Exploração de petróleo e gás em Portugal

Agreste

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29 Out 2007
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12482petroleonobeato.jpg


Não querendo estragar a entrada do algarvio que é bem mais divertida do que a minha queria apenas que vissem como um pateta qualquer consegue chegar a doutor com destinação... :lmao::lmao:

http://aeiou.visao.pt/Actualidade/Sociedade/Pages/algarveatodoogas.aspx



Com doutoramentos destes, está encontrada a resposta pra isto...

http://www.tsf.pt/online/vida/interior.asp?id_artigo=TSF185458
 

algarvio1980

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21 Mai 2007
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Olhão (24 m)
Re: Remake: Há petróleo no beato...

Não querendo estragar a entrada do algarvio que é bem mais divertida do que a minha queria apenas que vissem como um pateta qualquer consegue chegar a doutor com destinção... :lmao::lmao:

http://aeiou.visao.pt/Actualidade/Sociedade/Pages/algarveatodoogas.aspx



Com doutoramentos destes, está encontrada a resposta pra isto...

http://www.tsf.pt/online/vida/interior.asp?id_artigo=TSF185458

ai mas não era petróleo, agora é gás natural, não tarda é ouro :lmao::lmao:, excelente Agreste:thumbsup:
 

Mário Barros

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18 Nov 2006
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Cavaleira (Sintra)
Re: Remake: Há petróleo no beato...

Isso é excelente a Galp em vez de ir fazer buracos para o Brasil devia era faze-los por cá tambem....:D seria cá um poupança o problema são os espanhois que tambem devem querer.
 

Vince

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23 Jan 2007
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Re: Remake: Há petróleo no beato...

Geologia: Plataforma perfuradora chega em Dezembro
Petróleo em Alenquer e Aljubarrota

Há petróleo e gás natural em Alenquer e Alcobaça prontos a ser explorados. A convicção parte da empresa canadiana DualEx Energy Internacional que no próximo mês tem prevista a chegada a Portugal de uma plataforma perfuradora para escavar dois poços.

Um primeiro em Lapadouços (concelho de Alenquer) e um segundo em Aljubarrota (concelho de Alcobaça). Garry T. Hides, presidente e chefe executivo da empresa, confirmou ao CM “a chegada da plataforma em Dezembro”, proveniente da China. E avançou que “a empresa também planeia realizar prospecções com recurso à perfuradora no concelho de Torres Vedras”. A certeza de uma exploração rentável será obtida no próximo ano.

Garry Hides estima encontrar em Portugal “uma fonte potencial sem riscos” estimada em 2,5 triliões de pés cúbicos (TPC) de gás natural e em 40 milhões de barris de petróleo nos campos existentes em Alenquer e Alcobaça, a uma profundidade entre 1500 e 3500 metros. Estima ainda obter novo potencial de reservas em Torres Vedras.

A empresa faz questão de frisar que, para já, tudo isto são “estimativas”, mas logo que estejam verificadas “têm viabilidade técnica e económica para serem exploradas”. O responsável pelas estimativas da empresa é Kenneth Tompson que, esclarece a empresa, é membro da Sociedade Canadiana de Geólogos de Petróleo e da Associação de Engenheiros, Geólogos e Geofísicos de Alberta.

O presidente da Câmara Municipal de Alenquer, Álvaro Gomes Pedro, confirmou ao CM o interesse da empresa pela região, mas adiantou que até “ao momento ainda não foi apresentado o projecto para a abertura de um poço de petróleo em Lapadouços”.

O trabalho da DuaLEx ocorre na área do Oeste concessionada à empresa norte-americana Mohave Oil and Gas Corporation. Esta empresa – que já gastou no nosso país mais de 50 milhões de euros – descobriu na zona de Aljubarrota a única jaziga de gás natural em 1999, mas optou pela não exploração. Em Torres Vedras, em 1955, foram extraídos 1600 barris de petróleo.

BRASIL PODE ENTRAR PARA OS '10 MAIS'

A exploração do poço petrolífero de Tupi Sul, BM–S–11, na Bacia de Santos, pode colocar o Brasil entre os dez principais países produtores de petróleo, com uma reserva de cinco a oito mil milhões de barris de petróleo e gás natural. A Galp tem uma participação de 10 por cento no consórcio que explora o BM–S–11, para além de deter participações noutros três blocos de explorações na mesma zona. Em 2006, o Brasil era o 13.º país que mais petróleo produzia, à frente da Argélia e do Iraque. O Brasil era ainda o 8.º país do Mundo que mais petróleo consumia, atrás dos Estados Unidos, China, Japão, Rússia, Alemanha, Índia e Canadá. A tabela dos 20 maiores exportadores de crude, que por agora não inclui o Brasil, é liderada pela Arábia Saudita.

O MUNDO DO CRUDE

40 MILHÕES DE BARRIS

As estimativas do potencial energético apontado pela DualEx colocam Portugal entre os países com menor produção de gás natural e petróleo. A estimativa de 40 milhões de barris de petróleo posicionam o país no 78.º lugar entre os 98 Estados produtores de petróleo.

POUCO GÁS NATURAL

Se o preço do barril do petróleo atingir os 100 dólares, o potencial energético de Portugal representa um valor de 4000 milhões de dólares. No gás natural, um campo de 2,5 triliões de pés cúbicos de reservas é igualmente modesto. O maior campo do Mundo, Ras Laffan (no Qatar), excede os 900 triliões de pés cúbicos.

1,8 MILHÕES DE EUROS

De acordo com os relatórios da DualEx, já foram investidos nas explorações petrolíferas e de gás natural em território português quase 2,7 milhões de dólares canadianos (cerca de 1,8 milhões de euros). A empresa está também a realizar prospecções na Síria e na Hungria.

97,20 DÓLARES

O barril de petróleo valia, na sexta-feira, nos Estados Unidos, 97,20 dólares.

NOTAS

REPSOL NO ALGARVE

A espanhola Repsol pretende obter uma área de concessão na costa algarvia, onde o geofísico Hugo Matias acredita existir gás natural.

GALP/HARDMAN NA COSTA VICENTINA

Na costa Vicentina a concessão para a prospecção de combustíveis foi estabelecida com a parceria entre as Hardman, Galp e Partex.

PETROBRAS/GAP EM PENICHE

Petrobras, Galp e Partex investem na pesquisa de petróleo ao largo de Peniche numa extensa área desde Lisboa até ao Porto.

EXPLORAÇÃO EM PORTUGAL

Por dia o nosso país consome 330 mil barris de petróleo. Na sua maioria é usado na produção de combustíveis para transportes e em menor escala em centrais termoeléctricas para a produção de electricidade.

LOCALIZAÇÃO
- Aljubarrota
- Alcobaça
- Lapadouços
- Alenquer
- Lisboa

BROCAS

O material utilizado varia de acordo com o solo encontrado. Nos últimos anos verificaram-se avanços notáveis nas técnicas de perfuração de poços, onde é determinante as características das brocas empregues

COMPOSIÇÃO DOS SOLOS
- Solo
- Gás natural: O melhor é gerado por rocha termicamente madura
- Rocha
- Jazida de Petróleo: Em regra a maior profundidade é mais rentável
(c) Correio da Manhã
 

Vince

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Re: Remake: Há petróleo no beato...

Gás natural no mar do Algarve

Investigador diz que reserva pode responder a 65% das necessidades do país
Um investigador português diz que há gás natural na costa algarvia suficiente para satisfazer 65 por cento do consumo nacional. O especialista diz que há vários anos que se suspeita que a costa algarvia é rica em gás natural ou até mesmo petróleo.
SIC

Há vários anos que se suspeita que a costa algarvia é rica em gás natural ou até mesmo petróleo. A novidade é que, se se confirmar a tese de doutoramento do investigador português Hugo Matias, o Algarve pode ser rico em hidrocarbonetos, em especial gás natural de tipo termogénico.

Assim, a bacia do Algarve terá características técnicas e potencial para produzir dois terços das necessidades do país em gás natural - uma matéria-prima que Portugal importa, na grande maioria, da Argélia.

A verdade é que, entre Faro e Vila Real de Santo António, a petrolífera Repsol acredita que há reservas de gás, na continuação Bacia de Cádiz.

Em 2002, nos tempos do governo de Durão Barroso, a companhia espanhola ganhou o concurso para a concessão de duas áreas de exploração petrolífera. Depois de muita polémica e burocracia, a concessão foi, finalmente, adjudicada em 2005, mas a Repsol ainda está à espera que o governo português assine o contrato para começar a perfurar.

A revista Visão teve acesso a esta tese de doutoramento, classificada com distinção e louvor e revela que no Algarve o gás natural com potencial de extracção - ou seja, os 65 por cento das necessidades portuguesas - equivale a 320 milhões de euros, a preços de 2004.

Como os preços do petróleo e do gás não param de subir, se a prospecção provar que o Algarve tem, de facto, uma enorme quantidade de gás natural, Portugal pouparia grande parte do dinheiro gasto em importações da Argélia.

Recorde-se que, há cerca de oito anos, uma empresa canadiana chegou a perfurar o solo em Alcobaça, mas a quantidade de gás não era suficiente ou rentável.


Bota queixa-se a Bruxelas

Mendes Bota acusa o Governo de sonegar informações sobre a extracção de petróleo na costa algarvia e apresenta queixa no Parlamento Europeu.
petróleo algarve.jpg
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“O petróleo não traz emprego, não paga impostos, apenas coloca riscos sobre a nossa principal indústria, o turismo”, afirmou hoje o presidente da Distrital do PSD, Mendes Bota.

O deputado eleito na Assembleia da República apresentou mesmo uma queixa junto da Comissão do Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar do Parlamento Europeu, contra a prospecção e exploração de petróleo na costa algarvia.

Mendes Bota começou por levantar a questão em Janeiro, na Assembleia da República, interpelando o Ministro da Economia, Manuel Pinho, sobre a intenção do Governo de adjudicar ao consórcio REPSOL/RWE a prospecção e a exploração de petróleo e gás natural a partir das 6 milhas marítimas para o exterior. Oito meses depois, ainda não obteve respostas.

Bota critica o silêncio do Governo, acusando-o de “sonegar informação à Assembleia da República e às insituições regionais, como a Região de Turismo do Algarve e a Junta Metropolitana do Algarve”.

Diz que o Governo nunca respondeu às 24 questões que lhe foram colocadas, entre elas sobre que contrapartidas existirão para o Algarve advindas da exploração de petróleo, a capacidade de resposta do Algarve em caso de um acidente ambiental, e quem assumirá as responsabilidades no caso de uma maré negra que poderá por em causa durante anos o turismo na região.

“O que é que estão a esconder do povo português, da Assembleia da República e das instituições?”, pergunta o deputado do PSD, que critica ainda o facto de não existir nenhum estudo de impacte ambiental sobre a possível extracção de petróleo, nem análises de custo-benefício que justifiquem a exploração de hidrocarbonetos.

“Isto para não falar do impacto visual das plataformas, no caso de se situarem perto do limite das seis milhas da costa, o que seria altamente prejudicial para o turismo”, acrescenta.

Mendes Bota alerta para o facto dos blocos 13 e 14, identificados como potenciais locais de exploração, se localizarem desde Faro a Vila Real de Santo António, colocando em risco a actividade turística, que é o principal motor económico da região.

“O Algarve proporciona mais de 5 mil milhões de euros de receitas, de acordo com o World Travel & Tourism Council (WTTC) e até que me convençam do contrário, não há petróleo que compense isso”, garante ainda o deputado.

Para além da queixa formal enviada à Comissão Europeia, Mendes Bota solicitou ainda a intervenção do Presidente da República neste caso, bem como do Primeiro-Ministro.
http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=8072
 

Vince

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Re: Remake: Há petróleo no beato...

Tecnologia de três dimensões regista ondas mecânicas
Cabos laranja buscam petróleo na zona Oeste


Cabos de cor laranja estão a ser instalados nos concelhos de Mafra, Torres Vedras, Nazaré, Porto de Mós e Alcobaça pelas empresas Mohave e Seispros para a prospecção de petróleo e gás natural na região do Oeste.

04 Fevereiro 2008
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São dezenas de quilómetros de cabos que percorrem estradas, quintas e casas que com recurso a tecnologia de três dimensões colocam à superfície do solo uma malha de receptores que registam ondas mecânicas a fim de detectar bolsas de combustíveis no subsolo.
Nos concelhos de Torres Vedras e de Mafra está a ser rastreada uma área de 117 quilómetros quadrados através de 46 cabos separados por uma distância de 200 metros. A orientação dos cabos, obriga em algumas localidades como Ponte de Rol a percorrer o centro da freguesia, pelo que a busca do ouro negro em pleno Carnaval até tem graça.
Em Alcobaça, a prospecção será realizada numa área de 120 quilómetros. Os cabos estarão dispostos numa malha separados entre si por 300 metros. A operação irá decorrer durante três semanas. A câmara de Alcobaça divulgou que os trabalhos contam com “a colaboração das juntas de freguesia por onde circulam os cabos, forças de segurança e elementos da Associação de agricultores da Região de Alcobaça”. A autarquia pediu à população “para não interferir com o material por este ser demasiado dispendioso e indispensável para a investigação de combustíveis”.
Entretanto, em Lapaduços, no concelho de Alenquer, a prospecção de petróleo está numa fase mais avançada com a construção de uma plataforma de 60 metros que visa encontrar petróleo entre os 1500 e 3500 metros de profundidade.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/cabos-laranja-buscam-petroleo-na-zona-oeste
 

Vince

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Re: Remake: Há petróleo no beato...

A Pesquisa de Petróleo em Portugal


Apesar de alguns trabalhos de pesquisa terem sido realizados (mapa) ao longo dos anos nas bacias sedimentares portuguesas, pode considerar-se que estas se encontram subavaliadas. Mesmo a bacia Lusitânica, a mais pesquisada das bacias portuguesas, com uma densidade de sondagens da ordem de 2,4 por 1000 km2, é disso um bom exemplo.

Os resultados das sondagens foram muitas vezes encorajadores e não existem dúvidas da presença - pelo menos em algumas das bacias - de todos os componentes (rochas mãe maduras, reservatórios selados e armadilhas) necessários a potenciais acumulações económicas de petróleo. Contudo, ainda não existe produção em Portugal.

As bacias "tradicionais" (Porto, Lusitânica e Algarve) continuam a estimular a pesquisa com a procura de novos objectivos que permitam obter descobertas comerciais, como é comprovado pelo continuado interesse das companhias que continuam a achar que vale a pena investir na pesquisa em Portugal.

As áreas de fronteira - as bacias mais profundas e exteriores para Oeste e Sul da plataforma continental - apresentam novas oportunidades de pesquisa, particularmente tendo em conta os termos contratuais e um regime fiscal muito favoráveis.

HISTÓRIA DA PESQUISA

As primeiras sondagens de pesquisa foram efectuadas no início do século passado. Estas eram, na maioria, pouco profundas e localizadas junto a ocorrência de rochas impregnadas por petróleo à superfície (seeps), no onshore, Norte e Sul da bacia Lusitânica.Óleo em fracturas

Em 1938 foi emitido um alvará de concessão para pesquisa de petróleo e substâncias betuminosas, abrangendo as bacias Lusitânica e do Algarve. Por várias vezes houve transmissão dos direitos desta concessão, que se manteve activa até 1968.

Durante o período de vigência da concessão foram adquiridos, no onshore da bacia Lusitânica, cerca de 3264 km de sísmica de reflexão, na maioria mono-canal, levantamentos de gravimetria e um pequeno levantamento magnético perto de Lisboa. Nesta bacia foram ainda efectuadas 78 sondagens de pesquisa, das quais apenas 33 atingiram profundidades superiores a 500 m. Muitas destas sondagens apresentaram fortes indícios de petróleo e algumas atingiram produção sub-comercial. Durante este período, na bacia do Algarve, apenas foram efectuados levantamentos de gravimetria.

Depois do abandono desta concessão, sob nova legislação de petróleo, as áreas de prospecção e pesquisa, onshore e offshore, foram divididas em blocos, tendo por base uma malha regular e postos a concurso internacional. Do concurso resultou a assinatura de 30 contratos para áreas no offshore, em 1973 e 1974. O último destes contratos terminou em 1979. Durante este período foram realizados cerca de 21237 km de levantamentos sísmicos de reflexão multi-canal, gravimétricos e magnéticos. Para além destes levantamentos foram efectuadas 22 sondagens, 5 das quais na bacia do Porto, 14 na bacia Lusitânica e 3 na bacia do Algarve. Todas as sondagens foram fechadas e abandonadas, embora algumas tenham apresentado muito bons indícios de petróleo e duas delas, Moreia-1 e 14 A-1, produziram pequenas quantidades de óleo em drillstem tests.

Depois de 1979, a pesquisa abrandou consideravelmente no offshore. Todavia, em 1978 ressurge o interesse pelo onshore. Assim, de 1978 a 2004, foram atribuídas 39 áreas, das quais 23 concessões no onshore da bacia Lusitânica (duas destas abrangem lotes no onshore e no offshore), 15 concessões no offshore (11 na bacia do Porto, 3 na bacia do Algarve e 1 na bacia Lusitânica) e 1 licença de avaliação prévia no deep-offshore da bacia do Algarve. Durante este período foram efectuadas 28 sondagens, das quais 23 no onshore da bacia Lusitânica e 5 no offshore (3 na bacia do Porto e 2 na bacia do Algarve). Também em muitas destas sondagens foram encontrados bons indícios de petróleo, sobretudo óleo. Foram ainda adquiridos cerca de 36000 km de sísmica convencional, dos quais cerca de 27600 no âmbito de campanhas de sísmica multi-cliente - cerca de 4600 km pela GSI em 1984 e cerca de 23000 km pela TGS-NOPEC de 1999 a 2002.

Na sequência do levantamento sísmico e gravimétrico no deep-offshore realizado pela TGS-NOPEC em 1999-2002, foi lançado, em 2002, o Concurso Público para Atribuição de Direitos de Prospecção, Pesquisa, Desenvolvimento e Produção de Petróleo no Deep-Offshore. O grupo formado pelas empresas Repsol-YPF (Espanha) e RWE-Dea (Alemanha) candidatou-se aos blocos 13 e 14, que foram adjudicados em 2005.

No final de 2006, apenas uma companhia operava em Portugal, Mohave Oil & Gas Corporation, detentora de 2 concessões no onshore da bacia Lusitânica. Na região de Alcobaça, a Mohave encontrou fortes indícios de gás em duas das sondagens realizada e, na região de Torres Vedras, tem realizado um conjunto de sondagens, com recuperação de óleo em fracturas e iniciou testes de produção. A empresa adquiriu ainda 760 km de sísmica no offshore e 224 km no onshore. Esta sísmica e estas sondagens já foram consideradas nos totais atrás referidos.

Em 2007 houve um significativo incremento na prospecção e pesquisa de petróleo em Portugal com a assinatura de 12 novos contratos de concessão:

- a 1 de Fevereiro de 2007, 3 contratos de concessão com as empresas Hardman Resources Ltd., Petróleos de Portugal - Petrogal S.A. e Partex Oil and Gas (Holdings) Corporation, em consórcio ("Hardman / Galp / Partex"), para as áreas Lavagante, Santola e Gamba, no deep-offshore da bacia do Alentejo (mapa).

Desde 25 de Março de 2010, por transmissão de posições contratuais, estas áreas são detidas pelas empresas Petrobras International Braspetro B.V. e Petróleos de Portugal - Petrogal S.A., em consórcio ("Petrobras / Galp");

- a 18 de Maio de 2007, 4 contratos de concessão com as empresas Petrobras International Braspetro B.V., Petróleos de Portugal - Petrogal S.A. e Partex Oil and Gas (Holdings) Corporation, em consórcio ("Petrobras / Galp / Partex"), para as áreas Camarão, Amêijoa, Mexilhão e Ostra, no deep-offshore da bacia de Peniche (mapa) e

- - a 3 de Agosto de 2007, 5 contratos de concessão com a empresa Mohave Oil & Gas Corporation, para as áreas Cabo Mondego-2, S. Pedro de Muel-2, Aljubarrota-3, Rio Maior-2 e Torres Vedras-3, no onshore e offshore da bacia Lusitânica (mapa).

Em 2008 o consórcio Hardman / Galp / Partex realizou uma campanha sísmica 2D de 3.307 km na bacia do Alentejo (mapa) de modo a complementar e apertar a malha da sísmica previamente adquirida na área - a campanha sísmica da TGS-NOPEC registada entre 2000-2002.

Ainda em 2008 o consórcio Petrobras / Galp / Partex realizou uma campanha sísmica 2D de 8.615 km na bacia de Peniche (mapa) de modo a complementar e apertar a malha da sísmica previamente adquirida pela TGS-NOPEC, entre 2000-2002, nessa área.

A Mohave Oil & Gas Corporation prossegue o processo de aquisição, no onshore, de duas campanhas de sísmica 3D.
http://www.dgge.pt/dpep/pt/history_pt.htm
 

Vince

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Re: Remake: Há petróleo no beato...

Norte-americanos ultimam montagem de plataforma para iniciarem prospecções em Alenquer
A empresa norte-americana Mohave Oil vai iniciar em breve trabalhos de prospecção de petróleo, no concelho de Alenquer, estando a concluir a montagem de uma imponente plataforma de perfuração do solo com 50 metros de altura.

A plataforma, acabada de construir na China e que só para ser transportada para Portugal envolveu um custo de um milhão de dólares, vai perfurar 2.500 metros de profundidade na expectativa de encontrar reservas rentáveis de petróleo.

A montagem dos equipamentos está a ser feita por técnicos ingleses, sobretudo mecânicos e electricistas, na Serra da Galega (junto ao lugar de Lapaduços na freguesia de Vila Verde dos Francos).

O local é o mesmo onde em 2005 decorreram as primeiras prospecções, mas dessa vez de apenas 800 metros de profundidade, informou hoje David Jackman, director operacional da Mohave Oil & Gás Corporation.

"Esperamos obter melhores resultados desta vez. Acreditamos que há petróleo nesta área e se houver pensamos que será possível produzi-lo a partir dessa profundidade", adiantou David Jackman.

A montagem da plataforma no cimo da serra, que apenas co-habita com um antigo moinho de vento, característico da paisagem da região Oeste e que ainda funciona, obrigou ao alargamento dos acessos ao local, explicou por seu lado o presidente da Câmara de Alenquer, Álvaro Pedro.

"Deram apenas conhecimento à Câmara de que iam começar a obra e estão legalizados para este efeito", afirmou o autarca.

"Se encontrarem petróleo será bom para o país. Penso que se decidiram voltar ao local é porque têm essa expectativa", disse Álvaro Pedro.

A instalação da plataforma estava hoje nas últimas afinações visto ser um equipamento novo que irá operar pela primeira vez.

Os trabalhos só não se iniciaram mais cedo porque alguns equipamentos necessários para operar na plataforma ainda se encontram no porto de Lisboa.

A existência de petróleo nesta zona límitrofe do concelho de Alenquer com o de Torres Vedras não é rara para os agricultores locais que, quando procuram água encontram vestígios de petróleo, e chegam telefonar para a empresa a contar os achados.

Segundo o previsto pela empresa, os trabalhos de perfuração vão decorrer durante 28 dias e serão acompanhados em permanência por um geólogo e por um especialista em prospecção de petróleo que farão as análises às amostras do solo recolhidas à medida que avance a perfuração.

Após a perfuração deste local, a plataforma seguirá até Aljubarrota no concelho de Alcobaça, o outro local onde a empresa tem expectativas de encontrar gás natural.

Há 15 anos em Portugal a efectuar estudos, e embora dependente do sucesso destas operações, a empresa deverá ainda manter-se em solo português "por um período considerável para estudar todas as possibilidades" de encontrar reservas de hidrocarbonetos (petróleo ou gás natural), disse o director operacional da Mohave.

A empresa opta por não lançar para já qualquer estimativa em termos de quantidades que poderão ser encontradas em Portugal.

"O facto de continuarem [em Portugal] significa que têm tido resultados animadores e que têm fortes expectativas, fundadas nos estudos efectuados ao longo dos anos", acrescentou por seu lado Vasco Taborda, representante da empresa no país.

Vasco Taborda afirmou ainda à Lusa que a empresa já investiu mais de 40 milhões de euros em estudos na busca de hidrocarbonetos.

A empresa obteve a concessão do Estado para estudar quatro zonas no país situadas entre a zona Oeste (desde Torres Vedras) e a Figueira da Foz.

Após obterem a licença para efectuar as pesquisas segue-se a negociação com os proprietários privados para a utilização dos terrenos podendo ser desde a simples autorização de passagem até ao aluguer de terras por períodos de seis meses a um ano como acontece em Lapaduços.

Mesmo não estando ainda a decorrer a perfuração do solo são já muitos os curiosos que passam no local, sobretudo aos fins de semana, chegando inclusivamente a deslocar-se até ali de táxi, contou um outro responsável da empresa.

Apesar das expectativas das populações, David Jackman, disse à Lusa que a "probabilidade não é assim tão elevada, é de um para 10".

"Tivemos geólogos e geofísicos a trabalhar connosco mas não sabemos o que vamos encontrar", disse David Jackman, um neozelandês que, antes de Portugal, trabalhou em países como o Sudão, Indonésia, Dubai, Tailândia, Filipinas, Malásia ou Birmânia.

Mais afastados de Lapaduços e já nos concelhos de Torres Vedras e Mafra decorrem outro tipo de operações.

Denominam-se "sísmicas" e destinam-se a desenhar um mapa do sub-solo.

Os estudos estão a ser coordenados pela empresa Seis Prós e contam com o apoio das câmaras municipais e juntas de freguesia.

A Seis Prós é pioneira nesta área utilizando tecnologia 3D para desenvolver projectos em países africanos, da América Latina e nos Estados Unidos da América.

Os técnicos que andam nos terrenos informam os proprietários que estão a realizar um estudo geofísico para a elaboração de mapas de subsolo.

Para isso espalham quilómetros de fios eléctricos que atravessam ruas, casas e aldeias.

"O objectivo é reflectir uma pancada no solo que transmite uma onda e é essa 'voz' de retorno que é estudada" e que dará aos técnicos a informação sobre se estarão perante uma zona compacta ou não, explicou Vasco Taborda.

Estes trabalhos abrangem as freguesias de Mafra, Ericeira, Encarnação, Santo Isidoro e Sobral da Abelheira, no concelho de Mafra e Freiria, Ventosa, São Pedro da Cadeira, Silveira, Ponte de Rol e Santa Maria, no concelho de Torres Vedras.

Lusa
 

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Re: Remake: Há petróleo no beato...

Berardo quer produzir 500 milhões de barris de petróleo em Portugal

O investidor vai comprar uma posição na empresa canadiana que diz ter encontrado reservas de 500 milhões de barris de crude em Portugal. O suficiente para abastecer o país em cinco anos.

Joe Berardo vai realizar nas próximas semanas um dos mais arriscados investimentos da sua carreira, com a compra de uma posição na companhia canadiana Mohave Oil & Gas, que tem a concessão de quatro blocos de petróleo e gás natural em Portugal. Após 16 anos de pesquisa em Portugal, a Mohave acredita que conseguirá produzir cerca de 500 milhões de barris de petróleo, através de uma nova tecnologia que permite fazer o que durante décadas foi impossível.

"Há alguns anos, já me tinham tentado convencer a investir, mas sabia que era muito difícil extrair petróleo em Portugal devido à geologia, pelo que recusei. Mas com o ‘horizontal drilling' [ver texto ao lado] já concordei", disse o investidor ao Diário Económico.

"A Petrobras e a Galp vão investir 300 milhões de dólares em Portugal e vão usar a mesma tecnologia. Ninguém seria louco para investir isto se não existisse petróleo!", acrescentou. "O desafio é conseguir extraí-lo", defendeu.

O investimento de Berardo ainda não está definido. Certo é que vai subscrever uma parte significativa do aumento de capital de 18 milhões de dólares (12,1 milhões de euros) que a Mohave está a levar a cabo para financiar o arranque da produção comercial. A empresa prevê que a perfuração dos primeiros poços, em Aljubarrota e Torres Vedras, comece em Maio, prevendo-se que a produção comercial arranque ainda em 2010, sendo que o crude será vendido à Galp, ao abrigo de um acordo já assinado. E quando a produção comercial atingir velocidade de cruzeiro, os investimentos serão já de centenas de milhões, consoante o crude efectivamente descoberto.

A Mohave está em Portugal desde 1993, tendo investido mais de 40 milhões de euros na prospecção de petróleo e gás. As quatro concessões que detém vigoram até 2015 (ver infografia).

"Um dos aspectos mais positivos é que o Estado não ficará, para já, com uma parte significativa das receitas. Por isso, extrair um barril em Portugal equivale a produzir seis em Angola", defendeu, por seu turno, o presidente da Mohave, Patric Monteleone. "Portugal é parecido com a Líbia e com a Argélia, em termos geológicos", disse ainda, acrescentando que o crude é "leve".

Reservas estimadas valem entre 1,4 e 37,8 mil milhões de dólares

Antes de avançar para o aumento de capital - que já recebeu luz verde do regulador canadiano e está a ser subscrito na sua maior parte por investidores de Toronto - a Mohave pediu à Sed Strat Geoscience (que tem clientes como a Chevron e a Petrobras) para avaliar as reservas em Aljubarrota e Torres Vedras. Segundo a Sed Strat, existem 50% de probabilidades de os dois blocos conterem 486,8 milhões de barris, o suficiente para abastecer o país durante quase cinco anos e cerca de dez vezes menos do que o gigantescas reservas brasileiras do Tupi, que a Galp explora.

Aos preços actuais, este filão valerá 25,4 mil milhões de euros. Na estimativa mais pessimista, serão 18,2 milhões de barris de petróleo, o que à cotação actual equivale a 942 milhões de euros, um valor considerável e que garante a viabilidade comercial.
http://economico.sapo.pt/noticias/b...-de-barris-de-petroleo-em-portugal_74335.html
 

frederico

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Re: O Estado do País

Algarve tem gás natural para abastecer Portugal durante 15 anos

O administrador da petrolífera Partex criticou esta segunda-feira o Governo pelo impasse na pesquisa de gás natural no Algarve, declarando que a região tem reservas suficientes para cobrir o consumo interno de Portugal durante 15 anos.

António Costa da Silva falava no seminário 'Prospecção e exploração de gás natural nas águas profundas da costa do Algarve: as perspetivas energética, econômica e ambiental', que decorreu em Loulé.

«Desde 2002, quando o concurso terminou, a Repsol apresentou-se a concurso, é um concurso internacional aberto, a Repsol ganhou e hoje estamos senão me engano em 2010», ironizou o especialista em pesquisa de gás natural e petróleo, questionando o Governo sobre o porquê de até agora não ter assinado o contrato.

A 40 quilómetros da costa algarvia existem reservas de gás natural suficientes para cobrir o consumo interno de Portugal durante 15 anos, estimou António Costa da Silva.

O Algarve, segundo estudos divulgados, tem potencial elevado para gerar gás, com uma capacidade cerca de 20 vezes superior às reservas que foram encontradas nos campos do Golfo de Cádiz, em Espanha.

António Costa da Silva, que profere palestras nas cimeiras do G8 (grupo dos oito países mais industrializados do mundo) e é consultor do banco central alemão em Berlim, recorda que na «bacia do Algarve existem os diferentes componentes para procurar gás natural».

Existem rochas geradoras de hidrocarbonetos, armadilhas estruturais, rochas reservatório, há migração dos fluidos e já foram perfurados cinco poços no passado, recordou o especialista, acrescentando que valeria a pena perfurar no deep offshore (nas profundezas da água) e desenvolver o projeto, porque os riscos associados são «pequenos e os benefícios para o Algarve e país seriam enormes».

Mapear os recursos naturais em Portugal é o concelho que António José Silva deu ao Governo, referindo que a estimativa de gás que se poderia retirar do Algarve pouparia ao país «entre 1 400 a 1 500 milhões de euros por ano».

Gerar emprego ou diminuir a dependência energética de Portugal em relação ao exterior são outros dos benefícios que poderiam advir da descoberta de gás natural ao largo do Algarve.

«O país paga uma fatura energética elevada e não podemos esquecer que cerca de 15 por cento tem a ver com importações de gás natural», sustentou o administrador da Partex, que pertence à Fundação Calouste Gulbenkian.

«Os espanhóis exploram gás natural desde 1976 no Golfo de Cádiz, mas Portugal, ao nível do seu posicionamento estratégico, tem fragilidades e não conseguimos projetar o país a 20 a 30 a 50 anos», lamentou, afirmando que o Estado «tem uma missão de soberania para explorar os recursos», porque Portugal tem das «maiores zonas económicas exclusivas do mundo com recursos mapeados».

Hoje saiu do Funchal, na Madeira, a maior expedição científica portuguesa para mapear os recursos no offshore.


http://www.gasbrasil.com.br/noticia/noticia.asp?NotCodNot=39390
 

Paulo H

Cumulonimbus
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2 Jan 2008
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Re: O Estado do País

Não sei de nenhuns estudos de impacto ambiental, mas no plano visual se as reservas de gás estão a 40km da costa, ficam para lá da linha de horizonte da costa algarvia.
Razões possíveis:
1-O atraso do costume
2-A cotação do gás estará mais cara daqui a uns anos
3-A Galp não ganhou
4-Falta acertar as luvas
5-Fica situada na rota de navios e é chato
6-Impacto ambiental com parecer negativo
7-Preferiu-se apostar na renováveis, por forma a vender energia à EDP

Pessoalmente, avançava já, apesar de não significar que os preços da energia fossem baixar, mas por outro lado e o mais importante é que reduzia-se as importações e captava-se mais impostos. Seria um bom sinal para o exterior, em relação à economia do país, um sinal melhor do que endividar-nos com outros projectos megalomanos.
 

Chingula

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Re: O Estado do País

Portugal tem recursos minerais diversificados e em quantidade elevada, em relação à dimensão do Território, carecemos é do interesse de investidores estrangeiros, para a exploração dos recursos...(mercado)
Como não temos internamente capacidade transformadora...a matéria prima é concentrada e exportada...
Somos o maior productor Europeu de Cobre...importamos, depois, o producto final...temos Zinco, Estanho, Ouro, Prata, Urânio, Volfrâmio, Litio e também o Tântalo (tantalite em Aguiar da Beira)... etc.
A questão inicial é o da rentabilidade das explorações...e depois, as concessões, são negociadas com o Estado...comportamo-nos exactamente como País do 3º Mundo....vendemos a matéria prima concentrada e compramos posteriormente, os productos finais, ao exterior...
 

frederico

Super Célula
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Re: O Estado do País

Portugal tem recursos minerais diversificados e em quantidade elevada, em relação à dimensão do Território, carecemos é do interesse de investidores estrangeiros, para a exploração dos recursos...(mercado)
Como não temos internamente capacidade transformadora...a matéria prima é concentrada e exportada...
Somos o maior productor Europeu de Cobre...importamos, depois, o producto final...temos Zinco, Estanho, Ouro, Prata, Urânio, Volfrâmio, Litio e também o Tântalo (tantalite em Aguiar da Beira)... etc.
A questão inicial é o da rentabilidade das explorações...e depois, as concessões, são negociadas com o Estado...comportamo-nos exactamente como País do 3º Mundo....vendemos a matéria prima concentrada e compramos posteriormente, os productos finais, ao exterior...

Sim, já tinha conhecimento disso. Tenho ideia que o lítio é transformado na Alemanha, isto a título de exemplo. Os nossos empresários preferem construir vivendas, abrir restaurantes, centros comerciais ou investir nos PIN...
 

Climat

Cirrus
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10 Mar 2010
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Re: O Estado do País

Não sei de nenhuns estudos de impacto ambiental, mas no plano visual se as reservas de gás estão a 40km da costa, ficam para lá da linha de horizonte da costa algarvia.
Razões possíveis:
1-O atraso do costume
2-A cotação do gás estará mais cara daqui a uns anos
3-A Galp não ganhou
4-Falta acertar as luvas
5-Fica situada na rota de navios e é chato
6-Impacto ambiental com parecer negativo
7-Preferiu-se apostar na renováveis, por forma a vender energia à EDP

Pessoalmente, avançava já, apesar de não significar que os preços da energia fossem baixar, mas por outro lado e o mais importante é que reduzia-se as importações e captava-se mais impostos. Seria um bom sinal para o exterior, em relação à economia do país, um sinal melhor do que endividar-nos com outros projectos megalomanos.

Será mesmo, assim tão bom, para uma região que vive do turismo ter uma exploração de gás natural ou de petróleo ao largo do Algarve eu digo não e com todas as letras. Se acontecesse o mesmo que no Golfo do México, perde-se um Algarve e aí vai ser a ruína do país, mas na ruína já estamos há anos. Acidentes acontecem, e as correntes no Algarve são sempre de Sul/Sudoeste/sueste, logo o Algarve é 100% afectado com a catastrofe. Sou algarvia e não quer ver o meu Algarve destruído por uns meros barris de petroleo ou de gás natural.:disgust:
 

Paulo H

Cumulonimbus
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Será mesmo, assim tão bom, para uma região que vive do turismo ter uma exploração de gás natural ou de petróleo ao largo do Algarve eu digo não e com todas as letras. Se acontecesse o mesmo que no Golfo do México, perde-se um Algarve e aí vai ser a ruína do país, mas na ruína já estamos há anos. Acidentes acontecem, e as correntes no Algarve são sempre de Sul/Sudoeste/sueste, logo o Algarve é 100% afectado com a catastrofe. Sou algarvia e não quer ver o meu Algarve destruído por uns meros barris de petroleo ou de gás natural.:disgust:

Tens razão, Climat! :)Com estas explorações submarinas todo o cuidado é pouco! Mesmo tratando-se de gás natural, caso houvesse fuga iria para a atmosfera, mas seria também uma tragédia, conhecendo o perigo do gás metano como um potente gás de estufa. Se fosse aqui na beira baixa também não gostava! Embora os espanhóis tenham um gasoducto que vem da Argélia e atravessa o mediterrâneo até à cidade de Almeria e que depois deriva por terra até Portugal. Mas pronto, são riscos diferentes dado que seria mais fácil estancar a fuga em terra do que nas explorações no fundo do mar.