Olá amig@s!
Com mais uma situação de trovoadas em perspetiva, já andava há uns 3 dias a fazer as minhas típicas contas de cabeça para decidir como haveria de iniciar mais uma aventura elétrica, e escolher um local relativamente perto para tentar a sorte e que não fosse repetido, pois queria chegar ao spot nº 78 de registo de trovoadas.
Após andar ali a analisar modelos, com especial incidência (como já é habitual) no mapa das DEA fornecido pelo AEMET (Arome-Harmonie), tinha a ideia de tentar a sorte ali algures a norte de Lisboa, pois tenho ali 4 spots marcados no mapa onde quero muito fotografar raios pela 1ª vez. Mas tendo em conta a atualização das 16h de ontem (dia 11), que mandava uma boa parte da instabilidade que estava prevista ali junto ao Tejo, para a zona oriental da Península de Setúbal, resolvi alterar os planos e centrar-me num spot a leste do eixo Montijo/Palmela!
Esta ideia até me agradou, pois assim tinha mais garantias de evitar algum nevoeiro/nuvens baixas que, muitas vezes, se forma ali nas serras de Lisboa neste tipo de eventos...
De imediato lembrei-me das excelentes memórias que tenho do meu spot nº49 junto às vinhas da Casa Ermelinda Freitas, em Fernando Pó, onde a 28/29 de Jul de 2024 consegui grandes registos, e depois daí fui para o meu spot nº50, em Degracias (Soure), onde fotografei a maior trovoada de sempre...
Em 24 horas foram mais de 500 raios, uma brutalidade!!
Mas memórias à parte, e como queria um local diferente, resolvi procurar ali a norte do Poceirão, um local com vistas amplas e que fosse sossegado!
Olhei para o mapa e fui apalpar terreno, até que descobri um sítio muito bom com vista 360º, junto à pacata Aldeia Nova da Aroeira, no extremo norte do concelho de Palmela, e já muito próximo de Pegões.
Vista panorâmica do local
Satisfeito com a descoberta, marquei logo território com os meus tripés de guerra e fui tirando algumas fotos às nuvens que se iam formando...
Com o cair da noite, fui vendo ao longe os relâmpagos provenientes das várias células que se foram formando ao longo do litoral oeste junto à AML, tal como os das células longínquas a SO, dos de Peniche, e devido à excelente visibilidade até os da trovoada que estava ao largo da Figueira da foz se conseguia apreciar!
Ainda assim a minha fé permanecia (quase) inabalável...
Ao longe, as células por cima de Lisboa tinham um ar bastante alaranjado, e com uma longa exposição até criava este cenário dramático, devido à carga luminosa que revelava bem a estrutura das células.
Até que surge no radar um eco laranja carregado a leste de Setúbal, junto ao Sado, e o entusiasmo aumentou!!
Como se via perfeitamente o aumento de volume do topo da célula, calculei que provavelmente aquela era a tal célula que o modelo via sensivelmente aquela hora, e por isso decidi começar logo a disparar, o que se revelou uma excelente decisão, pois ao fim de poucos minutos, veio (finalmente!!) o espetáculo elétrico

Com mais uma situação de trovoadas em perspetiva, já andava há uns 3 dias a fazer as minhas típicas contas de cabeça para decidir como haveria de iniciar mais uma aventura elétrica, e escolher um local relativamente perto para tentar a sorte e que não fosse repetido, pois queria chegar ao spot nº 78 de registo de trovoadas.
Após andar ali a analisar modelos, com especial incidência (como já é habitual) no mapa das DEA fornecido pelo AEMET (Arome-Harmonie), tinha a ideia de tentar a sorte ali algures a norte de Lisboa, pois tenho ali 4 spots marcados no mapa onde quero muito fotografar raios pela 1ª vez. Mas tendo em conta a atualização das 16h de ontem (dia 11), que mandava uma boa parte da instabilidade que estava prevista ali junto ao Tejo, para a zona oriental da Península de Setúbal, resolvi alterar os planos e centrar-me num spot a leste do eixo Montijo/Palmela!
Esta ideia até me agradou, pois assim tinha mais garantias de evitar algum nevoeiro/nuvens baixas que, muitas vezes, se forma ali nas serras de Lisboa neste tipo de eventos...
De imediato lembrei-me das excelentes memórias que tenho do meu spot nº49 junto às vinhas da Casa Ermelinda Freitas, em Fernando Pó, onde a 28/29 de Jul de 2024 consegui grandes registos, e depois daí fui para o meu spot nº50, em Degracias (Soure), onde fotografei a maior trovoada de sempre...
Em 24 horas foram mais de 500 raios, uma brutalidade!!
Mas memórias à parte, e como queria um local diferente, resolvi procurar ali a norte do Poceirão, um local com vistas amplas e que fosse sossegado!
Olhei para o mapa e fui apalpar terreno, até que descobri um sítio muito bom com vista 360º, junto à pacata Aldeia Nova da Aroeira, no extremo norte do concelho de Palmela, e já muito próximo de Pegões.
Vista panorâmica do local
Satisfeito com a descoberta, marquei logo território com os meus tripés de guerra e fui tirando algumas fotos às nuvens que se iam formando...
Com o cair da noite, fui vendo ao longe os relâmpagos provenientes das várias células que se foram formando ao longo do litoral oeste junto à AML, tal como os das células longínquas a SO, dos de Peniche, e devido à excelente visibilidade até os da trovoada que estava ao largo da Figueira da foz se conseguia apreciar!
Ainda assim a minha fé permanecia (quase) inabalável...
Ao longe, as células por cima de Lisboa tinham um ar bastante alaranjado, e com uma longa exposição até criava este cenário dramático, devido à carga luminosa que revelava bem a estrutura das células.
Até que surge no radar um eco laranja carregado a leste de Setúbal, junto ao Sado, e o entusiasmo aumentou!!
Como se via perfeitamente o aumento de volume do topo da célula, calculei que provavelmente aquela era a tal célula que o modelo via sensivelmente aquela hora, e por isso decidi começar logo a disparar, o que se revelou uma excelente decisão, pois ao fim de poucos minutos, veio (finalmente!!) o espetáculo elétrico


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