O Estado do País 2015

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se forem tailandeses explorados na apanha da fruta com 12 ou 16 horas de trabalho por dia, já pode ser.

Falta muita memória neste país. Muita desta boa gente teve familares bem próximos (tios, pais, mães, avós) há umas décadas a entrarem ilegalmente noutros países, muitos deles que nem ler sabiam. Alguns que ainda não sabem. Tudo gente muito qualificada, pois então.
 
se forem tailandeses explorados na apanha da fruta com 12 ou 16 horas de trabalho por dia, já pode ser.

Sim, porque se vierem dezenas de milhares de imigrantes eles não vão para isso. Vão trabalhar nos balcões de bancos e nos supermercados. Decerto sabem português. E complementando a minha publicação anterior. Escreve-me lá. Queres que os imigrantes povoem o interior português. Como é que concretizarias isso (impedindo a migração para as cidades à semelhança da maioria dos portugueses)? Não tenho dúvida que a resposta seria bastante interessante.

Falta muita memória neste país. Muita desta boa gente teve familares bem próximos (tios, pais, mães, avós) há umas décadas a entrarem ilegalmente noutros países, muitos deles que nem ler sabiam. Alguns que ainda não sabem. Tudo gente muito qualificada, pois então.

Como fui eu que defendi a posição anti-imigração respondo: Também tens que te decidir. Alguém vai ter que pagar a integração dessa gente toda. A quantia que a Europa prometeu (10 milhões?) é ridícula. Eu cá acho que seria muito popular aumentar a austeridade para integrar estrangeiros. O BCE que imprima umas boas dezenas de milhões e o caso muda, ligeiramente, de figura. Quanto aos emigrantes portugueses, do pouco que sei, também viveram em condições extremamente más (nada de asilos, benesses sociais e afins). Há pouco tempo foram uns quantos deportados para os Açores. Duvido que isso também fosse uma medida popular. Uma integração ao estilo europeu implicaria, claro, alojamento, educação, emprego, etc. E volto a escrever: E aqueles que perderam (quase) tudo na crise? E os que foram forçados a emigrar? E aqueles que continuam sem poder pagar as contas? É justo? É uma pergunta simples. A resposta também o devia ser.

Eu também gosto de utopias sociais. Mas vejo França, RU e Alemanha com problemas com muçulmanos. Não tenho motivos para acreditar que no retângulo (eu vivo nas ilhas mas não sou hipócrita e olho para a globalidade) fosse diferente. Muito imigrante queima a ponta dos dedos para esconder a sua identidade*. Se é para isso, que se elimine todas as fronteiras. A Europa tem 500 milhões. Porque não pode ter 1000 milhões? O que não falta são refugiados do Sudão, Bangladesh, Eritreia e etc. O argumento a seguir vai ser: A Europa já aceitou 60 mil (que é o proposto agora), porque é não aceita mais 60 mil? Qual é o limite máximo? Quais são os critérios? Como é que se vai rejeitar uns e aceitar outros? A aceitação tem efeitos retroativos (relativamente aos que já foram deportados)? Eu se quiser emigrar tenho que levar uma batelada de papelada. Decerto serei investigado relativamente aos meus antecedentes criminais (o que é normal). Mas esses imigrantes pouco ou nada disso têm. É tudo boa gente certamente.

Eu não tenho problemas com imigrantes/imigração. Mas se é para o fazer que se faça com um plano muito bem delineado e acima de tudo justo para todos. Bitaites coloridos na generalidade e ocos nos pormenores é que não. A teoria é sempre muito bonita. A prática raramente o é.

Pelo caminho que as coisas vão andando dentro de pouco tempo haverá refugiados gregos. Aliás, a meu ver é uma questão de tempo até que haja novamente ataques generalizados contra estrangeiros um pouco por toda a Europa. Na Grécia já há, sem surpresa nenhuma.

*
http://www.theguardian.com/commenti...crisis-political-choice-toxic-waste-sanctuary
http://www.theguardian.com/world/2011/oct/07/dublin-regulation-european-asylum-seekers
http://www.dailymail.co.uk/news/art...s-mutilate-fingertips-hide-true-identity.html
 
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a segurança social é secundária no objectivo de ocupar o território. Nós temos de ocupar o nosso território de Alcoutim a Bragança.
 
a segurança social é secundária no objectivo de ocupar o território. Nós temos de ocupar o nosso território de Alcoutim a Bragança.


E temos que ocupar o território todo por que ?

O que nos temos e o território demasiado ocupado por aldeolas e vilarolas , que se desaparecerem não fazem falta nenhuma .

Precisamos e de largas extensões de território renaturalizadas , proteger as zonas agrícolas férteis da especulação imobiliária e ter uma rede de vilas e cidades medias modernas e com zonas comerciais e
Industriais para criar emprego .

A ultima coisa que precisamos e de todo o território ocupado , por amor de Deus , diz - se cada coisa por aqui que ate se fica parvo . Já parece os especuladores imobiliarios a dizer que o território precisa de ser ocupado , ai no Algarve litoral , a ocupação do território correu muito bem com a destruição de parte da costa e de zonas agrícolas férteis .
 
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Estás enganado, Orion. Não era dirigido a ti, o meu post. Nem a ninguém em particular, apesar de parecer que enfiaste a carapuça. O meu post foi claro. Há muita falta de memória (e vergonha na cara, já agora) neste país. Se há povo neste universo que devia pensar uma, duas, três ou mais vezes antes de abrir a boca para discutir este assunto é o povo Português. Duvido que haja muitas famílias que possam dizer que não têm nem nunca tiveram familares a deixar este país para ir para outro qualquer pelas mais variadas circunstâncias, em muitos casos a entrar ilegalmente, sem qualquer formação e alguns analfabetos ou muito próximos disso. O mesmo se aplica a Portugueses racistas, xenófobos e puristas. É que se há povo neste mundo que é uma salganhada genética é o nosso. A minha intervenção era nesse sentido. A falta de vergonha na cara de gente que sempre teve e continua a ter casos de emigração bem próximos e que arrota postas de pescada quando viram a face à moeda. Aliás, tive o prazer (ou desprazer!) de ver muito boa gente que em tempos se referia aos 'pretos', aos 'brazucas' e aos 'ucranianos' com desprezo a ter de fazer as malinhas e dar de frosques para outras paragens onde os 'pretos', 'brazucas' e 'ucranianos' são eles.

P.S: Há milhares de Portugueses a viverem fora de Portugal e a usufruirem dos benefícios sociais (bem generosos, alguns!) que outros países oferecem. No RU, por exemplo, são aos montes.
 
Mas anda tudo doido? Aumentar a população com estrangeiros para quê?! Podem-me explicar?

Por muito boas intenções que tenham, essas utopias sociais, seriam um desastre completo! O comunismo é mesmo assim, um desastre: controlar preços, controlar empresas, expropriar, mover pessoas, é de doidos mesmo!

Podem-me dizer o que é que iam fazer aqui os estrangeiros, com uma taxa de desemprego nos 12%?
Podiam mendigar, viver de apoios sociais, e até quem sabe ter um daqueles contratos de emprego e inserção do estado a limpar ruas para serem despedidos ao fim de 1ano. Certo?

Portugal não precisa apenas de aumentar a população para sustentar os futuros pensionistas. Isso é ridículo! O que Portugal precisa é de gerar emprego real, sem dívida pública. Com a descida da taxa de desemprego abaixo dos 4%, aí sim são bem vindos imigrantes!

Não se pode tratar os problemas com números, o nosso problema são apenas o desemprego e os elevados impostos (dívida)!

Resolvidos estes problemas, a população aumenta naturalmente!
 
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Quanto a mim, não advogo a vinda de gente para cá apenas por dá cá aquela palha mas não me oponho a que venha gente, se assim entenderem. Aliás, se viessem seria bom sinal, pois isso significaria que a situação do país melhorou. Nas actuais circunstâncias, não desejo isso a ninguém. Já bem bastam os desgraçados que cá estão, de origem e importados.
 
E temos que ocupar o território todo por que ?

O que nos temos e o território demasiado ocupado por aldeolas e vilarolas , que se desaparecerem não fazem falta nenhuma .

Precisamos e de largas extensões de território renaturalizadas , proteger as zonas agrícolas férteis da especulação imobiliária e ter uma rede de vilas e cidades medias modernas e com zonas comerciais e
Industriais para criar emprego .

A ultima coisa que precisamos e de todo o território ocupado , por amor de Deus , diz - se cada coisa por aqui que ate se fica parvo . Já parece os especuladores imobiliarios a dizer que o território precisa de ser ocupado , ai no Algarve litoral , a ocupação do território correu muito bem com a destruição de parte da costa e de zonas agrícolas férteis .


Exacto.

Nós temos excesso de aldeolas, sítios, montes. Não estamos preparados para o século XXI. O que o interior precisa é de cidades funcionais de média dimensão. Elvas e Vila Real de Santo António poderiam ter um comércio vibrante se houvesse um rejuvenescimento dos comerciantes e se por cá os impostos fossem mais baixos que em Espanha.

Metade do país deve ser demolido e renaturalizado.
 
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Estou em Inglaterra que tem o quádruplo da densidade populacional. As diferenças no urbanismo são brutais.

Se mandasse tudo o que está nas ilhas barreira da Ria Formosa, à beira de algumas estradas nacionais, no topo das serras, tudo isso era demolido.
 
Podem-me dizer o que é que iam fazer aqui os estrangeiros, com uma taxa de desemprego nos 12%?

Podes explicar porque é que a holanda tem 16 milhões de habitantes sendo do tamanho do alentejo... e do outro lado da fronteira a renania do norte - vestefália tem 17 milhões?
 
Podes explicar porque é que a holanda tem 16 milhões de habitantes sendo do tamanho do alentejo... e do outro lado da fronteira a renania do norte - vestefália tem 17 milhões?

Não esperava ler isto vindo de ti.

O Alentejo é uma região de clima mediterrânico. Os solos estão esgotados em vastas áreas. Os Verões são longos e secos.

Na Holanda os solos são fundos e férteis. A estação quente tem chuvas. Faz parte da Europa Média.

Sabes tão bem quanto eu que o povoamento na Europa do Sul nunca poderá ser igual ao da Europa Média.
 
Tens que ter cuidado com as tuas afirmações, ainda corres o risco de seres rotulado de "toikiano".
Nos últimos 30 anos os últimos 3 ou 4 foram os únicos aonde ocorreu um repovoamento do interior.

Repovoamento são 100-200-300 mil pessoas... não aquela coisa a que chamam novos rurais.
 
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