Serra de Sintra – Corte de árvores

Tópico em 'Biosfera e Atmosfera' iniciado por Thomar 23 Jan 2009 às 12:47.

  1. Thomar

    Thomar
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    Nimbostratus

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    Hoje no jornal Público (versão online) saiu esta notícia sobre o corte de árvores em zona protegida

    P.S. Se este tópico não foi aberto no local correcto, peço aos admnistradores o favor de o colocarem no local correcto. Obrigado!
     
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  2. belem

    belem
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    Cumulonimbus

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    Se o «plantaste» no tema da Biosfera tá no sítio perfeito!!:lmao:
    Eu realmente já reparei nestes cortes e parece-me que foram um tanto exagerados, dado que algumas árvores nativas foram cortadas e estavam em perfeito estado fitossanitário.
     
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  3. belem

    belem
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    Cumulonimbus

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    Há pouco tempo fiz trabalho de campo, numa área de Sintra, em que numerosas árvores foram cortadas, apenas para fazerem obras num muro. Uma vasta área em redor ficou despida, sem árvores e sem qualquer justificação.
    Eu costumava de ver nesse sítio uma colónia de Salamandra salamandra gallaica e agora não vejo nenhuma.

    http://br.olhares.com/salamandra_salamandra_gallaica_lopez-seoane_1885_foto2410225.html

    Só as vejo noutro habitat, bem acima e em locais mais recônditos.
    Tritões-marmoreados ainda se vêem, sobretudo, sob a forma de juvenis ou girinos, em algumas poças alimentadas pela chuva, mas só mais acima.

    http://www.tapadademafra.pt/images.php?image_id=310&width=85

    Os pirilampos ( Luciola lusitanica) ficaram muito mais raros na zona, sendo vistos contudo, em locais próximos, que não foram perturbados.

    Ouvi um bufo-real que me deixou bastante alegre, pois é uma ave impressionante, rara e um sinal que é possível a recuperação.
    É considerado o maior mocho do mundo.

    Descobri parcelas de habitat ( bastante pequenas e localizadas) de bosque primitivo, que transportam-nos a uma atmosfera fantástica e única.
    Verifiquei logo que eram locais ricos em biodiversidade.

    Descobri uma floresta húmida perdida no meio da Serra, um oásis no meio de um pinhal algo desbastado e árido, com fontes de água, fetos gigantes e variadas árvores.
    Havia um pequeno bosque, imaginem, de SEQUÓIAS!!
    As árvores tinham troncos gigantescos e os primeiros ramos com folhas só cresciam muito lá acima, a algumas dezenas de metros.
    Naquela zona, Sintra deve oferecer humidade e temperaturas amenas algo constantes, que permitam o crescimento selvagem destas árvores tão singulares e difíceis de se ambientar.
    A ver se tiro fotos.
     
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  4. AnDré

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    Não foi um corte, mas foi uma grande queda.

     
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  5. joseoliveira

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    Cumulonimbus

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    Assim como em Sintra, situação em muito semelhante por exemplo à Serra do Buçaco (que melhor conheço), algumas espécies, também de porte gigantesco como cedros, abetos, sequóias, tílias, ulmeiros, loureiros, faias, rodoendros, fetos gigantes, acácias e freixos, provenientes da América, da Austrália, dos Himalaias ou de tantos outros locais do Mundo, plantadas e cuidadas por gerações de monges Carmelitas, assentes em solos de compactação e resistência variável, em grande parte do ano muito húmidos, têm sido também foco de grande atenção.

    http://www.cm-mealhada.pt/index.php?id=195&parcat=63&par=0&acao=mostra.php
     
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  6. belem

    belem
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    Cumulonimbus

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    De salientar que as salamandras, já estão de volta, naquela parte de Sintra.
    Não são muitas, mas já são algumas. Este ano, como choveu bem mais do que o costume e durante um período alargado, certamente teve alguma influência, pelo menos no tempo de duração dos charcos temporários mediterrânicos, permitindo assim a sobrevivência de uma nova geração de anfíbios.
     
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