Floresta portuguesa e os incêndios

Tópico em 'Biosfera e Atmosfera' iniciado por frederico 20 Jul 2010 às 22:23.

  1. frederico

    frederico
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    Cumulonimbus

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    Noto aqui nos distritos de Aveiro, Porto, Braga ou Viana que existem eucaliptos por todo o lado, e não se trata de matas de produção, são pequenos bosquetes aqui e acolá, de 10, 20, 30 40 árvores, mas são tantos destes agrupamentos que acabam por descaracterizar por completo a paisagem.

    Por outro lado, encontram-se muitos carvalhos-roble isolados a tentar crescer por entre a praga, e ao pé da minha casa aqui no S. João até encontrei um bosquete muito interessante com muitos carvalhos-roble de grande e pequena dimensão, e alguns sobreiros bem altos.

    Seria interessante que as autarquias desenvolvessem projectos de limpeza da paisagem, em conjunto com a população, cortando os eucaliptos e plantando carvalhos. Eventualmente poderiam deixar alguns eucaliptos com valor histórico ou de grande porte.

    Segundo me foi dito, há locais na Alemanha onde são muito cuidados com as árvores que autorizam, para não descaracterizar a paisagem.

    Isto que vou dizer poderá ser polémico, mas acho que o Noroeste, à custa de tanto eucalipto e mau ordenamento, é a região com a paisagem mais descaracterizada do país.

    O que pensam sobre o assunto?
     
  2. Minho

    Minho
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    Cumulonimbus

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    Penso que o clima aqui existente propicia condições para a propagação descontrolada desta espécie... todo o mal foi plantar o primeiro eucalipto. Esta espécie comporta-se como espécie invasora não dando espaço nem hipóteses de crescimento à restante vegetação. Se repares na Galiza sofrem exactamente o mesmo mal com milhares de hectares de eucaliptais.

    Falo também com alguma experiência própria pois, desde o início do ano que no monte onde tenho a estação meteorológica travo uma "luta" contra esta espécie. Já se plantaram carvalhos, castanheiros, vidoeiros e algumas árvores de fruto. Cortaram-se todos os eucaliptos deixando selectivamente e apenas as árvores autóctones. Posso dizer que nem 30 dias passam após o corte e os troncos já estão cheios de rebentos novamente.

    É um luta é difícil pois, é quase impossível eliminar os eucaliptos pelo simples corte uma vez que trata-se de uma árvore incrivelmente resistente. Basta ver como se regenera após os incêndios florestais. Ou bem que se arrancam pela raiz ou se usam herbicidas próprios.
     
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  3. AnDré

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    O lugar onde estive que mais vi isso de perto nem foi na Alemanha, mas no Luxemburgo. Aí o controlo é total! Quase posso dizer que as árvores estão tão organizadas lá que "até irrita". :p

    E concordo com o que dizes frederico. A região do Porto e Aveiro está ao nível florestal, completamente descaracterizada.

    Mas como o Minho diz, é uma árvore incrivelmente resistente e que se expande a grande velocidade.
     
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  4. Paulo H

    Paulo H
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    Cumulonimbus

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    Também na Beira Baixa há bastantes Eucaliptos em pequenas corelas (propriedades pequenas) ou bosquetes isolados por campo aberto. Mas a paisagem dominante ainda é o pinheiro bravo à excepção da raia com sobreiro e azinheira, e da zona de transição com mata original de carvalhos, não esquecendo os soutos de castanheiro um pouco abandonados submissos aos avanços pinheiro bravo na Gardunha. Existe também floresta de eucalipto para produção de pasta de papel ao longo da falha do rio ponsul desde castelo branco até vila velha de rodão.

    Por aqui a introdução do eucalipto deve-se acima de tudo ao desespero! Como pode uma população rural pobre, onde a exploração da resina faliu economicamente (importada à china), locais onde os incêndios lavram em média de 15 em 15 anos, sabendo que o pinheiro demora 30-40 anos a estar pronto para cortar, enquanto o eucalipto demora 7-10 anos para cortar?

    É óbvio que a necessidade e o desespero em obter mais recursos, levam as populações a apostar no eucalipto. E não é por falta de sensatez, elas sabem bem que onde cresce eucalipto, não cresce mais nada, nem mato! O eucalipto cresce rápido demais, é uma árvore que não só explora ao máximo os recursos (matéria orgânica, água do subsolo) com também inibe o crescimento de outras árvores e plantas, devido ao facto de estes contribuirem muito pouco em folhas mortas, devido ao seu rápido crescimento que condiciona a exposição solar ao nível do solo, devido à sua estratégia de sobrevivência evaporando substâncias aromaticas (ex: eucaliptol) que inibem o desenvolvimento de outras plantas e árvores.

    O que fazer contra tudo isto?
    - Eliminar os eucaliptos dos baldios, linhas de água, nascentes, e 100m à volta das casas.
    - Implementar um ordenamento florestal à seria, para cumprir!
    - Implementar todo um conjunto de acções preventivas no combate aos incêndios, incentivando a limpeza dos matos, mas removendo-os, não os deixar lá cortadinhos a secar para pegar fogo!
    - Incentivar a colheita da resina do pinheiro, desta forma, gera-se emprego, limpam-se matos, guarda-se a floresta, cria-se valor acrescentado à floresta em vez de importar da china!
    - Incentivar novos tipos de floresta, alternados, que não sejam apenas de pinheiro bravo, com árvores mais resistentes aos incêndios.
    - Impedir/regulamentar as divisões das propriedades, para que estas não se tornem micro-minifundios sem qualquer hipótese de se tornarem rentáveis.

    Não se pode chegar a uma terra e cortar eucaliptos por decreto! As propriedades ainda são das pessoas, não são do governo! Outra coisa é falar de ordenamento florestal a fazer cumprir a partir de um ano X!

    E para que saibam, ainda há pior que eucaliptos (ao menos estes servem para pasta de papel)! Existe outra árvore, originária igualmente da Austrália, e que é uma verdadeira praga não tendo qualquer valor econômico: a acácia (mimosa)! Tal como o eucalipto, é uma árvore feita para sobreviver ao corte, ao fogo, à seca, às pragas, a tudo! Se cortamos uma acacia ou eucalipto, da mesma raiz nascem uma dúzia de rebentos. Se em vez de cortar, queimarmos, no caso da acácia é o mesmo que cortar, no caso do eucalipto rebentam ao longo do tronco até ao topo dezenas de rebentos novos e tornam o eucalipto inútil para mais nada!

    Em Portugal, nunca se levou a sério a necessidade das populações que vivem da floresta, nunca se praticou qualquer tipo de ordenamento florestal levado a sério para cumprir! Em Portugal, apenas aparecem políticos que lançam umas idéias e tal, fazem umas ameaças à população envelhecida no sentido de lhes obrigar a limpar a floresta, e limitam-se a fazer estatísticas sobre épocas de incêndios! É um país a brincar, ainda duvidam?

    Quando passam os incêndios, dizimando florestas de pinheiro, vêm os políticos a correr prometendo mundos e fundos, garantindo a reflorestação e a venda da madeira queimada recepcionada em parques locais. Tudo falso, mas completamente falso!!
    Eu se quisesse vender os meus pinheiros queimados, tinha de pagar para que viessem corta-los e transporta-los no máximo até 2 meses após o incêndio, porque depois a madeira não vale nada, pesa 10% do peso inicial pois ganha bicho e apodrece! Não se consegue vender essa madeira porque são milhares de hectares queimados e não há escoamento possível nem para aproveitar 1/4 da madeira! Mas pronto, os políticos falaram e a caravana passa, quem não entende acredita mesmo nestas ajudas do governo! O outro falso mito, é a reflorestação que o governo apregoa logo a seguir aos incêndios, nada mais falso! Estávamos bem tramados se estivéssemos à espera.. A reflorestaçâo do pinheiro bravo é em 99.9% dos casos, tão só e apenas um processo de regeneração natural e funciona muito bem (excepto quando os pinheiros queimados ainda eram jovens, sem pinhas), mas lá está, os políticos falam, prometem e ainda há quem acredite!
     
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  5. Teles

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    Cumulonimbus

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    Tal como em muitos locais aqui o eucalipto é a árvore dominante infelizmente mas também reparo numa coisa ,é a árvore que mais rápido cresce ora por isso mesmo , seja a mais plantada para fins lucrativos.
    O eucalipto tornou-se uma praga em Portugal e como tál o grande problema também desta árvore é a sua desorganização , muitos produtores não respeitam a margem de plantio e depois também não limpam os excedentes da planta, ficando assim tipo com um ar de abandono e selvagem , para um eucalipto sobreviver normalmente ele consome o que equivale 1 kg de madeira / 350 L de água. Os estudos demonstram que: no período de 1998 a 2004, a evapotranspiração (ou consu-mo médio de água pelo eucalipto) foi de 1.092 mm/ano (ou litros/m2/ano)
     
  6. duero

    duero
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    Nimbostratus

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    Concordo e nao concordo.

    Concordo en casi todo, e sobre tudo na questiao política. Nao conhezo os politicos portugueses, só os nomes, Soares, Cavaco Silva e Barroso.
    Aqui, en España eu penso que os politicos sao o peor, os mais ignorantes van a política, e nao preocupalhes outra cosa que apanhar dinero.

    HOJE NAO EXISTEN OS AUTENTICOS ESTADISTAS.

    Nao ha estadistas, só funcionarios, que o unico que interesalhes e ganhar dinero.

    NINGUEN COMPRENDE NADA, NAO HA ANALISE, NAO HA OLHAR PARA O FUTURO, NAO HA PREVISIÓN.

    Ninguen previu o que o eucalipto fazia, agora o eucalipto só pode ser eliminado "de raíz". E ainda mais, agora o eucalipto baixa, O BRASIL é a maior potencia "eucaliptal" do planeta, e va a mais. O CONO SUR (URUGUAY, ARGENTINA Y CHILE) ja estao a plantar miles de hectareas.

    MAIS OFERTA É MENOS PREZO.


    UNA COSA QUE VOSE DIZERA CHAMOUME A ATENÇAO.

    Por aqui a introdução do eucalipto deve-se acima de tudo ao desespero! Como pode uma população rural pobre, onde a exploração da resina faliu economicamente (importada à china), locais onde os incêndios lavram em média de 15 em 15 anos, sabendo que o pinheiro demora 30-40 anos a estar pronto para cortar, enquanto o eucalipto demora 7-10 anos para cortar?

    Afortunadamente na minha regiao nunca huvo eucaliptos, o clima mediterraneo continental nao permitu. Ha una vila chamada CUELLAR (provincia de SEGOVIA), ela era moito famosa por a resina, mais a resina faliu.

    FALIU A RESINA O FALIARAM OS POLÍTICOS?

    A resina primeiro fora sustituida por produtos sinteticos do petroleo, e despois por importaçoes da China, sim é verdade.

    MAIS......

    -Ninguen "viu" que o petroleo subiria de prezo, cada día mais escaso, e cada día precisamos mais. Ja agora os sinteticos do petroleo nao sao baratos, e en unos poucos anos eu acredito que nao existiran sinteticos do petroleo, pois tudo o petroleo vai pra combustivel.

    -Ninguen "viu" que China iba desenvolverse tao rapido, e que nao sempre ficaria como exportadora de materia prima. En unos poucos anos China eu acredito que China vai "importar" materia prima, China "importará" resina.

    Sen sinteticos de petroleo e sen importaçoes de China será preciso tornar ao pinus pinaster.

    Ja o prezo da resina do pinus pinaster subiu, e eu penso que ainda estara a subir mais, de novo será moito rentavel económicamente, ainda mais que os eucaliptos, pois BRASIL apanhara tudo o mercado.

    NAO HA POLITICOS QUE VEJAM O QUE UNA CRIANZA PODE VER?
    NAO HA NINGUEN QUE VEJA ISO? PETROLEO MAIS CARO, E CHINA A DESENVOLVER E TORNAR NAÇAO IMPORTADORA DE MATERIAS PRIMAS.

    NINGUEN VE ESO, O EU ESTOU EN ERRO?

    AINDA MAIS, A MAIOR RIQUEZA DA NAÇAO É O QUE TEMOS ENTRE O PESCOZO E O CABELO, E QUE SUPOSTAMENTE TEN NEURONAS.

    VOSE CONHECE QUE O PYCNOGENOL?

    O PYCNOGENOL É O MELHOR ANTIDIABETICO DO MONDO. É UNA SUBSTANCIA DO PINUS PINASTER.


    SIM, ha uns anos, duas científicas da Alemanha fizeram una descoberta, o pinus pinaster ten una substancia que é o melhor antidiabetico do mondo.

    MAIS........Alemanha nao ten pinus pinaster.

    Na Europa ha 20 milhoes de diabeticos e outros 20 milhoes nos Estados Unidos. Vose sabe canto dinheiro é iso?

    E tudo iso, ese dinheiro é a poucos kms da minha casa, e da sua casa.

    E nao é preciso cortar a árvore, a árvore pode ficar para madera o resina.
    Esa substancia é na corteza e as ramas. Un poquinho da corteza e ramas e vose ja ten o melhor antidiabetico do mondo.

    HA ALGUN POLITICO NA MINHA REGIAÓ QUE CHAMARA AS CIENTIFICAS ALEMANAS PRA TRABALHAR E FICAR AQUI?

    A vila de CUELLAR é tuda rodeada de 100.000 has. de pinus pinaster.

    NENHUMO, nenhumo político chamou as científicas alemanas. Eu acredito que os políticos ni siquiera conhecen o estudio científico.


    Ao final sempre é o mesmo. As florestas poden ficar si os habitantes do territorio poden viver de elas, é eles ven que a floresta é a riqueza e o seu pao. Entao nao é preciso o governo. As propias pessoas van coidar da floresta, pois eles viven da floresta.


    AQUI DEIXO A NOTICIA (en español).



    Antidiabético en la corteza del pino[/SIZE]

    La diabetes, que afecta a más de 19 millones de europeos, podría beneficiarse del descubrimiento de un nuevo antidiabético extraído de la corteza del pino


    Cerca de 400 suplementos dietéticos y productos multivitamínicos tienen al pino marítimo como fuente común. El más tradicional es la trementina; el más nuevo, el pycnogenol, capaz de inhibir la alfa-glucosidasa 190 veces más que los productos sintéticos empleados en la lucha contra la diabetes. Investigadores alemanes subrayan el potencial coste-beneficio de un tratamiento de estas características en la lucha contra una de las peores epidemias del siglo XXI.

    El pino marítimo (Pinus pinaster) es una conífera que, atenazada cada verano por devastadores incendios forestales, se distribuye formando masas boscosas en los países ribereños del Mediterráneo occidental y también de la parte atlántica de Francia y Portugal. Se trata de un árbol que alcanza hasta 30 metros de talla, con copa clara y un porte irregular y desgarbado. Su corteza, muy gruesa y de color marrón rojizo, aparece irregularmente agrietada y exuda abundante resina.

    Desde tiempos muy antiguos, su importancia económica quedaba justificada por el aprovechamiento de la madera, de limitada calidad, principalmente por la resina que desprende. En la actualidad, es también una variedad muy utilizada en repoblaciones forestales y el cultivo ornamental en fincas y jardines. De la resina del pino marítimo, boticarios ancestrales extraían la trementina, que empleaban con fines medicinales en emplastos, linimentos, jarabes antisépticos y balsámicos.

    Antidiabético alternativo

    Petra Hogger y Angelika Schafer, dos investigadoras de remedios naturales de la Universidad de Wurzburgo (Alemania) han publicado en una edición reciente en la revista Diabetes Research and Clinical Practice un artículo que dará mucho de qué hablar. En él dan cuenta del descubrimiento de un nuevo principio activo presente en la corteza del árbol, el pycnogenol, capaz de inhibir un enzima relacionado con la absorción de glucosa a nivel intestinal 190 veces más que los medicamentos sintéticos empleados a tal fin.

    Las investigadoras creen que el pycnogenol permitiría acometer muchos más casos de diabetes y de manera más rápida y eficaz que con las estrategias actuales
    Aun cuando el remedio extraído todavía no ha traspasado la frontera del laboratorio y no ha sido ensayado en clínica humana, las científicas destacan el potencial de un producto de estas características para hacer frente a uno de los principales retos de salud en todo el mundo. «La diabetes mellitus tipo 2 ha pasado a convertirse en una enfermedad grave de creciente prevalencia en todas partes», recuerda Hogger, para quien el pycnogenol permitiría acometer muchos más casos, de manera más rápida y eficaz que con las estrategias actuales.

    Se calcula que sólo en la Unión Europea los diabéticos superan el 4% de la población general, con más de 19 millones de enfermos diagnosticados; pero en los próximos 20 años se espera que la cifra llegue a doblarse. En EEUU, los diabéticos acaparan ahora mismo un 7% de la población censada, con 20 millones de casos diagnosticados. Allí se han llevado a cabo estudios de costes que revelan el precio de tan arrolladora enfermedad en las arcas públicas: 132.000 millones de dólares, de los que sólo 92.000 pertenecen a los costes en medicación (según datos de la American Diabetes Association publicados en el 2002).

    Pycnogenol
    Para verificar la utilidad de pycnogenol como agente antidiabético, el artículo de Hogger y Schafer da cuenta de un ensayo en el que se contrastó su efecto con el de un extracto de té verde y la acarbosa (Glucobay®, de Bayer). El objetivo no era otro que medir la capacidad de cada uno de estos tres compuestos seleccionados para inhibir la alfa-glucosidasa, una enzima presente en el intestino grueso que toma parte en el metabolismo de los hidratos de carbono y la producción de glucosa. Desde una perspectiva clínica, la inhibición de dicha enzima resulta crucial para prevenir los picos de glucosa en sangre de los diabéticos tras cada comida.

    El ensayo, llevado a cabo in vitro, reveló que el efecto inhibidor más potente fue el llevado a cabo con pycnogenol, seguido curiosamente del té verde y con el fármaco sintético en última instancia. «Como que hay constancia de la presencia de alfa-glucosidasa ya en el duodeno, es muy probable que el extracto de la corteza de pino identificado ejerza su efecto inhibidor antes, actuando en sinergia con determinadas proteínas de las bacterias colonizadoras del tracto digestivo», sostienen las investigadoras.

    SALUD BIEN ENRAIZADA
    Un sabor especial la delata. La esencia de pino está detrás de no pocos productos anticatarrales y antihistamínicos de uso común. Desde hace siglos, el hombre se ha servido de la corteza, la resina, las hojas punzantes e incluso las yemas del pino marítimo para curar. Además del pycnogenol y la trementina, la corteza de pino es rica también en taninos y leucocianidol. La trementina, por su parte, basa su acción reparadora en una serie de hidrocarburos terpénicos presentes en su formulación (pinenos, canfenos y sesquiterpenos). Las hojas, de sabor fuerte y amargo, son especialmente ricas en taninos y flavonoides.

    El leucocianidol posee propiedades antihemorrágicas y controla la permeabilidad sanguínea aumentando la resistencia capilar. Los taninos, por su naturaleza astringente, pueden emplearse como antidiarreicos, hemostáticos locales y cicatrizantes. La trementina y su esencia tienen una acción expectorante, antiséptica de vías respiratorias y urinarias y, en uso tópico, rubefaciente. Su empleo más habitual es en las afecciones respiratorias (rinitis, sinusitis, faringitis, gripe, resfriados, laringitis, traqueitis, bronquitis y asma) infecciones urinarias (cistitis, uretritis y prostatitis) y también en afecciones reumáticas, varices y hemorroides.

    En uso tópico se usa para curar inflamaciones osteoarticulares, heridas, parodontopatías y vulvovaginitis. No obstante, la trementina se contraindica en personas con hipersensibilidad al aceite esencial o insuficiencia renal. Tampoco se administra durante el embarazo o la lactancia, a niños menores de seis años o a pacientes con gastritis, úlceras gastroduodenales, síndrome del intestino irritable, colitis ulcerosa, enfermedad de Crohn, hepatopatías, epilepsia, enfermedad de Parkinson u otros síndromes neurológicos.
     
  7. MSantos

    MSantos
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    Super Célula

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    Não quero fazer de advogado do diabo mas nem tudo é mau no eucalipto, Portugal é um grande produtor de papel e isso só é possível graças à floresta de produção de eucalipto que gera milhões de euros em exportações e centenas ou talvez milhares de postos de trabalho. Num país com tanto desemprego como o nosso este é um factor a ter em conta;)

    Actualmente, o eucalipto ocupa 830 mil hectares, ou seja, 26 por cento da floresta portuguesa, o que é claramente demais. Problema do eucalipto é o desordenamento florestal do nosso país se as coisas fossem bem feitas os eucaliptos e a biodiversidade podiam continuar a existir em harmonia.

    A plantação do eucalipto tem que ser moderada para este não empobrecer mais ainda o solo e destruir recursos hídricos de muitas áreas. No lugar do eucalipto deviam-se plantar espécies nativas mas este processo de transição tem que ser gradual pois se todos os eucaliptos fossem cortados hoje a erosão provocada seria catastrófica.

    O eucalipto não é uma espécie invasora pois a grande maioria dos eucaliptos que estão em Portugal são plantados e não são resultado da expansão natural da espécie, logo a espécie está sob controlo, se forem cortados acaba o problema.

    Os verdadeiros "problemas" da nossa floresta são as acácias e as mimosas, árvores que não contribuem em nada para o nosso País e lentamente vão ocupando o lugar das nossas espécies florestais, aparentemente não há solução para este problema, pois são árvores de rápido crescimento e que produzem imensas sementes num curto espaço de tempo. O corte e a queima não resolvem o problema pois são árvores que beneficiam muito com o fogo e o corte apenas atrasa o seu desenvolvimento.
     
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  8. Agreste

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    Os 2 únicos exemplos de organização florestal que funcionam bem são os Pinhais de Leiria e outras matas do Estado onde não há pressa de recolher os dividendos e as matas de eucalipto da Portucel onde o rendimento do tipo de povoamentos permite reinvestir na prevenção de incêndios. O regime associativo tem muitas dificuldades (basta ver as desavenças na gestão dos baldios), o proprietário rural português é avesso ao espírito comunitário, o proprietário urbano não sabe onde fica o terreno e em geral o gosto português é fraco culturalmente no reconhecimento dos produtos florestais de origem nacional.
     
  9. jonhfx

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    O problema das Florestas no nosso País é o crescente despovoamento rural, falta de limpeza das matas, a impunidade que os pirómanos gozam; até poderia enumerar muitas mais,incluído a falta de meios, mas quando por dia acontecem mais de 400 incêndios não carro de bombeiro,corpo de bombeiros ou meio aéreo que nos valha!
     
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  10. Paulo H

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    Passa um pouco por aí, mas:

    Crescente despovoamento rural:

    O que fazer? A desertificação do interior tem a ver com a migração para as cidades por razões económicas e também devido ao envelhecimento da população.

    - Falta de limpeza das matas:

    A desertificação e envelhecimento da população rural, explicam um pouco a falta de limpeza das matas. Antigamente, o mato era consumido pelos rebanhos, ou cortado para fazer a cama dos animais. Hoje em dia, compra-se palha, ração, corta-se erva ou milho das hortas que estão mais perto. Antigamente brigava-se por causa do mato, havia menos!

    E não basta querer cortar o mato, é preciso removê-lo da floresta! E quem vai fazê-lo, os velhinhos das aldeias?? Qual é a outra solução, vir um político fazer ameaças para lhes retirar as terras? Penso que não..

    A impunidade que os pirómanos gozam:

    É um facto, e verifica-se inclusivé que estes são reincidentes (já passaram por estabelecimentos prisionais). Aqui a solução é política no sentido de adequar as leis, por forma a serem mais eficazes e pesadas, e de providenciar meios às polícias.

    Falta de meios:

    É um facto, que tem-se cortado muito nos equipamentos de prevenção. Devia-se dar mais condições para os bombeiros trabalharem.

    A coordenação de operações, também deveria estar mais próxima e não tanto centralizada. Compreendo que seja uma forma de gerir meios de actuação em áreas admnistrativas diferentes, de forma a poupar recursos, mas.. não funciona!

    Deveria de haver um compromisso entre o ministério da admnistração interna e o ministério da defesa. O ministério da defesa tem certamente um orçamento limitado, para que possa gastá-lo em coisas que são do ministério da admnistração interna, contudo, há dinheiro para submarinos e para missões no estrangeiro, certo?? Penso que aqui a responsabilidade ultrapassa os ministérios, extravazando-se para o nossos Primeiro Ministro e Presidente da República!

    Penso que estar a contratar pilotos privados é mais caro que recrutar pilotos do exército, certo?

    Outras razões:

    Nos anos 80 acabou a exploração da resina de pinheiro:

    Substituída por produtos sintéticos a preços mais rentáveis, e mais tarde importando resina natural de países como a China.

    A exploração da resina, era não só um complemento económico para as populações rurais, mas também tinha outro efeito muito importante:
    mantinha-se desta forma as florestas habitadas e vigiadas!

    Às vezes procuram-se as soluções mais rentáveis, mas depois os efeitos são indesejáveis e perversos (desertificação+envelhecimento+crime = incêndios).

    5% das causas poderão não ser de origem criminosa:

    - Negligência (queimadas, pirotecnia nas festas)
    - Lixo na floresta (vidros, plásticos, latas de tinta, latas de cosméticos combustíveis aerosois), a uma dada temperatura podem iniciar incêndios.
    - Cigarros mal apagados (ex: deitados fora enquanto se conduz).
     
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  11. Mário Barros

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    Re: O Estado do País

    Governo «corre o risco de ser instrumento das celuloses»

     
  12. Mário Barros

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    Re: O Estado do País

    Como é, senhor ministro ?


    Sócrates corrige ministro da Agricultura

    Eu não achava má ideia.
     
  13. Agreste

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    Blog interessante e um ponto de vista igualmente interessante que se estende pela caixa de comentários a este post... :thumbsup:

    http://ambio.blogspot.com/2010/08/as-economias-baseadas-na-gestao-de.html

     
  14. Paulo H

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  15. Paulo H

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    Cumulonimbus

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    Re: Floresta portuguesa e os incêndio

    Por acaso o estado é um péssimo vizinho! As matas nacionais e parques florestais do estado ardem igual aos baldios, senão vejamos:
    - Peneda/Gerês
    - Estrela
    - Malcata
    - Sintra
    - Pinhal de Leiria
    - (...)

    Gostava de relembrar que o grande incêndio de 2003 que reduziu a cinzas 80% dos concelhos de oleiros, proença-a-nova, sertã, mação, vila de rei, começou precisamente numa zona limpa de mato e reflorestada apoiada pelo estado, algures entre a Serra da Gardunha e do Açor!

    Não nos atirem areia pros olhos, o pior exemplo é o Estado! Pior pagador, pior cumpridor de promessas de ajudas nas calamidades, pior pagador de dívidas, pior na hora de investir ou ajudar na prevenção, pior em tudo! E se nunca ajudou a sério no tempo das vacas gordas, agora e no futuro muito menos.

    Só não vê quem não quer.. Quando a união europeia quis ajudar na prevenção e ordenamento das florestas, o nosso estado preocupou-se mais em limitar os fundos para aqueles que tinham maiores propriedades, com a ressalva de que os pequenos proprietários (>90%) se podiam associar caso pretendessem obter ajudas! E depois fala-se muito, é um atentado à inteligência das pessoas, então corta-se o mato, limpa-se a floresta segundo eles não é? E então onde posso eu deixar o mato? Vou deixa-lo à porta da assembleia da república?? É que se deixamos cortadinho debaixo dos pinheiros, então seco ainda arderá melhor, correcto? Juízo, é preciso ter juízo e não enganar as pessoas..
     
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