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Tópico em 'Off-Topic' iniciado por rijo 12 Dez 2009 às 04:32.

  1. N_Fig

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    Cumulonimbus

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    Podíamos era fazer o contrário: todas as sedes de concelho passavam a cidades e as que hoje são cidades mas não são concelhos deixavam de o ser.
     
  2. N_Fig

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    Cumulonimbus

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    Pensava que talvez não tivesem dimensão. Mas se têm, (também não conheço a situação em promenor) que fique então assim.
     
  3. frederico

    frederico
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    Super Célula

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    O caminho deve ser fundir alguns concelhos com Lisboa, reduzir drasticamente as freguesias e dar mais poderes às freguesias. Odivelas é daqueles concelhos que fundia com Lisboa, bem como Amadora ou o tecido urbano de Loures contínuo com o tecido urbano de Lisboa.

    E não encaro como nada positivo o aumento da população nos subúrbios. O correcto devia ser temos a população a aumentar no centro de Lisboa e nas cidades de média dimensão do interior. Com este modelo demográfico o país só tem a perder.
     
  4. frederico

    frederico
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    Super Célula

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    Que absurdo. Se há coisa que me cheira a provincianismo que anseia por parecer cosmopolita são as reinvidicações para se ser cidade. Uma cidade é muito mais que 10 mil habitantes, uns fontanários e alguns equipamentos públicos. Acho estúpido que aqui perto de onde moro a Senhora da Hora tenha sido elevada a cidade, só para referir um exemplo. Se houvesse bom senso tinha-se já fundido Matosinhos, Senhora da Hora e São Mamede com o Porto. Muito dinheiro se pouparia sem prejuízos para os cidadãos.
     
  5. AnDré

    AnDré
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    Arroja, Odivelas (140m); Várzea da Serra (900m)
    Concordo com isso. E sem dúvida que era o melhor.

    Mas, o que é preferível?
    1. Comprar uma casa no centro de Lisboa: Casa antigas, pequenas, sem aquecimento, sem espaço para estacionar o carro...
    2. Comprar uma casa nos subúrbios: Casa nova, inteligente, com jardins circundantes, com espaço para estacionar/garagem...
    ?

    A meu ver o problema está na oferta.
    Se a qualidade/preço imobiliária fosse igual no centro da cidade e na periferia, não haveria grandes dúvidas que muitas das pessoas da periferia, prefeririam morar no centro.

    Porque o preço é também uma questão muito relevante. O que pesa mais?
    1. Comprar um T3 em Lisboa por 250000€.
    2. Um T3 em Odivelas por 200000€.
    3. Com um pouco mais, comprar uma moradia na Malveira.
    ?
     
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  6. joseoliveira

    joseoliveira
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    Cumulonimbus

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    Dar mais poder às freguesias seria o ideal para aliviar a concentração excessiva do bolo processual nas Câmaras, quanto à ideia de fundir estes concelhos com Lisboa, o mais provável era contrariar a descentralização de poderes o que não creio que fosse a solução adequada.

    Conheço minimamente Lisboa e obviamente é diferente de outras cidades, confesso que quando lá vou só mesmo por necessidade, porque ao regresso, não raro venho de lá saturado!
    Vivo na área de Loures e é óptimo que actualmente possa tratar de praticamente qualquer assunto nesta localidade evitando quanto a mim uma indesejada viagem a Lisboa. Viver em Lisboa, só obrigado porque de outra forma é impensável...! Já lá vão cerca de 10 anos que por 6 meses, com um familiar, aluguei uma casa na zona entre a Penha de França e o Chile, foi um período para esquecer (...)

    Quando alguém diz que não gosta de viver em Lisboa, bem, como eu compreendo! :(
     
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  7. frederico

    frederico
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    Super Célula

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    Estive em Milão uns tempos há uns meses e o centro está todo habitado, com as casas todas restauradas,´praticamente não vi um edifício devoluto.

    André, mude-se a lei. Acabem com as rendas antigas, penalizem as famílias que ao fim de x anos não tenham dividido as heranças, penalizem a especulação, expropiem de imediato quem tenha edifícios em risco de ruir e travem o aumento dos subúrbios e temos o problema resolvido. O país não produz riqueza nem tem população para sustentar a área urbana desmesurada que possui.

    Edit: há dois anos também tentei encontrar casa no centro do Porto. Queria morar perto das livrarias, dos bares e das lojas da Baixa. Mas não encontrei nada que prestasse para alugar, o pouco que havia com melhor aspecto era para vender, por isso tive de vir para para norte da São João, isto é, para uma zona mais suburbana. Houvesse bons apartamentos na Baixa e mudava-me para lá, mas infelizmente o que aparece para alugar não tem condições!
     
  8. AnDré

    AnDré
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    Arroja, Odivelas (140m); Várzea da Serra (900m)
    Era a esse Edit que queria chegar.
    É que na prática não há comparação à oferta dos arredores, fase à oferta do centro.
    Além de que é compreensível que seja muito mais fácil construir de raiz, do que reconstruir.

    A construção é mais um sector do nosso país que está em crise.
    Num país onde o número de habitações por habitante é enormíssima, porque não apostar na reconstrução, ao invés da construção?

    É verdade que a reconstrução sai mais cara. Mas com os milhões que se gastam para ligar o exterior ao centro, acabaria por compensar. Digo eu, sem ter feito nenhum estudo de milhões. :p
     
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  9. frederico

    frederico
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    Super Célula

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    André, reconstruir sai caro e não sai. Quando queremos construir de raiz, temos primeiro de comprar o terreno, que no final de contas pode ser até mais caro que a construção do edifício.

    Quanto à reconstrução, não há a questão da compra do terreno e do imóvel se os senhorios reconstruirem para depois arrendarem. A questão é que muitos senhorios, senão a maioria, preferem especular, vender os edificios velhos a preços exorbitantes, e depois obviamente quem os compra e os restaura não pode vender barato. É como os donos de herdades do Alentejo (conheço vários casos destes) que não querem ter o trabalho de investir e que depois vendem aos espanhóis (que investem em oliveiras), recebem o dinheiro da venda e depois gastam em mil e uma coisas (e os filhos e os netos que se lixem).

    Se agora todos os senhorios de Lisboa resolvessem restaurar os edifícios e arrendar era o paraíso! Mas infelizmente já estão danos irreparáveis feitos, que começaram nos anos 60, e continua a não haver vontade política para mudar.

    A minha família, por exemplo, tem boas casas que há quinze anos atrás poderiam ter sido restauradas e arrendadas. No entanto, não se entendem quanto às partilhas, e neste momento a únicas solução nalguns casos será demolir, o que é pena, pois têm uma bonita arquitectura e boas volumentrias. Isto sem falar nos arrendatários com rendas antigas.

    Quantos edifícios vemos em Lisboa e no Porto ao abandono e até num estado razoável que poderiam ser restaurados e colocados no mercado de arrendamento? Pois, mas estão para especulação! Os senhorios não percebem as vantagens de manter o património em sua posse e de o fazer render, infelizmente...
     
  10. trepkos

    trepkos
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    Nimbostratus

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    Concordo com o que aqui foi dito, há concelhos e freguesias a mais e aqui bem perto tenho exemplos disso, vendas novas foi separado do concelho de Montemor nos anos 60, mas não têm condições para o ser, não têm tribunal, serviços publicos, é totalmente dependente a nivel administrativo de Montemor... um absurdo Vendas Novas ter subido a concelho... mas há mais e mais casos assim...

    Contudo acho que há concelhos que pelas suas origens Histórias não devem acabar e dou o exemplo de Montemor, foi elevado a Vila e Concelho em 1203 por D. Sancho I e em 1989 quando foi elavado a cidade foi um erro a meu ver, porque tinha mais potencial como Vila e tinha o título de Vila Notável, era um enorme potencial turistico uma Vila com mais de 800 anos...
     

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