Castelo e Alfama vestem-se para receber o Santo, entre marchas e fitas coloridas.
Nos largos onde desembocam as pequenas vielas e as íngremes escadarias, nascem esplanadas com sardinha assada, fitas coloridas e música de arraial. É um dos lados mais pitorescos de Lisboa, à noite, onde velhos e novos se juntam em alegre paródia. Os primeiros brindam à tradição; os segundos, porque qualquer razão é boa para brindar e dançar.

Associado ao Santo António está a sua característica casamenteira.

"Santo António, Santo Antoninho
Arranja-me lá um maridinho..."

é um dos mais antigos pregões populares.

As décadas de 50 e 60 marcaram uma tradição que teve grande acolhimento popular na cidade de Lisboa: "As Noivas de Santo António".
A iniciativa era patrocinada pelo jornal Diário Popular e por alguns comerciantes que ofereciam a indumentária para a boda.
Actualmente, a Câmara de Lisboa retomou esta velha tradição, que perpetua a marca casamenteira de Santo António.

LENDAS

O povo festeja Santo António como o Santo Casamenteiro.

A lenda tem origem na generosidade com que o frade presenteava as jovens sem dote para que se pudessem casar. Daqui resultaram diversas outras lendas.

A mais conhecida reza que uma rapariga, farta de rezar e esperar que o santo ouvisse as suas preces, atirou a sua imagem pela janela fora. A estatueta bateu na cabeça de um rico homem, que logo se apaixonou e casou com ela.
A partir deste momento, o Santo Casamenteiro não teve mais descanso a atender os pedidos que lhe são dirigidos.

Santo António é também, talvez devido aos seus dotes de oratória, o advogado das causas perdidas e o que nos ajuda a encontrar objectos perdidos de grande valor.

OS MONUMENTOS

Os principais monumentos que Lisboa mandou construir em memória do seu santo adoptivo são: a estátua e a igreja.

A estátua é uma das mais importantes da capital portuguesa. Foi edificada na rotunda da Avenida de Roma com a Avenida da Igreja, no bairro de Alvalade.

Quanto à igreja, é de origem tardo-barroca, construída no local (Largo de Santo António da Sé) onde, segundo a tradição, residiu Santo António.

Em 1431, existia no local um modesto culto a Santo António, tendo D. João II mandado edificar um novo e sumptuoso templo, que veio a ser destruído pelo terramoto de 1755.
A reconstrução inicia-se em Agosto de 1767, demolindo-se a capela-mor, que havia ficado de pé, e recuperando-se a cripta, onde se diz ter nascido o Santo. Esta obra pertenceu aos arquitectos Mateus Vicente e de Carvalho Negreiros.

GASTRONOMIA
Na festa de Santo António, a gastronomia é tão importante como a religiosidade que lhes está associada.
As sardinhadas e o caldo verde são a ementa desta festividade.



Estou de ressaca do Santo António , desta vez não passei em Lisboa e na confusão, ficamos numa festa privada, que também tem o seu encanto, aqui em Azeitão, não faltou as Douradas grelhadas e os secretos de porco preto mais uns lombinhos do mesmo, a sangria desta vez foi a cereja no topo do bolo, feita de champanhe e frutos silvestres

Viva o santo António, eu antigamente quando era possível vender cervejas à vontade, sem licença, ia sempre para o inicio da subida do Castelo mais um grupo de malta vender umas cervejas e aí começar a noite, por volta da 2 da matina já tinha tudo vendido e algum dinheiro no bolso para pagar a noite, que só acabava já bem tarde no dia seguinte A venda de cerveja era não só para fazer algum dinheiro para a noite , mas também era uma óptima maneira de conhecer e ver toda a gente pois estavas parado durante algumas horas no mesmo sitio e toda a gente passava por mim, por vezes era grupos de 40 pessoas ali paradas todas conhecidas. Era a festa total e a comprar da nossa cerveja.

Viva o Santo António, Viva Lisboa

Abraços
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Antigo 13-06-09, 20:42   #3 (permalink)
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Aqui em Póvoa de Santa Iria as grandes festas decorrem no 1º fim-de-semana de Setembro e são em honra de Nossa Senhora da Piedade. (imagem de Nª Sra da Piedade: )


Duram 4/5 dias e nesses dias há bailes, largadas de touros, procissão, fogo de artificio, etc
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Antigo 14-06-09, 00:11   #4 (permalink)
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boas

no que toca a festas os Açores são os primeiros, em especial a ilha terceira (o parque de diversões, é assim que os das outras ilhas nos chamam);

na ilha terceira a festa do concelho de Angra começa dia de 19 deste mês, comemorando o são joão.
provavelmente, alguns de vós, até já ouviram falar das SANJOANINAS,

fica aqui o cartaz deste ano e o link do site oficial para quem quiser nos visitar



http://sanjoaninas.com/
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Antigo 14-06-09, 12:23   #5 (permalink)
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Citação:
Post Original de Hazores Ver Post
Este ano querem "roubar" a tradição das aldeias do concelho do Sabugal - A Capeia Arraiana - e ainda para mais querem mudar-lhe o nome para Tourada á corda com forcão.
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Antigo 14-06-09, 12:44   #6 (permalink)
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S.João



Quem é o São João?
Protector dos casados e dos enfermos, São João também é casamenteiro e, pela sua vida retirada, é ainda patrono dos monges.

O dia 24 de Junho foi consagrado a S. João pois crê-se que ele nasceu nesta data.

Apesar de ser o padroeiro de muitas terras, na noite de São João, a cidade do Porto é a que mais festeja!



Tradições de S.João
E, na noite de 23 para 24 de Junho, não há portuense que fique em casa.Alho-porro, martelinhos de plástico
Nas ruas, os foliões passeiam o alho-porro, os martelos de plástico, compram manjerico e comem sardinha assada. E é este espírito folião do povo que enche Junho no Porto
.

S.Pedro da Afurada



Afurada é uma vila piscatória cujo santo padroeiro é o São Pedro.
Gente de grande devoção, os pescadores prestam a devida homenagem ao Santo, com toda a pompa e circunstância, onde para além das cerimónias religiosas não falta a tradicional sardinha assada com a típica Broa de Avintes e o Fogo de Artifício. Esta festa atinge o seu auge, aquando da saída da procissão, cujos andores transportam imagens de Santos e Santas de tamanho natural seguidos pelos seus fiéis devidamente trajados com as tradicionais vestes das gentes da pesca.
À passagem defronte ao Rio Douro, procede-se à bênção dos barcos acompanhados pelo toque das sirenes e morteiros.

Data: 29 de Junho e 1º Domingo de Julho
Local: São Pedro da Afurada
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Antigo 14-06-09, 13:20   #7 (permalink)
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Estão a decorrer as Festas da Cidade Olhão 2009

Começou ontem com os Irmãos Verdades, hoje "Perfume", dia 15 "José Cid" e dia 16(dia da cidade) "Mariza"

Diz-se que Olhão, terá derivado da palavra árabe, «AL-HAIN», que significa fonte nascente, e que sofrendo as modificações fonéticas e fonológicas, naturalmente terão levado ao aparecimento do termo «ALHAM», depois «OLHAM» e finalmente OLHÃO. Na versão popular e segundo velhos testemunhos, Olhão é o aumentativo do substantivo comum "olho", com origem num grande "Olho de Água" (fonte, nascente ou poço de grande caudal), já que na zona existiam abundantes olhos de água, o que originou a construção das primeiras "palhotas", feitas em cana e colmo.
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Antigo 14-06-09, 19:11   #8 (permalink)
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Citação:
Post Original de DRC Ver Post
Este ano querem "roubar" a tradição das aldeias do concelho do Sabugal - A Capeia Arraiana - e ainda para mais querem mudar-lhe o nome para Tourada á corda com forcão.
boa tarde

gostei desse "roubar" essa tradição, mas penso que não "roubá-mos" nada desde à muito tempo que a ilha terceira é a capital das touradas à corda,é uma tradição da nossa ilha.
não conheço essa tradição da capeia arraiana, mas uma coisa é certa, até pode ter dado origem à tourada à corda da ilha terceira, pois fomos colonizados compo pulação do alentejo e do algarve.

mas dizer que "roubá-mos" uma tradição??? só para este ano na ilha terceira estão prvistas 284 touradas, se calhar aqui é mais tradição


para quem não sabe o que são touradas à corda fica aqui um link com um video

ah! até o rei de espanha já estev cá a ver as nossas touradas à corda
http://www.acorestube.com/video/1126...feitos-Parte-4
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Antigo 15-06-09, 11:08   #9 (permalink)
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Post Original de Hazores Ver Post
boa tarde

gostei desse "roubar" essa tradição, mas penso que não "roubá-mos" nada desde à muito tempo que a ilha terceira é a capital das touradas à corda,é uma tradição da nossa ilha.
Apenas para corroborar a ideia, e apesar de não ser minimamente apreciador desta tradição, que de facto sempre ouvi dizer ser dos Açores.

Existem obviamente outro tipo de variantes e seguramente com as especificidades de cada localidade, sem que ninguém ande propriamente a roubar ideias. Portugal tem inúmeras tradições. Goste-se ou não claro... Mas isso daria para outras discussões que não se enquadram neste tópico
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Estávamos no ano 2001 quando um grupo de jovens estudante aspiravam à escrita... tendo nascido "A Revista Pena"
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Antigo 17-06-09, 10:59   #10 (permalink)
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Citação:
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boa tarde

gostei desse "roubar" essa tradição, mas penso que não "roubá-mos" nada desde à muito tempo que a ilha terceira é a capital das touradas à corda,é uma tradição da nossa ilha.
não conheço essa tradição da capeia arraiana, mas uma coisa é certa, até pode ter dado origem à tourada à corda da ilha terceira, pois fomos colonizados compo pulação do alentejo e do algarve.

mas dizer que "roubá-mos" uma tradição??? só para este ano na ilha terceira estão prvistas 284 touradas, se calhar aqui é mais tradição


para quem não sabe o que são touradas à corda fica aqui um link com um video

ah! até o rei de espanha já estev cá a ver as nossas touradas à corda
http://www.acorestube.com/video/1126...feitos-Parte-4
Um pouco off-topic mas pronto:

Nos Açores existem as touradas á corda e no Sabugal as capeias arraianas( um video para quem quiser ver -
e este ano a Comissão de Festas de São João da Angra decidiu realizar uma capeia nas suas festividades mas mudaram-lhe o nome para Tourada á Corda com forcão, não acham que é "roubar" tradição uma vez que as gentes do Sabugal têm orgulho numa tradição que é só deles?
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Antigo 17-06-09, 11:07   #11 (permalink)
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Roubar é uma palavra muito forte.

Só sei que aqui é a maior feira taurina do país. E não há corda nem forcões, é "au natural", ou foges, ou ficas com um "buraco".

Acontece sensivelmente a meio de Setembro numa autêntica semana da Loucura
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Antigo 17-06-09, 13:49   #12 (permalink)
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boa tarde

desculpemo off topic, mas vai ter de ser

gostava de esclarecer aqui uma coisa

realmete não conhecia a tradição de capeias raiana, mas como hoje tive mais um bocadinho de tempo, estive a ver o que era.

devo dizer que não sou grande apreciador de touradas, vou apenas a algumas touradas à corda, 2 ou 3. e por esta razão nunca tinha ligado ao programa tauromático das sanjoaninas, estive a ver e tinha lá 2 touradas à corda com forcão.

então é assim, em primeiro lugar devo um pedido de desculpas ao DRC, pois pensava que ele estava a confundir as touradas com as capeias.

em segundo lugar, acho triste que alguem, da comissão das sanjoaninas, tenha tentado inovar, copiando uma tradição de um outro lugar, no máximo tivessem dito que queriam trazer tradições com touros bravos de outras terras para a ilha.

mas mais triste ainda é mudar o nome dessa tradição, desrespeitando toda a população donde a tradição é originária, também não gostava que dessem touradas à corda noutro local qualquer e lhe chamassem outra coisa qualquer, penso que "À que chamar o boi pelos nomes"

de qualquer forma a ilha terceira será a capital das touradas à corda e o Sabugal será sempre a capital das capeias arraianas

mais uma vezpeço desculpa ao DCR, e a todos pelo off topic
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Antigo 18-06-09, 18:10   #13 (permalink)
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A vila/concelho da Sertã prepara-se para a IV Feira das tradições e Actividades Económicas, a realizar de 20 a 24 de Junho.

O certame contará com inúmeros expositores, muita musica, desportos, balão de ar quente e muito mais.

Fica o programa e o convite para uma visita a esta região...



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Antigo 19-06-09, 09:35   #14 (permalink)
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Default re: Festas e tradições da nossa terra

Citação:
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A vila/concelho da Sertã prepara-se para a IV Feira das tradições e Actividades Económicas, a realizar de 20 a 24 de Junho.
Sem dúvida a merecer uma visita por quem andar pelas bandas...
Já agora coloco uma questão que não sei se me saberás responder:

Vi agora que é o 4º ano desta iniciativa embora eu só tenha tido conhecimento da edição do ano passado, à qual fiz uma breve visita. Parece-me uma iniciativa muito interessante mas fico curioso na sua génese. Terá sido criada para colmatar a antiga e prestigiada FAFIC, que projectou o nome da Sertã durante anos e anos e que terminou abruptamente há alguns anos?

Abraço
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Antigo 20-06-09, 17:04   #15 (permalink)
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Citação:
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Sem dúvida a merecer uma visita por quem andar pelas bandas...
Já agora coloco uma questão que não sei se me saberás responder:

Vi agora que é o 4º ano desta iniciativa embora eu só tenha tido conhecimento da edição do ano passado, à qual fiz uma breve visita. Parece-me uma iniciativa muito interessante mas fico curioso na sua génese. Terá sido criada para colmatar a antiga e prestigiada FAFIC, que projectou o nome da Sertã durante anos e anos e que terminou abruptamente há alguns anos?

Abraço
Sinceramente, não sei, não me recordo da FAFIC, mas já ouvi falar dela como de grande importância, e até talvez este certame tenha sido criado com esse efeito, embora pense que não "oficialmente", mas é uma boa questão.

Uma coisa é certa, também penso que esta estará num bom caminho, melhorando a cada ano, oxalá não se repita a mesma situação.

Hoje já lá dou um salto, mas pelos preparativos que fui observando, promete.
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