Modelos GFS Meteopt.com

Paulo H

Cumulonimbus
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Eu tenho o link gravado nos favoritos, vê se consegues por aqui:

http://www.meteopt.com/modelos/meteogramas/gfs.php?cidade=covilha&lang=pt&type=txt&units=m&run=6

Depois, é só substituires o "covilha" pelo local que pretendes, e o "6" pela hora da run que queres.

Obrigado David sf, assim já consigo!

Fica a sugestão de melhoria:
Alterar a aplicação, de forma que os links das localidades, não tenham acentos, para ser possível aceder ao separador "Meteograma Texto".
 

rozzo

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Paulo o David já explicou e bem a maior parte. De momento estou no estrangeiro e não consigo fazer nenhum teste/figura que te ajude a entender o caso. Para a semana terei todo o gosto, porque todas as verificações possíveis em algoritmos são boas para os afinar. De qualquer forma, qualquer algoritmo desta natureza é imperfeito. Há duas coisas a ter em conta:

1) a imperfeição do algoritmo em si

2) a imperfeição da malha e previsão do GFS

Mesmo que um algoritmo fosse perfeito, havia a imperfeição da previsão do modelo. E mesmo se a previsão fosse perfeita tambem, o problema da resolução da orografia no modelo existe.

Exemplificando, as altitudes que referes são as reais, não as do modelo, que tem uma orografia mt mais suavizada. Qualquer localidade numa encosta vai ter alguns problemas na resolução de um modelo global, em diversas variáveis.

Ora a altitude que diretamente não altera a cota indiretamente importa pois é usada para atribuir o peso da temperatura a 2m. Por exemplo, uma temp2m de -1° num local a 500m com uma temperatura positiva aos 850hPa (portanto cota bem acima dos tais 500m do local) nem vai sequer pesar como é lógico. Isso está precavido, essa temperatura não entra à "bruta" no cálculo.

Percebemos ser crucial o peso do aquecimento e humidade nas camadas próximas do solo, mais uma vez enquadrando esse peso de acordo com a altitude do local e o perfil vertical, ganhando assim muito detalhe por comparação com algoritmos mais simples que usam poucos níveis.

Voltando a este caso concreto e com os dados que o David pôs, sendo para uma hora já diurna e num perfil seco, o meu palpite rápido é que o GFS está já no local mais baixo a modelar o aquecimento do solo, reflectido aos 2m e 925hPa, e consequentemente na cota, ao invés que no local mais alto não.

Como eram as cotas nos dois locais na madrugada e na tarde do mesmo dia?
 

Paulo H

Cumulonimbus
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Paulo o David já explicou e bem a maior parte. De momento estou no estrangeiro e não consigo fazer nenhum teste/figura que te ajude a entender o caso. Para a semana terei todo o gosto, porque todas as verificações possíveis em algoritmos são boas para os afinar. De qualquer forma, qualquer algoritmo desta natureza é imperfeito. Há duas coisas a ter em conta:

1) a imperfeição do algoritmo em si

2) a imperfeição da malha e previsão do GFS

Mesmo que um algoritmo fosse perfeito e a previsão tambem, o problema da resolução da orografia no modelo existe.

Exemplificando, as altitudes que referes são as reais, não as do modelo, que tem uma orografia mt mais suavizada. Qualquer localidade numa encosta vai ter alguns problemas na resolução de um modelo global, em diversas variáveis.

Ora a altitude que diretamente não altera a cota indiretamente importa pois é usada para atribuir o peso da temperatura a 2m. Por exemplo, uma temp2m de -1° num local a 2000m com uma temperatura positiva aos 850hPa (portanto cota bem abaixo dos tais 2000m do local) nem vai sequer pesar como é lógico. Isso está precavido, essa temperatura não entra à "bruta" no cálculo.

Percebemos ser crucial o peso do aquecimento e humidade nas camadas próximas do solo, mais uma vez enquadrando esse peso de acordo com a altitude do local e o perfil vertical, ganhando assim muito detalhe por comparação com algoritmos mais simples que usam poucos níveis.

Voltando a este caso concreto e com os dados que o David pôs, sendo para uma hora já diurna e num perfil seco, o meu palpite rápido é que o GFS está já no local mais baixo a modelar o aquecimento do solo, reflectido aos 2m e 925hPa, e consequentemente na cota, ao invés que no local mais alto não.

Como eram as cotas nos dois locais na madrugada e na tarde do mesmo dia?

Obrigado Rozzo e David sf!

Esta questão das cotas, é deveras interessante. Também adoro modelar e trabalhar algoritmos. Estava na verdade a ser algo simplista, baseando-me apenas na T850 e T500..

Concordo que não é fácil "algoritmizar" a dinâmica do floco de neve, desde que se solta da nuvem. Muita coisa pode acontecer:

Aquece, arrefece, aumenta, reduz-se evaporando, derrete parcialmente, pode volta a congelar, derrete e já é chuva. :p

Outra variável, muito complicada de modelar, seria a influencia do tamanho do floco, por analogia falando de chuviscos ou de pingos grossos. Outra variável, será que o floco arrefece à mesma velocidade que o gradiente na vertical, ou será que é mais lento a arrefecer?

Traduzir tudo isso num algoritmo, deve ser complicadissimo, deveras trabalhoso e com muitas incertezas!

Boa viagem de regresso :thumbsup:
 

rozzo

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Obrigado :thumbsup:

duas notas:

Corrigi o exemplo que dei pois estava errado(citaste enquanto corrigia ainda apanhaste a versão errada :D)

O algoritmo tem alguma complexidade mas claro não chega a tanto de dimensões de flocos, etc. Isso só mesmo fisicamente com equações. Não vai além de analisar perfis verticais, ou seja, tentar o melhor possível de forma automática fazer o mesmo que um meteorologista faria a analisar um perfil de T e Td.
 

Duarte Sousa

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Reparei hoje que nos meteogramas de algumas localidades, na secção da cota de neve aparece uma linha a tracejado que define a altitude da localidade. É uma excelente forma para averiguar a queda de neve no local! :thumbsup:

LLWceYu.png
 

Meteo Trás-os-Montes

Cumulonimbus
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Reparei hoje que nos meteogramas de algumas localidades, na secção da cota de neve aparece uma linha a tracejado que define a altitude da localidade. É uma excelente forma para averiguar a queda de neve no local! :thumbsup:

LLWceYu.png

Sempre teve! :P
 

jotackosta

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Essa linha aparece dependendo dos valores apresentados no eixo Y.
Dou exemplo de Penalva do Castelo que está a cerca de 517 metros. A cota anda nos 1300m e como este é o valor mais baixo da previsão da cota, é também ele o primeiro a aparecer no eixo. A linha a tracejado está nos 517 metros e surgirá quando a cota andar por aí perto. Penso eu que é por uma questão gráfica portanto :) Sempre por lá andou.
 

Meteo Trás-os-Montes

Cumulonimbus
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Atenção às mudanças do GFS já apartir do dia 14-01-2015:

A Run paralela vai substituir a Run Principal,
ANTES
Resolução horizontal de 27 kms entre as 0 e 192 horas.
Resolução horizontal de 84 kms entre as 192 e 240 horas.
AGORA
Resolucão horizontal de 13 kms entre as 0 e 240 horas.
Resolucão horizontal de 35 kms entre as 240 e 384 horas.

Toda a informação aqui: http://www.emc.ncep.noaa.gov/GFS/impl.php
 

rozzo

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Ainda em relação ao update do GFS para a nova resolução, fica aqui um mapa que pode ser uma referência útil, e que serve para nos lembrarmos das limitações de tal modelo global, o mapa da orografia "vista" pelo novo GFS sobre a Península Ibérica:

QktySR6.jpg



Como dá para ver, continua a ser extremamente grosseira. Nem 1000m se atinge em Portugal...

É também uma boa referência para quando estão a interpretar meteogramas, perceberem o que estão a ver em variáveis como a temperatura a 2m. Estão a ver a temperatura a 2m prevista pelo modelo de acordo com esta orografia. Portanto em vales muitas vezes estão a ver temperaturas como se o solo fosse muito mais alto, daí valores irrealisticamente baixos, tal como o oposto, em picos de montanhas estão a ver temperaturas de uma superfície vista pelo modelo muito mais abaixo, portanto irrealisticamente altas..
É o que há!

Orografias melhores, e ainda assim às vezes insuficientes, só em modelos de mesoscala.
 

rozzo

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Boa noite

A partir de agora, no portal e na secção do modelo GFS, estão disponíveis cartas com o tipo de precipitação e cota de neve (a mesma dos meteogramas), para a Península Ibérica e para a Europa.

(Ver separador "TPrec&CotaNeve")
http://www.meteopt.com/previsao/modelos/gfs/peninsula-iberica
http://www.meteopt.com/previsao/modelos/gfs/europa

Apesar de já a termos disponibilizado não se admirem se sofrer ainda alguns ajustes nos próximos dias, essencialmente visuais, pois ainda andamos em experiências com escalas, etc.

Escusado será dizer que se aplica o mesmo que nos meteogramas, cautela nos entusiasmos, especialmente a longas distâncias, são apenas saídas de modelos, e que sofrem imensas mudanças, estamos todos bem "vacinados" já. :)

Ainda assim, para apresentação nada mal o GFS (delirante ou não) nos presentear com uma saída como por exemplo a das 12h de hoje, sempre podemos sonhar um pouco...


b8MIAPh.gif



Aparte deste assunto, e relativo ao facto de tanto meteogramas como cartas agora tardarem mais em sair (http://www.meteopt.com/forum/topico/problemas-no-forum-coloca-aqui.351/page-28#post-474616), a explicação é relativamente simples:

Com a actualização do GFS para a nova resolução, os ficheiros das saídas dos modelos são bastante maiores, o que já por si tornaria inevitavelmente maior o tempo para o seu download, e claro para a elaboração das cartas. Quanto a esse preço a pagar pela mudança do GFS não há como fugir

De qualquer forma, não explica tudo e espera-se que melhore pelo menos um pouco eventualmente, pois desde a mudança, além do inevitável aumento de tempo de download devido ao tamanho dos ficheiros, o próprio server do NCEP parece muito mais congestionado com tanto download, piorando ainda mais as coisas. Quanto a essa parte, esperemos que eventualmente as coisas melhorem um pouco e reduzam pelo menos mais um pouco o tempo de elaboração dos produtos...