Desporto 2025-2026

(Isto não iliba o Prestiani, não de ser racista, mas de ser idiota por se ter deixado provocar).

Se o insulto que escolheu foi aquele que dizem que escolheu, é racista sim senhor. Se um negro me insultasse ou provocasse nunca o chamaria 'macaco'. Como boa e orgulhosa Portuguesa que sou um bom fdp seria a minha primeira escolha. Até porque é transversal e muito democrático. Os nervos são como as bebedeiras: revelam o que vai lá por dentro. Agora se lhe chamou 'macaco' ou não, não faço ideia. Já aquele fdp cujo vídeo anda a circular por aí a fazer, sorridente e aparentemente orgulhoso, os tão conhecidos 'uh uh uh', num país decente e com um clube decente nunca mais punha os cotos no estádio e isso nem devia ser motivo de discussão. Ser ou não ser o meu clube é absolutamente indiferente. Ou melhor, causa-me ainda mais vergonha do que se fosse noutro qualquer.
 
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Parece que "cagon" não é tão pejorativo como "macaco". O Luisão não se queixou de lhe chamarem "cagon".

O Vinicius é useiro e vezeiro neste tipo de situações. Após o golo esteve dois minutos a provocar o público à espera de um leve sinal de "racismo" para se fazer de vítima. É a n-ésima vez que é vítima de "racismo". O Real Madrid é a equipa mais azarada do mundo, é a única que todos os meses é obrigada a jogar contra adversários racistas e com público racista. E é um racismo selectivo, pois não atinge Camavinga, Tchouaméni, Rudiger...

Se querem saber o que é racismo coloquem um jogador negro a jogar em certos clubes sérvios ou russos, onde até o público da própria equipa o insulta.

(Isto não iliba o Prestiani, não de ser racista, mas de ser idiota por se ter deixado provocar).

Há uns anos atrás convenceram-me a ir ver um jogo do Nacional em Barcelos. À data jogava no Nacional um jogador angolano chamado Mateus, que tinha estado envolvido numa transferência ilícita que levou à descida de divisão administrativa do Gil Vicente.

Sempre que o Mateus tocava na bola, os adeptos do Gil Vicente faziam os "uh uh uh uh" e outros gritavam "macaco". Os outros jogadores negros do Nacional (que eram vários) não foram insultados uma única vez. O Mateus foi vítima de racismo?
 
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Há uns anos atrás convenceram-me a ir ver um jogo do Nacional em Barcelos. À data jogava no Nacional um jogador angolano chamado Mateus, que tinha estado envolvido numa transferência ilícita que levou à descida de divisão administrativa do Gil Vicente.

Sempre que o Mateus tocava na bola, os adeptos do Gil Vicente faziam os "uh uh uh uh" e outros gritavam "macaco". Os outros jogadores negros do Nacional (que eram vários) não foram insultados uma única vez. O Mateus foi vítima de racismo?
Parece-me que este caso que referes do Mateus assim como o do Marega há uns anos (que também tinha tido problemas prévios com o Vitória quando lá tinha jogado) reforça a ideia que tenho de que isto acontece quando à cor de pele se junta um problema com aquele jogador. Isto explica porque um tipo conflituoso e provocador como o Vinícius está sempre a receber este "tratamento" na liga espanhola e a um Camavinga ou a um Rüdiger não lhes acontece
Pegando neste caso, tenho uma dose razoáveç de certeza que o Prestianni, que tapou a cara antes de falar e é ele próprio um jogador muito conflituoso e complicado (e argentino, que é um ponto relevante, não fosse o Vini brasileiro), disse realmente aquilo, e o comportamento dos adeptos a partir desse momento foi execrável, houve uma garrafa de água que não partiu a cabeça ao árbitro por falta de pontaria
 
Toda a gente, comunicação social, UEFA, sindicato dos jogadores, etc., tem receio de dizer o óbvio, porque preferem a demonstração da própria virtude do que analisar as coisas friamente.

Se não quisermos parecer virtuosos, só há uma conclusão a tirar (e já tinha esta opinião antes do jogo da passada terça-feira): Vinícius Jr é um ser humano execrável. Do alto do seu privilégio (é praticamente dono de um clube da primeira liga portuguesa) utiliza uma causa justa e de que muitos (que não ele) são realmente vítimas, para influenciar jogos, árbitros e obter benefícios próprios. Durante os dois minutos entre o grande golo que marcou e a parvoíce do Prestianni, provocou tudo e todos no estádio em busca de um gesto ou som que pudesse minimamente soar a racismo. Após isso acontecer, fez o teatro habitual, fingiu durante uns minutos que não queria mais jogar, e voltou obviamente a campo, cinco minutos depois, pois já tinha conseguido o que queria. Após este número, o árbitro não o poderia expulsar, mesmo quando ele o mereceu, o jogo estava condicionado, e tem agora vários dias todo o mundo desportivo a falar nele. Só não acho justo tudo aquilo que lhe chamaram, porque era exactamente isso que ele queria.

Comparar isto a qualquer luta anti-racista é um insulto a tantos que morreram por essa causa e a tantos não privilegiados como ele que, de facto, sofrem com actos racistas.

O Marega e o Mateus não se comparam a este caso. Eram ambos jogadores correctos e humildes. Por outro lado, ninguém me convence, que, se num estádio onde estão 10 negros a jogar, apenas um é visado, estamos perante de uma situação de racismo.
 
O Marega e o Mateus não se comparam a este caso. Eram ambos jogadores correctos e humildes. Por outro lado, ninguém me convence, que, se num estádio onde estão 10 negros a jogar, apenas um é visado, estamos perante de uma situação de racismo.

Embora tente entender o que queres dizer, os traços de personalidade dos visados normalmente não são tidos nem achados na questão.

Se subirmos um nível, e um deputado negro no parlamento disser a um branco "você é um idiota" e o deputado branco responder de volta "uh uh uh macaco!" será que estava isento de responsabilidade quando fosse acusado de racismo, porque foi provocado?

Como disse, aceito o argumento da provocação mas então que se seja sempre coerente na abordagem a estes casos. Se o argentino do Benfica fosse um Zequinha do Estrela da Amadora já teríamos spots publicitários na TV a dizer "say no to racism", o presidente eleito ou em funções já teria dito que se sentia vexado, haveria manifs coloridas na Av. da Liberdade no sábado. É muito mais fácil apelar à racionalidade e moralismo quando não se trata de algo que "nos é querido". Repare-se que houve zero intervenções sobre este caso fora do âmbito desportivo. Não é casual.
 


Podes defender o que quiseres. Deixo só o alerta que usar o apoio de conhecidos 'maluquinhos' e chalupas é capaz de não ser grande ideia.

Após isso acontecer

E porque é que aconteceu? Porquê é que nunca ninguém chamou 'macaco' nem fez 'uh uh uh' por exemplo ao CR, que será um dos, senão o jogador que mais hostilizado foi (e adorado também!) em tantos estádios? Se não tem nada a ver com 'raça' nem com racismo...

Por outro lado, ninguém me convence, que, se num estádio onde estão 10 negros a jogar, apenas um é visado, estamos perante de uma situação de racismo.

Portanto, o que estás a dizer é que não há entre os adeptos do Benfica que gostavam de Eusébio e entre os Portugueses espalhados por todo o mundo que festejaram o golo do Eder um único racista. Porque um racista nunca poderia admirar Eusébio e nunca festejaria um golo de um negro? Não é assim que a vida real funciona principalmente no que diz respeito ao futebol que vive de emoções e não de lógica. E, sim, não me admira nada que negros com personalidade mais vincada ou com mau feitio sejam mais frequentemente vítimas destas coisas. Afinal de contas, 'preto' obediente, humilde e calado é o que se quer. Era só o que mais faltava ainda terem a lata de querer provocar coisas dentro de campo para as virarem a seu favor. Coisas nunca antes tentadas por jogadores brancos, claro. Que, logo a seguir, se fartaram de ouvir 'macaco' e 'uh uh uh uh'.
 
O Marega e o Mateus não se comparam a este caso. Eram ambos jogadores correctos e humildes.

Isto foi o que disseste do caso Marega.

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Portanto, na tua opinião, o caso Marega é igual. Foi uma provocação em nada relacionada com racismo e o Marega é que não tinha estabilidade emocional para ouvir 'macaco' e 'uh uh uh' e calar pelo que nem devia jogar futebol profissional.
 
Isto foi o que disseste do caso Marega.

Ver anexo 31392

Portanto, na tua opinião, o caso Marega é igual. Foi uma provocação em nada relacionada com racismo e o Marega é que não tinha estabilidade emocional para ouvir 'macaco' e 'uh uh uh' e calar pelo que nem devia jogar futebol profissional.
Onde está escrito por mim que o Marega provocou os adeptos adversários? Nesse caso foi ele o provocado. E continuo a achar que um jogador de futebol deve conseguir aguentar com certos insultos...
 
Onde está escrito por mim que o Marega provocou os adeptos adversários? Nesse caso foi ele o provocado. E continuo a achar que um jogador de futebol deve conseguir aguentar com certos insultos...

Tu hoje afirmaste que o caso do Marega era diferente porque ele era um jogador correcto e humilde. Eu mostrei-te a tua opinião sobre o caso Marega na altura em que ele aconteceu. Também não consideraste racismo e ainda disseste que o Marega é que não tinha estabilidade emocional para ser jogador de futebol. Eu sou uma pessoa pacata que nunca iniciou conflitos com ninguém. Quando uma pessoa não me interessa ou o seu comportamento ou personalidade ou ações me desagradam, afasto-me e acabou. Não sou de gritos, discussões e coisas do género. Corto, simplesmente. Mas não me pisem os calos porque não nasci para capacho. Quem tomar a decisão de o fazer, a seguir leva com a minha reacção porque tenho sangue a correr nas veias e ele não é frio. Faço um esforço para não baixar o nível mas comer e calar não é para mim.
 
Nem devia dizer isto aqui mas para se ter uma noção do quão ilógico pode ser o racismo, a pessoa mais racista da minha família (que felizmente já não vejo há mais de 30 anos) cumpriu serviço militar em Angola no tempo da Guerra Colonial e lá gerou dois filhos com uma Angolana negra que, naturalmente, deixou lá e com quem nunca mais na vida teve qualquer contacto.
 
Nem devia dizer isto aqui mas para se ter uma noção do quão ilógico pode ser o racismo, a pessoa mais racista da minha família (que felizmente já não vejo há mais de 30 anos) cumpriu serviço militar em Angola no tempo da Guerra Colonial e lá gerou dois filhos com uma Angolana negra que, naturalmente, deixou lá e com quem nunca mais na vida teve qualquer contacto.
Também há uns anos tive um colega de curso, que era bem racista, não se dava de maneira nenhuma com pessoas de pele negra, dizia que os problemas do mundo eram derivados a eles, eu bem lhe dizia que não era assim e era um exagero, mas ele não... Às vezes há pessoas com traumas não resolvidos.
 
Tu hoje afirmaste que o caso do Marega era diferente porque ele era um jogador correcto e humilde. Eu mostrei-te a tua opinião sobre o caso Marega na altura em que ele aconteceu. Também não consideraste racismo e ainda disseste que o Marega é que não tinha estabilidade emocional para ser jogador de futebol. Eu sou uma pessoa pacata que nunca iniciou conflitos com ninguém. Quando uma pessoa não me interessa ou o seu comportamento ou personalidade ou ações me desagradam, afasto-me e acabou. Não sou de gritos, discussões e coisas do género. Corto, simplesmente. Mas não me pisem os calos porque não nasci para capacho. Quem tomar a decisão de o fazer, a seguir leva com a minha reacção porque tenho sangue a correr nas veias e ele não é frio. Faço um esforço para não baixar o nível mas comer e calar não é para mim.
Marega é um caso diferente porque nunca provocou ninguém. Também não considero racismo, porque a razão pela qual foi atacado for por ter saído a mal do Victória e não por causa da sua cor de pele.
Jogadores de futebol profissional como o Marega, Vinicius ou Prestianni têm que ser rijos o suficiente para serem provocados e insultados durante 90 minutos. Pelo menos o Vinicius, ganha mais dinheiro num mês do que tu e eu ganharemos na nossa vida, não pode dizer que quer sair de campo porque um adversário o chamou de macaco. Se os árbitros aguentam, os jogadores ainda mais devem aguentar.