Microeólicas esperam legislação

Tópico em 'Off-Topic' iniciado por algarvio1980 28 Jul 2007 às 13:11.

  1. algarvio1980

    algarvio1980
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    Portugal já está habituado às enormes ventoinhas que convertem vento em electricidade. Em breve, uma nova lei permitirá que os portugueses passem a ser também eles produtores de energia eléctrica, recorrendo à tecnologia de microgeração, onde as microturbinas apresentam um enorme potencial de crescimento. Podem ser instaladas em qualquer casa e permitem abastecer a rede pública







    Portugal está a um pequeno passo de dar um salto significativo na implementação das tecnologias de microgeração no mercado de produção de energia eléctrica. Para isso, é apenas necessária a aprovação do tão esperado decreto-lei que simplificará o processo de licenciamento. Cumprida esta obrigatoriedade, o pequeno consumidor assumirá também o papel de produtor de electricidade, podendo até vendê-la à rede pública.

    Nos sistemas de microgeração de electricidade, com recurso a energias renováveis, as microeólicas apresentam um enorme potencial de crescimento comparativamente às actuais tecnologias de captação e transformação da energia solar que já têm uma aceitação considerável no mercado.

    Com estas alterações na legislação, será mais fácil para qualquer pessoa ter um aerogerador de energia em casa. Para já, os portugueses estão habituados a ver as enormes torres, com hélices gigantes, espalhadas pelos campos, mas em breve, face aos recentes desenvolvimentos tecnológicos, será possível ter uma versão bem mais pequena em casa.

    Para João Peças Lopes, especialista em energia da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, esta tecnologia tem nas áreas rurais o terreno ideal para crescer. “As microeólicas estão direccionadas para as zonas rurais ou onde existam pequenas moradias”, afirma, explicando que “será mais complicado aplicar esta tecnologia nas zonas urbanas devido às movimentações e escoamento do vento”.

    O Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI) está disposto a contrariar esta ideia. Ana Estanqueiro, investigadora do INETI, é responsável pelo projecto TURBan (ver caixa), que tem como objectivo desenhar e criar dois modelos de microeólicas exclusivamente para o ambiente urbano e construído.

    “Estamos a conceber uma turbina de eixo horizontal e outra de eixo vertical para instalação em ambiente urbano. São turbinas de baixo custo que usam o que de melhor Portugal tem para oferecer na tecnologia dos plásticos e moldes”, revelou ao CM, sublinhando: “Ao contrário das grandes turbinas eólicas, as micro nunca receberam a atenção necessária para se tornarem atractivas para o consumidor.”

    É nesta área que Portugal assume o papel de liderança, apresentando soluções tecnológicas inovadoras e apetecíveis para o consumidor e para a indústria produtora.

    Uma das grandes vantagens da produção de energia eléctrica através das tecnologias de microgeração é a possibilidade de serem instaladas no mesmo local onde a energia será consumida. “Isso permitirá reduzir as perdas existentes no transporte de energia”, refere Ana Estanqueiro, salientando “o contributo à rede que é feito nos períodos de maior necessidade”. No que diz respeito às potencialidades eólicas, Portugal é um país com excelentes condições, com áreas de excelência como o Algarve ou a zona Oeste.

    TESTES À TURBAN EM BREVE

    A primeira fase do projecto TURBan, do INETI, está quase a entrar na etapa de testes. O protótipo da microeólica de eixo horizontal, para ambiente construído, como pequenas vilas ou aldeias, estará terminado em Setembro. A outra grande aposta é a micro-eólica de eixo vertical para os grandes centros urbanos. “Está numa fase muito avançada de desenvolvimento”, diz Ana Estanqueiro, dando conta de pormenores desta investigação: “A TURBan deve ser das primeiras turbinas com pás projectadas segundo os mesmos princípios das grandes eólicas. A eficiência do gerador também é uma das preocupações.”

    PREOCUPAÇÕES COM INSTALAÇÃO

    Com a entrada em vigor da nova legislação o interessado só terá de preencher um formulário, via internet, e indicar a quantidade de energia a instalar. Após a validação do processo, passa a dispor de um prazo para concluir a instalação. A avaliação do potencial eólico e a escolha de um equipamento homologado, junto de entidades certificadas, devem ser as grandes preocupações do consumidor.

    VENTO DO ALGARVE É O MAIS FORTE

    O Algarve pode produzir energia eléctrica quando é mais necessária. É no Verão que a rede pública está mais saturada e os microprodutores podem ser mais úteis.

    Fonte: Correio da Manhã
     
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