Espécies arbóreas e arbustivas do Algarve

Tópico em 'Biosfera e Atmosfera' iniciado por frederico 15 Nov 2014 às 02:19.

  1. frederico

    frederico
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    Sobreiro (Quercus suber)

    Foi no passado uma das espécies dominantes da flora da região algarvia. Mais comum nas serras do Caldeirão e de Monchique, estaria também presente no litoral do sotavento. Rara ou ausente no Nordeste algarvio e Baixo Guadiana (concelhos de Alcoutim e Castro Marim), e no barrocal algarvio.

    O número de exemplares da espécie caiu drasticamente na última década devido a incêndios, períodos prolongados de seca e à «doença do sobreiro».

    Azinheira (Quercus ilex rotundifolia)

    Dominou o estrato arbóreo no barrocal algarvio, Nordeste e Baixo Guadiana (concelhos de Alcoutim e Castro Marim). Comum na serra do Caldeirão, especialmente nas regiões mais orientais da serra. A espécie foi cultivada para a colheita de bolota. A sua madeira era muito apreciada.

    Carvalho-de-Monchique (Quercus canariensis)

    A sua presença está registada na serra de Monchique e no concelho de Odemira, contudo é possível que no passado tenha marcado presença na serra do Caldeirão. Está quase extinto em Portugal, devido aos incêndios florestais e à expansão do eucalipto e do pinheiro-bravo.

    Castanheiro (Castanea sativa)

    No passado existiu um souto de grandes dimensões na serra de Monchique. Era a primeira castanha a chegar aos mercados. Está também registada a presença da espécie na serra de Tavira, no século XVIII. Tendo em conta a existência de soutos na serra de Aracena, e possível que séculos atrás o castanheiro tenha sido comum nas zonas mais húmidas das serras algarvias.

    Alfarrobeira (Ceratonia siliqua)

    É discutível se se trata de uma espécia introduzida ou índigena. A espécie é cultivada no litoral e no barrocal. Quando as condições são favoráveis, pode atingir grandes dimensões. No século XIX e na primeira metade do século XX a alfarrobeira começou a ser cultivada na região serrana, contudo a produtividade nesta sub-região é muito baixa.

    Álamo (Populus alba)

    É provavelmente o choupo mais comum no Algarve. Ocorre no litoral, especialmente no sotavento, formando galerias em cursos de água ou bosquetes em vales. Grande valor ornamental, em condições favoráveis pode atingir grandes dimensões.

    Carvalho-cerquinho (Quercus faginea alpestris)

    Árvore muito rara na região, devido à acção antropogénica. Terá sido comum no passado, no barrocal e nas serras do barlavento.

    Carvalho-negral (Quercus pyrenaica) ?

    É provável que esta espécie tenha marcado presença nos pontos mais altos e frios das serras algarvias. O carvalho-negral ocorre na Andaluzia a latitudes inferiores. Está registada a ocorrência natural do carvalho-negral no Baixo Alentejo, perto da serra de Monchique.

    Medronheiro (Arbutus unedo)

    Arbusto comum nas serras dos concelhos de Tavira, São Brás de Alportes, Loulé, Silves ou Monchique. Ausente no Nordeste algarvio. Em condições favoráveis pode atingir os 15 metros. Surge com frequência associado a espécies do género Quercus, contudo no passado poderão ter existido bosques constituídos apenas por medronheiro.

    Amieiro (Alnus glutinosa)

    Ocorre em galerias ribeirinhas, em cursos de água permanentes. Pode atingir os 30 metros. Espécie rara no Algarve, o amieiro pode ser encontrado na serra de Monchique.

    Freixo (Fraxinus angustifolia)

    Ocorre especialmente no sotavento, especialmente nos vales das ribeiras do Almargem, Asseca ou Beliche. É possível que no passado tenha formado densos bosques em torno das grandes ribeiras da região. Devido ao abandono recente da agricultura, a espécie está a regenerar em alguns pontos da região algarvia.

    Loendro (Nerium oleander)

    Forma galerias nos cursos de água temporários das serras, especialmente no sotavento. Arbusto muito comum na região.

    Murta (Myrtus communis)

    Arbusto ou pequena árvore, com interesse medicinal. Ocorre em alguns pontos das serras do sotavento, mas terá sido muito mais comum no passado. Tal como sucedeu com outras espécies das serras do sotavento, a murta foi removida devido às campanha do trigo. Muitos exemplares também se perderam nos incêndios recentes.

    Zambujeiro (Olea europaea sylvestris)

    Arbusto ou árvore de médio porte (até 15 m), comum em terrenos agrícolas abandonados do litoral ou do barrocal. Pode atingir os 2000 anos de longevidade.

    Terebinto (Pistacia terebinthus)

    Pequena árvore ou arbusto. Rara, ocorre apenas no Sotavento.

    Choupo (Populus nigra)

    Menos comum que o Populus alba. Ocorrem alguns exemplares isolados dispersos pela região, perto das principais ribeiras.

    Aroeira (Pistacia lentiscus)

    Arbusto ou raramente pequena árvore, ocorre em matos, em zonas mais quentes do barrocal e do litoral. Espécie muito comum na região.

    Pereiro-bravo (Pyrus bourgaeana)

    Arbusto ou árvore de pequeno porte. Esta espécie surge com frequência associada ao sobreiro e à azinheira, na serra do Caldeirão.


    Continua...
     
    MSantos e Thomar gostaram disto.

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