É inegável que o Ronaldo fará falta à seleção.
O problema não é a sua presença.
O problema é o dogma relativamente à sua utilização.
Realisticamente, o Martinez não o pode substituir sempre que o desempenho deixa a desejar. O Fernando Santos tentou e viu-se.
Além do mais, - e ignorando preferências nas interações - os treinadores frequentemente preferem manter jogadores com capacidade física mais deficitária para tentar aproveitar as características dos jogadores (Ronaldo como finalizador, BF para meia distância, Bernardo Silva para... equilíbrio da equipa?, etc). É a tal rigidez mental que nem sempre dá certo.
A atitude na expulsão é algo surreal, inadmissível, infantil, e infelizmente é um padrão que teima em não desaparecer. Qualquer outro seria ostracizado e se fosse preciso haveria nota pública do treinador.
O problema das experimentações é que se o Neves não tivesse marcado, e mandado a bola para fora do estádio, toda a gente estaria a perguntar porque foi ele o escolhido. Mas quem vê o Ronaldo falhar dezenas de livres seguidos (especialmente os próximos da baliza em que nunca teve propriamente muito jeito), tem que esperar.
As pessoas esquecem-se que durante muitos anos não houve Ronaldo a PL, e os que haviam não foram colossos (incluindo o Pauleta que foi sempre desilusão nas fases finais). Ronaldo a PL foi solução de recurso para tentar espremer rendimento de um tipo que não obstante pagar balúrdios em tratamentos de todo o tipo, não consegue esconder a passagem do tempo.
Quem se lembra dos jogos em que o agora falecido Jota jogava a PL num sistema mais ou menos rotativo com os extremos? Portugal sempre teve problemas com PLs. Há que adaptar com a fartura de extremos que há.