Energia solar recolhida no espaço em 2016

Tópico em 'Ciência Geral, Tecnologia e Energia' iniciado por Rog 19 Abr 2009 às 23:10.

  1. Rog

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    Cumulonimbus

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    Energia solar recolhida no espaço em 2016


    A eléctrica norte-americana PG&E prevê iniciar a distribuição de energia solar oriunda do espaço em 2016, através da utilização de painéis solares em satélites que se encontram em órbita à volta da Terra.

    Num artigo publicado no blogue da empresa, a PG&E anunciou ter firmado um acordo com a Solaren Corp. para o abastecimento de 200 megawatts recolhidos no espaço nos próximos 15 anos.

    A Solaren pretende usar painéis solares instalados em satélites, uma ideia que foi estudada pela agência espacial norte-americana NASA nos anos setenta e pela administração do ex-presidente Bill Clinton nos anos noventa.

    A energia solar recolhida será posteriormente convertida em ondas de rádio para poder enviada para uma estação em Fresno, Estado da Califórnia, onde é convertida em electricidade e distribuída aos consumidores através da PG&E.

    [​IMG]

    A eléctrica norte-americana afirma no seu blogue que a energia solar disponível no espaço é "entre oito a dez vezes superior à que se obtém na Terra" e independente das condições climatéricas ou das estações do ano.

    A PG&E explica ainda que para os painéis ainda há a vantagem de não ser necessário comprar grandes superfícies para a instalação destes no solo.

    Embora reconhecendo as dificuldades para conseguir alcançar este objectivo, a eléctrica acredita que a Solaren estará em condições de começar a enviar energia solar para os consumidores da PG&R em 2016.

    "Se a Solaren tiver êxito, o mundo das energias renováveis nunca mais será o mesmo", garante a PG&E no seu blogue.

    Fonte: cienciahoje
     
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  2. joseoliveira

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    Os resultados deste projecto a ser implementado num futuro próximo, estando disponíveis ao consumidor geral, certamente será dado um grande passo face à crescente exigência em termos de consumo energético.
    Acredito no entanto que numa fase inicial, que poderá ser muito longa, o acesso a este bem essencial, não seja para todas as bolças. Enfim, o eterno problema da maioria da população mundial, cada vez que surge algo novo. :hmm:
     
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  3. Z13

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    Achei o artigo bastante interessante!:thumbsup:

    Mas o mais curioso foi verificar que pretendem enviar a energia para a Terra em ondas de rádio:confused:

    Supostamente serão das ondas menos energéticas do espectro...:huh:

    Alguém me explica?:)


    z z z z z z z z z z z z z
     
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  4. psm

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    Pois que espectaculo:rolleyes: e rog que me desculpe a ironia deste artigo.
    Gostaria de saber a que orbita vai estar? Pois com a quantidade de lixo espacial que existe lá em cima não sei onde vão colocar os paineis dos satelites?
     
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  5. Rog

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    Nem toda a radiação electromagnética consegue chegar à terra, muita é absorvida pela atmosfera.
    Uma parte do espectro das ondas rádio não são absorvidas pela atmosfera e pode ser utilizada para este fim.
    Penso que também equacionam que com ondas menos enérgicas reduz-se possivelmente alguns riscos com aves e aeronaves que venham a ser cruzar com o envio das ondas.

    Pode ser uma energia interessante, mas penso que esta tecnologia irá despertar interesse para outras utilizações por exemplo militares, o envio concentrado de energia com ondas como raios-x e raios-gama pode constituir uma poderosa arma.. a ver vamos.
     
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  6. Knyght

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    Soa a noticia de dia 1 de Abril, como a electricidade em pó. Sorry pessoal mas como o Rog referiu toda ou qualquer aplicação desse tipo seria utilizada pela industria militar antes que qualquer aposta energética.
    Segundo sendo a energia cara, não sendo comercializada ao mesmo preço que o kW convencional não será vendida. Se a noticias fosse do governo, patrocinando a expriência, em esforço de cumprir Kioto... Mas assim não...
     
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  7. orbitador

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    Cirrus

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    Na minha opinião trata-se de um assunto bastante sério que estará porventura a ser abordado aqui de um modo (demasiado?) superficial.

    A palavra "chave" para se procurar e obter muito + informação é SPS - Solar Power Satellite...

    Não partilho, de todo, a opinião de que "soa a 1 de Abril" e penso que vale a pena aprofundar este assunto.

    Primeiro, sugiro que visitem estes links:

    http://en.wikipedia.org/wiki/Space-based_solar_power (relativamente completo)

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Satélite_de_energia_solar (muito lacónico e com uma opinião algo tendenciosa contra esta tecnologia, talvez para "despachar" ou "rotular" o assunto)

    http://es.wikipedia.org/wiki/Energía_solar_espacial (ao menos, os Espanhóis dão um tratamento mais completo, e, curiosamente, optam por mencionar os projectos de Lunar Solar Power LSP que ainda pode evitar a muito provável de centrais atómicas na Lua)

    http://fr.wikipedia.org/wiki/Centrale_solaire_orbitale (os Françeses afloram a questão central, de que tudo depende do desenvolvimento de uma "verdadeira indústria" fora da terra, tipo ISRU In-Situ-Resource-Utilization, mais uma "palavra-chave" importante - http://en.wikipedia.org/wiki/ISRU )

    A energia solar pode ser transmitida fácilmente através do espaço e sugiro uma vista de olhos a este diagrama para eventualmente talvez se poder "alargar os horizontes" a nível cognitivo, sobre esta problemática.

    Por detrás do dinheiro investido na Estação Espacial Internacional e dos planos para uma base lunar, estão várias coisas que vão acabar por ser feitas, e uma delas é o desenvolvimento desta tecnologia.

    Quanto ás aplicações militares que foram sugeridas, não é bem assim...

    Por um lado a importância política da ISS ( Estação Espacial Internacional ) ainda não é claramente visível, mas há uma boa possibilidade de que prevaleça um bom nível de cooperação internacional no espaço, evitando o risco de uma excessiva "militarização".

    Por outro, e no que respeita ao comprimentos de onda referidos (raios X e raios gama) os projectos desse tipo eram do SDI ( Strategic Defense Initiative ) do Reagan e implicam a detonação de uma bomba atómica em órbita, o que é "algo complicado" para a integridade do GPS e dos Satélites de Telecomunicações:

    Os espelhos em óbita podem ser usados, em teoria, como uma arma para guerra espacial, mas basta ter um espelho para deflectir o ataque...

    Pode-se tentar usar um espelho para iluminar uma zona da guerra, durante um conflito nocturno, mas essa aplicação tem muitas limitações.

    Note-se que esse "Luar artificial" também pode servir para fins pacíficos, tipo iluminar Lisboa depois de um terramoto ou tsunami tão destruidor que toda a iluminação pública seja temporáriamente aniquilada, ficando tudo numas trevas dantescas.

    Link para essa tecnologia: http://en.wikipedia.org/wiki/Znamya_(space_mirror)

    Por último, comento que tive a possibilidade de falar pessoalmente ainda durante algum tempo com Peter Glaser numa conferência da Federação Internacional de Astronáutica em 1992 e que, desde então, que tenho testemunhado e acompanhado diversas tentativas e propostas, que vão sendo cada vez mais realísticas e exequíveis de se desenvolver esta tecnologia, que na minha opinião, é verdadeiramente "incontornável".

    Desejo boa sorte a essa "start-up" e espero bem que muito boa gente, lá por não terem tido condições económicas e políticas de serem eles a conseguir desenvolver essa tecnologia, consigam ultrapassar alguma eventual frustração narcíssica, e não deixem de apoiar firmemente os esforços das novas gerações, que se aproximam cada vez mais da realização desse "sonho".

    Ver: http://en.wikipedia.org/wiki/Solaren
     
  8. orbitador

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    Cirrus

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    Quanto a esta ideia, que á partida até parecerá ter uma lógica inatacável...

    Sem sequer tocar na questão do (inexistente?) papel do governo Norte-Americano ao criar condições para a existência da startup "Solaren", aproveito para levantar a seguinte duvida:

    Não será que poderá haver uma certa "distorção das coisas" devida ao facto de que devido á crise económica, algumas das ideias do Keynes actualmente estarem (excessivamente?) na "moda" para se conter os excessos cometidos?


    Isto parece que está a ser suficiente para ultrapassar a crise económica...

    E para lidar com a crise ambiental?

    Além de "apagar" os "fogos florestais" ateados pela ganância de alguns, injectando "rios de dinheiro" para apagar as chamas e evitar que a economia fique transformada em cinzas, também há outras coisas que os governos podem fazer...

    Tem de haver muito mais colaboração internacional para que coisas como "kyoto" possam funcionar.

    Depois de tudo o que aconteceu, qual o futuro papel do sector privado?

    Todos usamos carros, e lá por "algumas pessoas" guiarem muito mal e causarem sinstros acidentes económicos "muito caros" que depois causam "engarrafamentos globais gigantescos", isso não quererá dizer (necessáriamente) que as pessoas agora, de repente, deixem de "acreditar piamente" nos carros... i.e. no "sector privado".

    Na mesma linha, convido-vos a darem uma vista de olhos a um artigo "Orbiting gas station could refuel lunar missions" que sugere que o papel do sector privado é "vital" para viabilizar o acesso ao espaço, permitir a contrução destes satélites "tipo painel solar gigante", entre muitas outras coisas.

    Trata-se sobretudo, de viabilizar a geração do necessário apoio das populações para a resolução dos terríveis problemas ligados ao aquecimento global.

    Qual vai ser o impacto do tal "Gaia Capaitalism"?

    Qual a vossa opinião sobre este site? Ver: http://www.virginfuels.org/index.php?section=1

    Será mesmo apenas mais uma efémera "buzzword"? Ou será uma solução viável pois é uma que apela aos (profundos?) instintos venais do (altruista?) ser humano?

    Quanto aos (proibitivos?) custos de "recolher energia solar no espaço", sugiro que meditem sobre este artigo:

     
    #8 orbitador, 11 Ago 2009 às 13:03
    Última edição: 11 Ago 2009 às 13:12

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