Emprego em Portugal ??

Tópico em 'Aprendizagem e Formação' iniciado por PedroDaniel 8 Out 2008 às 20:26.

  1. PCorreia

    PCorreia
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    Cirrus

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    Olá a Todos.
    Eu sou licenciado em "Meteorologia e Oceanografia, Física" (nome antes de Bolonha) e estou a trabalhar em Espanha no Centro Nacional de Energías Renováveis desde Outubro de 2007 (fiz aí estágio curricular e fiquei como efectivo, apesar de nao ter acabado o curso com uma média muito grande (14.4)).

    Em Portugal, infelizmente, à excepçao de bolsas de investigaçao (muito trabalho e mal pagas), nao há muita oferta de emprego, por isso a maior parte das pessoas tenta fazer o doutoramento para conseguir uma bolsa de 4 anos (com pós-doc pode conseguir mais alguns) para ir adiando o inevitável.

    Em Espanha é muito diferente, porque as empresas de energias renováveis (CENER, ACCIONA, GAMESA, ...) normalmente contratam meteorologistas, o que abre muitas portas de emprego onde recebes 3 vezes mais dinheiro que aí(recebes o mesmo que um engenheiro, por exemplo)

    Espero que seja útil...

    Boa sorte a todos.
     
  2. Geostrofico

    Geostrofico
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    Cirrus

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    Emprego existe, emprego estável é que não.


    Bolsas estão sempre aparecer. Procura nos seguintes sitios
    Ineti - energias renovaveis
    Instituto hidrografico
    cgul
    siam
    lnec - modelaçao de ondas

    se ainda és jovem com menos de 28 anos, normalmente ha vagas na força aerea pra começar todos anos até Junho, ainda vais a tempo.

    Podes sempre procurar no estrangeiro, bolsas de doutoramento, e outras empresas de meteorologia, mas e difícil sem experiência ou no caso de doutoramentos sem ajuda de um professor. Espanha certamente há alguma oferta, e algumas estao interessadas em portugueses umas vez que trabalham para empresas em Portugal, endesa e edp.

    No im é difícil, mas vai abrir um concurso para os quadros em breve, tenta a tua sorte. O problema e que tudo o que é bolseiro que anda para aí perdido vai concorrer, muitos já com experiência, para nao falar dos avençados que já la estão.
     
  3. Luis Cisa

    Luis Cisa
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    Cirrus

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  4. Daniel Vilão

    Daniel Vilão
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    Uma das minhas revoltas é essa mesmo, eu como jovem sou rejeitado no mercado de trabalho.

    Sou demasiado jovem, talvez abaixo do que consideram uma idade com sentido de responsabilidade, estou na faculdade, não tenho experiência profissional e esse também é critério de exclusão.

    Ser muito novo nunca foi bom para ninguém.
     
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  5. AnDré

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    Discordo totalmente.

    É enquanto se é jovem que se deve tirar o máximo proveito possível do tempo livre abundante, para se construir a base de um currículo.

    Trabalho voluntariado, participação em actividades de diversas áreas (apoio social, artísticas, envolvimento em iniciativas locais, intercâmbios...), porque isso também pesa.

    Quando se contrata alguém, não é só a média que conta. O dinamismo é um factor importante. E actividades e iniciativas em grupo são indicadores de responsabilidade. Além de que tudo isso ajuda no desenvolvimento humano.

    Eu, se pudesse, não me importava de ter 16 anos outra vez para desde logo investir em muitas actividades extra-curriculares. Mas os anos passam a correr.

    E não é quando se chega ao final do curso que se vai pensar nisso.
    Porque chegar ao final do curso com o currículo em branco, é mais um passo para o desemprego.
     
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  6. Daniel Vilão

    Daniel Vilão
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    Super Célula

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    Eu gostava que assim fosse. E se valorizarem o que fizer ao longo do meu percurso estudantil, melhor. ;)
     
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  7. Aristocrata

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    Cumulonimbus

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    A meu ver o problema em Portugal é falta de visão.
    As pessoas que nos dirigem (chefes, patrões, responsáveis de sector, encarregados, etc), na esmagadora maioria dos casos ou não tem preparação ou então conscientemente não querem tomar atitudes no sentido de melhorar a área\negócio em questão.
    A combinação "explosiva" para que uma empresa ou negócio (ou área de trabalho) evoluam tem de ter 2 componentes fundamentais: a primeira é a experiência, experiência esta alicerçada em anos e anos de trabalho; a segunda é a inovação, sendo esta sustentada e potenciada pela juventude de muitos trabalhadores.
    Tem sido um erro comum a negação destes pressupostos tanto no sector público como no privado.
    Aliar a "veterania" à "juventude" tem dado certo em empresas de topo a nível mundial. Só nos faria bem enquanto povo\país parar para pensar nisto. Abrir as portas dos centros de decisão e de efectivo trabalho físico e mental às gerações mais velhas e mais novas iria trazer-nos imensas vantagens.
    Se para os mais velhos que caem no desemprego não há vislumbre possível com esta forma de pensar, olhe-se ao menos para a sua experiência a transmitir aos mais novos.
    Particularmente em relação aos mais novos, qualquer empresa ou entidade pública devia abrir espaço para a integração destes, pois são estes o capital de futuro do país. Adiar a entrada destes no mundo do trabalho para além dos 30\35 anos é deitar por terra parte do futuro que podemos ter.

    Enquanto as mentalidades não mudarem (e não digo para copiar o que está mal a nível civilizacional mas apenas os bons exemplos) não sairemos deste atraso crónico. Mais do que um atraso económico temos um atraso geracional e de identidade. Valorize-se a competência, valorize-se a experiência e a juventude que fará o amanhã...
     
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  8. joseoliveira

    joseoliveira
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    Cumulonimbus

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    Muito já foi abordado, mas pelos visto ainda há muito pano para mangas!

    De facto o grande problema estrutural e da orgânica de muitas empresas ainda se prende pelos formatos de há décadas recuadas em que se pensava que a tenra idade era sinónimo de imaturidade e a subjacente irresponsabilidade.
    Já tive a oportunidade de lidar com o indivíduo de 40 anos irresponsável e incapaz de tomar decisões e com o de 18 anos dedicado e empreendedor!

    No caso dos mais novos e que se iniciam no mundo trabalho, há que ser realista, não se pode pedir a um jovem que após ter terminado os seus estudos, que aguarde mais uns anos para poder responder a melhores ofertas de emprego.

    Se o que as empresas precisam é de pessoal qualificado e com experiência, os jovens que correspondem minimamente a este padrão já possuem a qualificação necessária; então já temos um ponto preenchido, a qualificação base (de qualquer cidadão), se necessária formação específica com vista a uma função específica na empresa, é imperativo que essa empresa execute um programa de formação. O jovem não tem experiência? Precisa dela! Para tê-la precisa que lhe dêem a oportunidade de a adquirir, só assim uma empresa poderá determinar até que ponto este jovem é ou não uma mais valia na mesma.
     
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  9. Valentina

    Valentina
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    Cirrus

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    Tenta este site que está muito bom na procura de emprego e Portugal.
    https://pt.jooble.org/

    Boa Sorte!
     

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