Atividade Vulcânica 2022

Pek

Cumulonimbus
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Menorca
Nova anomalia de pressão esta manhã, ainda mais proeminente do que as anteriores, numa nova passagem da onda de choque associada à erupção do vulcão Hunga Tonga-Hunga Ha'apai. Gráfico barométrico da minha estação de Llucmaçanes (Menorca).

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StormRic

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Póvoa de S.Iria (alt. 140m)
Desapareceu quase por completo! :shocking:


O que desapareceu foi meramente a quase totalidade da parte emersa do rebordo da caldeira. O gigantesco edifício do cone submarino mantém-se e continua instável. É por isso que o vulcão promete a curto, médio ou longo prazo (dias, meses, anos, uma década) retomar a actividade com possibilidade de novas explosões. Historicamente o vulcão parece ter passado por eventos de actividade cada mil anos, segundo algumas opiniões.
 

vamm

Cumulonimbus
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O que desapareceu foi meramente a quase totalidade da parte emersa do rebordo da caldeira. O gigantesco edifício do cone submarino mantém-se e continua instável. É por isso que o vulcão promete a curto, médio ou longo prazo (dias, meses, anos, uma década) retomar a actividade com possibilidade de novas explosões. Historicamente o vulcão parece ter passado por eventos de actividade cada mil anos, segundo algumas opiniões.
Assisti à explicação da geóloga Helga no instagram (está na Islândia, mas explicou super bem a explosão em Tonga), a dizer que o edificio vulcânico tem 1.800m (submersos) e o que vemos é só um bocadinho do topo da caldeira. Que este vulcão é uma besta debaixo de água e o que provoca estas erupções explosivas é a placa que submerge mesmo abaixo do vulcão (toda aquela zona é assim) e que leva água com ela, provocando assim uma espécie de panela de pressão que explode violentamente de x em x tempo.
Podem ver aqui, ela criou um destaque nos stories sobre isso:
 

Wessel1985

Nimbostratus
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Erupção no vulcão subaquático Hunga-Tonga Hunga-Ha’apai (Pacífico) gera tsunami que atingiu a costa de vários países


A erupção do vulcão subaquático Hunga-Tonga Hunga-Ha’apai (Pacífico), ocorrida no passado dia 15 de janeiro, gerou um tsunami que atingiu a costa de vários países situados no pacífico. Este fenómeno, designado por meteo-tsunami de origem vulcânica, foi originado, neste caso, pela explosão violenta do vulcão Tonga que, por sua vez, provocou perturbações atmosféricas que exerceram uma grande pressão sobre a superfície do mar, provocando ondas de tamanho anómalo.

Este tsunami propagou-se por vários oceanos como o Pacífico e o Atlântico, provocando a destruição de algumas zonas costeiras de vários países como o Japão, Perú e Estados Unidos da América. As ondas de cerca de um metro de altura atingiram a parte oeste dos Estados Unidos da América desde a Califórnia até ao Alasca. Em Santa Cruz, estado da Califórnia, registaram-se algumas inundações. Por sua vez, no Perú registou-se a morte de duas mulheres que se encontravam numa praia.

No Atlântico, nomeadamente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira e no Continente Português, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera registou variações do nível do mar em praticamente todas as estações maregráficas em funcionamento na costa portuguesa, tendo sido registados, depois das 00 h do dia 16 de janeiro, sinais atmosféricos devido à explosão e nas horas seguintes variações do nível do mar abaixo dos 50 cm. O maior valor registado (40 cm) verificou-se na cidade de Ponta Delgada (ilha de S. Miguel – Açores), no Funchal (Madeira) foi registada uma variação do nível do mar de 20 cm, e no Continente Português, e de uma forma genérica, registaram-se variações na casa dos 20 cm, destacando-se Peniche que registou 39 cm.

No arquipélago de Tonga, a Federação Internacional da Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho calculam que cerca de 80 mil pessoas foram afetadas pelo tsunami. Depois da forte explosão verificada no dia 15 de janeiro, o Centro de Observação de Cinzas Vulcânicas de Darwin e os Serviços Geológicos dos Estados Unidos (USGS) verificaram uma nova explosão, tendo o Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico detetado uma nova onda de choque naquela área.

Segundo dados recolhidos pela NASA, através dos seus satélites utilizando instrumentos OMPS (Ozone Mapping and Profiler Suite), a altura da coluna eruptiva gerada pelo vulcão Hunga-Tonga Hunga-Ha’apai é de 30 km tendo atingido o nível da estratosfera. Foram ainda medidas concentrações de dióxido de enxofre (SO2) de cerca 400 000 toneladas (massa total), que são insuficientes para causar grandes impactos climáticos.

Imagens de satélite recolhidas recentemente, comparadas com imagens captadas a 17 de novembro de 2021 e a 7 de janeiro de 2022, mostram que a ilha Hunga-Tonga Hunga-Ha’apai está com mudanças morfológicas significativas no terreno, tendo grande parte da ilha desaparecido.

A onda de choque gerada na atmosfera devido à forte explosão do vulcão Hunga-Tonga Hunga-Ha’apai, foi registada em várias estações sísmicas em diversos observatórios à volta do globo, como na Islândia, Ilhas Canárias, Holanda, Alasca e Estados Unidos da América.





Fontes


VolcanoDiscovery

Sapo 24

IPMA


20220117-Tonga.jpg

Variação do nível do mar em Ponta Delgada - Fonte: IPMA
 

Wessel1985

Nimbostratus
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Angra do Heroismo, Ilha Terceira, Açores
Erupção no vulcão Piton de la Fournaise chega ao fim




Segundo um comunicado do Observatoire Volcanologique du Piton de la Fournaise (OVPF-IPGP) emitido hoje, dia 17 de janeiro, parou hoje, a erupção vulcânica no vulcão Piton de la Fournaise, iniciada a 22 de dezembro de 2021, após a cessação repentina do tremor vulcânico.


De momento, e tendo em conta os sinais sísmicos que ainda são registados no local, não foi descartada nenhuma hipótese quanto à futura evolução da situação, nomeadamente, o seu termo definitivo, a retoma da atividade no mesmo local ou a retoma da atividade em outro local.



No dia de ontem, o tremor vulcânico apresentava-se estável, após nos dois dias anteriores se ter observado uma diminuição da amplitude do tremor vulcânico. As flutuações na amplitude do tremor estão em parte relacionadas com o nível do lago lávico que varia com o modo de desgaseificação, com a erosão da conduta eruptiva e aberturas esporádicas dos túneis que permitem o esvaziamento do cone. As aberturas dos túneis geram uma diminuição de pressão ao nível do cone e no interior dos túneis, e consequentemente a uma diminuição na amplitude do tremor. Por sua vez, esta diminuição da amplitude é acompanhada pelo aparecimento de numerosos ressurgimentos e fluxos persistentes no interior do campo lávico, como observado há três dias.



Nas ultimas 48 horas, as deformações superficiais mostram sempre uma deflação ao nível da zona da boca eruptiva, associada ao esvaziamento do reservatório de magma (cerca de 2 – 2,5 km de profundidade) e que alimentava o local eruptivo. Neste período de tempo foram registados 29 sismos de natureza vulcano-tectónica, de baixa magnitude (<1), por baixo do local eruptivo (associada ao esvaziamento do reservatório de magma). Também os fluxos de lava foram estimados por satélite utilizando a plataforma HOTVOLC (OPGC-Université Clermont Auvergne) entre 6 e 26 m3/s. Estas variações são explicadas pelo método, que se baseia na radiação infravermelha do fluxo, cuja perceção por satélite pode ser muito influenciada pelas condições meteorológicas acima dos fluxos bem como pelas condições do fluxo de lava (na superfície ou no túnel).



Neste momento, após a erupção ter terminado, as zonas avermelhadas continuam visíveis pois correspondem aos túneis lávicos que ainda continuam a escoar.






Fontes

OVPF-IPGP




20220117-piton-de-la-fournaise.jpg


OVPF-IPGP
 

microcris

Cirrus
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11 Set 2017
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Arouca / Gafanha da Nazaré

Wessel1985

Nimbostratus
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Angra do Heroismo, Ilha Terceira, Açores
Erupção do vulcão Hunga-Tonga Hunga-Ha’apai (atualização)


Cinco dias após a erupção do vulcão Hunga-Tonga Hunga-Ha’apai (Pacífico), aterraram no reino de Tonga os primeiros aviões com ajuda internacional vindos da Nova Zelândia e da Austrália. As regras de combate à pandemia e as pistas cobertas de cinzas vulcânicas dificultaram a chegada da ajuda internacional tão prometida por estes dois países.

Em muitas ilhas do reino de Tonga, devido ao tsunami que se seguiu à forte explosão, há um enorme rasto de destruição, com aldeias e vilas totalmente destruídas. As autoridades calculam que cerca de 84 mil pessoas das mais de 100 mil que habitam nas ilhas do reino de Tonga, tenham sido afetadas. Há três mortos, dezenas de feridos e milhares de desalojados. Não há água potável, comida, medicamentos, comunicações telefónicas e internet, devido aos danos que o único cabo submarino sofreu. Só no dia de hoje, 20 de janeiro, é que as autoridades conseguiram repor algumas comunicações, nomeadamente da polícia, equipas de emergência, exército e do governo.

Há regiões muito remotas ou ilhas mais afastadas em que as equipas de socorro não conseguiram chegar, sendo por isso muito difícil aferir o grau de destruição naquelas zonas.




Fontes

Notícias ao Minuto

Sic Notícias

VolcanoDiscovery



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Imagem: UnoSat