Meteorologia Espacial - Seguimento 2008

Vince

Furacão
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23 Jan 2007
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Braga
Tópico de seguimento meteorológico espacial em 2008

Meteorologia Espacial
O meio envolvente entre a Terra e o Espaço é complexo e muito dinâmico e as suas características são determinadas parcialmente pelas da Terra, pela ionosfera, pela magnetosfera, pelas interacções entre a Terra, o Sol e pelo espaço interplanetário.
O desenho de qualquer sistema exige que se tenha em consideração o ambiente em que vai funcionar, assegurando assim um correcto funcionamento do sistema e aumentando a sua fiabilidade e tempo de vida.

Os pincipais factores do meio envolvente espacial a consideradar incluem átomos e moléculas neutras, plasma, radiação e partículas.

* O meio neutro consiste no gás ambiente e no libertado pelos materiais superficiais dos satélites artificiais e veículos espaciais, gerados pela libertação de de gases ou decomposição, tando deliberadamente como aqueles emitidos durante o funcionamento dos motores.
* O plasma inclui o plasma ambiental, o libertado pelos motores por ionização e troca de cargas com o gás neutro, o gerado por descargas eléctricas e o gerado por impactos de grande velocidade com as superficies do sistema.
* A radiação tem duas componentes: electromagnética e partículas energéticas. A radiação electromagnética inclui o fluxo de fotões do Sol, a radiação reflectida e emitida pela Terra e a interferência electromagnética gerada pela operação dos sistemas do satélite. Também se incluem as ondas electromagnéticas geradas pelo plasma. A radiação por partículas energéticas consiste no fluxo de electrões, protões, iões pesados e neutrõe.
* As partículas são os meteoróides, o lixo espacial e as partículas libertadas pelos satélites e veículos espaciais.

Muitos destes componentes ambientais descritos variam com a posição na órbita, o tempo local e o nível de actividade solar.

http://www.deimos.com.pt/proyectos/subarea_proyectos.asp?ref=SUB11132006165732
(c) © DEIMOS


Links/Recursos úteis:

-> Solar and Heliospheric Observatory
-> European Space Weather Portal
-> NOAA / Space Weather Prediction Center
-> SpaceWeather.com
-> SOLARCYCLE 24.com
-> ESA Space WeatherSite
-> Space Weather Canada
-> Solar Terrestrial Dispatch
-> USGS National Geomagnetism Program
-> The Geophysical Institute Auroral Forecast
-> Escala de Meteorologia Espacial do NOAA para Tempestades Geomagnéticas
.
 

Luis França

Nimbostratus
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23 Mai 2006
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Hades
Re: Meteorologia Espacial - Seguimento 2007

SOLAR CYCLE 24 COULD BE ALMOST AS BIG AS 1958 CYCLE

[snip]
via Science@Nasa

"March 10, 2006: It's official: Solar minimum has arrived. Sunspots have all but vanished. Solar flares are nonexistent. The sun is utterly quiet.

Like the quiet before a storm.

This week researchers announced that a storm is coming--the most intense solar maximum in fifty years. The prediction comes from a team led by Mausumi Dikpati of the National Center for Atmospheric Research (NCAR). "The next sunspot cycle will be 30% to 50% stronger than the previous one," she says. If correct, the years ahead could produce a burst of solar activity second only to the historic Solar Max of 1958.

That was a solar maximum. The Space Age was just beginning: Sputnik was launched in Oct. 1957 and Explorer 1 (the first US satellite) in Jan. 1958. In 1958 you couldn't tell that a solar storm was underway by looking at the bars on your cell phone; cell phones didn't exist. Even so, people knew something big was happening when Northern Lights were sighted three times in Mexico. A similar maximum now would be noticed by its effect on cell phones, GPS, weather satellites and many other modern technologies."
[snip]

link


:unsure::rolleyes:
Solar extreme weather on the way ...

A qualquer momento o Sol vai dar sinal do início do novo ciclo solar.

Oops! Ao que parece a NASA hoje, ainda dia 4 nos USA, emitiu uma notícia "fresquinha":

NOAA confirms start of new sunspot cycle

WASHINGTON - A new solar cycle is under way. The National Oceanic and Atmospheric Administration said Friday that the first sunspot of a new 11-year cycle has appeared in the sun's northern hemisphere.
The frequency of sunspots rises and falls during these cycles, and the start of a new cycle indicates they are likely to begin increasing.
Sunspots, areas of intense magnetic activity on the sun, can affect Earth by disrupting electrical grids, airline and military communications, GPS signals and even cell phones, the agency said. During periods of intense sunspot activity, known as solar storms, highly charged radiation from the sun may head toward Earth.

link
 

Luis França

Nimbostratus
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23 Mai 2006
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Hades
Sunspot Activity Expected To Disrupt GPS, Cell Phones, Power Grid, ATMs

PORTLAND, Ore. — Solar Cycle 24 began last week, according to the National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA).

A violent sunspot started the new 11-year long solar season, creating a "space climate" of magnetic storms and strong solar winds that will likely disrupt power grids, satellite communications, global positioning systems, cellphones and even automated teller machines.

"We're advancing a new field—space climate," said retired Air Force Brig. Gen. David L. Johnson, director of the National Weather Service.

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Solar activity and global seismicity of the earth
Journal Bulletin of the Russian Academy of Sciences: Physics
Publisher Allerton Press, Inc. distributed exclusively by Springer Science+Business Media LLC
ISSN 1062-8738 (Print) 1934-9432 (Online)
Issue Volume 71, Number 4 / April, 2007
Category Proceedings of the XXIX All-Russia Conference on Cosmic Rays
DOI 10.3103/S1062873807040466
Pages 593-595
Subject Collection Physics and Astronomy
SpringerLink Date Wednesday, May 16, 2007
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Proceedings of the XXIX All-Russia Conference on Cosmic Rays
Solar activity and global seismicity of the earth
S. D. Odintsov1, G. S. Ivanov-Kholodnyi1 and K. Georgieva2

(1) Pushkov Institute of Terrestrial Magnetism, Ionosphere, and Radiowave Propagation, Russian Academy of Sciences, Troitsk, Moscow oblast, 142190, Russia
(2) Laboratory of Solar—Terrestrial Coupling, Bulgarian Academy of Sciences, Sophia, Bulgaria


Abstract Results of studying the character and possible succession of cause-effect relations (in going from a disturbance source on the Sun to a response in the lithosphere in the range of periods from several days to the 11-year solar cycle) have been presented. It has been indicated that the maximum of seismic energy, released from earthquake sources in the 11-yr cycle of sunspots, is observed during the phase of cycle decline and lags 2 yr behind the solar cycle maximum. It has been established that the maximum in the number of earthquakes directly correlates with the instant of a sudden increase in the solar wind velocity.
Original Russian Text © S.D. Odintsov, G.S. Ivanov-Kholodnyi, K. Georgieva, 2007, published in Izvestiya Rossiiskoi Akademii Nauk. Seriya Fizicheskaya, 2007, Vol. 71, No. 4, pp. 608–610.
 

Luis França

Nimbostratus
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23 Mai 2006
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Hades
Com Mercúrio à esquerda (10h) que objecto será aquele (13h)? O tal asteróide a caminho de Marte? Não me venham dizer que são pixéis estragados ou má definiçao da fotografia, no satélite STEREO novinho em folha!

20080113_012320_n7c2A.jpg
 

Rog

Cumulonimbus
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6 Set 2006
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Norte Madeira (500m)
Novo Ciclo Solar

A actividade solar
aumenta e diminuí em ciclos com uma duração média de 11 anos. Ultimamente temos vivido uma fase relativamente calma, com reduzida actividade, poucas fulgurâncias, manchas solares, ou qualquer outro tipo de actividade. O mínimo solar tem estado presente entre nós.

foto1530.jpg


O ciclo solar
anterior, o ciclo 23, atingiu o seu máximo em 2000-2002 com um grande número de furiosas tempestades solares. Aquele ciclo foi decaíndo até à presente data, deixando os físicos solares com pouco mais para fazer do que interrogarem-se sobre quando começaria o novo ciclo solar?

A resposta é: AGORA!

"Os novos ciclos solares começam sempre com uma mancha solar de polaridade invertida, que surge em altas latitudes," explica Hathaway. Polaridade invertida significa uma mancha solar com polaridade magnética oposta, quando comparada com as manchas solares do ciclo solar anterior. A alta latitude refere-se à grelha de latitude e longitude do Sol
. As manchas solares de um ciclo solar próximo do final surgem sempre próxima do equador solar, enquanto que as manchas de um novo ciclo começam por aparecer em latitudes mais altas, entre os 25º ou 30º de latitude.

A mancha solar que apareceu no dia 4 de Janeiro enquadra-se em ambos os critérios. Tinha uma latitude alta (30º N) e era magneticamente invertida. O NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) atribuiu à mancha a designação AR10981, ou "mancha solar 981" de forma abreviada.

A mancha solar 981 era pequena - com uma dimensão aproximada à do diâmetro do planeta
Terra - e já desapareceu. Mas a sua aparição durante três dias, entre 4 e 6 de Janeiro, foi suficiente para convencer a maioria dos físicos solares que o ciclo 24 já se havia iniciado.

Doug Biesecker do Centro de Previsão de Tempo Espacial do NOAA, liga a mancha solar 981 "ao primeiro despontar da primavera. Ainda há neve no chão, mas as estações estão a mudar." No último ano, Biesecker presidiu ao "Painel de Previsão do Ciclo Solar 24", um grupo internacional de peritos proveniente de diversas universidades e agências governamentais. "Previmos que o Ciclo Solar 24 deveria começar por volta de Março de 2008 e parece que não errámos por muito ", diz Biesecker.

A previsão e conhecimento de um novo ciclo solar é importante devido à cada vez maior dependência da nossa sociedade tecnológica em equipamentos colocados no espaço. "As tempestades solares podem desactivar satélites dos quais dependemos para previsões atmosféricas ou para sistemas de navegação através de GPS," diz Hathaway. Emissões na banda do rádio
, produzidas por fulgurâncias solares, podem interferir directamente com a recepção de sinal em telemóveis, enquanto que as ejecções de massa
coronal (CMEs) que atingem a Terra, podem causar interrupções nos sistemas de distribuição de energia eléctrica. O exemplo mais conhecido aconteceu no Quebec (Canadá) em 1989, em que vários milhares de habitantes ficaram sem corrente eléctrica durante seis dias.

Também as viagens aéreas podem ser afectadas. Todos os anos são transportados milhares de passageiros em voos intercontinentais, com rotas próximas dos pólos terrestres. Digamos que esta é a distância mais curta entre Nova Iorque e Tóquio ou entre Xangai e Chicago, por exemplo. Em 1999, a United Airlines efectuou apenas doze viagens sobre o Árctico. Em 2005, o número de voos similares subiu para 1.402, sendo que outras companhias reportaram crescimentos idênticos.

De acordo com Steve Hill, do Centro de Previsão de Tempo Espacial, "as tempestades solares produzem um grande efeito nas regiões polares do nosso planeta. Quando os aviões voam sobre os pólos durante tempestades solares, podem sofrer períodos de total ausência de comunicações rádio, erros de navegação e falhas nos sistemas informáticos, tudo causado pela radiação
proveniente do espaço. Evitar os pólos durante as tempestades solares resolve o problema, mas a utilização de outra rota tem custos em tempo extra, dinheiro e combustível."

Estranho mas verdadeiro: enquanto que o ciclo solar 24 já começou o ciclo 23 ainda não terminou. Coexistirão ambos por um período de tempo, talvez um ano ou mais, enquanto um atinge o fim de vida e o outro ganha vida. Nos próximos meses poderemos observar na fotoesfera, em simultâneo, manchas solares do ciclo anterior e manchas solares do novo ciclo.

Agora as boas notícias: mais tempestades solares significam mais auroras . Durante o último máximo solar, as "Luzes do Norte" foram vistas em latitudes tão baixas como a Florida e a Califórnia, nos Estados Unidos, ou o norte de Espanha e Sul de França, na Europa. Não há muito tempo, apenas os visitantes do Árctico podiam observar auroras com alguma regularidade, mas com o aumento de atenção dada à monitorização do tempo espacial, conjugado com o constante melhoramento das previsões, milhões de pessoas em toda as latitudes sabem antecipadamente quando devem sair de casa e olhar para o céu para observar um dos maiores espectáculos visíveis na Terra.

Muito do que aqui foi descrito ainda está a uns anos de distância. O aumento da intensidade da actividade solar não começará imediatamente. O ciclo solar costuma demorar alguns anos a passar do mínimo (onde estamos agora) para o máximo, esperado para o final de 2011 ou início de 2012. É uma longa viagem, mas já a iniciámos.

Fonte: Portal do Astronomo
 

MidnightDevil

Cirrus
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18 Jan 2008
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Cascais
Re: Novo Ciclo Solar

Achei este artigo muito interessante, obrigado!
Tendo em conta que o nosso planeta e a nossa propria tecnologia necessita e depende de um equilibrio de forças naturais, que mais pode acontecer? :D
 

Luis França

Nimbostratus
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23 Mai 2006
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Hades
A magnetosfera terrestre esteve sob intensa actividade hoje e continua. Se sentirem alguma dor de cabeça tipo enxaqueca repentina e sem explicação, alguma sensação de falta de ar e enjoo, zumbidos ou sons agudos, podem deixar aqui os vossos comentários acerca disso, nos últimos 3 dias.

Hoje por acaso houve um sismo forte (6.6) no México às 12:50 UTC.

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Vince

Furacão
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23 Jan 2007
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Braga
THE VIEW FROM ABOVE:
When auroras flare up, a great place to be is Earth orbit. Here is the view from the International Space Station (ISS), 200 miles high:


Crewmembers took the picture during a mild geomagnetic storm on Feb. 1st. At the time, the ISS was orbiting over the Bay of St. Lawrence and the camera (a Nikon D2Xs) pointing north with a view of Quebec and Newfoundland.

Although the auroras appear to be below the ISS, they are in fact at about the same altitude. Indeed, from time to time, the space station flies right through the Northern Lights--an indescribable experience according to astronauts who have been there.

Will they experience the indescribable this weekend? A solar wind stream is again buffeting Earth's magnetic field and this could result in a lovely show for the combined crews of the ISS and space shuttle Atlantis. Stay tuned!

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B-24.jpg


C-5.jpg


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5-3.jpg
http://spaceweather.com/archive.php?view=1&day=10&month=02&year=2008
 

Luis França

Nimbostratus
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23 Mai 2006
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Hades
Que objecto estranho é aquele que passa por detrás do Sol?



O nosso Sol está diferente? Que grandes manchas escuras à volta da sua coroa..

latestki0.gif
 
Editado por um moderador:

Minho

Cumulonimbus
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6 Set 2005
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Melgaço
As "manchas" escuras nada têm de anormal. Aliás até são normais que estejam lá, basta olhar para este video de 8 minutos condensando um periodo de 3 meses.


[YOUTUBE]http://www.youtube.com/watch?v=Mh6KhEFfOng[/YOUTUBE]
 

Vince

Furacão
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23 Jan 2007
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Braga
O Sol mostra alguma actividade nos últimos dias.

solfu8.gif

http://sohowww.nascom.nasa.gov/data/realtime/mdi_igr/512/

No entanto, apesar do ciclo solar 24 ter começado oficialmente a 4 de Janeiro quando surgiu uma mancha de polaridade invertida numa latitude alta, estas manchas que agora apareceram (987, 988, e 989) ainda estão associadas ao ciclo 23.
Este facto não é anormal, entre a transição de ciclos esta sobreposição sucede, geralmente entre 12 a 20 meses podem aparecer manchas associadas ao ciclo anterior apesar de já ter iniciado um novo. Poderá eventualmente querer dizer que ainda falta algum tempo para o novo ciclo se apresentar minimamente activo.


Últimas previsões da NASA

prevtt7.gif

http://solarscience.msfc.nasa.gov/images/ssn_predict_l.gif
 

LUPER

Nimbostratus
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20 Nov 2005
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Aveiro
O Sol mostra alguma actividade nos últimos dias.

solfu8.gif

http://sohowww.nascom.nasa.gov/data/realtime/mdi_igr/512/

No entanto, apesar do ciclo solar 24 ter começado oficialmente a 4 de Janeiro quando surgiu uma mancha de polaridade invertida numa latitude alta, estas manchas que agora apareceram (987, 988, e 989) ainda estão associadas ao ciclo 23.
Este facto não é anormal, entre a transição de ciclos esta sobreposição sucede, geralmente entre 12 a 20 meses podem aparecer manchas associadas ao ciclo anterior apesar de já ter iniciado um novo. Poderá eventualmente querer dizer que ainda falta algum tempo para o novo ciclo se apresentar minimamente activo.


Últimas previsões da NASA

prevtt7.gif

http://solarscience.msfc.nasa.gov/images/ssn_predict_l.gif


100% de acordo Vince.

Pessoalmente penso que o chamado ciclo 24 não será bem assim como o mainstream o pinta, mas a ver vamos. Ainda dizem que o Sol não tem influência no clima, e se o ciclo 24 começar a ser adiado, assim tipo o calor nos modelos? Existe essa hipotese?:huh: