O Estado do País 2015

Tópico em 'Off-Topic' iniciado por Orion 6 Jan 2015 às 13:23.

Estado do Tópico:
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  1. Orion

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    Mentira mas enfim. As afirmações do gabinete da Merkel soam a bluff. Acredito mais nesta versão. Quanto ao Syriza, este será mais um grupo populista que irá amansar quando lhe for dado o poder. As reuniões secretas com os alemães e as mudanças de opinião assim o indicam. Uns dirão que estão a ser responsáveis outros (incluíndo eu) dizem que estão a prometer (enganar) e vão ser iguais aos outros. Entre tantas outras, o manifesto deste partido indicava a saída da NATO. E não é que já mudaram de opinião?

    Um outro assunto que se tem arrastado há meses na minha terra é isto:

    Economico

    A postura pedinte (lobby - nome mais 'fino') quase chega a enjoar:

    AO

    Eu até tenho uma solução muito simples para isto. É uma solução que traria dezenas de milhões de dólares anuais. Qual era? Alugar a base aos russos. Uma base no meio do Atlântico é um posição tremenadamente vantajosa. Seria algo prontamente aceite. Só que depois haveriam demonizações, ações cobertas da CIA e etc. Enfim, outras histórias para outros tópicos.

    Adição:

    Como os russos hoje em dia despertam emoções fortes, há sempre os chineses. :lol:
     
    #1 Orion, 6 Jan 2015 às 13:23
    Última edição: 6 Jan 2015 às 14:32
  2. Orion

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    Tanto se pedinchou e no fim, nada.

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    #2 Orion, 8 Jan 2015 às 19:22
    Última edição: 8 Jan 2015 às 19:44
  3. Vince

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  4. Orion

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    Pelo contrário. Este evento era inevitável face ao posicionamento da base. O show de lambe-botas ia terminar mal. Quanto à insinuação de anti-americano, não o sou (infelizmente fazer autocríticas ao ocidente é percecionado como 'inimigo'. Vá-se lá perceber). Até foi, porventura, a população que determinou o fim do destacamento:

    E antes que comeces a deitar fumos assumindo que foram socialistas por trás da iniciativa...

    Os socialistas até queriam que isso acontecesse.

    Para perceberes o enviesamento anti-muçulmano dos americanos tens aqui uma leitura interessante. Em 2013, o número de detenções devido ao terrorismo religioso foi moderado. Longe do medo que é dado a conhecer pela TV.

    Se me aconselhas a lançar um movimento para expulsar os americanos, faço-te também um pedido. Que tal lançares um movimento (socialista que horror) para pedires subsídios aos americanos? Não vale a pena fugir à verdade. Tendo em conta o número de bases da NATO/EUA na Europa, a das Lajes é (quase) irrelevante (aqui e aqui).

    PS. Dentro de algum tempo até podemos estar a receber cheques do BCE.
     
    #4 Orion, 8 Jan 2015 às 21:38
    Última edição: 8 Jan 2015 às 21:48
  5. Lousano

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    A base das Lajes há muitos anos que deixou de ser um ponto estratégico, será apenas a questão de meia dúzia de anos deixar de existir.
    Eu penso que neste momento apenas existe por "cortesia" política e alguma teima por alguns dos imensos generais americanos.
     
  6. Orion

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    Muito se fala sobre a situação da TAP. Bom, a SATA vai sofrer uma profunda reestruturação:

    http://observador.pt/2015/01/09/sat...ancar-com-reestruturacao-financeira-este-ano/

    Não acredito muito nesta meta tendo em conta o impacto ainda incerto das low-cost - as passagens vão ter limite máximo de 134 euros na SATA para residentes - vão ter na atividade:

    Outra meta em que não acredito é esta (acho que vai ser sempre deficitária):

    Sai caro viajar entre as ilhas. Mas toda a logística inerente à aviação não é barata. E transportes frequentes entre ilhas apenas com algumas milhares de pessoas não é propriamente uma receita para lucro. Certamente haverão menos voos e os partidos da oposição gritarão que o serviço público está a ser posto em causa. Paralelamente, mais voos mais prejuízos e, novamente, críticas da oposição.
     
    #6 Orion, 9 Jan 2015 às 13:47
    Última edição: 9 Jan 2015 às 14:21
  7. Orion

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    E a idiotice chega a Portugal:

     
  8. Orion

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    Atualização da situação da SATA:

    Ocorrerá uma redução significativa da frota.

    Pelo que deu no telejornal de cá do sítio, a SATA deixa de voar para a Europa. Sendo assim, destinos como Londres, Dublin, Paris ou Copenhaga deixarão de ter ligação direta (não acredito muito que as novas companhias façam voos diretos). Até certo ponto, será uma regressão. Será enfatizada a América do Norte e Macaronésia, especialmente Cabo Verde.

    Metade da tripulação de longo curso será dispensada - 23 pessoas (não serão renovados os contratos e as reformas serão priorizadas de acordo com a admnistração). Restarão os outros despedimentos, manutenção e afins (minha especulação). A Sata Air Açores, salvo erro, também perderá um avião.

    A Internacional chamar-se-á Azores Airlines. A regional deve manter o nome (não foi discutida a mudança).
     
    #8 Orion, 9 Jan 2015 às 21:32
    Última edição: 9 Jan 2015 às 22:01
  9. Orion

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    Honestamente não tenho opinião formada. O impacto dependerá da frequência dos voos das novas companhias e do novo horário da SATA (haverá menos um avião). Já voei em aviões quase cheios como em aviões quase vazios. Ver-se-á o impacto do preço, especialmente na época baixa para todas as companhias. Neste momento, acho que a curto prazo haverão mais voos (efeito novidade) e a médio prazo haverão muitos menos voos (redução do número de aviões públicos e adequação das low-cost ao mercado). Não é por haver oferta que haverá procura (necessariamente). Provavelmente a SATA tornar-se-á uma low-cost. É possível que hajam diferenças monumentais no tráfego aéreo consoante a estação.

    Quanto à distribuição dos turistas por todas as ilhas, há algumas coisas que 'nós' poderíamos aprender com os madeirenses, especialmente nos transportes coletivos. O inverno aqui não é propriamente convidativo ao turismo mas enfim, será uma coisa sazonal. Invariavelmente as ilhas maiores serão as mais beneficiadas (sai -muito- caro fazer um tour pelas ilhas todas de avião, daí a minha opinião relativamente à regional). Os transportes marítimos é que teriam a maior parte dos eventuais lucros (especialmente no grupo central).

    Ver-se-á. Aguardo pelos efeitos para opinar melhor.
     
    #9 Orion, 9 Jan 2015 às 22:39
    Última edição: 9 Jan 2015 às 22:46
  10. Orion

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    Fazendo uma pequena simulação no site da Ryanair... com bagagem 20kg (business plus):

    Partida - 9 Abril; 10:05 - 89,99 euros

    Chegada - 30 Abril; 06:35 - 74,99 euros

    Dá um total de 164,98 euros. Para residentes sai mais barato viajar na SATA. Enfim, que venham as guerras dos preços.

    Adição: Mas sim, o mais provável é que haja um boom nos hostels e alojamento de baixo custo.
     
    #10 Orion, 9 Jan 2015 às 23:20
    Última edição: 9 Jan 2015 às 23:38
  11. Orion

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    Hehe, refiro-me ao novo preço/novas obrigações de serviço público. Já cheguei a pagar quase 300 euros e depois esperar pelo reembolso. E fiz referência ao preço relativamente à concorrência feroz que haverá. Aparentemente a EasyJet fará menos voos.

    Ainda vou comprar uma avioneta para mostrar as ilhas aos turistas do ar :lol:
     
  12. Orion

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    A notícia da SATA (com um dia de atraso):

     
  13. Agreste

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    nas próximas semanas devemos assistir ao regresso de muitos portugueses a trabalhar em Luanda por causa da forte recessão que os preços do petróleo estão a provocar nas finanças do país.
     
  14. frederico

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    A dívida total de médio e longo prazo que Portugal tem de amortizar durante a próxima legislatura (outubro de 2015 a outubro de 2019) deve chegar a 62 mil milhões de euros, de acordo com informações oficiais. Equivale a mais de 35% do PIB só para os credores em apenas quatro anos. O Governo diz que a dívida é sustentável.

    Segundo a nota da dívida mensal sobre a dívida pública da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), publicada ontem à noite no site do Parlamento, "o montante de dívida pública de médio e longo prazo a amortizar pela República nos próximos cinco anos deverá ascender a 69 mil milhões de euros".

    No entanto, recorrendo a dados do IGCP, a agência da dívida pública, faz sentido subtrair a esse valor os 5,7 mil milhões de euros da obrigação que vence no próximo dia 15 de Outubro e o primeiro reembolso ao FMI, no valor de 550 milhões de euros, (assume-se que ambos ainda são responsabilidade deste Governo). Assim, os encargos totais do Governo que se seguirá ascendem atualmente a 62 mil milhões de euros nos próximos quatro anos.

    Dá uma média de 15 a 16 mil milhões de euros a desembolsar todos os anos, o equivalente a quatro défices de 9% consecutivos.

    Credores oficiais e de mercado

    Daqueles 62 mil milhões que estão prestes a vencer, cerca de 21 mil milhões vão diretamente para os credores oficiais (FMI e fundos europeus), o resto, mais de 41 mil milhões de euros, vai para os chamados credores de mercado (bancos nacionais e estrangeiros, tesouros nacionais, hedge funds, fundos de pensões milhões de euros).

    A UTAO relembra que "em 2015 iniciar-se-á o pagamento do empréstimo realizado pelo FMI, sendo este de montante de cerca de 550 milhões de euros. No que se refere aos empréstimos desta entidade, nos próximos cinco ano será amortizado um total de 15,8 mil milhões de euros".

    E que "relativamente à amortização de outra dívida de médio e longo prazo, a qual diz respeito maioritariamente a OT, o valor a amortizar nos próximos cinco anos será de aproximadamente 47,8 mil milhões de euros. Por último, de salientar que nos próximos 12 meses prevê-se entre BT e OT amortizações no valor de 22,3 mil milhões de euros, dos quais uma OT em outubro de 2015 no valor de 5,7 mil milhões".

    Porque continua a subir a dívida?

    De acordo com a análise da UTAO à execução orçamental de Novembro, a dívida teve de subir para cobrir necessidades líquidas de financiamento (isto é, porque, uma vez mais, a receita não chega para pagar despesa e encargos, como os empréstimos a empresas públicas, diz a UTAO).

    Segundo a unidade que assessora o Parlamento, "a despesa em ativos financeiros foi a principal responsável pelas necessidades líquidas de financiamento do mês de Novembro".


    "Em novembro, o défice do subsetor Estado fixou-se em 345 milhões de euros, tendo, nesse mês, a aquisição líquida de ativos financeiros sido de 1,5 mil milhões de euros. Uma parte substancial da despesa em ativos financeiros (1498 milhões de euros) consistiu em empréstimos a médio e longo prazo concedidos a entidades públicas, nomeadamente à Carris (454 milhões) e STCP (299 milhões), bem como a empresas públicas reclassificadas (562 milhões)", explicam os especialistas.

    Um recorde absoluto e pesado

    Assim, o Estado teve de se endividar ainda mais. O balanço mais recente analisado pela UTAO diz: "A dívida pública aumentou em novembro face ao mês anterior, encontrando-se acima do previsto para o final do ano. Segundo as estatísticas do Banco de Portugal, a dívida pública na ótica de Maastricht situou-se em 225,9 mil milhões de euros no final de novembro. Face a outubro verificou-se um acréscimo de 1,5 mil milhões de euros e, quando comparada com o final de 2013, o aumento verificado foi de 6,7 mil milhões".

    No final do terceiro trimestre, a dívida pública portuguesa total representava já 131,4% do PIB.

    E "o valor registado no final de novembro encontra-se 2,7 mil milhões de euros acima do previsto para o final do ano em termos nominais, i.e., um montante total de 223,2 mil milhões de euros (127,2% do PIB)", assinala a UTAO.

    Dívida de curto prazo ganha terreno

    O Governo também está a apostar cada vez mais num endividamento de curto prazo, observa a unidade. "Por maturidade original, verificou-se um aumento do peso dos instrumentos de curto prazo no total da dívida pública. Desde 2011, o peso dos instrumentos de longo prazo no total da dívida aumentou significativamente. Para esta evolução contribuiu sobretudo o financiamento sob a forma de empréstimos ao abrigo do programa de ajustamento. Com o fim deste programa e também devido ao dinamismo da subscrição de Certificados de Aforro e do Tesouro, este movimento inverteu-se e a dívida de curto prazo aumentou o seu peso no total".

    Esta última valia 9,3% do total em dezembro de 2013 e em Novembro passou para 12,7%. A dívida de longo prazo baixou de 90,7% do total para 87,3%.


    http://www.dinheirovivo.pt/economia/interior.aspx?content_id=4339614&page=5
     
  15. frederico

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    A dívida é sustentável. A UE não pensa assim e acha que pod explodir no futuro.
    A Reforma do Estado ficou por fazer. A nossa situação poderá ser pior que a grega...

    Será interessante ver António Costa a gerir esta situação.
     
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