Guia de poupança

Tópico em 'Off-Topic' iniciado por Mário Barros 14 Mar 2012 às 21:03.

  1. Mário Barros

    Mário Barros
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    Furacão

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    Nestes tempos em que já anda tudo roxo de tanto apertar o cinto, eis um tópico dedicado aos tempos que vivemos.

    31 dicas para ter uma boa vida com menos dinheiro
    Mais dicas aceitam-se :thumbsup:
     
  2. Vince

    Vince
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    Furacão

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    Dois cafés por dia fora de casa a 0,60€ cada são 438€ num ano, paga uma mensalidade da casa.
    E tomar o pequeno almoço fora paga outra.
    E se for um casal, é só fazer as contas hehe


    Sobre o blogue que fala esse texto:
    http://tostoescadecasa.blogspot.com/

    [ame="http://videos.sapo.pt/9t1sDBCk1I5R0zqYRF6F"]Centenas de blogues com sugestões para gerir melho - SIC - SAPO Vídeos[/ame]
     
  3. amando96

    amando96
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    Nimbostratus

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    O problema é que muitos já viviam assim antes da 'crise'... nalguns casos simplesmente não dá para apertar mais o cinto.
     
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  4. Lousano

    Lousano
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    Cumulonimbus

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    Deixo também um conselho.

    Frutas e verduras da época. - Mais saborosos, nutritivos e baratos.
     
  5. Knyght

    Knyght
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    Cumulonimbus

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    A pílula também são a volta dos 15€ por mês, sempre são 180€ por ano para por no banco que multiplicará por 9 dando 1620€ que vai entregar-me em crédito para criar nos primeiros anos do crianço... :lmao:
     
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  6. Lousano

    Lousano
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    Cumulonimbus

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    Triste comentário.
     
  7. Vince

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    Furacão

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    E evitar hipermercados. Frutas e legumes da época não são assim tão mais caros no pequeno comércio ou em mercados, e muitas vezes até fica mais barato por fornecimento directo de produtores sem intermediários, e geralmente são bem melhores. É preferível comprar menos e bom, do que muito e sem sabor, e ajudamos muito mais a economia, pois os hipermercados como tem que comprar em grandes quantidades nem sempre conseguem fornecedores nacionais que forneçam muito e com regularidade, e claro, as margens são muito mais apertadas.
    Mesmo em grandes cidades como Lisboa há vários mercados, nunca compro por exemplo peixe num hipermercado, uma Dourada dum mercado sabe-me sempre muito melhor do que a produção industrial que se apanha nos hipers, que quase não sabem a nada.
     
  8. Lousano

    Lousano
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    Cumulonimbus

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    Neste momento o comércio direto é muito pouco. Basta verificar aqui nas frutarias da Lousã, que praticamente não compram a produtores da região e vão comprar ao centro de distribuição (Taveiro) e a maioria destes fornecedores são grandes armazenistas.

    A diferença entre a frutaria e o supermercado é o tratamento da mercadoria, mais cuidado, o que leva a que normalmente tenha uma durabilidade maior.

    O preço é de fato um fator, as frutarias têm geralmente preços menores aos supermercados, exceto promoções.

    Em relação ao peixe, no litoral e as cidades têm peixe fresco 5 dias por semana, no restante país 1/2 dias por semana.
     
  9. Vince

    Vince
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    Furacão

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    Pois, mas isso penso que terá que mudar um pouco.


    Sim, eu agora ando bastante pelo interior, e das coisas que mais me incomodou a certa altura foi a péssima qualidade do peixe em superfícies como os Intermarches que há nas pequenas vilas, muito barato é certo, mas de fraca qualidade para o que estou habituado. Mas lá está, acabei por encontrar o que queria em mercados, em dias certos, criando até uma boa relação de empatia entre o peixeiro e o cliente.

    Noutros produtos, mesmo na Grande Lisboa, há ocasionalmente vendedores de rua a vender morangos por exemplo, e esses são bem melhores do que os dos hipers, e geralmente mais baratos.
     
  10. ecobcg

    ecobcg
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    Isso mesmo... eu por aqui tornei-me consumidor assíduo de uns "cabazes do produtor", vendidos por uma empresa local (Mercearia Bio - passe a publicidade), com produtos hortícolas biológicos produzidos no Algarve (zona de Lagos), em que 8kg de produtos variados (o cabaz traz uma mistura do que houver disponível naquela semana...mas sempre com muita variedade e qualidade), e por apenas 15€... o que me parece muito bom! E ainda o trazem a casa...

    Para além disso, também produzo algumas coisas em casa, principalmente aromáticas de todos os tipos, malaguetas de várias qualidades, alhos, tomates, alfaces... e isto tudo num pequeno espaço e em vasos..:D E olhem que é um hobbie viciante...:D

    Quanto ao resto das dicas para poupar já faladas, também já adoptei muitas delas! A necessidade assim o obriga! A marmita é já uma companheira quase diária. Dantes gastava cerca de 4 a 5€ diários em almoços em restaurantes, agora reduzi para 1/3 ao final do mês...

    Um pouco aqui, outro pouco ali...sempre se poupa umas massas ao final do mês...:thumbsup:
     
  11. Angelstorm

    Angelstorm
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    Cumulus

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    Entroncamento e Linhaceira (Tomar)
    Fonte: http://comoeconomizar.net/dicas-para-comer-mais-barato-e-mais-saudavel/
     
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  12. irpsit

    irpsit
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    Cumulonimbus

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    Entre Mortágua e Tondela
    Bem eu gasto bem pouco em comida, não mais de 100 euros por mês, aqui na Islândia (e gastava menos em Portugal). É fácil, é baseado em alguns pontos:

    - nunca comer fora, cozinhar sempre e para almoço/jantar. Evitar comer fora é o ponto nº1 da poupança!
    - sou vegetariano, portanto pouco imenso com isso; vegetais, arroz, massa, grão/feijão em lata, são muito baratos. Sopas também são baratas e fáceis de fazer. Comprar feijão seco ainda é mais barato, ou vegetais aos produtores locais (comprar em bulk). quem come carne ou peixe, pode comprar directamente aos produtores locais, pois sai mais barato e a comida é de mais qualidade do que no supermercado
    - ao comprar a produtores locais, também se ajuda à economia local e portuguesa, e ajuda-se no ambiente
    - evito comprar comida processada, geralmente cara e menos saudável.
    - fazer os próprios cereais de pequeno almoço, com flocos de aveia; fica muito mais barato; também é fácil fazer iogurte em casa e fica mais barato (embora um pouco extremo)
    - outra forma é preparar comida e congelá-la, ou fazer conservas: poupa-se bem
    - ir às compras menos vezes e comprar para o mês também ajuda
    - crescer comida e ervas, é divertido, saudável e ajuda na poupança
    - pão é outro alimento extremamente barato, de comprar, e também fácil de fazer
    - beber água da torneira é quase gratuito, e em muitas cidades a água é bastante boa (as garrafas não só poluem, como custa na carteira)

    - não ter carro também é outra poupança enorme (ou a gasóleo), não ter carro é uma das principais formas de aumentar as poupanças!
    - também evito formas de divertimento caras como bares ou cinema (fica mais barato ir ao café com os amigos, ou ver os filmes em casa); ao poupar bem, depois posso gastar mais nas férias por exemplo; tenho muitos passatempos que também custam muito pouco: hiking, guitarra, pintura, jardinagem...
    - outros pequenos pormenores: lavo o corpo com sabão: os geis de banho são bem mais caros; quase nunca compro roupa; por vezes compro em segunda mão; e roupa nova compro em lojas baratas (tipo HM); só gasto mais quando é estritamente necessário, por exemplo, numas boas botas ou num bom casaco.
     
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  13. irpsit

    irpsit
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    Cumulonimbus

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    Entre Mortágua e Tondela
    Embora seja totalmente pró-contracepção, eu e a minha companheira descobrimos que podemos viver a nossa vida sem contracepção, o "coito interrompido" e o estudo do ciclo, até agora tem funcionado em 6 anos. Mas claro nós assumimos totalmente a hipótese de termos filhos. O método não é de todo aconselhável a casais que não sejam estáveis e dispostos a ter filhos. E é preciso compreender bem como usar o método para ser eficiente. Mas conheço outros casais que usam bem este método.

    Para a maioria dos casais, não iria por aí para a poupança, lol!

     
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  14. frederico

    frederico
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    Cumulonimbus

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    Porto
    Sou quase vegetariano, aqui ficam algumas dicas.

    - Preparar o kefir e o iogurte em casa. É rápido e poupa-se muito.

    - Cortar no pão. Sim cortar no pão. Há alternativas mais saudáveis e baratas, como os flocos de aveia, que podem ser preparados em casa, o que é ainda mais saudável -e é rápido. Papas de Farinha 33 ou de arroz também são alternativas mais saudáveis e baratas ao pão.

    - Não comprar preparados para adicionar ao leite, como Cola Cau e afins. Há alternativas mais baratas e saudáveis como a farinha de alfarroba.

    - Nunca beber refrigerantes. Substituir por uma peça de fruta.

    - Não comer bolos e sobremesas. Fazer como os nossos antepassados, que só comiam doces em ocasiões festivas.

    - Quem tem um quintal pode produzir parte da comida. Couves, ervas aromáticas, alguns legumes.

    - Não comer carnes vermelhas. Não as como há mais de um ano e estou vivo e bem saudável! Além disso, são mais caras!

    - Comprar nos produtores locais! Poupa-se imenso e os produtos têm mais qualidade.


    Alimentos que cortei:

    - carnes vermelhas
    - produtos processados
    - sal
    - açúcar
    - refrigerantes
    - cereais de pequeno-almoço
    - sobremesas e doces

    Alimentos que reduzi:

    - lacticínios
    - pão

    Alimentos que reforcei:

    - sementes diversas
    - cereais no estado natural (grão)
    - legumes diversos
    - leguminosas
    - fruta
     
  15. Agreste

    Agreste
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    Super Célula

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    Aljezur (48m) - Faro (11m)
    Ser vegetariano? Não. Comer tudo com moderação, practicar exercício físico. Não vamos abrutalhar o nosso carácter. Vivemos no mediterrâneo com a maior variedade de alimentos disponíveis e não numa experiência da estação espacial internacional.

    Poupar nos preservativos e na pílula? Não. Isso é fantasioso e completamente irresponsável.

    Criar uma horta na varanda? Não. O vizinho de cima estende a roupa molhada por cima da "horta". Além disso podem existir animais em casa que têm um certo hábito de "mexer" nos vegetais. Uma horta necessita de espaço, bons solos e meteorologia. Montar uma estrutura hidropónica não me parece possível numa varanda.

    Gastar menos de 100 euros por mês num supermercado? Impossível, a menos que seja só o miolo do pão e o caldo da sopa.

    Gastar 4 ou 5 euros por dia almoçando fora de casa? Tirando a comida do Mac ou do Kentucky que não podem ser classificadas como alimentação, é uma ideia impossível de realizar. Almoçar uma sanduiche de atum e um copo de sumo de laranja julgo eu que é morrer à fome.

    Aumentar a poupança? Sim, participar na actividades das colectividades locais, sejam elas desportivas ou culturais. Promover essas actividades. Trabalhamos para viver não vivemos para trabalhar.

    Aumentar a poupança? Sim, participar na actividades políticas, eleger melhores representantes, eleger representantes que verdadeiramente levem a cabo as propostas que apresentam, confrontar os eleitos com as suas promessas, não deixar que a culpa morra solteira, não há factos consumados, o nosso voto conta e com ele podemos sempre dizer que não.

    Aumentar a poupança? Sim, aumentar o salário mínimo de imediato para 525-550 euros. Aumentar os salários em geral. As pessoas trabalham para viver não vivem para trabalhar.

    Aumentar a poupança? Sim, acabando com as comissões de manutenção de conta nos depósitos. Tornar impossível de cobrar comissão de manutenção de conta a pensionistas e todos os rendimentos mensais inferiores 750 euros.

    Aumentar a poupança? Sim, acabar com produtos financeiros complexos, controlar os movimentos de capitais e extinguir os paraísos fiscais. Reforçar a educação financeira da população.

    Aumentar a poupança? Sim, acabar com esta estúpida ideia de que temos de ser todos empreendedores. Este país não vai ao lugar com 5 milhões de patrões. Substituir a competição pela cooperação.

    Aumentar a poupança? Sim, acabar com o microcrédito. Se uma ideia é boa não precisa de microcrédito. É apoiada com um crédito normal. Não há micro-ideias.

    Aumentar a poupança? Sim, limitar ainda mais a vida dos fumadores, reforçar a qualidade alimentar das refeições nas escolas, reforçar a educação alimentar da população mostrando os diversos produtos que se produzem em Portugal. Porque é que os programas de culinária desapareceram das televisões?

    Aumentar a poupança? Sim, apoiar a investigação cientifica relevante. Precisamos de um pâncreas artificial para os insulino-dependentes.
     

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