Lince-Ibérico (Lynx pardinus)

Tópico em 'Biosfera e Atmosfera' iniciado por Seattle92 30 Set 2010 às 14:54.

  1. Seattle92

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    Nimbostratus

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    http://pt.wikipedia.org/wiki/Lince-ibérico


    Fica aberto o tópico do Lince-Ibérico. A ideia é termos um sitio onde se podem colocar todas as notícias que apareçam sobre este animal e continuarmos as discussões sobre a sua distribuição actual, que estão espalhadas por diferentes tópicos
     
  2. Seattle92

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    Nimbostratus

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    http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=2&cid=938&bl=1&section=4&viewall=true#Go_4

    Neste estudo de 2003 encontraram excrementos e Lince na área do Alqueva (não indicam onde).

    Por aqui é impossível concluir se estávamos perante uma população residente no Alentejo ou apenas um individuo errante (tipo o Caribu) que passou a fronteira para o nosso lado e voltou para Espanha uns dias depois.
     
  3. Seattle92

    Seattle92
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    Nimbostratus

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    http://asp3.blogspot.com/2007/08/lince-na-malcata-situao-em-2007.html


    Se nem eles se entendem, quanto mais nós... :huh:
     
  4. belem

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    Cumulonimbus

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    A conclusão que entendi é a que está explícita no artigo: há linces na Malcata. :D


    Realmente do Alqueva à Serra da Adiça, ainda vai alguma distância.
    Não sei bem se estamos a falar de 2 registos diferentes, de qualquer das formas depois vou verificar a minha base de dados.
    Em princípio, já há mais do que um registo de lince dispersante para considerar tudo isto apenas um caso ou outro de lince errante ( além do caso de Caribu, há mais referências sobre a presença de linces vindas dos técnicos da LIFE que trabalham na área de Barrancos).
    Parece que os linces têm uma presença um pouco ou tanto irregular mas não assim tão ocasional, nas zonas mais recônditas do Alentejo interior.
    Na zona do Tejo Interior foram avistados 2 linces por cientistas, já depois de 2005 ( tenho que ver o ano nos meus registos).
     
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  5. Seattle92

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    Nimbostratus

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    ;)

    Mas repara que naquele texto encontras as opiniões de dois "políticos", que fazem essa afirmação se calhar com segundas intenções e depois tens um biólogo que diz que há vários anos não encontra um único vestígio.

    Um presidente do ICN a admitir a extinção de um animal em Portugal em pleno século XXI, queria dizer que estava a admitir a sua própria incompetencia :lol:

    Tendo em conta apenas este texto, não fico com garantia nenhuma em relação à existência de linces na Malcata.
     
  6. Seattle92

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    Nimbostratus

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    Comunidades de carnívoros do Parque Natural do Tejo Internacional (2005)

    http://portal.icnb.pt/NR/rdonlyres/...86B9296F/0/PNTICarnivoros_Comunidade_2005.pdf
     
  7. belem

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    Cumulonimbus

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    Políticos?
    A Presidente da Comissão Directiva da Reserva Natural da Serra da Malcata, Sofia Silveira?
    Tendo em conta o cenário recente de descoberta de provas genéticas de presença do lince no sector Malcata/Gata, parece-me que a realidade publicada nesse artigo não será assim tão descabida.
    E depois se queremos ter uma atitude séria em relação ao trabalho de Sarmento, temos que seguir aquilo que está lá explícito ou seja, tal como o Sarmento disse, por não se ter encontrado qualquer sinal de presença de lince não significa que este se tenha extinto em Portugal. Há variadas limitações neste tipo de pesquisas, não só a densidade de animais é muito baixa como a área prospectada é gigantesca. Além de que um lince não é um animal lá muito fácil de detectar quanto mais observar.
    Algumas pessoas fizeram uma interpretação à sua maneira do trabalho de Sarmento ( sobretudo quem se opunha ao trabalho do ICN...) e puseram-se logo a dizer que já não há linces em Portugal.
    Enfim, guerrinhas pessoais à parte e encarando este assunto de forma desinteressada e puramente preocupada com a realidade do lince em Portugal, foi possível comprovar a existência do lince-ibérico em Portugal.
    O Sarmento utilizou um método de pesquisa muito próprio ao evitar quaisquer entrevistas a populares e caçadores e assim não conseguiu encontrar linces. Bastou que alguém tivesse tido a ideia de adicionar as entrevistas à sua lista de zonas potenciais de presença de lince, para ir ao local fazer pesquisas de campo e encontrar provas genéticas. E foi isso mesmo que aconteceu como aliás está explícito num artigo que postei neste forum.


    O ano dos avistamentos que coloquei aqui foi posterior a 2005. ;)
     
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  8. Seattle92

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    Nimbostratus

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  9. belem

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    Esse mapa também já está a precisar de ser actualizado.
     
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  10. belem

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    Cumulonimbus

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    Realmente parece que essa referência foi mesmo no Alqueva:

    Comprovada Existência de Linces em Portugal
    Por ANA FERNANDES
    Fonte: Público, 28 de Março de 2003


    Cientistas portugueses comprovaram, através de análises de ADN a amostras de excrementos, que existe lince em Portugal. Depois de um censo anterior, cujos métodos foram muito criticados, indicar que o animal já não andava pelo país, biólogos da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa vêm agora demonstrar que o raríssimo felino afinal ainda por cá mora.

    No âmbito de um projecto de monitorização de mamíferos carnívoros na área de implantação da barragem do Alqueva, uma equipa do Centro de Biologia Ambiental, apoiada financeiramente pela Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva, está há quatro anos a procurar provas da existência da espécie nesta área. Os estudos estão a ser desenvolvidos na área de regolfo (25 mil hectares) da barragem de Alqueva e numa área envolvente com 110 mil hectares. Foi nesta última que os investigadores descobriram várias amostras de excrementos, que mandaram analisar no laboratório da Estação Biológica de Doñana. Uma delas revelou-se positiva.

    Esta prova contraria os resultados do último censo, feito o ano passado. O problema é que nesse estudo foram apenas considerados como métodos rigorosos a análise positiva de excrementos mediante técnicas moleculares e registos fotográficos, não sendo dada qualquer relevância a avistamentos de animais vivos ou mortos. Os resultados, negativos, criaram uma enorme polémica, até porque foram apresentados num seminário internacional sobre o lince ibérico, que decorreu em Outubro em Espanha, onde por pouco Portugal não ficou fora do barco da luta pela protecção do lince. Só a intervenção de outros cientistas portugueses conseguiu que o país se mantivesse nesta luta.

    O método utilizado foi considerado insuficiente para zonas de baixa densidade, como é o caso de Portugal. "É uma metodologia boa para detectar a presença do lince mas o facto de não detectar não quer dizer que este não exista", diz Margarida Santos-Reis, do Centro de Biologia Ambiental e coordenadora da equipa. Para a bióloga, a grande crítica vai para a "precipitação com que os resultados foram anunciados, pois o Instituto de Conservação da Natureza já estava a tender para considerar a espécie extinta, o que teria graves consequências para a conservação da espécie".

    Neste estudo da Faculdade de Ciências, os métodos incluíram a realização de inquéritos orais para localizar avistamentos, a identificação de áreas mais favoráveis em termos de habitat e presas e a prospecção intensiva do terreno para identificação de indícios de presença, como os excrementos. Métodos que foram coroados de sucesso.

    Apesar de animadores, estes resultados não contrariam um problema de base: o lince-ibérico é raro e a população tem estado sempre a declinar. Mas "vem dar outro fôlego" às apostas na sua conservação, sublinha Margarida Santos-Reis. Que estão demasiado atrasadas, considera a coordenadora da equipa. "Perdeu-se demasiado tempo à procura do lince quando se deveria ter investido na gestão do habitat e dos coelhos - a sua principal presa - a uma escala alargada", considera a investigadora.

    Uma das soluções que o Instituto de Conservação da Natureza irá promover será a reintrodução de linces reproduzidos em cativeiro, uma iniciativa que deve continuar a ser uma aposta, aconselha Margarida Santos-Reis, pois a população continua a declinar.

    O projecto do Centro de Biologia Ambiental prosseguirá até ao final do ano e a equipa encontrou entretanto outros excrementos que suspeita serem também de lince e que vão ser enviados para análise molecular.»

    Assim sendo podemos estar perante 2 casos diferentes ( sendo o outro na Adiça!), o que seria bastante positivo e interessante.
    Mas vou-me certificar antes que tome uma conclusão definitiva em relação a este caso.
     
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  11. Seattle92

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    Nimbostratus

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    Não é assim tão longe. Vendo o que o Caribu andou...
     
  12. belem

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    Na minha opinião, é antes uma questão de podermos estar perante 2 casos diferentes o que seria ainda mais interessante...
    Além de que fala-se do caso da Adiça para 2001 e do Alqueva para 2003...
    Existe uma possibilidade remota de se estar a falar do mesmo animal, mas o mais provável é ser outro ( se vier-se a confirmar que são 2 casos distintos).
    De qualquer das formas, o exigente projecto LIFE está a par da presença de mais linces, recentemente, na zona de Barrancos, etc...
    Não posso revelar muito mais coisas ( talvez mais no futuro), porque assim podia atrair atenções indesejadas.
    Por exemplo, eu sei também em que Herdade foram avistados os 2 linces-ibéricos no Parque Natural do Tejo Internacional, mas convém não indicar qual...
    Como já disse aqui no forum ( e um vídeo em espanhol também referiu) o lince-ibérico não é prejudicial para a caça, muito pelo contrário, a presença de linces assegura até um aumento e estabilidade nas populações de coelho-bravo, pois elimina os animais mais fracos e doentes, possíveis portadores de doenças contagiosas e de maus genes...
    Mas há pessoas que não percebem isso.
     
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  13. Seattle92

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    Nimbostratus

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    http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1323681&seccao=Biosfera
     
  14. belem

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    Cumulonimbus

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  15. Seattle92

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    Nimbostratus

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    Sim, isso já se tem discutido aqui pelo forum. Coloquei a notícia essencialmente pela questão do aumento das presas (especialmente os coelhos).

    A Malcata parece estar preparada para voltar a albergar uma população estável de linces, coisa que até há pouco tempo não acontecia.
     

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