Autoestradas

Tópico em 'Off-Topic' iniciado por Mago 19 Nov 2009 às 19:40.

  1. Mago

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    Nimbostratus

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    Concordo em alguns pontos consigo, nas Auto-estradas concordo que poderiam prescindir de construir algumas, mas na zona do Litoral, O interior Precisa de condições, investimento, de proximidade e coesão social. Talvez na zona Porto e Lisboa onde nascem que nem cogumelos, se fizesse melhor em investir na qualidade ambiental desses centros.
     
  2. frederico

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    Re: Alentejo pode estar a caminho da pior seca de sempre

    E será que as auto-estradas, as rotundas ou os PIN trazem o tão almejado desenvolvimento?
     
  3. Vince

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    Re: Alentejo pode estar a caminho da pior seca de sempre

    Não trazem tanto como prometem os políticos, mas algum. Penso que o que o Mago quis dizer é que já que se constroem de forma obscena autoestradas quase paralelas nalgumas regiões do litoral, mais importante era ter boas vias para o interior. Algumas regiões do país como o Minho e litoral entre Lisboa e Braga já tem das maiores densidades de autoestradas da Europa, começa a ser um abuso.

    A questão é que essas autoestradas do litoral são apenas construídas pelo negócio, trata-se de substituir vias públicas gratuitas por vias privadas pagas. Um chorudo negócio pago por todos para engordar certos grupos da construção e bancários.

    Por outro lado, uma autoestrada para o interior, seja Beja seja Bragança, é reestruturante, mas essas são as últimas a ser construídas, e não é por acaso, porque essas não são um negócio lucrativo e não tem qualquer interesse para os políticos que mais não são do que agentes dos bancos e das construtoras. Só por essas prioridades se vê que não existem supostos desígnios nacionais, apenas negócios.

    A mesma coisa se passa com a ferrovia, querem construir TGV's quando a ferrovia que interessa, uma moderna rede nacional inter-regiões, urbana, suburbana e que também sirva bem o interior ninguém faz, antes pelo contrário, são abandonadas. Preferem investir numa ligação a Madrid que poucos servem hipotecando o futuro das próximas gerações dados os custos monstruosos de tal empreitada, além da dívida colossal para pagar que tal projecto traz, o preço a pagar será também a decadência da restante ferrovia, afinal, a que serve mesmo as populações. É apenas o lucro rápido e fácil que comanda, podiam até gastar as mesmas fortunas modernizando a rede ferroviária nacional, mas isso dá muito trabalho e é demasiado distribuído geograficamente para agregar em concursos chorudos com direito a gigantescas derrapagens. É um pouco como no imobiliário, dá muito mais lucro construir prédios nos arredores do que a requalificação urbana. Preferem-se as rápidas e grandes empreitadas megalómanas aos projectos locais e regionais sempre mais discutidos e ponderados dada a proximidade das populações da obra.

    O país já está acéfalo e centralista em torno do litoral, e com este modelo de desenvolvimento ainda mais vai ficar.
     
  4. Veterano

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    Re: Alentejo pode estar a caminho da pior seca de sempre

    Na realidade, começa a tornar-se quase obsceno a forma como os bancos continuam a engordar à nossa custa, numa altura de dificuldades económicas para a maior parte dos cidadãos, os seus lucros aumentam e mesmo que alguma coisa corra mal (caso do BPN), cá vem o Governo dar-lhes a mão e à custa dos nossos impostos, safá-los do pior:angry:.

    Enquanto isso, nós os privados lutámos pela sobrevivência, numa conjuntura adversa...:(
     
  5. Aurélio

    Aurélio
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    Cumulonimbus

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    Re: Alentejo pode estar a caminho da pior seca de sempre

    :thumbsup:
    Concordo com tudo o que disseste !!
    Contudo parece que o nosso país ainda está muito carente de prioridades !!
    Aeroportos, TGV, Auto-Estradas ....
    Tudo com custos enormes ... e privelegia quem .... os mais ricos, os capitalistas, aqueles que apenas veem grandes oportunidades de tacho !!!
    Quem acham que vão construir isso .. os Portugueses???
    Nem pensar quem vai construir é a mão de obra barata que são usados e deitados fora, que trabalhar 14 horas por dia e recebem o salário minimo !!
    Quem constrói essas ditas obras é os africanos, romenos, ucranianos .... !!

    Neste momento as prioridades deviam ser a Educação, Justiça, Emprego, criar oportunidades para os jovens, construção para apoio social, tirar das ruas quem não tem casa, acabar com as barracas e a construção ilegal,
    ajudar os produtores de leite, pão e toda a área da pecuária, agricultura e pescas !!!

    Uma autoestrada para o interior é sempre útil, desde que a mesma não seja construida quando já existe IP, IC e sei lá o que mais !!
    Apesar de não viajar muito provavelmente o faz mais falta é uma auto-estrada da ligação litoral norte ao interior norte e uma outra num sentido Sul-Norte que atravesse a Beira Alta, desde Portalegre a Vila Real por exemplo, funcionando com ligação áquelas que já existem !!

    Isto deve ser feito mas quando as coisas que foram referidas acima forem feitas !!

    Foi longo o Off-Topic mas parecem-me ideias interessantes !!
     
  6. frederico

    frederico
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    Re: Alentejo pode estar a caminho da pior seca de sempre

    Em relação às auto-estradas tenho algumas coisas a dizer, perdoem-me o off-topic, mas aqui vai...



    Lisboa e Vale do Tejo é a região da Europa com mais quilómetros de Auto-Estrada por habitante. No conjunto de todo o país, somos um dos países europeus com mais densidade de auto-estradas. A questão é que temos uma densidade populacional muito inferior à Bélgica, à Holanda, Reino Unido...

    O que se passa na região Centro é escandaloso. Existe uma auto-estrada Lisboa-Porto no litoral, depois existe a A1, depois existirá a 10 km da A1 uma auto-estrada Oliveira de Azeméis-Coimbra e depois ainda teremos a auto-estrada do Pinhal Interior, também conhecida como 3.ª auto-estrada Lisboa-Porto. Acontece que antes da construção destas novas auto-estradas a A1 estava a um terço da sua capacidade total de tráfego.

    No Centro Sul, temos 3 auto-estradas a fazer a ligação da A1 à auto-estrada do Sul. Uma ligação não seria suficiente?

    E as antigas estradas nacionais, o que lhes aconteceu? Bem, nos últimos 30 anos devido a um péssimo ordenamento do território ficaram atrafulhadas de stands de automóveis, centros comerciais, hipermercados, habitações, rotundas e semáforos... hoje em dia, em muitas estradas nacionais, onde antes se circulava a 90 km/h circula-se agora a 50 km/h. Um exemplo flagrante: a EN 125. Antes Manta Rota-Faro (40 km) demorava menos de meia hora, agora demora o dobro.

    A febre do asfalto também se deve ao abandono das cidades. Tivéssemos nós mercado de arrendamento e crescimento em raio a partir dos antigos centros históricos e muitas das auto-estradas nas áreas urbanas não seriam necessárias. No entanto criou-se um ciclo vicioso: as auto-estradas por um lado estimulam a saída dos centros das cidades, por outro a saída dos centros leva à exigência popular de novas vias.

    Quem beneficia com tudo isto não somos nós, cidadãos comuns. O dinheiro gasto na construção destas auto-estradas podia ficar nos nossos bolsos. Quem beneficia são as construtoras (Mota Engil e afins) e alguns políticos. Portugueses, abram os olhos!

    PS: existem 4 auto-estradas em Portugal cujo tráfego não justifica a sua existência! No entanto vão ser contruídas novas vias! Quem as vai pagar e manter? Nós com o nosso dinheiro dos impostos? Ah, povo ignorante, roubado e acomodado!
     
  7. David sf

    David sf
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    Re: Alentejo pode estar a caminho da pior seca de sempre

    Só quem não costuma fazer o IP8 entre a A2 e Beja pode achar que não é necessária uma autoestrada. Não está em causa a ligação de Sines a Beja, mas sim Lisboa a Beja. Uma estrada que atravessa várias localidades, entre as quais Santa Margarida do Sado com uma ponte estreitissima, Figueira de Cavaleiros, Beringel, etc. Muito tráfego pesado, necessidade de ultrapassagens, por vezes até perigosas, limitação a 50 nas localidades, semáforos, atravessamento de peões...
    Quanto ao Alqueva, já muitas infraestruturas de adução de água para rega estão prontas, outras perto disso, provavelmente o sistema todo estará pronto brevemente. Claro que com grande atraso, mas em Portugal já e habitual.
    Quanto à notícia em si, a procissão ainda mal saiu do adro. Podemos discutir isso lá para Março, neste momento o ano está mau, mas para se dizer que é a pior seca de sempre será necessário que não chova quase nada nos próximos meses.
     
  8. frederico

    frederico
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    Re: Alentejo pode estar a caminho da pior seca de sempre

    Um IP com as características do que está ser construído entre VRSA e Mértola não seria suficiente?
     
  9. Mago

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    Re: Alentejo pode estar a caminho da pior seca de sempre

    Frederico diz:
    Sim, olhando para os censos, numa região em decrescimento demográfico, apenas vao escapando os concelhos que ficam a braços com a A25, quererá dizer alguma coisa? ;)
     
  10. frederico

    frederico
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    Re: Alentejo pode estar a caminho da pior seca de sempre

    A fuga em massa para o litoral começou antes das auto-estradas. O que nos últimos anos se coloca em causa é estarmos a construir mais quilómetros de auto-estradas do que aquilo que o país realmente precisa. E isso é um desperdício de dinheiro, ainda para mais num país endividado.

    EDIT: quanto ao interior, os problemas de desertificação partem de política iniciadas no Estado Novo e prosseguidas agora na Terceira República.
     
  11. Vince

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    Movi parte das mensagens para aqui para não ficarmos limitados pelo off-topic.
     
  12. AnDré

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    Re: Alentejo pode estar a caminho da pior seca de sempre

    Ora nem mais.
    A densidade de auto-estradas é proporcional à densidade de pessoas. Não pensem que as auto-estradas estão vazias, porque não o estão. Muito pelo contrário. Todos os dias é o que se vê para se entrar em Lisboa, mesmo com todas essas auto-estradas. O mesmo no Porto.

    Logo o problema não está nas auto-estradas mas na organização do país.

    É como se dizer que a prioridade do país é o emprego. E então fazem-se obras astronómicas que dizem empregar milhares de pessoas. Mas quando as obras astronómicas findam, fica o prejuízo dessas obras não sustentáveis, assim como o desemprego dessas milhares de pessoas que ficam sem trabalho outra vez.
     
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  13. Aristocrata

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    A necessidade de novas auto-estradas e novas linhas de comboio de alta velocidade não estão em causa - a não ser quando tragam apenas custos e nalguns casos isso é uma grande verdade.

    A questão mais pertinente é esta: um país super-endividado, um país sem tecido industrial modernizado, um país que não cria riqueza suficiente para colmatar os gastos com a aquisição de bens e serviços do exterior (as divisas que saem e não entram), um país assim pode-se dar ao luxo de gastar o dinheiro que não tem?

    Pensem nisto: eu ganho 1000 euros e gasto 800 euros a cada mês; já tenho dívidas pois estou a pagar empréstimos ao banco. Decido que tenho que fazer a aquisição de um carro novo pois o que tenho só anda a 170 km\h e gasta 8 LT\100 km; o carro novo por seu lado anda a 220 km\h e gasta apenas 6 LT\100km.
    Agora a pergunta: onde arranjo o dinheiro se já estou com a corda ao pescoço? Peço um novo empréstimo...e fico a pagar 200 euros por mês, o que me dá uma poupança ao fim do mês de 0 (zero) euros. Preciso de fazer a manutenção da viatura mas não tenho dinheiro...o que faço? Peço mais dinheiro emprestado...
    E que vantagem me trouxe o novo carro? Nenhuma...para além de me endividar mais.
    Esta é a história de Portugal com quem está ao comando dos nossos destinos.
    E lembrem-se: as estradas nacionais estão uma miséria pois manutenção é às pinguinhas. Mas novas auto-estradas temos, e boas! Dá gosto andar nelas, com boas marcações, sinalização, as áreas de serviço limpinhas e com serviço de excelência:p Tudo o contrário das estradas nacionais...
    A ESTRADAS DE PORTUGAL (EP) tinha há poucos meses um passivo de 15000 milhões de euros - quantos já encheram o bolso com esse dinheiro dos contribuintes esbanjado pelo estado - mas pouco desse dinheiro foi para a reconversão das estradas nacionais, antes a aposta passou a ser "fazer novo", a manutenção é uma palavra maldita.
     
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  14. Vince

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    Furacão

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    Re: Alentejo pode estar a caminho da pior seca de sempre


    Eu percebo o que queres dizer, Por exemplo, ninguém decreta por papeis que Beja vai ser um bom aeroporto e que se investe nele por causa dessa fé. Obviamente que o aeroporto de Beja vai estar às moscas, e que os milhões que se gastaram, caso não saibas, foi apenas por obra e graça de um boy, por sinal um boy da famosa escola do aeroporto de Macau (isto para quem souber o que significa Macau em termos de aeroportos).

    Mas acho que há umas quantas autoestradas que eu penso que são úteis ou mesmo necessárias, sei lá, por exemplo o IP3 entre Coimbra e Viseu já não aguenta o tráfego ao fim de semana e é uma via perigosa quando o tempo é de chuva. E acho que numa perspectiva nacional, pelo menos eu, se fosse decisor, a construir vasos de comunicação nacionais, iniciaria precisamente pelos locais mais isolados, ou seja, para mim uma autoestrada Porto-Bragança deveria ter sido construída na altura em que foi construída Lisboa-Algarve. Os algarvios neste questão não se podem queixar muito, antes pelo contrário.

    O que se tem passado na última década é substituir vias gratuitas por pagas nas zonas populacionais mais densas, e lucrativas. Nós pagamos impostos, e muitos. Eu sou um grande defensor da iniciativa privada, defendo o direito de qualquer privado construir uma autoestrada ou um aeroporto onde entender desde que autorizado, pagando por isso e suportando os riscos do seu negócio. E defendo que o Estado se deve preocupar em construir infraestruturas nas outras regiões mais desfavorecidas. Mas nada disso se tem passado, tem acontecido precisamente o contrário, o Estado a assumir despesas e riscos de privados a construir infraestruturas onde nem há risco nenhum e a desresponsabilizar-se das zonas onde deveria realmente intervir.

    Se o TGV é algo assim de tão maravilhoso, porque é que não é uma empresa privada que assume integralmente o risco e a construção do mesmo e lucra posteriormente com o sucesso dele ? Porque obviamente não é um negócio lucrativo, antes pelo contrário, é algo de profundamente ruinoso, para nós contribuintes pagarmos mais tarde, se tivermos dinheiro para tal, o que já começo a duvidar.

    Estamos praticamente no pelotão da frente europeu na corrida da fiscalidade, ao contrário da opinião de muitos, entre taxas, sobretaxas e taxinhas, já temos uma das fiscalidades mais altas da Europa, sem que se perceba na sociedade esse esforço que fazemos. Até poderíamos estar a fazer este enorme esforço fiscal como acontece por exemplo nos países nórdicos, e ter uma sociedade equilibrada, um bom sistema de ensino, de saúde, segurança, transportes, um sistema social de apoio aos pobres e desempregados, boas reformas, etc, etc. Mas não temos nada disso.

    Para onde vai o dinheiro ? Hoje mesmo o governo avançou um orçamento rectificativo para este mesmo ano, mais 4 ou 5 mil milhões pedidos de empréstimo, ou seja, mais carga fiscal pela frente sobre empresas e trabalhadores. Tenham medo, muito medo, do que nos espera nos próximos anos, o Estado até aqui tem se limitado a pedir cada vez mais dinheiro emprestado para tapar os buracos mas há cada vez mais sinais de que no futuro o país nem terá crédito.

    É óbvio que autoestradas devem se construídas onde há pessoas a circular. Mas é também preciso não esquecer que onde há mais pessoas também é onde são pagos mais impostos. Muitas ditas autoestradas poderiam perfeitamente ser vias rápidas ou mesmo autoestradas do Estado, é para isso que pagamos impostos. É assim que acontece na maioria dos países. Uma ou outra obra complexa e custosa de engenharia, uma ponte sobre o Tejo por exemplo, um túnel difícil de vários quilómetros, etc, compreende-se que haja um regime de excepção. Mas o que se assiste actualmente é a banalização deste sistema constrói-para-pagar, abandonando-se as estradas nacionais. Sendo assim, onde está a respectiva diminuição dos impostos por parte da sociedade face a um Estado que se demite cada vez mais das suas funções ?
     
  15. frederico

    frederico
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    Cumulonimbus

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    Vince perguntas para onde vai o nosso dinheiro... eu respondo:

    - Vai para os quase 800 000 funcionários públicos, num país que há 35 anos atrás tinha 170 000;

    - Vai para a manutenção de obra megalómanas como o Estádio do Algarve, o Estádio de Aveiro ou o de Coimbra, e ainda auto-estradas «vazias» (sim, existem);

    - Vai para as associações recrativas, de caçadores, «culturais» e afins de cada vila e cidade da província;

    - Vai para pagar juros da dívida pública;

    - Vai para os salários elevados de muitos profissionais do Estado: é o caso dos médicos (e aqui contra mim falo);

    - Vai para o RSI, fundo de desemprego e outra ajudas aproveitadas por quem não precisa;

    - Vai para as despesas finais dos custos das obras públicas, que excedem por regra a previsão inicial;

    - Vai para o excesso de câmaras, freguesias, institutos, politécnicos, universidades e escolas superiores que temos...

    Muito mais poderia incluir na lista.

    Ainda ontem foram nomeados os governadores civis. Investiguem os seus currículos. Mérito? Onde? «Jobs for the boys» do aparelho... Querem maior desperdício que o cargo de governador civil?
     

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