Interpretação de Diagramas de perfil vertical/Tefigramas

Tópico em 'Aprendizagem e Formação' iniciado por seqmad 2 Dez 2010 às 18:06.

  1. seqmad

    seqmad
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    Cumulus

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    Boas,

    Pedindo desde já desculpa se este tópico é inapropriado, mas desde há muito que me apercebi da quantidade de informação de vários tipos que consta destes diagramas, e também sei que sabendo interpretá-los se conseguem obter uma série de informações de carácter prático; consigo tirar algumas conclusões básicas mas não consigo atingir a maior parte das informações que de lá se conseguem obter. Como não encontrei nada específico sobre isto no forum, será que poderiam colocar aqui informação sobre como interpretar os mesmos, ou então alguns links para sites que expliquem como interpretá-los, se possível com análise de exemplos? (com explicação teórica simplificada, de forma a não ser necessário ser possuidor de um curso de meteorologia ou termodinâmica da atmosfera...) - Já vi análises interessantes sobre diagramas destes por membros do forum...

    É que, para além de outros sites, até o IM os disponibiliza sempre (observação - pelo menos para Lisboa, e previsão até 48h) e gostava de não me sentir um burro a olhar para um palácio e poder retirar conclusões mais específicas...

    Sei como é evidente o básico, a curva de estado com o perfil da variação da T em altitude, e que às altitudes em que a curva da T de orvalho se aproximar, haverá saturação com formação de nuvens/precipitação, obter informação de leitura directa - intensidade e direcção do vento, etc. mas fico por aqui...
    Mas sei que se podem obter outras conclusões práticas, por exemplo cálculo da altura do tecto, se o mesmo tem ou não nuvens, se se podem formar nuvens de desenvolvimento vertical, inversões e seu significado de acordo com a situação em causa, e várias outras...

    Alguém me dá dicas? Obrigado.
     
  2. Chingula

    Chingula
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    Cumulus

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    Não é fácil responder ao desafio colocado, porque o perceber-se qualquer coisa de qualquer matéria, depende do grau de conhecimentos que se tem para ser possível um diálogo franco e frutuoso.
    Em primeiro lugar, pelo pouco que sei e aprendi, considero muito importante para a caracterização de uma massa de ar, a análise de uma malha de observações de altitude. Essas observações permitem (como se fosse um instantâneo de uma fotografia) para cada perfil em diagrama apropriado (ex: Skew, Tefigrama...) identificar o comportamento da temperatura, húmidade, direcção do vento e sua intensidade em altitude, suas variações e tirar conclusões numa perspectiva de diagnóstico da situação.
    A familiarização com as várias ocorrências (inversões de temperatura - devido a radiação, a subsidência a aproximação de superfície frontal ou ainda da presença de ar estratosférico, gradientes superadiabáticos, comportamento da húmidade em cada nível, rotação do vento em altitude - advecção de ar quente ou advecção de ar frio relacionado com o vento temperatura (vento teórico), intensificação ou enfraquecimento do vento, presença de vento máximo associado ou não à vizinhança do Jacto, conceitos como o de CAPE ou CIN (por exemplo) que no tefigrama definem a energia disponível ou inibidora da convecção...etc. implicam conhecimentos na área da Termodinâmica...
    Dos modelos, fisico-matemáticos, podem retirar-se (em cada ponto do Globo) valores de perfil (H+12), (H+24), (H+48)... para cada nível de pressão em altitude, da temperatura do ar da húmidade e do vento construindo-se assim perfis verticais em previsão...acho que é possível e interessante uma familiarização com os perfis disponibilizados na NET...
    O melhor será, perante algum exemplo apresentado, falar-se sobre o que se observa e quais as conclusões possíveis...concerteza que no fórum existirão pessoas disponíveis para as dúvidas...dentro das minhas possibilidades e disponibilidades, cá estarei...mas não dou lições a ninguém.
    Cumpts
     
  3. seqmad

    seqmad
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    Cumulus

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    "[A familiarização com as várias ocorrências (inversões de temperatura - devido a radiação, a subsidência a aproximação de superfície frontal ou ainda da presença de ar estratosférico, gradientes superadiabáticos, comportamento da húmidade em cada nível, rotação do vento em altitude - advecção de ar quente ou advecção de ar frio relacionado com o vento temperatura (vento teórico), intensificação ou enfraquecimento do vento, presença de vento máximo associado ou não à vizinhança do Jacto, conceitos como o de CAPE ou CIN (por exemplo) que no tefigrama definem a energia disponível ou inibidora da convecção...etc. implicam conhecimentos na área da Termodinâmica..."

    Obrigado pela colaboração.
    Esses são alguns exemplos de situações que se podem identificar e analisar nestes gráficos - outros dados se podem extrair e, pelo que já percebi, podem tirar-se conclusões sobre vários outros factores.
    Isto demonstra a relativa complexidade destes gráficos, que oferecem muitos dados em simultâneo, e em conformidade com isso, as conclusões e análises que se podem fazer são múltiplas. É justamente essa complexidade que me provoca a curiosidade sobre os mesmos.
    Ainda por cima alguns dados que se podem extrair implicam conhecimentos especificos, como foi dito, sobre Termodinâmica. Falando por mim, tenho base suficiente para os perceber. Quanto à interpretação, é aí que gostava de perceber algo mais; como é óbvio não pretendia tirar um curso sobre tefigramas. Digamos que neste momento para mim é como se ao olhar para uma saída de um dos modelos que habitualmente acompanhamos apenas conseguisse identificar os anticiclones e as depressões; ora há muitas outras conclusões que normalmente tiramos da análise dos mesmos. É isso, portanto, perceber um pouco mais sobre estes diagramas.
    Entretanto neste meio tempo encontrei alguns sites com explicações sobre este assunto, principalmente ligados a desportos de voo livre, para os quais estes diagramas são de particular importância.
    Quem quiser acrecentar algo, agradeço...
     
  4. Vince

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    O melhor recurso que conheço é o do MetEd (inglês), excelente e interactivo.
    Requer registo, gratuito.

    Skew-T Mastery
    http://www.meted.ucar.edu/mesoprim/skewt/


     
  5. Chingula

    Chingula
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    Cumulus

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    Dando continuidade a este "diálogo"... penso que o primeiro passo é o conhecer o diagrama onde estão inseridos os valores dos parâmetros meteorológicos observados (ou previstos).
    Para cada nível de pressão corresponde, numa sondagem, um valor de geopotêncial (valor muito aproximado da altitude de cada nível), um valor de temperatuta do ar, da temperatura do ponto de orvalho, da direcção e intensidade do vento.
    Conforme os diagramas (Skew, Tefigrama...) estão representadas várias curvas - isóbaras, altimétricas, isotérmicas, adiabáticas secas, adiabáticas saturadas e linhas de igual razão de mistura...
     

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