Biodiversidade

Dan

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Controlar a expansão desta praga parece-me uma tarefa muito difícil. As condições climáticas do nosso país são muito favoráveis ao seu desenvolvimento. Esta espécie é pouco resistente a valores de temperatura inferiores a -10ºC, nomeadamente os rebentos mais jovens, mas no nosso país já não são muito frequentes valores dessa ordem.
 

stormy

Super Célula
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Controlar a expansão desta praga parece-me uma tarefa muito difícil. As condições climáticas do nosso país são muito favoráveis ao seu desenvolvimento. Esta espécie é pouco resistente a valores de temperatura inferiores a -10ºC, nomeadamente os rebentos mais jovens, mas no nosso país já não são muito frequentes valores dessa ordem.

continuo com a mesma pergunta...
não há nenhuma especie que coma as acacias ou as sementes? ou que se possa adaptar a isso? era optimo pois assim as acacias seriam controladas de um modo natural e entrariam em equilibrio como os bicos-de-lacre,etc:thumbsup::rolleyes:
 

Dan

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26 Ago 2005
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Bragança (675m)
É melhor não irmos por aí. Há vários exemplos de espécies que foram introduzidas com esse objectivo e acabaram por se revelar bem mais prejudiciais que a espécie que era suposto controlarem.
Exemplo disso é o caso de uma espécie de sapos que foi introduzida no norte a Austrália com o objectivo de controlar uma praga de escaravelhos, mas que acabou por se tornar uma praga ainda maior.
 

psm

Nimbostratus
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25 Out 2007
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estoril ,assafora
Stormy na natureza as coisas são muito complexas, talvez mais que a meteorologia e as ciencias fisicas.
As variaveis são imensas, pois são seres vivos e para se resolver um problema ambiental é preciso muitos recursos tanto ao nivel cientifico como financeiro, e mesmo assim ás vezes perde-se a guerra.


Em relação às acacias existe uma maneira de as controlar mas é muito custoso ao nivel financeiro e é eterno, e o porquê?

Seu depósito de sementes é muito grande, e tem muita longevidade para germinar, que chega a ir até aos 80 anos, resistem a grandes temperaturas 500º. As unicas espécies que a combatem são as da Australia, e introduzir uma espécie que vem de lá ao ser introduzida não se sabe como poderá actuar no nosso meio ambiente(caixa de pandora).

A maneira de as controlar é cortando sempre e roçar o solo mal despontem, e plantar espécies autoctones pois vão combate-las pela luz, mas para isso é preciso ser durante 20 anos ou 25, e tem que se roçar sempre para elas não se sobrepor às autoctones.
O que logicamente nenhum governo vai fazer isso pois implica muito dinheiro, e não tem nenhum proveito politico.
 

MSantos

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3 Out 2007
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Azambuja / Mte. Barca (Coruche)
Stormy na natureza as coisas são muito complexas, talvez mais que a meteorologia e as ciencias fisicas.
As variaveis são imensas, pois são seres vivos e para se resolver um problema ambiental é preciso muitos recursos tanto ao nivel cientifico como financeiro, e mesmo assim ás vezes perde-se a guerra.


Em relação às acacias existe uma maneira de as controlar mas é muito custoso ao nivel financeiro e é eterno, e o porquê?

Seu depósito de sementes é muito grande, e tem muita longevidade para germinar, que chega a ir até aos 80 anos, resistem a grandes temperaturas 500º. As unicas espécies que a combatem são as da Australia, e introduzir uma espécie que vem de lá ao ser introduzida não se sabe como poderá actuar no nosso meio ambiente(caixa de pandora).

A maneira de as controlar é cortando sempre e roçar o solo mal despontem, e plantar espécies autoctones pois vão combate-las pela luz, mas para isso é preciso ser durante 20 anos ou 25, e tem que se roçar sempre para elas não se sobrepor às autoctones.
O que logicamente nenhum governo vai fazer isso pois implica muito dinheiro, e não tem nenhum proveito politico.

Infelizmente esta parece ser uma guerra perdida:disgust::disgust:
 

frederico

Super Célula
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9 Jan 2009
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Boa noite,

hoje na RTP2 foi transmitido um documentário sobre os camaleões na Grécia, e fiquei surprendido quando vi camaleões a nadar! Fiquei então com uma dúvida: será que os camaleões que existem nas ilhas e penínsulas da Ria Formosa conseguem atravessar a nado os canais e barras que as separam?
 

belem

Cumulonimbus
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10 Out 2007
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Boa noite,

hoje na RTP2 foi transmitido um documentário sobre os camaleões na Grécia, e fiquei surprendido quando vi camaleões a nadar! Fiquei então com uma dúvida: será que os camaleões que existem nas ilhas e penínsulas da Ria Formosa conseguem atravessar a nado os canais e barras que as separam?

Sim, desde que a corrente e a distância não sejam demais para eles.
 

frederico

Super Célula
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9 Jan 2009
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Projecto Biodiversidade e Eleições 2009

Como todos sabemos este ano teremos legislativas, europeias e autárquicas. Sinto que nos últimos anos o Ambiente tem sido um parente pobre que tem sido vergonhosamente desprezado no nosso país. Continuou a construção de infra-estruturas em áreas protegidas por mera opção política, a lei dos PIN permitiu a ocupação de áreas protegidas por grandes projectos imobiliários, não foram executadas grandes iniciativas de reflorestação com espécies autócnes, a caça furtiva agravou-se, o desordenamento urbano continuou, bem como o abandono do centros das cidades, e os hábitos dos portugueses em relação à poupança de recursos pouco ou nada mudaram. O que eu proponho é que seja feita uma carta a exigir uma alteração profunda destas políticas para ser enviada a todos os partidos políticos e às nossas autarquias, e que seja feita uma petição online a exigir:

- O fim da lei dos PIN;
- O aumento gradual da área de floresta pública recorrendo a espécies autócnes;
- Alterações na legislação que permitam uma reconversão mais célere dos centros das cidades;
- O aumento das faixas para bicicletas e autocarros;
- Maiores incentivos ao uso dos transportes públicos;
- Um grande projecto de modernização do transporte ferroviário a nível local, regional e nacional;
- Investimentos em projectos de renaturalização;
- Maiores incentivos a actividades sustentáveis como a agricultura biológica, a salinicultura ou o turismo rural;
- A execução de projectos ambientais a nível local: renaturalização de cursos de água e respectivas galerias ripícolas, criação de parques florestais públicos nas imediações das cidades, criação de corredores ecológicos e vias verdes.

Aceitam-se mais ideias para esta lista. O que acham da iniciativa?
 

Kodiak

Cumulus
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7 Fev 2009
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E viva a Utopia. Acrescenta aí: uma revolução no Ministério do Ambiente.
Independentemente disso fico satisfeito por ainda haver gente disponível para a luta. Conta comigo.
 

Thomar

Cumulonimbus
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19 Dez 2007
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Saiu uma notícia hoje no Jornal Público (versão online).

Acho que este assunto já tinha sido abordado aqui no fórum.

Unesco aprova candidaturas do Gerês e ilha das Flores a reservas da bioesfera
Humberto Rosa: classificação da Unesco representa um "reforço da qualidade" para o Gerês e as Flores
26.05.2009 - 18h48 Helena Geraldes

O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, considerou hoje que a integração do Parque Internacional Luso-Galaico Gerês/Xurês e da ilha das Flores na rede mundial das Reservas da Biosfera da Unesco representa um "reforço da qualidade" daquelas áreas. O governante garantiu o empenho na recuperação do Paul do Boquilobo, a primeira Reserva da Biosfera portuguesa, a braços com vários problemas.

A aprovação das candidaturas portuguesas significa um "melhor usufruto e um planeamento" daquelas áreas, considerou Humberto Rosa ao PÚBLICO.

"Estamos a recolher hoje os frutos de um trabalho continuado", acrescentou, lembrando a reactivação do comité português do MAB (Man and Biosphere), programa de 1970 que criou uma rede de sítios que representam os ecossistemas mais importantes do planeta.

O Gerês/Xurês é uma das poucas reservas transfronteiriças do mundo e é prova do "reforço da cooperação com Espanha". Para Humberto Rosa, este é um "território de grande qualidade, com uma natureza ímpar e com possibilidades para acomodar uma comunidade humana em equilíbrio com a natureza".

Pedro Castro Henriques, presidente do comité português, considerou que a distinção do Gerês/Xurês é “uma excelente oportunidade para atenuar as fronteiras administrativas”. Tanto mais que a "natureza não se compadece com fronteiras administrativas".

“Estas duas áreas protegidas passam a ter quase uma gestão conjunta”, como por exemplo no turismo de natureza. Mas não haverá interferências com os planos de ordenamento nem novas “proibições”. Na verdade, “a ideia é valorizar a presença humana nestas áreas, de forma sustentável”, explicou.

Talvez a maior novidade para as Flores e Gerês é que terão uma “responsabilização acrescida”, sublinhou. A ambição da Unesco é tornar estas reservas em “laboratórios vivos” para mostrar como se concilia conservação da biodiversidade e o seu uso sustentável. “Trata-se de um modelo a apresentar às outras reservas”.

Em Portugal passam a existir cinco Reservas da Biosfera: Paul do Boquilobo, ilhas do Corvo, Graciosa e das Flores e Gerês/Xurês.

Pedro Castro Henriques sublinhou os problemas com o Paul do Boquilobo. “É uma área que tem estado relativamente esquecida” e é uma “zona de intensa actividade humana, com problemas difíceis, como a poluição do rio Almonda”. A Unesco já pediu explicações a Portugal mas o responsável garantiu que “agora está a fazer-se um esforço de reabilitação”, em conjunto com as autarquias. Humberto Rosa garantiu o empenho do Governo em recuperar o paul. A determinada altura, houve um "declínio" nesta zona, nomeadamente quanto à qualidade da água. Hoje, os seus problemas continuam por resolver. "Estamos a fazer esforços, envolvendo os municípios. No entanto, os resultados ainda não estão todos conseguidos", reconheceu o secretário de Estado do Ambiente.

Até Setembro vai seguir para apreciação da Unesco a candidatura das Berlengas, apresentada pela Câmara de Peniche. Pedro Castro Henriques acredita ser provável que “um dia avance o Douro Internacional” e, acrescentou, uma candidatura da ilha da Madeira “tem possibilidades”.
 
Última edição:

Gerofil

Super Célula
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21 Mar 2007
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Estremoz (401 metros)
Portugal tem metade do território em risco: Perito defende que combate à desertificação deve ser um serviço pago

Portugal tem metade do território em risco de desertificação e está a ficar sem solos de qualidade. E sem os seus guardiões, os agricultores. Para ajudá-los a manter as actividades que protegem os terrenos, Eugénio Sequeira defende que o Estado lhes deve pagar por esse serviço e demonstrar, em propriedades-piloto, quais os melhores métodos de recuperação da terra. Hoje comemora-se o Dia Mundial de Combate à Seca e Desertificação.
A paisagem agrícola mudou muito nos últimos 50 anos. A face mais visível dessa mudança é o abandono dos campos e uma agricultura intensiva. Mas este novo perfil trouxe consigo o problema da desertificação dos solos.
Eugénio Sequeira, ex-presidente da Liga para a Protecção da Natureza (LPN), está preocupado com a degradação da terra. Há 38 anos que constata problemas e procura soluções técnicas para uma agricultura mais sustentável. Hoje não tem dúvidas: “Um agricultor que opte por plantar carvalhos [árvore mais resistente aos incêndios] em vez de eucalipto deve ser pago por isso. A longo prazo o carvalho vai ser mais rentável, mas só daqui a muito tempo”. E dá ainda outro exemplo: “quem vai dizer a um agricultor que não pode plantar olival intensivo porque vai poluir o aquífero que passa por baixo da sua propriedade, mas não na do vizinho? Tudo isto tem de ser compensado”.
Mas as ajudas financeiras são cada vez mais reduzidas, salienta. A LPN tem, em Castro Verde, um projecto para mostrar aos agricultores da região como tirar mais proveito dos campos e melhorar a biodiversidade. A aposta é na sementeira directa (que não implica remexer os solos), na compostagem para acelerar o aumento do teor de matéria orgânica e em valas e charcas de infiltração para que a água da chuva abasteça os aquíferos e não se perca. “A ajuda das medidas agro-ambientais tem vindo a diminuir. A dada altura chegou a abranger 60 por cento do território; agora esse número é de apenas 20 por cento”.
Segundo Eugénio Sequeira, as coisas até têm funcionado porque “mostramos aos agricultores como se pode fazer. Ora, o Estado devia ter terra própria, propriedades-piloto, onde demonstrasse como se deve fazer”.
Mas acima de tudo, o combate à desertificação implicaria medidas de ordenamento do território. “As cidades estão a cobrir os melhores solos do país” num processo de impermeabilização dos terrenos, denuncia, lembrando que a RAN (Reserva Agrícola Nacional) e a REN (Reserva Ecológica Nacional) “deixam de funcionar nos perímetros urbanos”.
“A agricultura não é só produzir cereal, cortiça; é produzir a qualidade de vida da qual dependemos, água de qualidade, é ser sumidouro de carbono, guardiã da biodiversidade e salvaguarda contra a seca”, disse Eugénio Sequeira.
No entanto, para Lúcio do Rosário, presidente do Programa de Acção Nacional de Combate à Desertificação (PANCD), a desertificação em Portugal limita-se a situações pontuais. "Não existem grandes chagas de degradação" em termos de desertificação, disse ontem à Lusa, explicando que as situações mais preocupantes se registam no Sul do país, nomeadamente Castro Marim/Alcoutim e Mértola.
O Dia Mundial de Luta contra a Desertificação e a Seca foi proclamado pela Assembleia-geral da ONU em 1994. Actualmente é um problema que afecta um terço da superfície da Terra e ameaça o bem-estar de mil milhões de pessoas. As alterações climáticas, práticas agrícolas mais intensivas e uma fraca gestão dos recursos hídricos agravaram a situação.
Para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, o consumo mundial e os modos de produção actuais "não são sustentáveis" e isso terá como consequências, entre outras, "novas crises alimentares mundiais como a de 2008 e a continuação da desertificação, da degradação dos solos e dos períodos de seca".

Helena Geraldes

Fonte: PÚBLICO (17.06.2009)
 

Gerofil

Super Célula
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21 Mar 2007
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Estremoz (401 metros)
FIGUEIRA DA FOZ: Indignação pela morte de milhares de peixes na Lagoa da Salgueira

peixesfignet.jpg

Os moradores na freguesia do Bom Sucesso estão indignados com o cenário a que se assiste na Lagoa da Salgueira, com milhares de peixes mortos e a “ameaça” da Lagoa vir a desaparecer para sempre. Tudo porque os organismos públicos «não fazem nem deixam fazer», diz Adalberto Silva, descontente com o estado a que a lagoa chegou, devido à falta de limpeza mas também porque as valas agora “entupidas”, no tempo de chuva, abasteciam a lagoa. «Ainda não vai há muito tempo que um grupo de pessoas decidiu limpar as valas com os tractores, e do Ambiente souberam, vieram impedi-los e ainda os processaram», conta, mostrando o cenário de milhares de carpas e pimpões a boiarem à tona da água.
Também Isabel Pereira não percebe como «é que tendo nós esta riqueza natural, em vez de a cuidarem a deixam chegar a este ponto, é um verdadeiro crime», afirma esta empresária, que recorda que ainda não há muitos anos, aquele era um local paradisíaco. Aliás, a Lagoa da Salgueira (tal como a da Vela e outras) está intimamente ligada à memória daquela população, não só pela riqueza que se gerava em seu redor (agricultura), mas também como espaço de lazer. «Lembro-me que, quando era miúdo a nossa perdição eram as lagoas e a sua água tão límpida», conta Adalberto Silva, olhando para as centenas de metros de lama e plantas infestantes que estão a «destruir a lagoa».
A situação esteve na base da carta enviada por um morador da freguesia ao secretário de Estado do Ambiente, onde recorda que, «há mais de uma década, foram encetadas conversações com diversas entidades onde se incluíam o Ministério do Ambiente e a CCDR com o fim de estudar uma solução para a dragagem das referidas lagoas. Estas conversações não nos conduziram a lado nenhum, ou melhor, chegou a estar instalada uma draga na Lagoa da Vela que foi retirada sem ter executado qualquer trabalho».
Temendo que as lagoas se percam, Jorge Amaro chama a atenção para o facto das lagoas terem sido «local de lazer para muitas pessoas que se deslocavam de outros pontos do país e uma fonte de sustento de muitas famílias gandaresas carenciadas, nas quais me incluo», frisa no manuscrito, garantindo que o «desagrado» manifestado «nada tem de político. A coincidência de datas deste escrito com a campanha eleitoral é só porque esta se está a realizar no final do Verão, altura em que o problema se agrava», salvaguarda, afirmando que as pessoas da freguesia são «povo honesto, trabalhador, ordeiro e votante. Estamos fartos de ser espoliados daquilo que é nosso por questões políticas e politiqueiras. Se necessário avançaremos para a limpeza das lagoas, mesmo sabendo que é contra a lei e que sofreremos as consequências desse acto».

Bela Coutinho

Diário de Coimbra