Actividade Vulcânica 2021

lserpa

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Vulcão La Soufière (Caraíbas)
Tem estado desde o ano passado a desenvolver um domo, mas parece que poderá se tornar mais agressivo nas próximas semanas. Poderá estar a entrar magma adicional, tremores harmónicos têm sido detectados recentemente.
Tendo em conta o historial deste vulcão, poderá gerar uma erupção sub-pliniana.

 

Dias Miguel

Cumulonimbus
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Vulcão La Soufière (Caraíbas)
Tem estado desde o ano passado a desenvolver um domo, mas parece que poderá se tornar mais agressivo nas próximas semanas. Poderá estar a entrar magma adicional, tremores harmónicos têm sido detectados recentemente.
Tendo em conta o historial deste vulcão, poderá gerar uma erupção sub-pliniana.


Em perspectiva uma erupção explosiva com índice entre IEV3 e IEV4 ou estou errado??
 

StormRic

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Excelente foto para exemplificar a erupção do vulcão La Soufriére :w00t::surprise:

0ACF44B0-BE88-4701-99C1-EEB2CF067549.jpeg


Fonte: https://metsul.com/as-incriveis-imagens-da-erupcao-vulcanica-no-caribe/

Ocorreu uma forte erupção às 04:15 (hora locais).. falam no colapso do domo, mas há quem diga que este já desapareceu com as anteriores erupções, e que deverá ter ocorrido colapso de um dos flancos do vulcão..

https://www.facebook.com/nemosvg/

A nuvem de cinzas, poeira e também gases está prevista vir até à costa africana, passando pelo arquipélago da Madeira, mas acho que as partículas maiores precipitarão muito antes, ainda sobre Barbados, enquanto que as partículas finas se espalharão numa grande área de fraca concentração.

Às 14:37utc de Sábado10, era este o aspecto da nuvem, vista pelo satélite Terra. A imagem cobre uma área aproximada de 750 Km por 400 Km, resolução 250 m.

F90Qjcj.jpg


Cerca de duas horas depois, às 16:44utc o satélite Suomi capta a uma das explosões:

TWzQLuu.jpg


Resolução 125 m.
k2gdJ4C.jpg


Uma hora depois, 17:42utc, O Aqua tem esta vista, a nuvem desloca-se rapidamente para Leste, passa já sobre Barbados:

wahHwof.jpg
 

Dias Miguel

Cumulonimbus
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Major eruption of La Soufrière volcano
9-12 April 2021




Region
Caribbean, St Vincent

Satellites
Sentinel-3, Metop B & C, Meteosat-11, GOES-16

Instruments
OLCI, GOME-2, IASI, SEVIRI, VIIRS

Channels/Products
True Colour, Sulfur Dioxide Total Column, Absorbing Aerosol Index, Dust RGB, Ash RGB

A major eruption of the volcano La Soufrière, on the Caribbean island of Saint Vincent, sent ash over 6 km into the air in early April 2021.
Published on
12 April 2021

By Federico Fierli and Jochen Kerkmann (EUMETSAT)

La Soufrière is an active volcano in Caribbean with a series of major explosive events in the past from the 18th century to 1979. Precursor phenomena in early April warned of an imminent activity and 9 and 11 April there were two explosive eruptions, with intense production of ash which led to evacuations of the local population. This was the largest eruption from the volcano in more than a decade.

Intense volcanic eruptions as the explosive ones of La Soufrière have also an impact on the global environment. In fact, they have a key role in the Earth's climate due to the injection of particles and gases that can modify the radiative budget of the atmosphere. The effect and intensity depends greatly on the total amount of mass and the altitude the eruption reaches. More intense eruptions can inject both ash and, more importantly, gases, as sulfur dioxide and carbon dioxide, up to the stratosphere at around 20 km high, where they can reside for longer periods and be transported around the planet. In 1991 a major eruption from Mount Pinatubo, a stratovolcano in the Philippines, produced a persistent layer of small particles in the stratosphere that had a measurable impact on global temperatures.

It is, therefore, very important to monitor the extent, height and duration for a proper estimate of the impact of eruption at various spatial and temporal scales, using data from different instruments on different satellites.

The images from instruments detecting in the visible range of the spectra identify the presence of ashes. The OLCI instrument on-board the Copernicus Sentinel-3 satellite in Figures 1 shows the phases of the explosive period of the eruption, from 9-11 April. Ash is visible as brown-yellow layers.


Figure 1: Composite of Sentinel-3 OLCI True Colour RGBs, 9-11 April. Source: EUMETView
The image from 11 April which is more focused on St Vincent (Figure 2), is particularly interesting, showing the top-view of the mushroom cloud of the second explosive event (also clearly seen in this GOES-16 True Color imagery from NOAA).


Figure 2: Sentinel-3 OLCI True Colour, 11 April 13:59 UTC. Source: CODA
Another look at the volcanic plume comes from the aerosol absorbing index (AAI) measured by GOME-2 onboard the Metop satellites. AAI is a degree of the absorption of radiation in the UV and is representative of the amount of particles 'active' in this spectral region (unitless quantity). The Atmospheric Composition Satellite Application Facility (AC SAF) provided a series of maps from the GOME-2 onboard the Metop-B and C satellites in Figure 3, showing the progressive westward extent of the plume.


Figure 3: GOME-2 Absorbing Aerosol Index from Metop C and C from 9-12 April.
The last data used to create a full picture, comes from the detection of sulfur dioxide (SO2) that is emitted by volcanic eruptions. SO2 is particularly important for climate since it can reach the stratosphere, where can interact with water vapour and form small droplets of sulfuric acid that absorb and reflect solar light, which, in turn, reduced incoming radiation, producing surface cooling.

La Soufrière emitted a substantial amount of SO2 up to the tropopause level, as shown by IASI instrument in Figure 4. The SO2 plume was likely transported by upper tropospheric/lower stratospheric easterly winds. The IASI instrument can also estimate the average height of the plume. Data on 10 April shows that SO2 reached 15-17 km high, across the tropopause region, with a raw estimate of a total burden in the order of 0.5 to 1 MTons of SO2 based on the preliminary analysis of Lieven Clarisse, Universitäts- und Landesbibliothek Bonn (ULB).


Figure 4: SO2 total column (top) and plume height (bottom) from Metop-B IASI, 10 April. Credit: Lieven Clarisse, ULB
As well as the data above, Meteosat-11 Ash imagery could be used to spot the plume (Figure 5). The ash/SO2 plume is seen in three colours: red = ash, yellow = ash+SO2, green = SO2. The scene was quite complex as there were many low, mid- and high level clouds. Despite this complication, the massive triangular volcanic plume from La Soufrière is well visible in the imagery, especially in a fast animation.

Figure 5: Meteosat-11 Ash RGB, 9 April 18:00 UTC-10 April 17:00 UTC
The first eruption at around 12:00-13:00 and the more pronounced and widespread second eruption at about 19:00 UTC could also be seen in GOES-16 True Colour imagery (Figure 6).

Figure 6: GOES-16 True Color RGB, 9 April 19:00-21:30 UTC. Credit: NOAA
On 11 April the plume was detected on both GOES-16 Ash products and Dust RGB (Figure 7 and 8).


Figure 7: GOES-16 Ash products, 11 April 10:00 UTC. Credit: NOAA
Figure 8: GOES-16 Dust RGB, 11 April 04:20-10:10 UTC. Credit: NOAA

img_maplocatorworldmap.jpg



Fonte: https://www.eumetsat.int/major-eruption-la-soufriere-volcano
 

MSantos

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Em relação à erupção em curso na Islândia tem sido interessante ver o aparecimento de múltiplas fissuras alinhadas com as duas primeiras. A erupção está a tornar-se num evento muito maior do que parecia no inicio. No entanto o carácter efusivo mantém-se e não se prevê que venha a mudar.

 

lserpa

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Novidades na Islândia, para além da alteração da actividade no sistema fissural na península de Reykjavik, para uma erupção mais possante, com projeções de lava por vezes até 300m de altura, seguido de períodos de~5 a 10min de acalmia, há agora indícios de atividade sísmica e inflação da câmera magmatica do sistema vulcânico de Grimsvotn, um vulcão com um historial terrível para a Europa.



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lserpa

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Novidades na Islândia, para além da alteração da actividade no sistema fissural na península de Reykjavik, para uma erupção mais possante, com projeções de lava por vezes até 300m de altura, seguido de períodos de~5 a 10min de acalmia, há agora indícios de atividade sísmica e inflação da câmera magmatica do sistema vulcânico de Grimsvotn, um vulcão com um historial terrível para a Europa.


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O Grimsvotn tem essa erupção marcante em 1783-1784, mas mais recentemente também houve algumas erupções que não trouxeram problemas de maior, como a última em 2011, ou 2004 e 1998.
Há poucos dias houve efetivamente um terramoto que veio reacender os receios de uma nova erupção, mas tanto quanto sei já existirá uma ameaça disso acontecer desde junho do ano passado. Ninguém pode dizer que não vai ocorrer uma erupção em grande escala, mas acredito que as hipóteses disso acontecer serão reduzidas.