Desporto 2025-2026

Há racistas que matam e agridem pessoas porque elas não são brancas. Há racistas que nunca agem e só verbalizam o seu racismo e outros haverá que nem o verbalizam. Só o sentem. Da mesma maneira que há misóginos que matam as suas mulheres, namoradas e ex-companheiras e outros que 'só' as agridem e outros, ainda, que 'se limitam' a chamar-lhes 'prostitutas', 'sopeiritas' e 'chulazecas ordinárias'. O racismo é como a cor da pele. Não é simplesmente preto e branco. Tem muitas tonalidades. Qualquer pessoa que ao decidir insultar alguém o faça remetendo para a cor da pele é racista. Não interessa se se assim se considera ou não.

O Guardiola tem razão mas os professores que ainda se dão ao trabalho de tentar explicar aos miúdos que somos todos iguais nos nossos direitos e deveres e que coisas como a nacionalidade, a religião, a cor da pele, a orientação sexual não dizem nada sobre o tipo de pessoas que somos são woke e estão a doutrinar as criancinhas e deviam, exclusivamente, debitar matéria. Ainda bem que trabalho por conta própria porque dentro da minha sala, se vierem com determinado tipo de vocabulário são avisados uma vez e à segunda não voltam. Só aconteceu uma vez e o miúdo foi devidamente avisado assim como os papás. Se permitem em casa é lá com eles. Na minha sala as regras são minhas.

 
Também há uns anos tive um colega de curso, que era bem racista, não se dava de maneira nenhuma com pessoas de pele negra, dizia que os problemas do mundo eram derivados a eles, eu bem lhe dizia que não era assim e era um exagero, mas ele não... Às vezes há pessoas com traumas não resolvidos.

Há muitos por aí. Agora andam mais à mostra (e ainda bem!) mas sempre andaram por aí. Conheço o género mas a mim, alguém que verbalize tal coisa na minha presença, só o faz uma vez porque não terá oportunidade para o fazer uma segunda.
 
Marega é um caso diferente porque nunca provocou ninguém. Também não considero racismo, porque a razão pela qual foi atacado for por ter saído a mal do Victória e não por causa da sua cor de pele.
Jogadores de futebol profissional como o Marega, Vinicius ou Prestianni têm que ser rijos o suficiente para serem provocados e insultados durante 90 minutos. Pelo menos o Vinicius, ganha mais dinheiro num mês do que tu e eu ganharemos na nossa vida, não pode dizer que quer sair de campo porque um adversário o chamou de macaco. Se os árbitros aguentam, os jogadores ainda mais devem aguentar.

Não me interessa minimamente quanto ganham. São seres humanos. Detesto a postura, a 'fiteirice' e a atitude do Neymar e diria exactamente a mesma coisa se fosse insultado dessa maneira. Quem está aborrecido, chateado e se sente provocado por alguém e o insulta remetendo para a cor da pele é racista. Está entranhado em si. Com tanto insulto, que todos os jogos é usado amiúde e escolhe esse, não é por acaso. Faz uma escolha e deve pagar as consequências. Vale para todos os intervenientes, incluindo os adeptos, independentemente do clube em questão.
 
Vizela bate Paços de Ferreira em jogo polémico e indecente

No vetusto e honrado relvado do Estádio Diácono Remédios, pelas 15 horas de anteontem, mediram forças Vizela e Paços de Ferreira, em prélio decisivo para a promoção ao primeiro escalão na época 2045/46, e que ficará tristemente assinalado nos anais do nosso futebol, não tanto pelo resultado — que sorriu aos vizelenses — mas antes pela sucessão de episódios que denunciam a crescente lassidão moral que ameaça conspurcar os mais sãos costumes desportivos da Nação.

Logo aos 3 minutos se verificou facto de assinalável gravidade: Renatinho Alagoano, extremo da formação pacense, houve por bem ocultar o rosto com a camisola, gesto equívoco e atentatório da compostura que deve nortear os atletas. Alegou o mesmo que pretendia tão-somente enxugar o suor da fronte; todavia, submetido o caso ao crivo do VAM (vídeo-árbitro da moral), não se lograram divisar quaisquer indícios de transpiração que justificassem tal acto. Foi ainda chamado um perito em reflexão luminosa, cuja averiguação demorou 73 minutos, como convém quando está em causa a pureza dos princípios, que corroborou a decisão do juiz da partida.

Não tardaria nova controvérsia. Ao minuto 45+77, Fabiano introduziu a bola na baliza adversária, após cruzamento de Afonso Silveira. Porém, a ordem e a ciência vieram repor a verdade: o sistema SATVAR, auxiliado pela rede de satélites Starlink 7, apurou, com precisão ao nanómetro, que o referido lateral se encontrava adiantado por 0,014 milímetros. Decisão justa e irrefutável, ainda que recebida com impróprios protestos por parte de responsáveis vizelenses, que ousaram levantar suspeições sobre a imparcialidade do sistema, invocando laços familiares de Cristóvão Musk, guarda-redes pacense, com o proprietário da referida rede. Tais insinuações, além de infundadas, atentam contra o respeito devido às instituições tecnológicas que servem o progresso.

O jogo seria retomado apenas aos 45+135, devido à falha no receptor Starlink 7 do Diácono Remédios, que levou que a decisão demorasse cerca de uma hora a ser tomada. Jogaram-se então 26 minutos sem interrupções — feito que provocou visível júbilo nos 19 espectadores presentes, já pouco habituados a tão edificante continuidade.

Mas a euforia revelou-se terreno fértil para novas faltas de compostura. Após lance ríspido envolvendo Kostov e Musk, ecoou das bancadas um impropério gravíssimo dirigido à progenitora do juiz da partida, Olegário Benquerença Neto. Dada a insuficiência de câmaras no recinto, foi necessário interromper o encontro para interrogar todos os presentes, numa diligência que se prolongou por seis horas. O juiz da partida, abalado pela afronta, necessitou de acompanhamento psicológico, sendo substituído por José Amorim Pinto da Costa, a quem coube restaurar a disciplina e a dignidade do certame. Ao ofendido, a nossa redacção deseja o seu rápido restabelecimento.

Ao prevaricador, identificado após confissão obtida após a utilização do método do afogamento, aguardam-no as severas consequências previstas na lei, podendo a pena atingir 35 anos de reclusão, nos termos das reformas penais promovidas pelo senhor primeiro-ministro e nosso líder, João Numeiro, as quais preveem severas penas para atentados à honra e à moral pública.

Retomado o desafio, alcançou o Vizela o único golo da contenda aos 45+406, quando Ruben Silva converteu grande penalidade assinalada por palavrão proferido na área por Cristiano Ronaldo XXXVII, detectado por leitura labial do VAM. Considerado de gravidade moderada, mereceu cartão amarelo e correctivo exemplar — aplicação de pimenta na língua. A carência desse condimento no estádio obrigou, lamentavelmente, a nova interrupção de duas horas, revelando carências materiais nos estádios lusitanos, que urge suprir para bem da moral pública.

A segunda parte ficou marcada por novas indecências verbais, punidas com amarelos e expulsões, designadamente de Kostov e Tomás Melo, por uso de vernáculo impróprio terminado em “-alho”, expressão que não deve encontrar guarida em recintos onde se pretende formar carácter e exaltar virtudes.

Já após o nascer do Sol, aos 90+385, deu-se o lance mais controverso: Daniel Lemos foi expulso por alegadamente ter chamado “maricas” a CR XXXVII. Os responsáveis vizelenses sustentaram ter sido proferido “malícias”, numa alusão às constantes provocações do sobrinho-neto do seleccionador nacional.
O VAM dividiu-se equitativamente, com 6 juízes a concordarem com a decisão do juiz de campo e outros 6 a concordarem com a defesa do atleta; chamado, pois, árbitro académico de reconhecida competência, o Professor Suleiman Bambo, este confirmou a expressão mais grave, validando a expulsão. Lemos foi conduzido ao tribunal de Guimarães, onde responderá pelos seus actos, como convém num Estado que zela pela disciplina das palavras e pela rectidão dos costumes.

O encontro terminou aos 90+521, já com os intervenientes vencidos pelo cansaço e pela sonolência, espelho talvez da exaustão moral que tais episódios suscitam.

Registe-se, por fim, que o treinador pacense, Geovanny Quenda, foi vítima de assalto após o jogo, tendo o meliante sido prontamente detido na cidade do Porto e exemplarmente sancionado, com multa de 200 contos de réis — punição que se espera sirva de aviso a quantos persistem em trilhar caminhos de desordem.

Que estes factos sirvam de advertência: o futebol, enquanto escola de virtudes cívicas e de exaltação patriótica, não pode ser entregue à leviandade dos costumes nem à dissolução da disciplina. Cumpre restaurar a compostura, para que o desporto volte a ser espelho da ordem, da autoridade e da moral que engrandecem a Pátria.
 
Última edição:
A gestão de crise do Benfica tem sido desastrosa. Grande parte do ódio que tem vindo de todo o mundo poderia ter sido evitada com decisões mais acertadas ao nível da comunicação, sobretudo no timing.
 
Se isto é racismo, toda a gente é racista:

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A gestão de crise do Benfica tem sido desastrosa.
O que deveria ter feito? Acreditar no jogador adversário, que ainda por cima é um fiteiro, e não acreditar no próprio jogador? Fazer-se de manso e pedir desculpas por um acto sobre o qual não há qualquer prova?

Até acho que fez pouco... Caso se mantivesse o castigo "preventivo", a equipa não deveria entrar em campo.
 
Se isto é racismo, toda a gente é racista:

Ver anexo 31678


Por acaso, é tudo menos o average Chinês, pelo menos no que ao rosto diz respeito. Asiático e Chinês não são sinónimos. Mas deve ser muito boa pessoa, se dermos como certo o que se costuma dizer: ninguém pode ter tudo...
 
A gestão de crise do Benfica tem sido desastrosa. Grande parte do ódio que tem vindo de todo o mundo poderia ter sido evitada com decisões mais acertadas ao nível da comunicação, sobretudo no timing.


O Kompany disse tudo o que há para dizer sobre o 'caso'. E o Blessing Lumueno também fez uma intervenção (pelo menos o excerto que ouvi!) com o qual concordo absolutamente. Agora, com a exposição que esse miúdo extraordinário teve nas últimas duas semanas e sendo um Benfiquista assumido, seria sempre convidado para ir à Luz. Qualquer clube faria o mesmo. Relativamente ao Rodrigo, a primeira vez que o vi achei que o conhecia de qualquer lado. Depois de ver, no Twitter, um excerto de um programa qualquer onde esteve presente, caiu-me a ficha e já percebi porque achei que o conhecia de qualquer lado: o miúdo pode bem ser filho do Denzel Washington. Giro que se farta, como o 'pai'! :D
 
O que deveria ter feito? Acreditar no jogador adversário, que ainda por cima é um fiteiro, e não acreditar no próprio jogador? Fazer-se de manso e pedir desculpas por um acto sobre o qual não há qualquer prova?

Até acho que fez pouco... Caso se mantivesse o castigo "preventivo", a equipa não deveria entrar em campo.
Falo de comunicação nas redes.
Primeiro, este vídeo:


A perceção geral que ficou:


E agora o Rodrigo. Lá fora ninguém sabe da história dele, então a perceção que ficou é que estão a usá-lo para limpar a imagem do clube.

Timings péssimos. Teria sido preferível não publicarem nada. A imagem internacional do clube está profundamente fragilizada e estes posts só agravaram a perceção de racismo. Não será fácil recuperar tão cedo.
 
A imagem internacional do clube está profundamente fragilizada e estes posts só agravaram a perceção de racismo. Não será fácil recuperar tão cedo.

Tens muita fé da Humanidade. Daqui por umas semanas ninguém se lembra nem quer saber. O Presidente dos EUA publicou/partilhou um vídeo em que o primeiro e único Presidente Americano negro e a sua mulher aparecem retratados como símios e isso também não foi racismo e já ninguém fala do assunto. Podia aparecer um vídeo com o Prestianni a chamar 'macacos' a um grupo de negros enquanto fazia 'uh uh uh' que alguém diria que tinha dormido mal nessa noite e, por isso, estava muito agastado. Quanto mais não havendo certezas de que disse o que dizem que disse.
 
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Falo de comunicação nas redes.
Primeiro, este vídeo:


A perceção geral que ficou:


E agora o Rodrigo. Lá fora ninguém sabe da história dele, então a perceção que ficou é que estão a usá-lo para limpar a imagem do clube.

Timings péssimos. Teria sido preferível não publicarem nada. A imagem internacional do clube está profundamente fragilizada e estes posts só agravaram a perceção de racismo. Não será fácil recuperar tão cedo.

Quem vê o vídeo da campanha do equipamento e acho que é racismo, ou é atrasado mental, ou quer ter mais uns minutos de vitimização. Ponto final.

Deixar de dar um "presente" a um miúdo por ele ser negro é, isso sim, a definição de racismo.

Começar a castigar preventivamente, com a ameaça de aplicar um castigo de 10 jogos, jogadores que chamam "maricas" ou "macaco" a um adversário é o fim do futebol. Quem já viu jogos com pouco público, em que se pode ouvir tudo o que se diz em campo, sabe que se formos aplicar a regra à letra em 1 mês deixava de haver jogadores disponíveis para jogar. Castigar apenas os poucos que são vítimas deste fiteiro, é estar a castigar uma pequeníssima parte para sinalização de virtude.

Curioso é que, chamar macaco a um branco não dá castigo, mas chamar maricas a um heterossexual dá castigo. É para o lado para que as beatas do século XXI estão voltadas.
Que atire a primeira pedra quem nunca chamou maricas a alguém. Amanhã lembram-se de censurar a expressão "fdp" com alguma nova teoria de que se lembrem.

Por outro lado:

- Quando o Pepe espancou um adversário que estava deitado no chão, apanhou 10 jogos, o Real Madrid recorreu. O nome do Real Madrid ficou manchado por isso?
- Quando o Mateus Reis na final da Taça do ano passado pisou a cabeça de um adversário apanhou 5 jogos, o Sporting recorreu. O nome do Sporting ficou manchado?

A não ser que achem que espancamento de adversários é menos grave do que mandar uma boca (que muitas vezes nem é demonstrativa da opinião que se tem acerca de quem é insultado, já chamei fdp a pessoas de quem não conheço sequer a mãe), a repercussão "internacional" daqueles dois casos (e de muitos outros) e os castigos aplicados são totalmente desproporcionais face ao linchamento público de que é vítima um desgraçado que diga, mesmo que sem querer e de cabeça quente, um disparate.

Também sobre repercussões, há casos e casos. É perguntar a uma das poucas instituições corajosas - as calças dos bons genes da Sidney Sweeney - que contrariou a beatice do século XXI e manteve-se firme, como estão a correr as vendas.
 
Quem vê o vídeo da campanha do equipamento e acho que é racismo, ou é atrasado mental, ou quer ter mais uns minutos de vitimização. Ponto final.

Deixar de dar um "presente" a um miúdo por ele ser negro é, isso sim, a definição de racismo.
Não é assim tão linear. Ignoras todo o background que está por trás.

Portanto:

1. Surge um possível caso de racismo.
2. São publicados dezenas de vídeos de adeptos a fazer sons e gestos de macaco -> algo extremamente grave. O Benfica só condena alguns adeptos três dias depois, o que reforça a perceção de conivência ou, no mínimo, complacência.
3. Poucos dias depois, a equipa de comunicação decide lançar um vídeo de campanha com uma simulação do Lupin, um ladrão negro, acompanhado da legenda: “Somos suspeitos, mas gostamos muito.” -> péssimo timing.
4. No dia seguinte, publicam um post com o Rodrigo, o que gera a perceção de que estão a tentar limpar a imagem.

Isto é, simplesmente, desastroso do ponto de vista da comunicação. E o pior é que era evitável. Não era preciso terem publicado as fotos do Rodrigo, por exemplo.

Quanto às repercussões, mexeram com um brasileiro, mexeram com o país inteiro. Não subestimem a presença e a força do Brasil nas redes sociais.