StormRic
Furacão
Dezembro está no bom caminho mas não deve chegar a tanto. Mesmo assim, espero mais de 150 mmSaiu o relatório final de novembro, 202,9 mm de precipitação média é obra!
Dezembro está no bom caminho mas não deve chegar a tanto. Mesmo assim, espero mais de 150 mmSaiu o relatório final de novembro, 202,9 mm de precipitação média é obra!
https://www.ipma.pt/resources.www/d...fctvEg/cli_20251101_20251130_pcl_mm_co_pt.pdfO inverso deverá estar a passar-se com o pluviometro da EMA de Ourique / Santana da Serra. Regista muito menos precipitação que as EMAs em redor.Boas @StormRic, tens razão no reparo que fazes, no entanto, o valor de Sagres, para ter sido considerado no boletim é porque é um valor que foi validado, mesmo que os valores diários mostrados no site não coincidam com a realidade. Os valores das EMAs antes de chegaram ao site passam por várias etapadas de validação rigorosa, mas nem sempre é possível, por mais filtros que se apliquem para eliminar valores errados, detetar todos os casos possíveis e imaginários de erros nos valores. A validação final é feita no final de cada mês, e aqui é que normalmente se detetam os erros mais "graves" e difícies. Não é comum mas acontece. Por isso o valor de Sagres foi revisto e recuperado (e está correto!). O que aconteceu em Sagres foi, como dizes, um erro sistemático na eletrónica da estação, que media bem (o pluviómetro está bom), mas assumia um valor diferente do que devia (1 basculadela não estava a medir 0.1mm) - e os filtros não detetaram este erro. Muitas vezes estes problemas até são alheios ao IPMA. Sagres não tem medido valores absurdos de precipitação até ter chegado este mês e ter sido possível detetar este problema.
Felizmente estes valores são recuperáveis porque o erro é sistemático (o viés é sempre o mesmo).
Inclino-me mais para erro simples.estimativa muito mal feita devido ao facto de ter tido o pluviómetro avariado durante bastante tempo

Obrigado pela contribuição nesta discussão, concordo que realmente há uma informação complementar nos boletins e que os gráficos de anomalias em valores absolutos (mm) são usados comummente em estudos e publicações. No entanto sublinho que a nota sobre a classificação mensal é a mais recente, que foi adoptada e incluída nestes últimos anos. Na verdade só aparece nas notas dos Boletins desde Dezembro de 2019. Essa própria definição da classificação pela situação nos decis teve uma alteração com a qual não concordo: é atribuída a classificação de extremamente chuvoso, por exemplo, quando o valor é superior ao máximo registado no período de referência das normais. Este critério torna os anos extremamente chuvosos numa raridade quase única, quando aquele adjectivo na linguagem comum não tem esse sentido, pois na lógica comum é aceite que vários anos podem ser ditos como extremamente chuvosos. Nos critérios anteriores, que eram os adoptados desde o século passado, extremamente chuvoso correspondia aos 10% de anos no topo da série (decil 10) e extremamente seco aos 10% mais secos (decil 1).Boas @StormRic
Acho o teu feedback importante, mas a sugestão que dás sobre os percentis está explicado nas notas da página de qualquer boletim mensal, por isso não percebo as tuas dúvidas aqui... Vou deixar um print para veres que a classificação do mês resulta de uma análise por percentis. Dezembro foi chuvoso - se apareceu muito chuvoso no DataClima, foi um erro que entretanto já foi corrigido.
Ver anexo 28549
Em relação ao gráfico de anomalia, eu entendo o que dizes, mas num mês como o de dezembro, em que tens uma normal de precipitação mais elevada, o impacto na interpretação do gráfico é minimo. Isto acontece porque quando fazemos anomalias em relação à normal estamos sempre limitados pelo valor da própria normal. Por exemplo, em meses secos (verão) obviamente nunca terás anomalias de -100mm, porque a normal não é 100mm. Mas pode acontecer teres valores de anomalia positiva elevados (é so exisistirem alguns dias de episódios convectivos fortes, frequentes no verão em Portugal). Nesses meses talvez até seja mais interessante avaliar as % de precipitação. Aliás, até deves saber bem isto, porque essa informação é apresentada mensalmente no boletim compelto, em forma de mapa de % de precipitação.
Acho que no futuro pode ser interessante tentar uma forma gráfica com %, mas também acho que o gráfico por anomalias te dá também a mesma informação (principalmente em meses chuvosos como dezembro). Não concordo muito contigo quando dizes que não deveria ser feito assim, quando muitos artigos, estudos e instituições estrangeiras também apresentam grafismos de anomalias de precipitação dessa forma.
Na minha opinião, quando queres analisar o mês, tens de complementar a informação do gráfico de anomalias de precipitação com as outras informações que tens no boletim (o mapa por % de precipitação em relação à normal é um exemplo).
No boletim do IPMA de 2003 está isto:Essa própria definição da classificação pela situação nos decis teve uma alteração com a qual não concordo: é atribuída a classificação de extremamente chuvoso, por exemplo, quando o valor é superior ao máximo registado no período de referência das normais. Este critério torna os anos extremamente chuvosos numa raridade quase única, quando aquele adjectivo na linguagem comum não tem esse sentido, pois na lógica comum é aceite que vários anos podem ser ditos como extremamente chuvosos. Nos critérios anteriores, que eram os adoptados desde o século passado, extremamente chuvoso correspondia aos 10% de anos no topo da série (decil 10) e extremamente seco aos 10% mais secos (decil 1).
Interessante, sim! Também para a precipitação ou não mencionam? Eu olhei para a informação complementar, não tive tempo para percorrer os boletins.Que é igual aos critérios usados atualmente
Boa pergunta, não me lembro de ver as regras referidas de forma explícita para a precipitação. Tenho também ideia que antes dos critérios passarem a estar na informação complementar que referes nem sempre eram aplicados de forma 100 % consistente, sendo que por vezes parecia "excecionalmente" em vez de "extremamante", ou não aparecia mesmo nadaInteressante, sim! Também para a precipitação ou não mencionam? Eu olhei para a informação complementar, não tive tempo para percorrer os boletins.
Em publicações encontro por exemplo esta classificação (esta é de 1992):
Ver anexo 28563