Termitas Nos Açores

Tópico em 'Off-Topic' iniciado por ABatalha 12 Ago 2006 às 13:02.

  1. ABatalha

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    JORNAL A UNIÂO (Açores)

    As cidades de Angra do Heroísmo e de Ponta Delgada apresentam índices preocupantes de infestação de térmitas. No caso de Angra do Heroísmo os investigadores do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores dispõem de dados (recolhidos num estudo encomendado pela autarquia) que apontam para existência da praga em 50 por cento dos edifícios.

    Em relação a Ponta Delgada um levantamento recente revelou que a situação pode ser “tão grave” como a de Angra.

    “Não temos nenhum estudo científico, mas numa visita recente a imóveis de Ponta Delgada observámos vários cenários idênticos aos verificados na cidade património mundial” – referiu Paulo Borges, um dos investigadores da Departamento de Ciências Agrárias.

    Os técnicos confirmam ainda a existência da praga na ilha de Santa Maria (um dado novo nesta investigação universitária).

    Três espécies na Horta

    Numa visita recente à cidade da Horta, a equipa de técnicos liderada por Paulo Borges confirmou a existência de três espécies de térmitas. “A térmita subterrânea, a da madeira seca e da madeira viva”.

    “Pela primeira vez, nos Açores, observámos a térmita subterrânea”, alertou Paulo Borges.

    Segundo o investigador, esta espécie, no início da década de 80, foi detectada junto à Base da Lajes, mas, na ocasião, os especialistas americanos garantiram ter erradicado a espécie.

    Na Horta, segundo os investigadores, existe outro fenómeno, as espécies estão em zonas diferentes da cidade. “A subterrânea foi observada na zona do Porto Pim, a da madeira seca na zona dos Bombeiros e da madeira viva no quarteirão da Câmara Municipal. “Esta última com a particularidade de estar instalada em zonas húmidas dos edifícios e não em árvores como em Angra e Ponta Delgada”, comentou o especialista.

    Estudar a praga


    Estas últimas visitas dos investigadores universitários às ilhas estão a ser acompanhadas por um técnico americano e por uma empresa continental (que está a testar vários produtos para erradicar as térmitas nos móveis).
    Pela região já passaram várias equipas de especialistas estrangeiros para estudarem a praga e eventuais técnicas de tratamento.

    A universidade deverá apresentar no final do ano um relatório com as conclusões da investigações recentes, onde deverá propor soluções, técnicas de tratamento e medidas de prevenção.

    Os especialistas universitários julgam ser necessário elaborar “levantamento mínimo”, em todas as ilhas, para detectar ou não a existência de térmitas. “O transporte de mobiliário e de madeira entre as ilhas poderá proporcionar a expansão da praga” - avisam.

    Educação e museu testam fumigação


    Depois da recolha de dados e de informação sobre a praga de térmitas que de momento assola alguns centros urbanos da Região, a universidade propôs a governo testar a técnica de fumigação no edifício da Secretaria Regional da Educação (Carreira dos Cavalos) e no Museu de Angra. “Julgamos ser a técnica a mais eficaz para combater os pequenos insectos roedores de madeira seca”- argumenta.

    Dois edifícios públicos foram apontados por uma equipa de investigação luso-estrangeira para testar a tecnologia de fumigação.

    Paulo Borges explica que estes dois imóveis afiguram-se como bons exemplares para se aprofundar a técnica em questão.

    Isto porque, refere, a realidade do património edificado nos centros urbanos nas ilhas – local onde se detecta a praga das térmitas – é contígua e de difícil isolamento.

    O objectivo final, adianta, é que daqui a cerca de dois anos esteja acessível às populações e que exista no mercado produtos e serviços de fumigação e/ou de outros produtos que exterminem ou controlem as térmitas.

    Correr contra o tempo


    O problema das térmitas, que danifica a estrutura de madeira dos edifícios, colocando em causa a sua segurança, foi detectado em 2002 na zona histórica de Angra do Heroísmo (Terceira), classificada como Património Mundial, e, mais tarde, nas cidades de Ponta Delgada (São Miguel), Horta (Faial) e Vila do Porto (Santa Maria).

    A praga já levou a que o Governo Regional a avançasse com um regime excepcional para apoio financeiro aos proprietários de edifícios afectados, aprovado em Junho de 2005.

    De acordo com Paulo Borges estão, até ao momento, inventariadas três tipos de térmitas na região, as que atacam a madeira seca, as que atacam videiras e pomares e uma espécie subterrânea, de origem europeia.

    A totalidade das habitações afectadas encontra-se na zona urbana, já que nas freguesias rurais mais húmidas não foi localizada qualquer espécie de térmitas, pelo facto de as madeiras possuírem diversos fungos e serem bastante húmidas.

    Nas zonas urbanas, as térmitas encontram melhores condições climatéricas para o seu desenvolvimento, nomeadamente madeiras mais secas.

    Paulo Borges, que é o coordenador de um estudo, orçado em 90 mil euros, encomendado pelo Governo Regional e que envolve técnicos açorianos e estrangeiros, revelou que ao longo deste ano estão a ser testadas várias técnicas de tratamento.
     
  2. Seringador

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    Cumulonimbus

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    E se importassem uns papa-formigas ou osgas;) :lmao:

    è uma praga dificil de irradicar:(
     
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  3. ABatalha

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    Cirrus

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    de facto o ideal era um predador natural, mas parece nem estarem a colocar essa hipótese...
     

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