Como se formam os fenómenos meteorológicos



mvbueno

Cirrus
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2 Nov 2007
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Grande Iniciativa do Mário!!
Gostei muito do tópico!

Acho que deveria ser fixo... e que todas as informações não fornecidas no post inicial, deveriam ser acrescentadas, como as apresentadas pelo Vince. Assim ficaria mais fácil de encontrar o que se procura :D
 

Minho

Cumulonimbus
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Melgaço
Mas afinal o que é um depressão cavada :huh::huh: eu não sei alguém me ajudee...:p

Uma depressão cávada é uma depressão com um mínimo de pressão muito baixo. Não sei quais serão os valores típicos mas penso que deverão ser tipicamente depressões com o centro inferior a 990hPa
 

Paulo H

Cumulonimbus
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Parabéns Mário!

Excelente tópico, não só para os visitantes do forum como para todos os membros do forum, pois eu considero-me um iniciado nestas coisas embora apaixonado desde a infância. Todos aprendemos mais, sendo também importante conhecer o nome correcto a dar aos fenómenos, situações na Meteorologia.

Ps: Massa de ar polar quente, deve significar menos fria!
 

Vince

Furacão
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23 Jan 2007
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Braga
e qual é a lógica dos ciclones extratropicais, como o que está causando ventos de 100km horários, inundações e estragos no sul do Brasil?

A lógica é a mesma dos nossos ciclones extra tropicais no Atlântico norte, são depressões com a mesma génese em latitudes médias, nem são ciclones polares nem tropicais, por vezes (muito raro) podem adquirir características tropicais sendo chamados de subtropicais, depressões híbridas que apresentam algumas características tropicais mantendo no entanto outras características frontais/extratropicais.
Algumas vezes estas depressões/ciclones extra tropicais passam por um processo de cavamento profundo (ciclogénese explosiva) gerando ventos muitos fortes e destruidores com a intensidade ao nível de ciclones tropicais/furacões de catergoria 1 ou 2, embora com um perfil e distribuição de ventos diferente daquele que se encontra num ciclone tropical.

Extratropical cyclones, sometimes called mid-latitude cyclones, are a group of cyclones defined as synoptic scale low pressure weather systems that occur in the middle latitudes of the Earth having neither tropical nor polar characteristics, and are connected with fronts and horizontal gradients in temperature and dew point otherwise known as "baroclinic zones".[1] Extratropical cyclones are the everyday phenomena which, along with anticyclones, drive the weather over much of the Earth, producing anything from cloudiness and mild showers to heavy gales and thunderstorms.

http://en.wikipedia.org/wiki/Extratropical_cyclone

No Atlântico Sul afectam mais frequentemente a Argentina do que o Brasil, tal como aqui afectam mais a Irlanda e ilhas britânicas do que Portugal, mas quase todos os anos acaba por haver algum que afecta também o Brasil de forma mais ou menos importante como foi o caso deste, agora mais a norte e próximo da costa brasileira. Curiosamente nós em Portugal também tivemos uma depressão (Balduína) destas mais a sul e em cima do noroeste da península embora sem consequências graves como foi agora no Brasil. São raras mas lá vão ocorrendo de vez em quando.

O Eugenio Hackbart da Metsul fala disso mesmo na sua coluna de jornal que tem aí no Brasil

eugeniocz6.gif

http://www.metsul.com/blog/
 

rokleon

Nimbostratus
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2 Abr 2016
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S. M. da Feira
Turbulência, um dos fenómenos físicos mais complexos... Na atmosfera sobretudo. (Eddies locais, Convecção, Furacões, etc.)
Excelente vídeo que não explica exatamente o fenómeno pela sua (ainda) não resolução matemática/física, mas mostra observações e estudos feitos interessantes. :D
(Vídeo em inglês)
 
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tonítruo

Cumulus
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Segundo o http://portaldoclima.pt/pt/, o mês mais quente é agosto enquanto o mês mais frio é janeiro.
A minha questão é: Porquê que o arrefecimento é mais rápido do que o aquecimento, ou por outras palavras, porquê que apenas se demoram 4 meses a passar do mês mais quente para o mês mais frio, mas são necessários 6 meses para se passar do mês mais frio para o mês mais quente?
 

"Charneca" Mundial

Cumulonimbus
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Corroios (cota 26); Aroeira (cota 59)
Ver anexo 673
Segundo o http://portaldoclima.pt/pt/, o mês mais quente é agosto enquanto o mês mais frio é janeiro.
A minha questão é: Porquê que o arrefecimento é mais rápido do que o aquecimento, ou por outras palavras, porquê que apenas se demoram 4 meses a passar do mês mais quente para o mês mais frio, mas são necessários 6 meses para se passar do mês mais frio para o mês mais quente?
Tem a ver com a latitude do nosso país... À nossa latitude, temos um período bem curto de pouca radiação, intercalado com meses e meses de radiação solar elevada, o que faz com que o período quente seja mais prolongado (e, por isso, que demore mais tempo a aquecer até se atingir o pico de calor anual) e o período frio mais curto. A maior proximidade ao trópico de Câncer do que ao Círculo Polar Ártico também ajuda a que os verões sejam mais prolongados e os invernos mais curtos. Isto, contudo, tem uma enorme divergência entre regiões. Em Trás-os-Montes, o período frio é bem maior porque, devido ao clima continental, a temperatura demora muito mais tempo a aquecer (ou pelo menos no caso das mínimas). :)

Para além de tudo isto, a latitudes acima dos 42ºN, o mês mais quente deixa de ser agosto e passa a ser julho, essencialmente porque a radiação solar diminui bastante mais depressa que a sul. Isso explica o porquê de algumas zonas do extremo norte do país terem como mês mais quente julho e não a regra geral, que seria agosto. Acima do paralelo 50ºN, o mês mais quente é junho, essencialmente por ser o mês com maior radiação solar. É por esta razão que se convencionou que o verão meteorológico no Hemisfério Norte vai de junho a agosto, apesar de, na prática, não ser isso que acontece cá no burgo. Um pouco mais abaixo da latitude de Portugal, ali no paralelo 30ºN, o conceito de "mês mais frio" e "mês mais quente" começa a ser um bocadinho mais impreciso... :unsure:
 
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