População mundial ultrapassa os 6,666,666,666 de habitantes

Tópico em 'Biosfera e Atmosfera' iniciado por Vince 10 Mai 2008 às 22:38.

  1. Vince

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    Furacão

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    A população mundial estimada terá ultrapassado ontem os 6,666,666,666 de habitantes. Há apenas 14 anos ultrapassámos os 5,555,555,555. Há 80 anos eramos apenas 2 biliões. O mundo a continuar neste ritmo começa a ficar um local apertado :hehe:

     
  2. MSantos

    MSantos
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    Felizmente estima-se que o ritmo de aumento da população vá continur a diminuir...
     
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  3. Orion

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    Greensavers


    Opinião pessoal. Pouco provável que lá chegue.

    Greensavers

    Os solos não aguentam. A deflorestação acelerará para a agricultura intensiva (e a primeira contribuirá para a degradação dos solos). Os transgénicos estão para ficar (sou contra semelhantes aberrações) por necessidade.

    Expresso

    A hidroponia e a aeroponia deveriam ser já intensamente estimuladas e campanhas massivas de reflorestação impostas/recuperação dos solos.

    Greensavers

    Nunca houve melhor altura para revolucionar a agricultura:

    JdN

    Pervasivamente, algumas nações já se posicionam para assegurar a sua subsistência:


    Greensavers


    Os países do Médio Oriente gastam uma boa parte do seu rendimento em comida e é pouco provável que isso mude:

    [​IMG]

    Até porque este ano há lá seca:

    Reuters


    Por fim, o fracking, um pouco por toda a América, tem dado sabor à água. É relevante porque isto é o futuro imediato da exploração de petróleo:

    RT
     
  4. 1337

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    Nimbostratus

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    Só na China acho que é 1 bilião e meio de habitantes, agora pensem lol. Aquilo é como ratos a reproduzir :lmao:
     
  5. Orion

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    Há pouco esqueci-me deste artigo:

    Greensavers
     
  6. frederico

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    Cumulonimbus

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    O mundo árabe e o continente africano são dois problemas que a Europa terá no futuro. Um excesso de população jovem sem emprego que aspira ao nível de vida do Ocidente. A pressão já se faz sentir no Norte de África: quantos jovens adultos morrem todos os anos ao tentar atravessar o Mar Mediterrâneo?
     
  7. Orion

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  8. belem

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    Cumulonimbus

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    Não percebo é porque publicam essa notícia com esse numero em específico...

    Apenas gostaria de acrescentar, que é para terem uma ideia do desperdício que há neste planeta, que o mundo neste momento produz o suficiente para alimentar mais de 2 vezes a sua população.


    «Cerca de metade da comida produzida no mundo todos os anos vai para o lixo. Um estudo divulgado nesta quinta-feira revela que 30 a 50% dos alimentos disponíveis não são consumidos, o que se traduz no desperdício de 1,2 mil milhões a dois mil milhões de toneladas de comida. E o problema tende a agravar-se.

    O documento intitulado Global Food; Waste not, Want not (Alimentos Globais; Não Desperdice, Não Queira), elaborado pelo Institution of Mechanical Engineers, uma organização do Reino Unido que representa engenheiros industriais, aponta motivos para o desperdício: condições inadequadas de armazenamento e transporte, adopção de prazos de validade demasiado apertados, ou promoções que encorajam os consumidores a comprar em excesso.

    Outro problema é a preferência dos supermercados por alimentos “perfeitos” em termos de formato, cor e tamanho. O estudo refere que 30% das frutas e legumes plantados no Reino Unido não chegam a ser colhidos, por causa da aparência.

    Os números apurados pela instituição estão em linha com os dados da FAO (Food and Agriculture Organization, das Nações Unidas), segundo os quais os países industrializados deitam fora um terço da comida disponível, todos os anos. Isto equivale a 1,3 mil milhões de toneladas, segundo a FAO, suficientes para alimentar as 868 milhões de pessoas que todos os dias vão dormir com fome.

    Só em Portugal, é desperdiçado um milhão de toneladas de alimentos por ano (17% do que é produzido pelo país), de acordo com as conclusões do PERDA - Projecto de Estudo e Reflexão sobre Desperdício Alimentar, apresentadas em Dezembro.

    O estudo agora divulgado lembra que as previsões da ONU apontam para um aumento da população mundial até 2075, de três mil milhões de pessoas. Nesse ano, haverá 9,5 mil milhões de bocas para alimentar.

    “A quantidade de comida desperdiçada no mundo é assombrosa. Esta comida poderia ser usada para alimentar a crescente população mundial, além dos que estão a passar fome”, sublinha em comunicado o director do departamento de Energia e Ambiente da organização, Tim Fox.

    O desperdício de alimentos envolve também o gasto desnecessário dos recursos usados na sua produção, como a água, os terrenos, a energia. O documento conclui que cerca de 550 mil milhões de metros cúbicos de água são usados anualmente na produção de alimentos que vão para o lixo.

    E as previsões não são animadoras: o consumo de água no mundo chegará aos 13 biliões de metros cúbicos por ano em 2050, devido ao crescimento da procura de alimentos – sobretudo de carne, que exige mais água do que os vegetais no processo de produção. Este valor representa até 3,5 vezes o total de água consumido actualmente.»


    http://www.publico.pt/ecosfera/noti...oduzida-todos-os-anos-vai-para-o-lixo-1580254



    Por isso não acho que seja preciso cultivar muito mais terra (12 toneladas de alimentos seguros vão para o lixo a cada segundo...), mas é apenas necessário saber gerir melhor os recursos existentes, e usar campanhas demográficas inteligentes e eficazes.

    PS: Durante o tempo em que eu escrevi esta mensagem, já morreram algumas pessoas de fome.
     
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    StormRic e CptRena gostaram disto.
  9. Orion

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    Verdade mas totalmente impraticável. Passaria por uma solução comunista de cooperação ao invés de capitalismo/competição. Além de que, como é que se decidiria o que guardar e o que exportar? Teria que haver uma racionalização. Essa racionalização teria que passar por uma grande regulamentação. E a regulamentação implica a restrição do mercado livre e de muitas liberdades. Como que é que os legumes espanhóis iriam alimentar as crianças na Somália? Quem iria pagar?
     
    #9 Orion, 3 Dez 2014 às 00:48
    Última edição: 3 Dez 2014 às 00:53
  10. belem

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    Cumulonimbus

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    O desperdício que existe é que é irrealista. E a forma como os alimentos são geridos, não me parece que seja regulamentada. Parece-me é que há uma grande desorganização e uma grande utopia. E a meu ver existe uma falsa ideia de mercado livre. Este mercado é tudo menos livre. Eu diria antes que é super condicionado e devido a interesses de uma minoria. Mas a ideia que se quer dar é que é livre e que está tudo bem.
    E o desperdício inadmissível, não é só na Europa! Não... Isto também se passa em países supostamente subdesenvolvidos.
    Entre várias coisas, há toneladas de cereal a apodrecer (nem é só a comida que se produz que dá para alimentar duas vezes (ou mais) a população total mundial) e o que se faz com isso? Lucra-se?
    Na minha opinião um dos passos mais importantes, seria incluir o tema da fome (de forma realista), no regime de ensino. Pois fala-se muito em guerras e tratados, mas a fome tem morto mais que todas as guerras juntas. É uma assassina lenta e dolorosa que mata silenciosamente mas que muita gente prefere nem falar, porque não convém. Portanto para mudar mentalidades, isso teria que começar por aí.
    Simultâneamente, podia-se negociar uma forma de distribuir alimentação básica, às zonas mais afetadas (não percebo como há tanta diligência para ir para a guerra, que tanto prejuízo tem dado, mas não para combater a fome (mais uma vez, aqui entra em discussão a questão da educação)).
    Logo que as pessoas tenham o mínimo para sobreviver e para se poderem «mexer» então pode-se pensar em ensinar as populações locais a aproveitar os recursos naturais locais e a tornarem-se autónomas em termos alimentares (e as ajudas com alimentos e outros recursos deixariam de ser necessárias (há anos que andamos neste circulo vicioso)). Passada esta fase, pode-se começar a pensar nas primeiras unidades básicas de educação, agricultura sustentável, extração sustentável de recursos (pois muitos países com problemas graves de fome, são muito ricos em recursos naturais), entre outros, e a partir daí começar a criar uma economia local e só depois, entrar lentamente no mercado mundial. Claro que isto deverá ser feito mediante um plano demográfico, estratégico, (etc...), também para não haver excesso de população (que em alguns locais até parece que a miséria agrava e não o contrário).
    E no fim, penso que todos iriam ganhar.
    Claro que é difícil, mas nada a sério na vida, se consegue sem sacrificio.
    A iniciativa teria que começar pelas organizações que estão no campo, que teriam por sua vez, que se aliar às devidas entidades responsáveis por todas estas fases.
    E tudo teria que ser devidamente esquematizado e organizado, ao contrário da forma atabalhoada, irrealista e infantil, com que os alimentos têm sido geridos.
     
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    #10 belem, 3 Dez 2014 às 17:45
    Última edição: 3 Dez 2014 às 20:01
    CptRena, AnDré e StormRic gostaram disto.
  11. frederico

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    Cumulonimbus

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    Acrescento que associada ao desperdício está também uma brutal redução da diversidade na alimentação. Os portugueses nem fazem ideia da quantidade de plantas e frutos silvestres que são comestíveis e que ocorrem na nossa flora. Há também culturas que desapareceram. O caso da castanha é paradigmático: mais saudável que a batata, mas praticamente desapareceu das refeições dos portugueses, quando foi um dos alimentos base séculos atrás. A bolota também deveria fazer parte da nossa alimentação, é um recurso alimentar que não é aproveitado. Os nossos antepassados comiam pão de bolota e há quem diga que a ingestão excessiva de glúten causa danos ao nosso organismo.

    Aliás a cultura do castanheiro poderia ser uma alternativa ao eucalipto, afinal com o avanço das novas tecnologias o consumo de papel está a cair e diz-se que no futuro os BRICs irão fazer concorrência à nossa fileira da pasta de papel.
     
    CptRena gostou disto.

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