O que é que a água do Algarve tem?

Tópico em 'Off-Topic' iniciado por algarvio1980 20 Nov 2007 às 11:30.

  1. algarvio1980

    algarvio1980
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    Tem a única água do mundo certificada como produto alimentar, tem um modelo de funcionamento que é exemplo para o Grupo Águas de Portugal e tem a capacidade de fazer dos problemas uma lição para ser cada vez melhor.

    Poucos algarvios sabem que, ao abrir a torneira, estão a consumir a primeira água de consumo público do mundo a ser certificada como um produto alimentar.

    Menos ainda saberão que a empresa que a produz é um modelo de funcionamento para o Grupo Águas de Portugal. Mas muitos saberão que a Águas do Algarve foi distinguida, no final de Outubro, como a melhor empresa nacional em qualidade da água para consumo humano.

    A distinção, feita no âmbito dos prémios anuais Qualidade de Serviços em Água e Resíduos, foi decidida por unanimidade pelo Instituto Regulador de Águas e Resíduos (IRAR), pela Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Água (APDDA), pela Associação Portuguesa de Engenharia Sanitária e Ambiental (APESA), pela Associação Portuguesa dos Recursos Hídricos (APRH), pelo Laboratório Nacional e Engenharia Civil (LNE) e pelo Jornal «Água & Ambiente».

    Tanta unanimidade na primeira edição destes prémios é apenas um reflexo da fama da empresa por todo o país.

    «Ao longo dos últimos três anos em que o IRAR tem divulgado os índices de qualidade de serviço e de produto nesta área, temos sido destacados inúmeras vezes em primeiro lugar», justifica Artur Ribeiro, administrador da Águas do Algarve.

    As suas metodologias, os seus planos de segurança e a sua cultura de excelência levam a que inúmeras empresas do Grupo Águas de Portugal repliquem o que de melhor se faz no Algarve.

    Seja em cadernos de encargos para concursos públicos de outsourcing, seja no projecto de reutilização de águas residuais tratadas e de produção de energia, seja até no método de acompanhamento de todo o processo de tratamento.

    «Procuramos, por um lado, antever problemas e responsabilizar cada interveniente em cada etapa da produção e, por outro, garantir que uma região turística como o Algarve possa orgulhar-se da extraordinária qualidade da água que consome», explica Artur Ribeiro.

    Depois de ter sido, no ano passado, a primeira empresa do país a implementar um plano de segurança da linha de produção, foi, em Julho deste ano, a segunda empresa do género na Europa a implementar o sistema de HACCP (Sistema de Análise de Perigos e Controlo de Pontos Críticos exigido normalmente a empresas do ramo alimentar).

    Daí a ser a primeira empresa do mundo a certificar a água de consumo público como um produto alimentar de qualidade foi um passo.

    Artur Ribeiro entende que, no Algarve, faz todo o sentido avançar-se com este tipo de certificação. «A água era muito má há anos e, com o turismo de qualidade que se pretende, é fundamental que se contrarie desconfianças como as que se tem quando se viaja para um país em vias de desenvolvimento», refere.

    Mas, por incrível que pareça, a génese da cultura de excelência da Águas do Algarve esteve associada às maiores crises que a empresa já atravessou.

    Em 2003, quando a rotura da uma conduta deixou o concelho de Portimão sem água em pleno Verão, chegou-se à conclusão de que o plano de contingência da empresa teria que ser o mais exigente possível, antevendo todo e qualquer cenário.

    Dois anos depois, veio a seca extrema e o desafio de manter os elevados índices de qualidade da água, mesmo quando a qualidade da matéria-prima decrescia diariamente.

    Artur Ribeiro observa que o facto dos seus serviços terem sido «pró-activos» permitiu que, «ao longo de dois anos de seca, as análises à água que chegava à torneira das pessoas mantiveram-se entre as melhores do país».

    No final do mesmo ano, um problema na Estação de Tratamento das Fontaínhas (Mexilhoeira Grande) obrigou a interromper a linha de tratamento para impedir que água de menor qualidade entrasse na rede pública.

    «Tivemos que deitar muitos metros cúbicos de água fora, porque algo correu mal no processo. Reuni os responsáveis da manutenção e da operação, uns jogavam as culpas para os outros e foi quando chegámos à conclusão que era necessário avançar para a implementação de um plano de segurança, que nos permitisse controlar todos os passos da produção e tratamento», recorda Artur Ribeiro.

    Hoje, não só por objectivos de qualidade, mas também para dar resposta aos obstáculos que se colocaram no caminho, a AdA conta com certificação do sistema de gestão ambiental, do sistema de gestão da qualidade, do sistema de gestão de saúde e segurança no trabalho, do sistema de gestão da segurança alimentar e do produto água para consumo humano.

    «Servimo-nos dos problemas para dar um salto qualitativo», reconhece o responsável. «Tudo surgiu de forma natural, da parte de quem aprendeu com os erros e tentou tirar partido deles».


    Alguns números:

    99,85 %
    Parâmetros da qualidade da água correspondidos no Algarve

    500 milhões euros
    Investimento da AdA previsto entre 2004 e 2011

    600 milhões de euros
    Valor do património da Águas do Algarve

    36 milhões de euros
    Facturação bruta da AdA em 2006 (abastecimento e saneamento)

    Fonte: Barlavento Online
     
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