2026.05.12 • Trovoada na Aldeia Nova da Aroeira (Palmela)

Windchill

Nimbostratus
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25 Ago 2008
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Amora (Seixal)
Olá amig@s!

Com mais uma situação de trovoadas em perspetiva, já andava há uns 3 dias a fazer as minhas típicas contas de cabeça para decidir como haveria de iniciar mais uma aventura elétrica, e escolher um local relativamente perto para tentar a sorte e que não fosse repetido, pois queria chegar ao spot nº 78 de registo de trovoadas.

Após andar ali a analisar modelos, com especial incidência (como já é habitual) no mapa das DEA fornecido pelo AEMET (Arome-Harmonie), tinha a ideia de tentar a sorte ali algures a norte de Lisboa, pois tenho ali 4 spots marcados no mapa onde quero muito fotografar raios pela 1ª vez. Mas tendo em conta a atualização das 16h de ontem (dia 11), que mandava uma boa parte da instabilidade que estava prevista ali junto ao Tejo, para a zona oriental da Península de Setúbal, resolvi alterar os planos e centrar-me num spot a leste do eixo Montijo/Palmela!

Esta ideia até me agradou, pois assim tinha mais garantias de evitar algum nevoeiro/nuvens baixas que, muitas vezes, se forma ali nas serras de Lisboa neste tipo de eventos...

De imediato lembrei-me das excelentes memórias que tenho do meu spot nº49 junto às vinhas da Casa Ermelinda Freitas, em Fernando Pó, onde a 28/29 de Jul de 2024 consegui grandes registos, e depois daí fui para o meu spot nº50, em Degracias (Soure), onde fotografei a maior trovoada de sempre...

Em 24 horas foram mais de 500 raios, uma brutalidade!!

Mas memórias à parte, e como queria um local diferente, resolvi procurar ali a norte do Poceirão, um local com vistas amplas e que fosse sossegado!

Olhei para o mapa e fui apalpar terreno, até que descobri um sítio muito bom com vista 360º, junto à pacata Aldeia Nova da Aroeira, no extremo norte do concelho de Palmela, e já muito próximo de Pegões.

Vista panorâmica do local

Satisfeito com a descoberta, marquei logo território com os meus tripés de guerra e fui tirando algumas fotos às nuvens que se iam formando...

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Com o cair da noite, fui vendo ao longe os relâmpagos provenientes das várias células que se foram formando ao longo do litoral oeste junto à AML, tal como os das células longínquas a SO, dos de Peniche, e devido à excelente visibilidade até os da trovoada que estava ao largo da Figueira da foz se conseguia apreciar!

Ainda assim a minha fé permanecia (quase) inabalável...

Ao longe, as células por cima de Lisboa tinham um ar bastante alaranjado, e com uma longa exposição até criava este cenário dramático, devido à carga luminosa que revelava bem a estrutura das células.

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Até que surge no radar um eco laranja carregado a leste de Setúbal, junto ao Sado, e o entusiasmo aumentou!!

Como se via perfeitamente o aumento de volume do topo da célula, calculei que provavelmente aquela era a tal célula que o modelo via sensivelmente aquela hora, e por isso decidi começar logo a disparar, o que se revelou uma excelente decisão, pois ao fim de poucos minutos, veio (finalmente!!) o espetáculo elétrico :viva::trovao:
 
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Na verdade, esta célula ao longo de quase 1h de atividade apenas gerou estas 6 descargas elétricas, o que me proporcionou 10 fotos repartidas entre 2 câmaras.

Mas devido à qualidade e fotogenia dos raios e da estrutura da célula completamente iluminada, é daqueles eventos que até apenas uma destas fotos teria justificado a viagem e a espera, pois são imagens de belíssimo efeito que me deixaram bastante satisfeito com o trabalho realizado!

Espero que também gostem e apreciem cada pormenor destas fotos ;)