O Estado do País 2015

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o PaF regressa com o plafonamento das pensões... os trabalhadores passam a construir a sua futura pensão entregando dinheiro a um banco privado.

Fica a pergunta: o que há de rentável no fundo de pensões da Segurança Social que está falido e não tem futuro? Ou será que não está falido e é um negócio muito apetecível?
 
o PaF regressa com o plafonamento das pensões... os trabalhadores passam a construir a sua futura pensão entregando dinheiro a um banco privado.

Como é que achas que o fundo de pensões investe na bolsa?

Quanto dinheiro gasta o estado com intermediários financeiros?

Se é para investir em dívida pública, a malta hoje em dia é moderna. Tem muita facilidade em encontrar toda a informação. Basta ir aos CêTêTê:

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p. 54 (documento) ou p. 55 (leitor de pdf)

http://www.tcontas.pt/pt/actos/rel_aeo/2015/aeo-dgtc-rel002-2015-ss.pdf

Nem é do interesse do governo acabar com a segurança social. Poderia provocar uma recessão profunda. A sociedade portuguesa seria forçada a cortar no consumo. Um bom exemplo é a China. Não têm SS logo acontece isto:

Ob3U5T6.jpg


http://www.bloomberg.com/news/artic...onsumers-cling-to-saving-suppressing-spending

Ou então:

(...) o primeiro-ministro ainda esta semana atribuiu a dimensão da crise ao facto de os portugueses estarem "a gastar menos do que [governo] previmos".

http://www.ionline.pt/372974

Também não é justo que a malta jovem desconte e não receba. Se estão à espera de um boom demográfico ou de crescimento económico, é pouco provável que isso aconteça. Os filhos deixaram de ser fontes de rendimento para ser fontes de despesa. A escolaridade elevada, leis para evitar o trabalho infantil e o avanços tecnológicos, entre outros fatores, assim o ditaram. Não estou a ver um retrocesso nisso.
 
Última edição:
boom demográfico já cá chegou... então não eram 2000 os que queriam entrar no tunel? Tragam-nos pra cá, temos espaço com fartura.
 
boom demográfico já cá chegou... então não eram 2000 os que queriam entrar no tunel? Tragam-nos pra cá, temos espaço com fartura.

Para isso os portugueses podiam ter mais filhos. Porque não têm? E o que é que os imigrantes vão trazer? Sem ser o número? A chegada dos imigrantes vai criar um boom de emprego? Vais dar benefícios a estrangeiros quando se corta nos nacionais?

Até devias ser contra a entrada de um grande número de imigrantes. A consequência mais rápida é a redução dos salários e benefícios. Isso não se coaduna bem com a defesa dos direitos adquiridos.
 
Por mera curiosidade estive a ver os custos operacionais com fundos de pensões. Neste campo Portugal nem está muito mal. Como não posso publicar o gráfico, insiro o texto:

In general, countries with defined-contribution systems and those with large numbers of small funds appear to have higher operating costs than countries with only a few funds offering defined benefit, hybrid, or collective defined-contribution pension arrangements. For instance, operating costs accounted for 1.3% of assets under management in Spain, 1.0% in Hungary, 0.9% in Slovenia, Greece and Mexico, 0.8% in Australia and Turkey, and 0.7% in the Czech Republic. On the other hand, they accounted for less than 0.3% of total assets in Germany (0.2%), Portugal (0.2%), Luxembourg (0.1%), the Netherlands (0.1%) and Denmark (0.1%).

http://www.oecd.org/pensions/public-pensions/OECDPensionsAtAGlance2013.pdf

Ainda em relação às eleições que se avizinham, não vou abordar a posição toda do PCP. A minha opinião varia consoante a posição dos comunistas. Em algumas coisas têm razão. Noutras nem por isso. A mais interessante é:

A par deste processo, a CDU quer que o futuro executivo estude e prepare a saída do euro. Esta não pode ser um “acto súbito”, mas o país “corre o risco de ser expulso”. Por isso, há que medir as “consequências para saber se Portugal tem ou não possibilidade de se desenvolver sem estar amarrado à moeda única ou se existe uma alternativa”. Jerónimo admite que “nessa preparação até se pode concluir que não [há alternativa]”, mas não o estudar é uma “irresponsabilidade”. “Não vi, nos países que não aderiram ao euro, nenhuma desgraça”, afiança o líder comunista.

http://www.publico.pt/politica/noti...-pode-confiar-nos-reguladores-1703579?frm=ult

O PCP está a ficar moderado. Nem defende a saída do euro. O estudo é a principal prioridade. Excluindo a confusão habitual (quer reestruturação da dívida mas não como a Grécia. Sendo assim, está excluída a redução/perdão da dívida/juros e o prolongamento dos prazos. O que é que resta?), é interessante a comparação entre países que mantiveram a sua moeda independentemente de terem feito empréstimos em moeda estrangeira com países em que os seus sistemas estão totalmente em Euros, como Portugal, há mais de uma década. Mas enfim, é isto. Que dizer?

Do outro lado, temos um grande futuro pela frente:

Assim, PSD e CDS prometem “criar condições para um crescimento económico médio de 2 a 3 % nos próximos quatro anos”, atingir em 2015 um défice inferior a 3% do PIB, reduzir a “dívida pública de 130% para 107% em 2019”, a “reversão da redução remuneratória dos funcionários públicos em pelo menos 20% por ano”, a “eliminação progressiva da sobretaxa de IRS”, a eliminação gradual do IMT e a sua substituição parcial pelo imposto de selo”.

Do ponto de vista do crescimento económico, as promessas do Governo incluem a ideia de “tornar Portugal a longo prazo numa das dez mais competitivas economias mundiais e, no espaço da próxima legislatura”, colocar o país no top 20 do ranking Doing Business do Banco Mundial e no top 25 do World Economic Forum.

http://www.publico.pt/politica/noti...-activacao-para-combater-o-desemprego-1703565

Tendo em conta que a economia mundial não está muito saudável, a melhor forma de alcançar esses objetivos irrealistas seria mesmo tornar Portugal num paraíso fiscal (a estratégia dos salários baixos tem muita concorrência - países asiáticos e africanos). A austeridade/responsabilidade/cortes infelizmente necessários tornou-se crescimento/reposição de rendimentos/descida de impostos.

Sim, é verdade que o povo vota em quem mais dá. E a médio/longo prazo geralmente dá bronca. Contudo, onde estão os políticos que, na altura das eleições, mantêm a mesma retórica que defendem no restante tempo? Porque é que o PSD não diz a verdade? Que muito dificilmente o crescimento será suficiente para reduzir o défice? Que os limites às pensões inserem-se nos cortes que têm que fazer? Como pode acusar o PS de despesismo, demagogia e irresponsabilidade se está a prometer benesses que não poderá dar?

As previsões eleitorais pecam sempre por excesso e as eleições são sempre circos. Se a vida de tanta gente não dependesse dos partidos políticos até teria a sua piada.
 
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O PCP está a ficar moderado. Nem defende a saída do euro. O estudo é a principal prioridade. Excluindo a confusão habitual (quer reestruturação da dívida mas não como a Grécia. Sendo assim, está excluída a redução/perdão da dívida/juros e o prolongamento dos prazos. O que é que resta?), é interessante a comparação entre países que mantiveram a sua moeda independentemente de terem feito empréstimos em moeda estrangeira com países em que os seus sistemas estão totalmente em Euros, como Portugal, há mais de uma década. Mas enfim, é isto. Que dizer?

Está lá tudo escrito...

a CDU quer que o futuro executivo estude e prepare a saída do euro. Este não pode ser um “acto súbito”, mas o país “corre o risco de ser expulso”.

o tratado orçamental o que diz? 60% da dívida no peso da riqueza nacional. Quando é que isso vai ser possível? Nunca, o país vai ser expulso.

a CDU até admite o absurdo que é o país continuar a tentar chegar aos 60% quando tem hoje mais de 130%.

saber se Portugal tem ou não possibilidade de se desenvolver sem estar amarrado à moeda única ou se existe uma alternativa. Pode concluir-se que não [há alternativa]

Pode concluir-se que já não há alternativa, não há desenvolvimento e faça-se o que se fizer o país desaparecerá como entidade independente, tutelado por FMI, BCE ou o país colonizador da europa, a Alemanha.
 
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Não tenho qualquer dúvida que o PCP fará toda a campanha possível para sair do sistema euro o mais rapidamente possível. Foi o único movimento político que pediu/exigiu um referendo para caucionar a entrada nesse sistema. O que tivemos foi uma adesão administrativa assinada de cruz sem perguntar nada a ninguém e escondendo os impactos dessa adesão.
 
Não tenho qualquer dúvida que o PCP fará toda a campanha possível para sair do sistema euro o mais rapidamente possível. Foi o único movimento político que pediu/exigiu um referendo para caucionar a entrada nesse sistema. O que tivemos foi uma adesão administrativa assinada de cruz sem perguntar nada a ninguém e escondendo os impactos dessa adesão.



Felizmente o PCP e uma minoria e não vai ganhar as eleições.

O tratado de adesão a UE foi feito por representantes eleitos democraticamente pelo povo , a isto
Se chama democracia representativa e 1000 vezes melhor que qualquer regime comunista da treta .

O mundo esta mesmo ao contrario quando se chega ao ponto de apoiantes do pCP a dar lições de democracia , já não ha pachorra .
 
Está lá tudo escrito...

Pois está, incluindo a demagogia habitual:

Seria um processo dirigido pelo Governo, através de uma conferência intergovernamental com países na mesma situação – Irlanda, Espanha, Grécia, Itália. “Há uns anos falar disto era uma blasfémia. Todos consideravam um tabu intocável. Agora já está em cima da mesa”, realçou Jerónimo, garantindo, porém, que não defende uma reestruturação como a da Grécia.

Os gregos fizeram isso. Quem tem o poder de decisão são os credores, não outros devedores. E os governos que aplicaram a austeridade não querem ser enxovalhados pela mudança súbita de política. Quanto ao país ser expulso, eu não vejo a Grécia na porta de saída. Planos foram feitos e estudados. Mas no fim do dia o que interessa é o resultado:

Pierre Moscovici mostrou-se igualmente otimista nesta quarta-feira quanto às negociações sobre um terceiro resgate grego. “As conversações estão a decorrer em boas condições. O Grexit [saída da Grécia da zona euro] já ficou para trás”, afirmou o comissário europeu dos Assuntos Económicos e Financeiros, em entrevista à rádio Europe 1.

http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-07-29-Bruxelas-acalma-a-Europa-Grexit-ficou-para-tras

Se dívida acima de 60% equivale a expulsão é bom que se comece pela Alemanha. Os seus +- 74% também não são exemplo.

Eu até sou pró-saída do euro. Contudo, viu-se as ameaças que foram feitas aos gregos. Não acho que em Portugal fosse diferente. O que escrevi para o Syriza aplica-se para o PCP. Quando o povo sofresse na pele a saída do euro, os comunistas não duravam muito no poder. Isso, a saída mediante eleições, ou faziam recurso do que sabem fazer melhor, historicamente: usar a força para oprimir e impor a sua vontade.
 
Eu até sou pró-saída do euro. Contudo, viu-se as ameaças que foram feitas aos gregos. Não acho que em Portugal fosse diferente. O que escrevi para o Syriza aplica-se para o PCP. Quando o povo sofresse na pele a saída do euro, os comunistas não duravam muito no poder. Isso, a saída mediante eleições, ou faziam recurso do que sabem fazer melhor, historicamente: usar a força para oprimir e impor a sua vontade.

Está tudo explicado. És contra a permanência no euro mas tens mais medo que povo escolha isso do que tens medo dos credores.

«Usar a força para oprimir e impor a sua vontade.»

Esta ainda dá mais vontade de rir porque vives num país que não te perguntou nada de nada sobre a europa. E tudo foste obrigado a aceitar, afinal como te explicaram desde o início, não há alternativas.
 
Está tudo explicado. És contra a permanência no euro mas tens mais medo que povo escolha isso do que tens medo dos credores.

Pelo contrário. Descrente estou eu de utopias. O colapso grego seria muito pior que o argentino e até muito pior do que a situação em que estão agora. Duvido que aquando das pilhagens, desemprego em massa e opressão policial as pessoas pensassem no quão bom é a democracia. Certos partidos gostam do caos para serem os salvadores da pátria (todos fazem isso mas uns mais do que outros).

Esta ainda dá mais vontade de rir porque vives num país que não te perguntou nada de nada sobre a europa. E tudo foste obrigado a aceitar, afinal como te explicaram desde o início, não há alternativas.

Infelizmente onde os países comunistas estão no poder não há propriamente muita liberdade de escolha. Rir? Claro. Basta juntar democracia e partidos comunistas na mesma frase. Sou contra a Europa como ela está e especialmente como ela será. Mas como já escrevi, entre fascistas e comunistas a diferença não é muita. O método é o mesmo. A força. E face a isso é indiferente as (pseudo-)diferenças ideológicas.
 
“Até, tivemos, por acaso, uma intervenção que ajudou a desbloquear o problema” que estava a bloquear as negociações com os gregos, disse Passos Coelho depois da reunião de líderes da zona euro a propósito da situação na Grécia.

Passos queria mostrar que Portugal não estava só a levantar problemas aos gregos, mas a declaração acabou por motivar a criação da irónica hashtag “por acaso foi ideia minha”, que inundou as redes sociais.

Agora, convidado pelo Jornal de Negócios a falar abertamente na redação do jornal, Passos brinca com a situação. “Eu por acaso não disse isso”, reitera, tentando explicar que apenas apresentou uma proposta sobre a venda dos ativos gregos ao primeiro-ministro holandês.

Mark Rutte “mostrou-se entusiasmado com a ideia e transmitiu-a aos negociadores que a aceitaram”, contou Passos. Foi o holandês quem depois lhe “Olha, Pedro, foi com a tua solução que de facto conseguimos desbloquear a situação”.

“Na altura o presidente do Eurogrupo, com quem eu tinha estado a trocar impressões sobre esta ideia, felicitou-me também por esse caso”, acrescentou.

http://www.noticiasaominuto.com/pol...minha-eu-por-acaso-nao-disse-isso-mas-sim-foi

Acompanhando o processo: "Fui eu que disse". "Não fui eu que disse". "Fui eu que disse inicialmente". É tramado. O que, alegadamente, disse primeiro nem foi mencionado publicamente. Foi uma tentativa de aproveitamento político que falhou miseravelmente. Não há um remendo fácil. Escolheu a via menos envergonhável.

A CGD também parece que está falida:

O primeiro-ministro revelou preocupação com o não pagamento dos CoCo’s por parte da CGD. Sendo o Estado o accionista da CGD, por que razão Passos Coelho falou em público sobre o tema?

(...)

Já a CGD não fez qualquer devolução (apenas tem pago os juros), ao contrário do que aconteceu com os bancos privados. Em Junho de 2012, a CGD procedeu à sua recapitalização, assente em meios do seu accionista único: 750 milhões de euros através de novas acções ordinárias e 900 milhões de euros em CoCo's. A diferença entre estas duas modalidades é que a primeira - em acções - é perene, fica no banco, enquanto a modalidade de CoCo's configura um empréstimo, dinheiro que será remunerado com juros e devolvido na maturidade do "empréstimo".

Para o banco estatal não foi estipulado um programa de reembolso, limitando-se o processo a estipular a restituição integral daquele montante ao fim de cinco anos (2017). E José de Matos já disse não estar em condições de reembolsar CoCo’s este ano.

http://economico.sapo.pt/noticias/p...ico-sobre-preocupacao-com-a-caixa_225161.html

Intervenção um bocado desconcertante. Um PM a criticar publicamente uma empresa pública sob a qual tem (alguma) autoridade. Qual o objetivo desta intervenção? Só se for dar um tiro no pé. Será que diria algo semelhante a um banco privado? Serão bitaites para preparar a opinião pública para a privatização da CGD, medida que seria das mais polémicas de sempre, ainda mais que RTP e TAP? A situação financeira foi o principal motivo da venda da TAP. Semelhante argumento poderia funcionar com a CGD.

2013:

O "Correio da Manhã" escreve hoje que "o Governo vai transferir para a Parpública as ações que o Estado detém na Caixa Geral de Depósitos (CGD). Com esta medida, que consta no relatório da Comissão Europeia sobre a sétima avaliação ao Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF) a Portugal, o Executivo abre a porta á privatização da CGD, como Pedro Passos Coelho defendeu na campanha eleitoral para as legislativas de 2011."

Segundo o jornal, "a transferência de ações do Estado na CGD para a Parpública terá sido a solução encontrada para evitar que esta empresa seja colocada no perímetro de consolidação de contas públicas, como a troika pretendia, devido à sua elevada dívida. Por isso, com esta operação, o Governo consegue atingir dois objetivos importantes: salda a dívida da Parpública ao Estado de mais de 4,8 mil milhões de euros, evitando que a dívida aumente, e dá um passo decisivo na privatização da CGD".

http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=3295769&especial=Revistas de Imprensa&seccao=TV e MEDIA
 
Em relação ao PCP, eu até admiro a frontalidade no discurso, mas diz-me tu, o PCP já explicou o que custaria ao país e aos portugueses uma saída do Euro?
Podes indicar-me algum link para um estudo/proposta do PCP aonde se aborde de forma séria todas as implicações de tal decisão?

Os partidos da situação já explicaram ao país quantos anos serão necessários para colocar a dívida a 60% do PIB? Já anunciaram ao país o que terão de deitar fora pra se chegar até esse valor? O nosso ponto de partida é 130%.

Qual é medo de sair do euro?
 
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