Maciço calcário da Serra D' Aire e Candeeiros

Tópico em 'Natureza e Viagens' iniciado por Pedro1993 17 Ago 2015 às 11:50.

  1. Pedro1993

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    Nimbostratus

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    Nascente do Rio Almonda, em Almonda, Torres Novas- junto á antiga fábrica da empresa Renova



    Nascente do Rio Alviela, Alcanena

     
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    #1 Pedro1993, 17 Ago 2015 às 11:50
    Última edição: 17 Ago 2015 às 13:18
  2. Pedro1993

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    É uma pena, um rio, que é uma fonte de vida, nao ser estimado como um bem tao precioso que o ser humano tem.
    Actualmente o rio Almonda tem sofrido descargas poluidoras praticamente diárias.
    Todas as entidades ambientais e governamentais já sabem desta situação, mas uma vez que existe muitos interesses económicos metido ao barulho, e as empresas que poluem, só fazem as descargas de noite, apesar de haver vigilancia nocturna, por parte dos cidadaos locais em vários pontos do rio.
    Isto já para nao falar que essa mesma água, é usada para regar campos de milho e tomate, que depois muitos de nós acabam por comer.
    O rio dentro da cidade de Torres Novas, existem muitos cardumes de peixes, alguns deles devem de ter mais de 3 quilos cada peixe, uma vez que a descarga só é efectuada uns bons quilometros mais abaixo, aí nem tem flora nem fauna.




    "em consequencia dos resultados obtidos nas amostras de milho regado com agua do almonda que enviamos para analise para o instituto biotecnologia de PRAGA fui contactado hoje pelo Dr Carlos Hernandez do O Instituto Comunitário de Variedades Vegetais ( ICVV) da agencia europeia em frança, para virem aos locais juntamente com tecnicos da Agência Europeia para a Saúde e para os Consumidores (PHEA) .
    querem saber a localização exata das culturas onde retiramos as amostras.
    dispus-me de imediato a acompanhar a equipe internacional e mostrar-lhes todos os locais e culturas bem com o rio almonda
    ao que parece as analises preliminares são preocupantes e querem ser eles a fazer mais recolhas e amostras para analise".

    Retirado da página de defesa do Rio Almonda:
    https://www.facebook.com/pages/Vamos-Salvar-O-Rio-Almonda/1442913752696828?fref=ts

    [​IMG]
     
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    #2 Pedro1993, 18 Ago 2015 às 11:30
    Última edição: 18 Ago 2015 às 13:51
  3. Pedro1993

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    Em Fátima, há um rebanho de cabras que ‘apaga incêndios’ há cinco anos
    Presidente da junta local faz o balanço das actividades do rebanho numa frase: “Já não temos problemas com incêndios há cinco anos”


    Edição de:
    Quinta, Agosto 20, 2015
    [​IMG]
    Na freguesia de Fátima, a Junta criou uma solução para o problema da falta de limpeza das longas extensões florestais que é tão simples quanto engenhosa: fazer pastoreio nas áreas não utilizadas da Serra de Aire com um rebanho de 270 cabeças de gado.

    http://www.diarioleiria.pt/noticias...o-de-cabras-que-apaga-incendios-ha-cinco-anos
     
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  4. Aristocrata

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    Actualmente a situação é esta:

    "A história da poluição no rio Almonda parece longe do fim. Há 30 anos que as descargas ilegais de esgotos e efluentes industriais não tratados no rio ou nos seus afluentes se sucedem, às escondidas ou à luz do, sem que as autoridades consigam pôr fim a esta catástrofe ambiental.", no público de 12.07.2015: http://www.publico.pt/local/noticia...lema-de-saude-publica-sem-fim-a-vista-1701763

    "Há vinte anos, o rio Almonda era um dos principais contribuintes para a poluição do rio Tejo, mas ainda hoje continua com vários focos de contaminação que prejudicam a qualidade da água e todo o leito fluvial.", no portal dos jovens repórteres para o ambiente, de 11.06.2012: http://jra.abae.pt/portal/article/poluicao-na-bacia-do-rio-almonda/

    Procurando no google notícias anteriores a 2010: https://www.google.pt/search?q=poluição+rio+almonda+2010&espv=2&biw=1024&bih=643&source=lnt&tbs=cdr:1,cd_min:2008,cd_max:2010&tbm=

    A imagem do 1º ministro é um bocado ofensiva e parece-me descontextualizada perante a (esta) realidade.
    Pode ser conivente com a manutenção da situação mas atribuir-lhe desta forma a culpa toda é desmesurado.
    A culpa é de todos, tem existido muita inação dos governos e autoridades locais e da população local. E refiro-me um pouco por todo o país...

    Ainda há bocado dei uma volta pelo troço final do Rio Ferreira, mesmo no limite entre este concelho e o de Paredes. O que verifiquei é que a situação está francamente melhor de há 10 anos para cá.
    E foram as autoridades locais as principais obreiras desta limpeza do rio.
    Mas como nada é definitivo cabe a todos manter isto no bom caminho, até porque mesmo com a situação bem melhor, a poluição resultante de várias décadas ainda é bem visível ao longo das margens e nas zonas mais fundas do rio.
    Este é um trabalho árduo mas que as gerações futuras agradecerão!
     
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  5. Pedro1993

    Pedro1993
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    Sim, é verdade a poluiçao ao fim e ao cabo, todos nós somos responsáveis, uns que sabem que exitem e ou nao denuciam, ou nao querem saber, e outros que denunciam e apesar de tantos esforços, essa mesma poluiçao continua por parte de certas empresas.
    O responsáveis pelo Ambiente, APA, entre outras deviam de ter mao mais pessada na multas e em retirar-lhes as licenças para despejarem em meio hídrico, águas altamente tóxicas, como ácidos...
    Por esta mesma poluiçao durar á mais de 30 anos, e eu já tinha conhecimento, nao quer dizer que seja um ritual para o resto da vida.
    Ao que sei hoje mais de 20 camiões, já descarregaram produtos lixiviados, vindos de todo o lado do nosso país, que sao proveniente de aterros, que deviam de ser tratados, mas parece que a empresa nao tem capacidade para tanto.
    Isto já para nao falar, pelo que sei de resíduos hospitalares, que vem de países, como a Bulgária, aqui para empresas vizinhas do Almonda.

    Os técinicos da Agencia Europeia para o Ambiente, já estão aqui no terreno a recolher amostras de produtos hortícolas, que até já estao deformados, e ao que parece eles estão muito preocupados. Alguns produtos regados com esta água, como tomates, pimentos, vao directamente para serem vendidos na nossa capital, em grandes superficies comerciais.

    Dia 21/08/2015 - 9:00 ,
    como vamos resolver isto ? Descargas cada vez mais intensas. Filmagens na foz do Ribeiro da Boa Água para o rio Almonda.
    retirado da página: https://www.facebook.com/pages/Vamos-Salvar-O-Rio-Almonda/1442913752696828?fref=ts

    https://video-mad1-1.xx.fbcdn.net/hvideo-xpa1/v/t42.1790-2/11856094_1485573705097499_1941306504_n.mp4?efg=eyJybHIiOjEyNzksInJsYSI6MTc4NX0=&rl=1279&vabr=711&oh=33374614b7a14f05db87bbb6152a64ef&oe=55D771AE
     
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    #5 Pedro1993, 21 Ago 2015 às 17:26
    Última edição: 21 Ago 2015 às 17:44
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  6. Pedro1993

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    Obras na Praia Fluvial dos Olhos de Água no pico do Verão causam indignação



    A Praia Fluvial dos Olhos de Água, no concelho de Alcanena, vai estar em obras durante todo o Verão para a realização de uma intervenção de controlo da erosão das margens do rio Alviela. O aparato de vedações, máquinas e montes de areia está a deixar indignados muitos banhistas, que se queixam de ter apenas a parte com água mais conspurcada disponível para tomar banho. A Câmara de Alcanena esclarece que esta é a altura do ano mais apropriada para a realização destas intervenções dado que se verifica um menor caudal do rio. Uma explicação que não convence os utilizadores.

    Carlos Monteiro decidiu passar o dia de sábado, 1 de Agosto, na Praia Fluvial dos Olhos de Água mas deparou-se com um cenário bem diferente do que imaginava. "Quando cheguei vi um monte de pedras, máquinas, bocados de betão. As crianças andam no meio dos mosquitos e a água está toda porca. O que eu tinha prometido aos meus filhos era uma água límpida com peixes ao lado deles a nadar", lamenta o banhista de 50 anos.

    Fátima Silva foi desafiada por Carlos Monteiro a visitar a praia fluvial mas sentiu-se desiludida. As imagens que tinha visto da zona balnear eram afinal bem mais aliciantes do que a realidade. "As minhas expectativas eram elevadas e eu chego aqui e vejo um caudal pouco límpido, poucos acessos ao Ciência Viva e à esplanada e uma água cheia de mosquitos que não deixa aos miúdos à vontade para mergulhar", comenta indignada a banhista de 47 anos, residente em Lisboa.
     
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    :facepalm: Desde Maio ou Junho que o caudal está ao mínimo.
     
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  8. jonas_87

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    Infelizmente tambem sei o que isso é no 2º local de seguimento ( poluição em ribeiras), por lá passa uma pequena linha de água, de seu nome ribeira da lapa, que por sua vez é um dos muitos afluentes do rio cuco ( rio importante do concelho de Mafra), rio que nasce na tapada de Mafra e vai desaguar na praia da ribeira d´ilhas. Ja ha muitos anos que está instalada uma grande pecuaria junto a ribeira, com enomes fossas a ceu aberto, volta e meia fazem descargas, e ninguem faz nada, uma vergonha.
     
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  9. frederico

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    Esta é uma área protegida muito maltratada e pouco divulgada, aqui foi cometido um dos maiores crimes ambientais e paisagísticos das últimas décadas, quando o Governo de Cavaco Silva meteu a A1 a cortar a área protegida ao meio, a passar ao lado do polje de Minde. Importa recordar este crime contra o nosso património ambiental, pois era desnecessário esse traçado, a auto-estrada poderia contornar a área protegida a Oeste ou a Leste. Depois há o problema das pedreiras ilegais, e o excesso de urbanização na sensível área do polje.

    Por ser um dos principais relevos cársicos do país, com monumentos naturais únicos, merecia outra sorte e divulgação.

    Esta é também a fronteira entre a Ibéria Seca e a Ibéria Húmida...
     
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  10. Pedro1993

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    É verdade, o nosso Governo devia de ser um dos responsáveis pela proteçao deste maciço calcário, bem como do ser ecossistema adjacente.
    As pedreiras ilegais, bem como as legais são uns dos grandes problemas porque deixam parte da serra esventrada, já para nao falar dos hectares de vegetação que destroem, que protegia a serra da erosão.
    As pedreiras, no fim do seu limite de vida, dão lugar a enormes fossos a céu aberto, e porventura depois poderão dar lugar a enormes lixeiras, como existe uma aqui na minha localidade, do que era antes um terreno normal, donde foi extraído muitas toneladas de saibro, para a construção da Autoestrada A23, agora é uma grande lixeira que predura á mais de 20 e tal anos, vindo entulhos de várias localidades vizinhas.
    E aqui á cerca de 7/8 anos até animais mortos, lá eram colocados, mas depois a junta, e a camara municipal, lá conseguira resolver o problema, bem como ás várias toneladas de pneus velhos, que de lá foram retirados também.
     
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  11. Pedro1993

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    Polje de Minde
    O Mar de Minde
    ....é uma vasta "lagoa" que se cria no polje de Minde, na Serra de Aire e Candeeiros, quando as condições de pluviosidade excedem os valores considerados normais e os terrenos atingem um nível tal de saturação que não lhes permite absorver mais água.


    "Os Poljes ocorrem em zonas de geologia calcárea, em que a erosão ao longo das eras geológicas fez já "estragos" consideráveis. Sendo uma rocha bastante solúvel, o calcário cria redes de galerias subterrâneas, entre grutas e algares.

    Ao invés do que é normal, a circulação de águas subterrâneas faz-se no seu essencial por redes de galerias com secções que vão dos pouco centímetros às várias dezenas de metros e não por lençóis e estratos mais ou menos porosos. Na verdade, não existem rios de superfície nestas áreas, eles tomam a forma subterrânea e só aparecem à superfície, já na periferia dos maciços calcáreos.

    Como exemplo, de grande magnitude a nível nacional, temos as conhecidas grutas de Mira d'Aire e as não tão conhecidas, embora com a mesa ordem de grandeza, do Almonda.

    No caso concreto, o polje de Mira-Minde (o queijo suiço) é drenado na periferia do maciço pelas nascentes dos rios Lena, Alviela e Almonda só para citar as mais conhecidas.

    Quando o entrada de água no sistema é superior ao caudal permitido pelas nascentes, a água eleva-se dentro da rede e inunda esta área deprimida que é o polje, através de 2 ou 3 algares existentes na sua base, formando este mar temporário.

    Uns tempos depois, com a diminuição da precipitação, este "mar" esvazia pelos mesmos locais por onde inundou.

    Como é necessário que haja uma certa concentração temporal de grandes quantidades de precipitação, este fenómeno não é regular e não tem periodicidade certa"

    Com cerca de 2,5 quilómetros de cumprimento e mais de 800 metros de largura, o mar de Mira-Minde, como é conhecido na zona, pode proporcionar muitas horas de gozo aos praticantes de desportos aquáticos. Com uma profundidade máxima que chega a ser superior aos 15 metros na zona central, e perto das margens a rondar os quatro metros, reúne óptimas condições para o mergulho com botija. Já imaginou descer até sete metros de profundidade e entrar dentro de um poço de água, que curiosamente está cheio, e continuar a descer mais ainda pelas estreitas paredes?

    Não tema, perigos desconhecidos como o monstro de Loch Ness estão fora de hipótese. É apenas preciso ter cuidado com os arranhões das silvas, enquanto se nada por entre chousos (pequenos muros de pedra que servem para delimitar propriedades), ou se segue o tronco de um carvalho desde a copa emersa, atá à raiz submersa, dez metros mais abaixo.

    fonte: http://minde.eu/natura/polje.html
    [​IMG]



     
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  12. StormRic

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    Esta paisagem é um fenómeno realmente, e que beleza! Gostava de poder filmar o Polje a encher numa época muito chuvosa, não faço ideia de qual é a velocidade com que o nível da água sobe. Produz uns cenários surrealistas e será que já foi aproveitado para filmes? Isto é mesmo único!
     
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  13. thunderboy

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    Cumulonimbus

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    Alcanena/Aveiro
    Lembro-me de ser recorrente quando era mais novo mas estes últimos anos tem sido muito raro mesmo, nem me recordo há quantos anos ocorreu pela última vez. Chegavam mesmo a haver cortes de estrada em alguns locais.
     
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  14. João Pedro

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    É realmente uma das transformações naturais mais dramáticas e surpreendentes do país. Estando radicado mais a norte há já mais de 20 anos, tenho memória de ver este "mar" por diversas vezes nas minhas viagens até ao Ribatejo. E a sensação de surpresa quando se avista está sempre presente é o "oh, está cheio!" :D
     
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  15. Pedro1993

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    Grutas de Alvados
    As Grutas de Alvados foram descobertas em 1964 e as Grutas de Santo António foram descobertas em 1955, mas apesar de surgirem tão perto uma da outra em pleno Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros e integrarem o maciço calcário da Estremadura, são de facto bastante diferentes entre si e têm características muito particulares que as distinguem uma da outra e por essa razão o público que as visita quase sempre escolhe o programa especial “visita conjunta” que abrange uma visita única e simultânea a ambas as grutas.

    Com mais de 50.000 anos, as Grutas de Alvados destacam-se pelos contínuos corredores que se abrem inesperadamente em pequenas salas desniveladas e vários lagos naturais, para além dos seus inúmeros túneis interrompidos por profundos “algares” característicos na região…, as Grutas de Santo António impressionam pela sua sala monumental percorrida por pequenos cursos de água e lagos naturais, totalmente recheada de “estalactites” e “estalagmites”, constituindo ambas as grutas uma extraordinária obra da natureza, que nos convida a mergulhar numa aventura e num imaginário natural cujas diferenças adultos e crianças tentarão desvendar.


    As Grutas de Santo António só foram descobertas devido à insistência deste jovem de cinco anos com a ajuda de um grupo de trabalhadores de uma pedreira próxima onde trabalhava o seu pai, que decidiu pedir ajuda e com o recurso a cordas e caixas de fósforos, desceu até ao fundo do desconhecido “algar”, encontrando deste modo um mundo subterrâneo composto por um maravilhoso rendilhado natural e uma inesperada gama de contornos e transparências, que surgia das suas inúmeras e caprichosas formações calcárias.

    Foram as primeiras grutas a ser exploradas comercialmente, inicialmente as visitas tinham lugar através de uma escadaria de madeira sem final á vista, onde só as lanternas davam a conhecer, de quando em quando, todo um espaço subterrâneo enriquecido por um enorme lago natural, mas com a sua emergente divulgação e o consequente aumento de visitantes, foram realizadas obras estruturais no interior e exterior das grutas, com o objectivo de proporcionar melhores condições de acesso ao seu percurso interior, que obrigou á abertura de um túnel artificial escavado na rocha com mais de 20 m de comprimento e á construção de um sistema de passadeiras que garantem até hoje, uma visita absolutamente segura.

     
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