Portugal Deve Voltar a Caminhar Sozinho

Tópico em 'Off-Topic' iniciado por frederico 18 Set 2011 às 15:50.

  1. frederico

    frederico
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    Cumulonimbus

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    Este tópico visa demonstrar como existe um plano montado há décadas para destruir Portugal. E como a maior parte das elites têm traído a nação e vendido o país aos interesses estrangeiros.

    A questão é: quereis que os vossos filhos sejam os trolhas e as sopeiras dos alemães ou dos nórdicos?

    Primeiro texto:

    O pesquisador português Moisés Silva Fernandes apresenta na Universidade de Oxford dados que comprovam um acordo secreto entre quatro potências anglófonas, em 1963, para entregar Timor-Leste à Indonésia.

    Segundo documentos a que o investigador de ciências políticas e de relações internacionais da Universidade de Lisboa teve acesso no Arquivo Nacional da Austrália e no Foreign Office britânico, Reino Unido, Estados Unidos da América, Austrália e Nova Zelândia acordaram secretamente, em duas reuniões ocorridas em Washington, em 1963, que o então Timor português só poderia ser incorporado na República Indonésia.

    “Sobre Timor, todos concordamos que mais tarde ou mais cedo a Indonésia vai apoderar-se da parte portuguesa da ilha de Timor e todos à volta da mesa tornaram bem claro que os seus governos não estavam preparados para envolver forças militares para evitar esta situação”, lê-se num telegrama enviado pela embaixada australiana nos Estados Unidos para o ministro dos Negócios Estrangeiros de Camberra, em 13 de Fevereiro de 1963.

    Nessa data, altos responsáveis das políticas externas dos quatro países começaram a sua primeira rodada negocial sobre Timor-Leste, a que se somaria um segundo encontro em Outubro do mesmo ano, também em Washington.

    “Estes encontros foram secretos, Portugal nunca foi informado de nada”, adianta o especialista. As reuniões, prossegue, destinavam-se a resolver a questão de Timor-Leste “numa política de apaziguamento em relação à Indonésia”.

    O pesquisador sustenta que Timor-Leste estaria servindo de “moeda de troca” para conter o nacionalismo indonésio, à data liderado por Sukarno, e possíveis ambições territoriais de Jacarta em relação à Papua Nova Guiné Oriental (então uma colónia australiana), e a uma “grande Malásia” que se criara a partir de antigas possessões britânicas no sudeste asiático.

    “Estava escrito em Washington que Portugal era o peão a cair”, em nome dos interesses das potências ocidentais no sudeste asiático. Será que a decisão tomada a respeito de Timor-Leste foi o rebuçado que se deu aos indonésios para não criarem problemas na Papua Nova Guiné Oriental?, pergunta o investigador.

    Em Outubro de 1963, os quatro países anglófonos voltaram a reunir consenso sobre Timor-Leste em Washington.

    “O ideal do nosso ponto de vista seria que os portugueses cedessem Timor de boa vontade e de um modo que a transferência para a Indonésia não seja o resultado de uma agressão ou de um movimento cínico apaziguador para o Presidente (indonésio) Sukarno, lê-se num documento secreto de preparação da diplomacia londrina para o segundo encontro.

    Para Moisés Fernandes, a interpretação destes novos dados é clara. Onde outros podem ver ‘realpolitik’, eu vejo cinismo, comenta.

    A Indonésia invadiu Timor-Leste em 07 de Dezembro de 1975, 12 anos após estas reuniões secretas, e, com o silêncio das potências ocidentais, ocupou o território até à consulta popular de 30 de Agosto de 1999, cujo resultado conduziu à independência do país asiático de expressão portuguesa.

    “Se Portugal soubesse deste consenso ocidental e regional, talvez tivesse existido mais cautela nas reuniões que manteve com a Austrália a propósito do plano de descolonização para Timor, porque a Austrália não estava de boa fé”, comenta Moisés Silva Fernandes.

    A Indonésia, nota, também estava a par das iniciativas de descolonização de Timor-Leste, bem como do posicionamento secreto das potências ocidentais.

    “Ao contrário da tese que se generalizou, Portugal não abandonou Timor-Leste em 1975, porque pouco podia fazer”, considera o investigador da Universidade de Lisboa.

    Autor de vasta obra de investigação política e de relações internacionais sobre a China, Moisés Silva Fernandes prevê escrever um artigo sobre as suas revelações históricas a propósito de Timor-Leste, em inglês, na revista científica de estudos internacionais South European Society & Politics e incluir os novos elementos históricos, em português, num livro dedicado aos anos de 1974 e 1975 em Timor-Leste, a lançar em 2008.


    Fonte:http://domedioorienteeafins.blogspot.com/2011/08/acordos-secretos.html
     
  2. duero

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    Nao acredito demasiado.

    Eso mesmo tenho sentido con respecto ao Sahara Occidental en 1975, cando por a descolonización Marruecos fora a ocuparlo, cando nunca o Sahara Occidental fora terra de Marruecos.

    Tenia sentido que foran os USA e Inglaterra que decidieran esto e os marroquies ja tenian reunido con eles, mais.........sao coisas que acho nunca sabremos a verdade.
     
  3. duero

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    E mesmo senti da guerra de Yugoslavia.....Onde conseguian os croatas e eslovenos as armas para loitar se eles nao tenian ejercito propio? O aeropuerto de Zagreb sempre chegaban avioes de Alemania "estraños".

    Tamben sentí mesmo de Osetia, na "guerra" de Rusia y Georgia.

    Tenho sentido tambien de dictaduras en Latinoamerica.

    Mais nunca hay pruebas auténticas, sempre é tudo moito oscuro.

    Como ja dizera a verdade nunca se conhecera.
     
  4. frederico

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    Bona, 14 de Setembro de 1966...



    «Recepção de Schroeder num hotel sobranceiro ao Reno. Está a alta-roda da política, dfa finança e da economia da Alemanha federal: Abs, Fritz Berg, von Bohlen und Harald, Sohl, Mommsen, outros ainda. (...) Ao contrário do que se poderia pensar, a atmosfera é alegre, leve, com o humor teutónico; e conversa-se francamente, sem rodeios, sendo particularmente explícitos os homens da economia e da indústria. Que síntese posso fazer do que ouvi? Notei forte sentimento antiamericano e antibritânico, muito mais do que anti-francês; há uma clara obsessão com o Mercado Comum, e com as relações deste com a EFTA, devendo ser objectivo da Alemanha realizar através da Comunidade Económica Europeia o que Hitler não pôde alcançar pela força das armas; preocupação com a Nato; e uma nítida e apurada consciência da força actual da Alemanha.»
    - Franco Nogueira, "Um político confessa-se (Diário: 1960-1968)"


    Fonte: blog Dragoscópio
     
  5. trepkos

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    Para não falar nas intromissões Americanas e Soviéticas na África Portuguesa.
     
  6. frederico

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    Nem mais. Mas até acho que a independência de Angola e de Moçambique era inevitável, pois todos os outros países vizinhos estavam já independentes. A questão foi outra, os crimes cometidos contra os portugueses, brancos ou africanos, no ano da independência. Tudo feito em cima do joelho, sem qualquer racionalidade. Os socialistas e os comunistas que fizeram o 25 de Abril, na sua maioria, são uma corja de diletantes, sem biblioteca lida, totalitários, com ódio a Portugal e aos portugueses. Vejam só como actua a Rússia sempre que as comunidades russas estão em perigo, parte logo para a guerra (caso recente da guerra na Geórgia). Mas nós abandonámos 500 000 portugueses brancos, e milhões de negros que confiaram em nós. Ninguém na minha família viveu em África, escrevo isto sem qualquer mágoa do passado. Deveria ter havido um período de transição, longo, talvez de dez a vinte anos, e a instituição de uma Commonwealth.Deveríamos ter sido defensivos, e nunca permitido que os interesses da França, África do Sul, EUA ou Rússia se instalassem na África portuguesa.
     
  7. trepkos

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    Temos também o caso da Índia Portuguesa, em que Salazar deixou ao abandono aquelas terras e aqueles que as defendiam, não aguentaram a enxurrada que correu a Índia depois da independência do Império Britânico, mas penso que aqui nada haveria a fazer, talvez tentando evitar as mortes que ocorreram.
     
  8. frederico

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    Cumulonimbus

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    Não conheço bem a História da invasão da Índia portuguesa, sei apenas que as forças militares indianas eram totalmente desproporcionais em relação às nossas, a maior parte da Comunidade Internacional estava do nosso lado e o governador local, se a memória não me falha, chegou a equacionar a independência antes da invasão.

    Penso que teria feito sentido a independência. O Paquistão ficou uma nação islâmica, a Índia maioritariamente hinduísta e Goa ficaria uma nação católica.
     
  9. duero

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    La descolonización africana era algo inevitable.

    Era la época de las independencias y eso sucediera con todos.

    Otra cosa es que desde entonces en muchos casos la independencia fuera peor que que la "dependencia": guerras civiles, dictaduras, corrupción, miseria, etc.....

    Como dijo un investigador: "la mayoria de africanos fueron muertos por africanos, no por blancos".

    Basta recordar Ruanda y la matanza de hutus y watusis hace unos 20 años.

    Los blancos tarde o temprano abandonarían africa, incluso acontece hoy en SUDAFRICA.

    Desde el fin del APARTHEID, mas de 1 millón de blancos abandonaran el país.

    Los blancos hace 40 años eran el 20% de la población de Sudafrica y hoy apenas deben ser el 8%, y muchos abandonan el país, mismo algunos sudafricanos se han instalado en el Sur de España.


    La India, nadie pensaba que Nehru atacase, pues era el heredero de Gandi, pero atacó, nada había que hacer.

    El proyecto del IV Reich ya tenía sentido:

    -División de Checoslovaquía.
    -División de Yugoslavia: el país mas desarrollado y fuerte dentro del mundo comunista (Tito no era marxista autentico y dejo un poco de espacio para el mercado)
    -Desintegración de la URSS.

    REUNIFICACIÓN ALEMANA.

    No se.........:hmm:
     
  10. duero

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    Personalmente me preocupan mas los moros que estan a hablan de AL ANDALUS, ya Ben laden se refirio a ello, y tambien otros grupos musulmanes.

    Solo recordar que ALANDALUS no es ANDALUCIA, sino que sería toda la península a excepción de Asturias, Cantabria y País Vasco, y en muchos países musulmanes ya hablan de "recuperarlo".

    Me preocupa mas eso que Alemania.
     
  11. Vince

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    Furacão

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    O socialismo e o politicamente correcto contaminou o mundo ocidental. A Alemanha deve ser dos últimos resistentes ocidentais, fácil de compreender porquê, eles são um pais reunificado onde milhões sentiram na pele a pobreza consequente do socialismo. Já nem os EUA se safam, por isso é que a Alemanha é tão atacada. Cá estaremos para arcar com as consequências também. A este ritmo de culpabilizações e nacionalismos ainda acabamos todos em guerra na Europa daqui a uma ou duas décadas.


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  12. duero

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    Nimbostratus

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    Todos?

    Espero que no.

    Ya hubo dos guerras mundiales y nosotros no participamos. Espero que si acontece una mas tengamos misma suerte.
     
  13. duero

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    Nimbostratus

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    menos socialista es gran bretaña...desde tatcher gran bretaña va camino del ultracapitalismo (blair fuera una cosa extraña llamada tercer via).
     

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