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Tópico em 'Off-Topic' iniciado por AnDré 5 Nov 2008 às 02:01.

  1. Norther

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    Nimbostratus

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    Re: Percurso Barca D'Alva - La Fregeneda (Rota dos Tuneis))

    grandes nevadas duero, tempos dificeis que passaram
     
  2. duero

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    Nimbostratus

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    Re: Percurso Barca D'Alva - La Fregeneda (Rota dos Tuneis))

    ESCENA FERROVIARIA DE "DOCTOR ZHIVAGO" (1965), PELÍCULA RODADA COMPLETAMENTE EN ESPAÑA, POR AQUELLOS TIEMPOS ERAN COMUNES LOS RODAJES EN ESPAÑA.

    MISMO LAS PELÍCULAS DE CLINT EASTWOOD, DE SERGIO LEONE FORAN RODADAS EN ESPAÑA.



     
    #242 duero, 6 Jun 2011 às 12:12
    Editado por um moderador: 21 Set 2014 às 03:52
  3. duero

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    Nimbostratus

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    Re: Percurso Barca D'Alva - La Fregeneda (Rota dos Tuneis))

     
    #243 duero, 6 Jun 2011 às 12:13
    Editado por um moderador: 21 Set 2014 às 03:52
  4. Gilmet

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    Interessante documentação!:thumbsup:

    ---

    Por cá.

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    Flickr

    CP UDD 0450, Óbidos, 02-07-2009.


    [​IMG]
    Flickr

    CP UQE 2301, Mira-Sintra, 15-06-2011.
     
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  5. Gerofil

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    Super Célula

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    Estremoz (401 metros)
    ESTREMOZ: “A Linha de Caminho de Ferro era parte da minha alma”

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    Passaram anos desde que este reformado da CP deixou de trabalhar nas linhas de caminhos de ferro, de Estremoz. Foram “anos duros, sem maquinaria como há agora e com muito suor. Chegávamos a mudar de casa sempre que era preciso ir trabalhar para fora”, lembram os olhos de Claudino, sentado no sofá que o recebe todas as tardes.
    A linha de caminho de ferro encerrou há demasiados anos e este antigo funcionário da CP, hoje com mais de 80, não entende “porque estragam o trabalho que em tempos fizemos. É um crime o que fizeram à nossa linha”… Residentes nas últimas casas da CP, que em tempo albergaram muitos colegas de profissão, e que agora comemoram mais de 75 anos, são donos e senhores de um tempo que a memória lhes fustiga.
    A sua história é feita a dois, como prova a mão da sua esposa Lucília sobre o ombro de Claudino, por quem se apaixonou, quando só duas linhas de caminho de ferro os separava. “Eu morava aqui, nesta que já era a casa dos meus pais, e esta rapariga bonita, morava ali nos prédios da frente”. O amor foi crescendo a cada estação. Assim Claudino o disse.

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    Tem passado muitas tardes à porta de casa com a esposa, olhando pelas cortina da porta o tumulto que se levantou lá fora. O ferro é levantado aos poucos, e com alguma sofreguidão Claudino vai contorcendo as mãos trémulas que agora passam várias vezes na testa, em sinal de negação.
    Os filhos vieram e era hora de assentar. “Foram mais de quarenta anos de um lado para outro. Era preciso parar quando surgisse oportunidade e às vezes temos de pensar no bem dos que amamaos, não estou arrependido”. Morou com a sua esposa em cinco localidades diferentes, um pouco por todo o país. “Algumas delas barracas, sem grande confortos, mas estávamos felizes e não podíamos deixar de trabalhar”, contava Lucília que agora ajeitava o naperon que dispunha o fruteiro na mesa.
    A linha apaixonou a vida de Claudino. Hoje a “minha segunda alma são os comboios e sempre que penso que já não vou ver a linha nunca mais”… [Os olhos de Claudino choram e pausam alguns minutos, como se tivesse perdido um bem querido, que não vai poder mais visitar]. De vez em quando, Claudino e a esposa ainda dão volta à caixa de memórias, com cartões, uma ou outra fotografia e objectos pessoais ligados à profissão. Todas carregadas de mil lembranças.
    Em tempos, Claudino diz ter escrito um diário que pode ter perdido numa mudança de casa, mas que “guardavam em letras as coisas que mais amava: as histórias, as tristezas e alguns desgostos”. Nunca um desgosto tão grande como o que vê, sempre que a sua janela agora se abre.
    Hoje. Claudino é tentado a mudar de casa. Quando lhe perguntamos o que ainda o prende ali, responde que “está aqui a minha vida, o som dos carris e de uma estação cheia de gente. Você imagina, jovem? … Mas nem sempre a casa é o sítio onde vivemos”, conta sabedor. Os tempos levaram muitas histórias e dão hoje lugar ao que talvez seja progresso.
    A estrada que será construída sobre a velha linha de Estremoz, deixa enterrados os mais belos momentos de alegria que eram sentidos em cada chegada de uma carruagem. “Os beijos, os abraços, as conversas de amigos. Era um sítio lindo para se ver”, fala Claudino de nó na garganta. No antigo Museu, onde ainda dormem locomotivas e carruagens, Claudino guarda um segredo: “são todas como se fossem minhas e conheço-as como ninguém. Ali dentro guardo as memórias da minha vida e uma paixão. E ver aquele portão para sempre fechado, é encerrar um pouco de mim”…
    Mas a estrada avança e a obra estará pronta até ao final do ano de 2011. Claudino acredita que o betão cobrirá o ferro, mas não acredita que seja a melhor solução, embora tenhamos tradição de enterrar um dia, os que mais gostamos guardando apenas os bons momentos. Hoje, Claudino deixa as velhas imagens de uma linha abandonada para que outros construam as suas próprias memórias deste espaço, com a felicidade que hoje recorda as suas.
    Terá sempre o progresso de viver de costas voltadas para história? Ficará para sempre a dúvida.

    Reportagem Liliano Pucarinho

    Fonte: ecosonline
     
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  6. Gerofil

    Gerofil
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    Super Célula

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    Estremoz (401 metros)
    ESTREMOZ: “A Linha de Caminho de Ferro era parte da minha alma”

    :sad:

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  7. Gerofil

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    Super Célula

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    Estremoz (401 metros)
    ESTREMOZ: “A Linha de Caminho de Ferro era parte da minha alma”

    :sad:

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  8. MSantos

    MSantos
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    E assim vai o estado das ferrovias portuguesas:(
     
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  9. Mário Barros

    Mário Barros
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    Muito bom artigo Gerofil, tempos de ouro que já não voltam mais.

    Mais a norte, pros lados da fronteira duriense, na tentativa de reabertura da linha e sensibilização das populações :D

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    Pra quem se pergunta o que é um moto rail.

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    Isto é uma bicloneta.

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    http://www.flickr.com/photos/todaviasostenible/
     
  10. trepkos

    trepkos
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    Nimbostratus

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    Eborae
    Chocante o que ai colocaste Gerofil, ainda há 2 anos eu vi o comboio em Estremoz, o mercadorias da Cimpor... depois de um descarrilamento a linha foi suspensa e agora definitivamente encerrada, a Linha de Évora acaba agora em... Évora, depois de muitos anos a chegar a Vila Viçosa. É este o triste País que temos.
     
  11. Mário Barros

    Mário Barros
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    Furacão

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    Cavaleira (Sintra)
    Manifestação no Porto para exigir reabertura da linha Pocinho-Barca d'Alva

     
  12. Mário Barros

    Mário Barros
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    Furacão

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    Pura incompetência
     
  13. Mário Barros

    Mário Barros
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    Furacão

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    Muito bom :lmao::lmao::lmao::lmao:

     
    #253 Mário Barros, 26 Ago 2011 às 20:27
    Editado por um moderador: 21 Set 2014 às 03:52
  14. Brunomc

    Brunomc
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    Nimbostratus

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    ]
     
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    #254 Brunomc, 28 Set 2011 às 22:32
    Editado por um moderador: 21 Set 2014 às 03:52
  15. trepkos

    trepkos
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    Nimbostratus

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    Eborae
    Saudosos tempos do TGV Alentejano ou Joaninhas, que rasgavam a paisagem alentejana sempre com grande folgo... E o estado da Linha de Évora, que hoje apenas se resume a um ramal.
     

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