Insar

Tópico em 'Sismologia e Vulcanismo' iniciado por fablept 14 Jun 2015 às 18:28.

  1. fablept

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    Nimbostratus

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    Boas.

    Alguem consegue dar umas dicas em Insar?

    Tenho tentado gerar produtos Insar para os Açores, mas o processo não tem sido fácil. Em zonas de grande deformação devido a sismos, vulcões que entraram em erupção, tenho conseguido obter bons resultados, mas em zonas em que não há grande deformação tem sido mais complicado e como há muita coisa que pode influenciar os resultados (condições atmosféricas, etc), não consigo confirmar se o produto final está correcto, nem analisar o produto.

    Até agora só experimentei o grupo central dos Açores, estou à espera de uma segunda imagem de satélite para puder fazer para o grupo oriental.

    [​IMG]
    Quando gerei o produto mais recente (segunda imagem - 20150608), pensei que os resultados seriam algo semelhantes aos do mês anterior, mas são diferentes. Talvez as cores sejam derivadas do relevo e não devido a defomação, ou então não gerei correctamente (?)..

    Quem quiser consultar..

    KMZ (Fase e Coerência) - 20141222 ~ 20150503 - 80mb.
    https://dl.dropboxusercontent.com/u/15802004/azores_20141222_20150503(2ndVers).kmz

    KMZ (Fase)- 20141222 ~ 20150608 30mb.
    https://dl.dropboxusercontent.com/u/15802004/TopoPhaseRemoval_azores_20141222_20150608.kmz
    Dados obtidos através do satélite Sentinel-1


    Insar permite entre outras aplicações, obter a deformação através da relação de duas imagens de satélite.

    Exemplo do sismo do Nepal deste ano:
    [​IMG]
    Cada ciclo de cores (fringes) corresponde a 1/2 comprimento de onda do satélite, quanto mais comprimido estão os ciclos, maior é a deformação nesse local. Neste sismo, a deformação foi à volta de 1m.

    Acesso a mais exemplos
    http://insarap.org/

    Sismos
    http://www.3ptscience.com/earthquake

    PDF em PT
    http://enggeografica.fc.ul.pt/ficheiros/teses/tese_carla_rebelo.pdf
     
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  2. JTavares

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    Cirrus

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    Para que serve? Estive a ler por alto mas é complicado perceber qual o objectivo.
     
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  3. fablept

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    Nimbostratus

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    Insar tem diversas aplicações (criação de DEM, etc), mas o que pretendo é verificar possíveis alterações geológicas dos vulcões açorianos (deformação.. inflação, deflação).

    Basicamente seleccionas duas imagens de satélite com períodos diferentes, com a mesma orbita (ascendente/descendente) e corres diversos processos para relacionar cada pixel de cada imagem.
    A base de todo o processo é a criação de um interferograma.

    Tanto o software como as imagens de satélites do Sentinel 1 são gratuitas..qualquer pessoa pode utilizar sem qualquer tipo de restrição. Não é preciso um supercomputador, i5 com >6GB de Ram dá perfeitamente, um disco SSD acelera e muito a conclusão de cada processo.

    http://vldb.gsi.go.jp/sokuchi/sar/qanda/qanda-e.html

    Ainda não percebi qual o mínimo de deformação consegue-se obter as "fringes".Em sismos relevantes (>Mag 5) em que a deformação do solo é de vários cms, é muito fácil gerar um produto (resultado de vários processos) e verificar que deformação ocorreu. Mas nos Açores, onde presumo que não haja grande deformação nos vulcões, é dificil perceber se as cores que aparecem (ex imagem em cima) na Montanha do Pico deve-se ao relevo ou devido à deformação do vulcão.
     
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    #3 fablept, 14 Jun 2015 às 21:04
    Última edição: 14 Jun 2015 às 21:16
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