Rio de Janeiro, Cuiabá e Brasília

Tópico em 'Natureza e Viagens' iniciado por David sf 6 Out 2014 às 23:15.

  1. David sf

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    Aproveitando as escalas aéreas de uma deslocação por motivos laborais a Cuiabá, no estado do Mato Grosso, consegui passar um fim-de-semana no Rio de Janeiro e um outro em Brasília.

    Rio de Janeiro

    Encontrei o Rio de Janeiro em clara época baixa de turismo, na ressaca do Mundial de Futebol e na preparação dos jogos Olímpicos de 2016. Pareceu-me, nesta época do ano, uma cidade algo suja e mal cuidada. O tempo quase sempre encoberto não deu uma ajuda (não consegui subir ao Pão de Açúcar, porque no dia em que o quis fazer estava tapado pelo nevoeiro), mas deu para sentir a cidade e apreciar o que esta tem de melhor (o seu entorno natural).

    Começando, Sábado bem cedo, para aproveitar melhor o tempo que era curto (e também porque nunca me consegui adaptar ao jet-lag):

    Praia de Copacabana, às 6:30 da manhã:

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    Hotel Copacabana Palace:

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    A vista para o Morro dos Dois Irmãos, desde a Praia da Ipanema, com a Favela da Rocinha em primeiro plano (as favelas localizam-se geralmente em locais fabulosos, onde um condomínio de luxo poderia publicitar as fantásticas vistas panorâmicas):

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    Comprei antecipadamente, pela Internet, o bilhete para o Trem do Corcovado. Este é o modo de subir mais caro, mas o passeio de comboio é fabuloso, provavelmente mais impressionante do que as vistas lá de cima (que já toda a gente viu em alguma lado). Marquei para o comboio das 9:20, mas como cheguei mais cedo e não estava cheio, pude ir logo no das 8:40:

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    Maracanã visto do Corcovado:

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    Pão de Açúcar:

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    Joquei Clube e Lagoa Rodrigo de Freitas:

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    O Cristo Redentor:

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    Imagens do percurso de comboio (as fotos não ficaram grande coisa, o local é escuro e a utilização do flash ainda piora as coisas, devido ao reflexo no vidro):

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    O Centro da Cidade ao sábado de manhã é muito movimentado, com muito comércio e feira de rua, junto à estação de Metro da Uruguaiana. Voltei a este lugar no dia seguinte, domingo, e a rua era assustadoramente deserta, não se via vivalma e não havia qualquer estabelecimento comercial de portas abertas:

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    Após o almoço, visita ao teleférico do Complexo do Alemão, uma zona de favela, alegadamente pacificada. Digo alegadamente, porque a meio da viagem tive que sair do teleférico numa das estações, pois este iria ser parado por estar a ocorrer um tiroteio próximo à estação seguinte. Estive, com mais uma boa quantidade de passageiros, durante quase uma hora nessa estação, enquanto se ouviam tiros de metralhadora ao longe, no vale. Os brasileiros estavam divertidíssimos enquanto o tiroteio decorria a poucas centenas de metros, para eles deve ser algo muito habitual:

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    As praias de Copacabana e Ipanema, à noite:

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    Na manhã seguinte, passeio ao longo da Lagoa Rodrigo de Freitas, o local mais agradável do Rio de Janeiro. Pena o nevoeiro que impedia de ver o cume das montanhas mais altas:

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    De tarde, de visita ao centro, assustadoramente deserto, os famosos Arcos da Lapa:

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    O famoso edifício sede da Petrobras:

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    O Bairro de Santa Teresa, também quase deserto e com as obras de restauro do seu famoso "bonde":

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    Já à tarde, junto ao mar na Baía de Guanabara, à espera que o nevoeiro se dissipasse para poder subir ao Pão de Açúcar, o monumento aos mortos da 2ª Guerra Mundial:

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    A Praia do Flamengo:

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    Na Praia de Copacabana, ao domingo cortam metade da Avenida Atlântica para utilização pedonal. Sendo o último domingo antes das eleições, vários partidos, candidatos a deputados e senadores, faziam as suas campanhas por lá:

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    Por fim, uma fotografia de uma feijoada para uma pessoa. Nem metade consegui comer:

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  2. David sf

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    Cuiabá

    Cuiabá é uma cidade que turisticamente é conhecida por ser a porta de entrada do Pantanal. A cidade em si tem pouco interesse, sendo constituída por um Centro Histórico engraçado, mas pouco relevante, e por uma grande área moderna com prédios muito altos, avenidas largas e em obras, numa zona que claramente se desenvolveu depressa demais.

    Ficam algumas fotos do centro:

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  3. David sf

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    Brasília

    "Quem for a Brasília, pode gostar ou não dos palácios, mas não pode dizer que viu antes coisa parecida. E arquitectura é isso – invenção!", Oscar Niemeyer

    Nascida da persistência do Presidente Jucelino Kubichek (JK), que fez cumprir um preceito constitucional com mais de 50 anos, de mudar a capital do país para longe do litoral, Brasília é uma cidade diferente de tudo. Não há outra igual.

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    O vencedor do projecto de urbanização da nova capital, Lúcio Costa (que submeteu o projecto muito próximo do final do prazo, e segundo muitas opiniões, a contragosto), propôs uma cidade centrada em dois eixos, em forma de cruz (muitos dizem em forma de avião - de facto parece, mas Lúcio Costa não gostava dessa comparação). No eixo vertical centrar-se-iam os edifícios governamentais (eixo monumental) e no eixo horizontal a área residencial (eixo rodoviário).

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    Para executar os principais edifícios da cidade foram convidados os mais famosos arquitectos, engenheiros e paisagistas do Brasil, entre os quais o mais destacado, Oscar Niemeyer, que projectou a esmagadora maioria dos edifícios do eixo monumental.

    O que mais se destaca em Brasília, para além da magnífica arquitectura, é o espaço livre. As ruas e avenidas são larguíssimas, o que dá uma sensação agradável de espaço e liberdade. Tem como defeito as largas distâncias a percorrer, até porque a cidade foi pensada para o transporte rodoviário, não havendo grandes facilidades para a circulação dos peões, principalmente nas avenidas que constituem os eixos.

    A área residencial é constituída por superquadras, que não são mais que uma espécie de quarteirão. Dentro dessas superquadras, existem os blocos de apartamentos, o comércio de proximidade (cafés, mini-mercados, bancas de jornais) e os serviços de apoio (escolas, pequenas igrejas). A ideia é que dentro das superquadras apenas acediam os carros que pretendessem aceder a ela, não havendo circulação de grande tráfego dentro delas. A ideia é boa, e de facto está-se bem dentro da superquadra, cheias de espaços verdes e algum silêncio.

    As ruas em Brasília não têm nome. As superquadras são numeradas, de forma lógica, em contagem desde o cruzamento entre os dois eixos. A superquadra Sul 307, por exemplo, situa-se a 7 superquadras a sul do eixo monumental e duas (segundo número ímpar) a Este (número ímpar) do eixo rodoviário.

    Algumas fotos das Superquadras Sul 107, 108, 307 e 308, as primeiras a serem construídas:

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    Onde fica situada a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, projectada por Niemeyer, de modo a se assemelhar a uma chapéu de freira:

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    O eixo monumental, é como refere Niemeyer, ou se gosta ou não se gosta. Pessoalmente, acho a maior parte dos edifícios magníficos, com principal destaque da catedral, maravilha da arquitectura e da engenharia (projecto de engenharia idealizado por Joaquim Cardoso):

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    Pormenor do campanário:

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    O edifício que alberga o Museu Nacional, uma das últimas obras de Niemeyer:

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  4. David sf

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    O Palácio Itamaraty, que alberga o MNE, que pediu um edifício diferente de todos os outros para poder receber visitas de outros chefes de Estado. A visita é gratuita:

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    No extremo do eixo monumental situa-se a Praça dos Três Poderes, onde se situa o Palácio do Planalto, residência oficial do Presidente (poder executivo):

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    Do Supremo Tribunal de Justiça (poder judicial):

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    E da Câmara dos Deputados e do Senado (poder legislativo). As visitas ao seu interior são gratuitas:

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    A genial cúpula invertida:

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    No seu interior, o gabinete do Presidente da Câmara dos Deputados:

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    E a vista desde lá para o exterior:

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    O senado:

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    No Museu do Senado está representado parcialmente o primeiro Senado, com mais de um século:

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    O Palácio da Justiça:

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    A série de edifícios iguais que são a sede dos vários ministérios:

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    Monumento aos "Candangos" (operários que ajudaram a construir Brasília em tempo recorde, vindos de toda a parte do país), localizado na Praça dos Três Poderes:

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    Ponte Jucelino Kubichek, também ideia de Niemeyer, simbolizando uma cobra a sair da água:

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    Vista da zona ribeirinha do Lago Paranoá, resultante da construção de uma barragem para abastecimento de água à cidade:

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    Por fim, o CS-TOK da TAP a aterrar no Aeroporto de Brasília (por trás de um vidro bem sujo):

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