Criação do Município de Queluz

Tópico em 'Off-Topic' iniciado por rijo 12 Dez 2009 às 04:32.

  1. rijo

    rijo
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    Cumulus

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  2. Agreste

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    Perfeitamente aceitável se na vossa petição lá estiver escrito que a proposta devia fazer parte de uma profunda reorganização administrativa do país... hoje o município de Barcelos conta com 89 freguesias (mais do que a soma de todas as do Algarve), o que dá cerca de 1400 habitantes por freguesia para os 125mil habitantes que tem... :D
     
  3. MSantos

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    Super Célula

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    Os representantes do município de Sintra provavelmente não vão achar boa ideia ficarem privados de 100.000 eleitores e bastante área territorial;)

    Porque acham necessário a criação de um novo munícipio na zona de Queluz:)?
     
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  4. David sf

    David sf
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    Já há muito que defendo a cisão do concelho de Sintra. É enorme em área, em população e com duas áreas muito heterogéneas. Mas a minha opinião era para uma divisão muito mais equitativa, para Sintra ficavam todos para oeste de Rio de Mouro, inclusive, e para o outro concelho as restantes.
     
  5. Z13

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    Cumulonimbus

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    Eu não conheço bem a vossa realidade, mas não sei até que ponto é vantajoso uma separação de um concelho em dois... a não ser pela necessidade de controlo do poder ou então pela ostracização que muitas vezes uma sede de concelho provoca em algumas das suas freguesias menos "camaradas de partido"...

    De resto, aqui no Nordeste fala-se é em união de freguesias, pois existem freguesias que já não possuem eleitores suficientes para completar sequer 2 listas à junta de freguesia... e além disso uma freguesia populosa, representa mais votos... logo terá sempre um tratamento mais interessado por parte do poder político.:disgust:
     
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  6. David sf

    David sf
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    Não tenho a certeza mas acho que o Cacém também é cidade. E mesmo Rio de Mouro e Mem Martins também acho que o são. Não acho que esse seja o critério mais importante.
     
  7. Roque

    Roque
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    Cirrus

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    Eu moro em Queluz, e sou sincero não acho que viesse a ser bom essa divisão.
    Mas ainda assim...
     
  8. Agreste

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    Gostava que esta cisão do concelho de Sintra significasse um ganho para a economia local e não um aprisionamento de caciques partidários e mais cadeiras por distribuir... Aqui em Faro somos 6 freguesias para 60mil habitantes e eu já acho que há cadeiras a mais... porque isto agora é empresas municipais por tudo o que é sítio...

    O peso eleitoral das freguesias do novo concelho não seria suficiente para mudar a cor da câmara... tipo candidatar um movimento de independentes?
     
  9. N_Fig

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    Nimbostratus

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    Eu apoio a criação do concelho, mas acho absurdo a criação de mais uma freguesia. Acho que as freguesias que deviam existir~deviam ser as de Queluz, Massamá e Belas.
     
  10. N_Fig

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    Nimbostratus

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    Era nisso que estava a falar. Acho que o país precisa no geral de uma (pequena) reforma nos concelhos e uma (grande) reforma nas freguesias.
     
  11. DRC

    DRC
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    Nimbostratus

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    Se por esse Portugal a fora todas cidades fossem munícipios então era tudo só concelhos, aqui o concelho de Vila Franca teria de ser dividido em 3, Póvoa de Santa Iria, Alverca do Ribatejo e Vila Franca de Xira.

    Deixem-se estar como estão que estão bem assim, só os trabalhos que dá a criação de um novo munícipio.
     
  12. frederico

    frederico
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    Cumulonimbus

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    Lamento mas acho esta iniciativa um absurdo. Portugal deve reduzir o número de concelhos e de freguesias e não aumentar. Na Grande Lisboa a tendência deve ser para fundir alguns concelhos com o concelho de Lisboa e para reduzir drasticamente o número de juntas de freguesia da capital. Milão, por exemplo, tem 9 juntas de freguesia, Lisboa tem mais de 50. Este tipo de reforma já foi feito noutras cidades europeias.

    Temos funcionários públicos a mais, e um dos sítios onde há que cortar é na função pública do poder local. Por isso, sou contra todas as iniciativas que levem à criação de novos cargos públicos e do aumento do número de funcionários públicos.

    Para além disso, o tecido urbano de Lisboa e áreas urbanas satélites deve ser gerido com um todo, por questões de ordenamento do território, poupança de recursos financeiros e maior eficiência.

    A reforma da Grande Lisboa deve passar pela redução do número de concelhos, do número de freguesias e pelo repovoamento do centro da capital.

    Os pequenos interesses locais não se devem sobrepor ao bem comum nacional. Por isso digo não à regionalização e digo não a mais concelhos e a mais freguesias.
     
  13. mr. phillip

    mr. phillip
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    Cumulonimbus

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    Plenamente de acordo Frederico!
    De facto, o poder local é um dos maiores sorvedores de dinheiros públicos, e manter uma estrutura autárquica sai caro, não só aos munícipes, mas ao país.
    De facto, preocupa-me esta ânsia de criação de munícipios sem sustentabilidade própria, e tenho um exemplo mesmo aqui ao lado, com a Amora a querer a sua emancipação...
    A tendência deveria de ser a de redução e racionalização das autarquias, nomeadamente nas grandes áreas urbanas.
    Mais, parece que o caciquismo regional está a querer voltar, não com caso de Queluz, claro, mas sim com a retoma da regionalização na agenda política...
    Pois deve haver muitos políticos sem sítio para empregar os filhos, os amigos, os compadres e os que devem favores...
    Uma assmbleia regional e respectivo séquito vinham mesmo a calhar...
     
  14. AnDré

    AnDré
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    Concordo que hajam freguesias a mais no país, no entanto há casos e casos.
    Acho que Lisboa ter mais de 50 freguesias é um absurdo.
    Da mesma forma que haver freguesias com menos de 500 habitantes, o é. Até porque o trabalho e a atenção dos autarcas é tanto menor quanto menor for as pessoas por quem tem de olhar.

    Mas há casos e casos.

    Resido em Odivelas há 19 anos, e as mudanças antes/depois de ter sido elevada a cidade e posteriormente a concelho, são mais que visíveis.

    Em termos de população:
    Odivelas em 2001 tinha pouco mais de 130 mil pessoas.
    No início de 2008 tinha à volta de 153 mil pessoas.
    Dois anos depois, e com a construção de bairros como: as Colinas do Cruzeiro e o Bairro dos Apréstimos, a população, já deve ser bem superior aos 160mil habitantes. Distribuídos em 26,6Km2.
    A densidade populacional é muito elevada, e para quem vem de Lisboa, pela Calçada de Carriche, ou pelo túnel do Grilo, Odivelas não passa indiferente, pelo amontoado de prédios que é.

    Mas o que é que mudou afinal?
    A qualidade de vida, sem dúvida.
    Principalmente no que diz respeito a zonas verdes. Essas são as mais notórias.
    Numa cidade, onde cada buraco era espaço para mais um prédio, existem agora, algumas zonas verdes. Não são grandes jardins, até porque já não há espaço para isso, mas existem alguns relvados. Principalmente nos bairros novos.
    Até há bem pouco tempo, cada buraco em Odivelas era visto como o lugar de mais um prédio. Independentemente da sua forma ou altura. Aliás, por cá há prédios de todos os feitios e cores misturados uns com os outros. E construídos praticamente em cima das estradas. Alguns lugares nem passeios têm.


    Agora, e como já disse, Odivelas continua a crescer, mas com mais organização e atenção. Os novos bairros já têm jardins mais amplos, escolas, lojas, ginásios, farmácias, bares... São bairros com qualidade de vida.

    A rede de transportes públicos aumentou e melhorou consideravelmente.

    E até ao nível educacional e cultural (biblioteca, espaços recreativos...), as coisas apesar de a meu ver ainda insuficientes, existem. O que não acontecia antes.

    Odivelas continua e continuará a ser um dormitório. Um subúrbio da capital.
    Mas já não é aquele "só" amontado de prédios sem mais nada que não prédios.
    E isso só foi possível com uma atenção específica aos mais de 150 mil habitantes que aqui habitam.


    Quanto a Queluz, percebo perfeitamente que num concelho como o de Sintra, quando entra por exemplo dinheiro para espaços verdes, ele seja gasto não nos jardins das esquinas de Queluz mas nos de Sintra. É isso que acontece. É a realidade.

    Quanto ao número de freguesias, e como disse, acho que quanto menos melhor.
    Pegando em Odivelas, temos 7 freguesias num espaço de 26,6km2, quando 5 freguesias bastavam.

    E se no resto do país, a cada 7 freguesias se diminuíssem para 5, passávamos de 4 260 actuais para pouco mais de 3000. Número mais que suficiente para um país como o nosso.
     
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  15. N_Fig

    N_Fig
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    Nimbostratus

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    Coimbra (Figueira da Foz aos fins de semana)
    Há casos e casos e acho que não se deve generalizar. Se o concelho de Lisboa é muito pequeno e tem freguesias (é verdade) tem que ser mentira que o de Sintra é grande demais? Acho que se devia dividir o concelho de Sintra e juntar as freguesias de Lisboa em não mais de 6,7 freguesias seriam ambas boas propostas apesar de serem contrárias.
     

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