Autoridades em alerta para o calor

Tópico em 'Media' iniciado por Mário Barros 15 Mai 2008 às 20:17.

  1. Mário Barros

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    Plano de Contingência entra em vigor apesar das baixas temperaturas

    O Plano de Contingência das Ondas de Calor para este ano entra esta quinta-feira em vigor, com os idosos e as crianças a serem os grupos de risco a merecer a maior atenção das autoridades de saúde. O plano, que prevê três níveis de alerta, está ainda longe de ser activado devido às baixas temperaturas registadas, de certo modo anormais para esta altura do ano.

    As previsões do Instituto de Meteorologia (IM) apontam para temperaturas máximas de 18º e 19º graus, para Porto e Lisboa respectivamente, mas as autoridades estão já preparadas para eventuais vagas de calor.

    Segundo disse à Lusa o sub-director geral da Saúde José Robalo, o plano estará em vigor até 30 de Setembro e é sensivelmente semelhante ao do ano passado.

    Em 2007, o calor "praticamente não teve impacto" na saúde dos portugueses, pelo que não foram registadas situações complicadas, adiantou José Robalo.

    Ao longo de mais de quatro meses, os portugueses serão informados das medidas mais adequadas para minimizar os efeitos das altas temperaturas.
    Segundo José Robalo, as crianças com menos de um ano e os idosos são os grupos de risco que merecem maior atenção das autoridades de saúde.

    Por esta razão, adiantou, a DGS vai "insistir na divulgação de informação para os locais onde habitualmente existem grupos de risco, como creches, lares e instituições de solidariedade social".

    O Plano de Contingência das Ondas de Calor pressupõe três níveis crescentes de alerta: o primeiro nível (verde) corresponde a temperaturas normais para a época do ano, às quais está definida a manutenção das medidas gerais.

    O nível dois (amarelo) refere-se a "temperaturas elevadas que podem provocar efeitos na saúde".

    Neste nível, será divulgada informação à população, às entidades competentes de saúde e a outros sectores institucionais e reforçada a capacidade de resposta das unidades prestadoras de cuidados de saúde.

    O alerta vermelho (nível três) é o mais grave e será activado quando se registarem temperaturas muito elevadas que "podem trazer graves problemas para a saúde".

    Nesta fase, além da divulgação da informação, as autoridades procederão ao transporte para os locais de abrigo, ao acompanhamento de grupos mais vulneráveis - idosos institucionalizados, crianças e pessoas a viverem isoladas - e assegurarão a capacidade de resposta das unidades prestadoras de cuidados de saúde.

    O Plano de Contingência para as Ondas de Calor foi criado em 2004, depois de, entre 30 de Julho e 14 de Agosto de 2003, Portugal ter estado sob o efeito de uma onda de calor que provocou 1.953 mortes a mais.

    O Plano vigorou novamente em 2005, altura em que, de acordo com o balanço da DGS, o calor excessivo durante o Verão terá provocado mais 462 mortes do que o normalmente registado nesta época do ano, sendo a maioria relativa a pessoas com mais de 74 anos.

    Em 2006 registaram-se cinco ondas de calor que provocaram 1.259 mortos em Portugal, a maioria dos quais pessoas com mais de 75 anos, de acordo com a Direcção-Geral de Saúde (DGS).

    Em 2007, "a procura dos serviços de urgência mostrou que este ano não se verificou qualquer aumento na procura global de cuidados de saúde em serviços de urgência, ocorrendo somente em Agosto e Setembro um ligeiro aumento na procura (11 por cento)", segundo o relatório do plano nesse período.

    No mesmo documento lê-se que o período de vigência do plano caracterizou-se pelo registo de temperaturas amenas com raros períodos de temperaturas elevadas que implicaram a mudança do nível de alerta para amarelo em alguns distritos do país, nomeadamente, nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), Alentejo e Algarve e nos distritos de Castelo Branco e Bragança.

    Segundo o IM verificou-se a ocorrência de duas ondas de calor (definição meteorológica) com a duração de seis dias.

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    :lmao: :lmao: :lmao: eu já não digo nada...:hehe: assim já fico mais descansado.
     
  2. Dan

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    Este ano já contabilizamos uma onda de calor.

    http://www.meteo.pt/resources/im/pdfs/clim_rc_04_08.pdf
     
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  3. Mário Barros

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    Caro Mário, reparo que a notícia que colocaste está escrita em 北方話 pelo que compreendo que não a tenhas entendido bem. Por isso vou fazer-te o favor de traduzir.

    Diz o texto nesta língua estranha para ti que Portugal tem um plano de contingência para ondas de calor. Parece-me bem, é bom ter planos de contingência para tudo o que pode matar, e o calor pode matar, basta recordar o que aconteceu em França em 2003 e mesmo em Portugal felizmente em menor escala.

    Diz também este texto, que este plano prevê 3 niveis de alerta, e acrescenta que estamos longe de serem activados porque, coincidência, diz lá no texto, que não está calor, afinal o que tu passas o tempo a dizer. Quem escreveu isto até concorda contigo vê lá portanto a qualidade do texto.

    Seguidamente o texto descreve o que são os três niveis de alerta. Também tem lógica, quando existem planos deste género e niveis de alerta, convêm todos sabermos os critérios/riscos e que mecanismos são activados para lidar com essas situações.


    Seguidamente o texto recorda o motivo da criação deste plano de contingência, nasceu em 2004 na sequência da onda de calor de 2003 que matou 1953 pessoas em Portugal. Ou seja, num país onde justamente criticamos imenso por não se fazer prevenção em tantas coisas, parece-me normal e de elogiar que uma instituição pública afinal faça o seu trabalho, e com a antecedência devida.

    Segue-se um resumo do que se passou nos Verões desde aí, finalizando com o facto de que o ano passado não houve problemas destes em Portugal pelas razões que todos conhecemos. Segundo o IM em 2007 houve 2 ondas de calor, segundo a DGS não houve problemas com elas.


    Finalizado o trabalho de tradução do texto em 北方話-português (manda-me o teu nº contribuinte para te poder facturar o trabalho) pergunto-te onde está a piada no texto para tanta gargalhada ? Partilha lá a piada comigo que eu também gosto muito de rir :D

    Aproveito para deixar a minha opinião:

    Tal como no ano passado aplaudi a existência de planos de contingência e estruturas preparadas para lidar com cenários deste género, também o critiquei depois por manterem uma campanha publicitária paga pelos contribuintes até ao final de Agosto quando já não havia calor nenhum há bastante tempo e a campanha estava já a ser ridicularizada pela população. É bom informar mas na altura certa, se por exemplo as previsões apontarem para muito calor,etc. Se não ocorrer calor, cancela-se a campanha e poupa-se o dinheiro para coisas mais úteis. Vamos ver como será este ano.
     
  5. Mário Barros

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    OK já estou mais esclarecido obrigado Vince :D vou então esperar por esse tão grande plano de contigência para me proteger do grande calor do Verão de 2008 :eek::eek: vai ser algo supremo...upa upa.

    Espero tirar o mofo ás t-shirts.
     
  6. Vince

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    Os planos de contingência não são para te proteger a ti, são para salvar pessoas vulneráveis como idosos e crianças. Em Agosto de 2003 morreram milhares de idosos em França porque ficaram sozinhos nas suas casas enquanto as familias ou os funcionários da assistência social foram de férias sem nunca terem sido devidamente alertadas para os perigos do calor. Se achas que isso tem piada é contigo, cada um faz humor mórbido com o que lhe apetece.
     
  7. Mário Barros

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    Quer dizer que se eu esticar o pernil não conto magnifico...patetice :lmao: o que me mete confusão é porque não é criado o mesmo para o frio...:cold:

    Na minha opnião isto é tapar uma fenda de uma barragem com fita cola mas pronto é só a minha opnião fica aqui a nadar no ar talvez concorde.
     
  8. AnDré

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    Como o Vince disse, o plano de contingência, nasceu em 2004 na sequência da onda de calor de 2003 que matou 1953 pessoas em Portugal.
    Talvez quando alguma onda de frio matar tanto em Portugal, como matou essa onde de calor, se crie algo do género.;)
     
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  9. Mário Barros

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    Tipico :D:D olha morreu gente bora criar um plano de contigência este país mete realmente piada :lmao::lmao:

    Eu não sou contra o plano simplesmente acho ridiculo porque os nossos organismos publicos não estão preparados para tal coisa mas pronto vamos esperar que o tempo nos dê as respostas...claro se entretanto o IM não for á falência hehehehe :p tiram-lhes os fundos assim do nada ficam a arder.
     
  10. AnDré

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    Eu não tenho ideia de números, mas será que em Portugal se morre assim tanto devido ao frio? Ou seja, será que seria necessário um mesmo plano de contigência mas para ondas de frio? É que o calor, em Portugal, já vimos que mata e bem. E com o frio, também é assim?
    Como disse, não faço ideia do números de óbitos devido ao frio. Mas já agora se alguém os tiver, agradecia!;)
     
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  11. algarvio1980

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    Super Célula

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    Na minha opinião, concordo plenamente com estes planos de contingência, todos sabemos que as crianças e os idosos são os mais vulneráveis às ondas de calor. O calor de 2003 apesar de não ser sido tão intenso aqui no Algarve, como foi no restante território, ninguém avisou a população que o calor mata, os golpes de calor, as tonturas, a desidratação, etc...
    Isto não é coisas que tenham piada, ninguém sabe o verão que vamos ter, por isso, mais vale prevenir avisar a população na devida altura do que depois virem criticar que não fizeram isto e aquilo.

    Em 2004, esse ano terrível para o Algarve, só eu sei como passei aquela semana horrível com 2 dias a temperatura superior a 40ºC, nem na praia, nem em casa, nem em lado nenhum se estava bem, só bebia água e sumos como é que os idosos e muitos deles acamados sobrevivem a estes calores, as pessoas com problemas cardíacos, se uma pessoa normal custa a aguentar imaginem estas pessoas.

    Mas o frio também mata e para isso também existem números, penso que no inverno de 2005 morreram quase 1000 pessoas, posso estar a cometer um erro mas li isso em qualquer sítio mas já não me lembro bem.

    Por isso, tenham mais respeito com o que dizem, e por isso, faço minhas as palavras do Vince mas fazer humor mórbido com estas situações:disgust:
     
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  12. Mário Barros

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    Enjoy :D:D

    http://www.cienciapt.info/pt/index.php?option=com_content&task=view&id=6494&Itemid=235

    "Em Portugal, pelo facto de haver apenas dois ou três meses de frio, as pessoas não se preocupam muito em ter as casas aquecidas. Mas o facto é que nós temos mais mortes por frio. Não podemos dizer que são resultantes da falta de aquecimento nas casas, mas acaba por concluir-se que sim", conclui Cláudia Weigert.

    Já não digo nada é triste mas como afecta o interior e não Lisboa não interessa.
     
  13. Dan

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    Acho que o estudo diz que “se morre mais de frio em Portugal do que em países do Norte da Europa” e não que se morre mais no Inverno que no Verão.

    Seja lá como for, em Portugal as ondas de calor são bem mais frequentes e intensas que as ondas de frio.
     
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  14. Vince

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    Continuas sem explicar onde está tanta graça, lamento dizê-lo mas é uma atitude um bocado triste para não dizer outra coisa, transformares questões sérias numa especie de jogo ridículo e divertido. Assim é difícil por aqui ter discussões sérias e inteligentes contigo.

    Pelos vistos até achas que além do calor deveria também haver prevenção com o frio. Isso sim, já seria um argumento inteligente que merecia ser discutido. Mas preferes o folcore dos «:lmao: :hehe: :hehe: :hehe: :hehe: :hehe: :lmao: :lmao: :hehe: »
     
  15. AnDré

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    Foi também isso que conclui Dan:
    "A primeira análise, que trata da falta de condições de isolamento e aquecimento das habitações, pode levar a que se perceba por que é que, de acordo com estudos recentes, se morre mais de frio em Portugal do que em países do Norte da Europa."

    Mas eu gostava mesmo era de ver as estatisticas, para ter uma noção.

    Quase 2000 mortes numa vaga do pais, distribuídas ao longo do país é, a meu ver, caso para um plano ao nível nacional, sim.

    Agora imaginem que morrem 10 pessoas devido ao frio e todas elas nos distritos do interior. Se calhar não deveria haver um plano nacional mas algo mais localizado. Se calhar até há e nós nem sabemos.:hehe:
    Sei que em algumas terras do norte, em dias muito frios, as igrejas não fecham para acolher os mais idosos. É uma forma local de combater o frio :thumbsup:
     
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