Árvores e Florestas de Portugal

Duarte Sousa

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8 Mar 2011
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Loures
por tudo que há de mais sagrado não o faças agora , vai morrer tudo , tenta nem Outubro quando vier pelo menos uma semana de chuva ou humidade alta

Não vou colocá-los já no local definitivo, vou metê-los em vasos e pequenos recipientes, num local abrigado do Sol. Se resultar, fantástico, se não resultar, azar. Sabendo eu que era isto ou serem cortados, no pior dos casos terão o mesmo destino que inicialmente teriam :p
 

frederico

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9 Jan 2009
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Experimenta meter num vaso dos maiores, dá um pouco de adubo e mete à sombra, pode ser que resulte.

De qualquer das formas a melhor forma de plantar carvalhos, sobreiros e azinheiras é deitar muitas bolotas à terra no final do Outono e depois proteger as árvores que nascem espontaneamente nos primeiros anos, com rega no Verão e sombra.
 

João Pedro

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14 Jun 2009
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Não vou colocá-los já no local definitivo, vou metê-los em vasos e pequenos recipientes, num local abrigado do Sol. Se resultar, fantástico, se não resultar, azar. Sabendo eu que era isto ou serem cortados, no pior dos casos terão o mesmo destino que inicialmente teriam :p
Como já aqui foi dito, transplantar carvalhos é tarefa quase impossível... a não ser que sejam pequenos, que leves a raiz praticamente toda e que seja na época de dormência da árvore, que já passou...

Da minha experiência, que me lembre, só consegui essa proeza uma vez, com um carvalho que já devia ter uns 2 metros de altura :) Aqui no Porto, num frio dia de janeiro. É, por isso, tarefa desapontante... mas pode ser que tenhas sorte! :)
 
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frederico

Super Célula
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9 Jan 2009
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Há uns dois ou três anos li excertos de um livro do século XIX mas não me recordo da referência, está digitalizado online no site da Biblioteca Nacional, tem descrições impressionantes sobre os soutos que havia no Norte e Centro de Portugal antes da destruição causada pela doença da tinta. A serra da Lousã, por exemplo, era quase toda coberta por castanheiros, e o livro fala também das matas de folhosas do Noroeste, ler aquilo transporta-nos para um país que já não existe em termos vegetais. Nesta época a castanha já tinha sido substituída pela batata, e não tinha o valor alimentar que tivera no século anterior, então provavelmente por causa disso os soutos não foram recuperados. Depois no final do século XIX começaram as campanhas do trigo, e as reflorestações das serras com pinheiros-bravos. O chamado Pinhal Interior, no início do século XIX, era uma paisagem mosaico, de pastagens, soutos e carvalhais.
 

MSantos

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3 Out 2007
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Vamos ver, tentar não custa. Senão espero mais uns meses e apanho umas bolotas que aquilo são às centenas :D

Como já foi dito com carvalhos pequenos é bastante difícil ter sucesso, mas através de bolotas é bastante fácil! :D

Depois de uma noite de vento lá para Outubro/Novembro por baixo dos carvalhos é fácil encontrar bolotas acabadas de cair. Depois de recolhidas é só semeá-las em posição horizontal a pouca profundidade e deixar no exterior, frio é importante para quebrar a dormência , no início da Primavera devem surgir as primeiras folhas. Antes das folhas surgirem os carvalhos já produziram uma raiz bem comprida, daí ser importante usar vasos fundos.

Boa sorte no Outono! :D
 

João Pedro

Super Célula
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14 Jun 2009
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Conheço-o bem, já me deu boa sombra em dias bem quentes depois de estafantes caminhadas pela serra d'Arga.
Uma foto minha, de julho de 2017 :)
XhNQqCr.jpg
 

MSantos

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3 Out 2007
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Como já foi dito com carvalhos pequenos é bastante difícil ter sucesso, mas através de bolotas é bastante fácil! :D

Depois de uma noite de vento lá para Outubro/Novembro por baixo dos carvalhos é fácil encontrar bolotas acabadas de cair. Depois de recolhidas é só semeá-las em posição horizontal a pouca profundidade e deixar no exterior, frio é importante para quebrar a dormência , no início da Primavera devem surgir as primeiras folhas. Antes das folhas surgirem os carvalhos já produziram uma raiz bem comprida, daí ser importante usar vasos fundos.

Boa sorte no Outono! :D

Completando o post anteior... :D

Depois da germinação das bolotas é importante manter os vasos num local abrigado e sem demasiado impacto directo do Sol e ir regando. Sensivelmente um ano após a sementeira, idealmente depois das primeiras chuvas outonais mais consistentes, já se pode plantar os carvalhos nos locais definitivos. É frequente fazerem-se plantações na Primavera mas isto é um erro tremendo, quanto mais meses de chuva as pequenas árvores tiverem antes da chegada do primeiro Verão, maior será a probabilidade de sobreviverem. O primeiro Verão de implementação é o momento mais crítico para a sobrevivência de pequenas árvores, mesmo com rega se surgir uma onda de calor com alguns dias a 40ºC as plantas podem morrer.

Outra forma de propagar carvalhos, é semear umas centenas de bolotas directamente no solo nos locais definitivos, sabendo de antemão que poucas sobreviverão. No entanto as que sobreviverem a ratos/coelhos e javalis e ao calor dos primeiros 2 Verões, muito provavelmente serão mesmo árvores. :)
 
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Thomar

Cumulonimbus
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19 Dez 2007
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Mais de metade dos pinheiros-bravos desapareceram em Portugal em apenas 50 anos
Por Green Savers 15:18 - 9 Junho 2020
pinheiro.jpg

O Centro PINUS acaba de apresentar medidas para reverter esta tendência de decréscimo e cumprir as metas da Estratégia Nacional para as Florestas.

O assunto esteve em discussão no “PINUS Webcast – 2034: Investir para Mudar a História do Pinheiro-Bravo”, no dia 5 de junho. Durante a intervenção de um dos oradores convidados, Hugo Costa do GPP, foi possível compreender melhor o longo e complexo processo de negociação da PAC pós 2020 e alguns dos desafios de base como o facto de as áreas de maior risco de incêndio coincidirem com áreas privadas de muito pequena dimensão.

Hugo Costa partilhou algumas das reflexões que influenciam a tomada de decisão num processo como a formulação de um programa financeiro como o PDR e a dificuldade de conciliar aspetos como uma maior ambição climática ambiental com recursos limitados, reconhecendo a pertinência das medidas que o Centro PINUS acabou de apresentar.


A iniciativa do Centro PINUS revelou que se estima que haja apenas um investimento de 5,1% do PDR 2020 para o Pinheiro-Bravo. O Centro PINUS recorda que no último programa equivalente, o Proder, apenas 1% das áreas florestais com apoio à gestão eram compostas pelo Pinheiro-Bravo.

Para reverter a situação de declínio do pinhal-bravo é necessário um investimento de 564 milhões de euros nos horizontes temporais 2021-2017 e 2028-2034, para atingir a meta mínima da Estratégia Nacional para as Florestas de 727 000 hectares de Pinheiro-Bravo, indica o Centro em comunicado.

O Centro PINUS propõe assim várias intervenções: reforçar a remuneração dos serviços ambientais fornecidos por esta espécie, apoiar os proprietários florestais em microfúndio e minifúndio; investir na gestão ativa das áreas florestais através de um investimento integrado. Assim, todos os proprietários de áreas de Pinheiro-Bravo poderiam ter uma gestão mais eficaz das suas áreas com apoios, e todos juntos, conseguirem reverter a atual tendência de redução de área de pinhal-bravo.

“A motivação dos proprietários para a gestão florestal em minifúndio, que, por vezes, tem sido pela negativa (por exemplo, as multas pela falta de limpeza de terrenos), tem de dar lugar à motivação pela positiva, trazendo benefícios e uma melhor floresta para todos”,segundo João Gonçalves, presidente da Direção do Centro PINUS.
 

Thomar

Cumulonimbus
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19 Dez 2007
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Cabanas - Palmela (75m)
Fiz um pesquisa no google e essa camélia será uma camélia japónica, informação retirada da wikipédia,
Os frutos são cápsulas globosas, que podem variar do tamanho de um amendoim ao de uma maçã, com cerca de 3 sementes esféricas.

Podes encontra mais informação aqui: http://serralves.ubiprism.pt/species/show/924