O Estado do País 2015

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Por falar em encostados à banca e à finança..

Uns preferem privatizar, outros nacionalizar o novo banco. O BE e o PCP são da opinião que nacionalizar é a solução para que o contribuinte não pague. Como? Será que ouvi bem? Então se o novo banco apresenta prejuízos de 250milhões por semestre, a quem caberia a dívida nacionalizada senão aos contribuintes?

Banha da cobra!

O PS começa a prometer tudo e mais alguma coisa ainda para este ano (subsídio natal em novembro..), e ao mesmo tempo acusa que não vai ser possível cumprir o défice! Temos paradoxo..

Enfim, mais do mesmo.. Já tresanda a banhada!

Porque é que não prometem apenas o que podem cumprir?
 
Privatização da CGD: Quando e por quem? Fontes?

Já vem de trás até:

O memorando prevê apenas a privatização do setor dos seguros da CGD, mas Vítor Gaspar admitiu recentemente que a lista de empresas a alienar poderá ser aumentada. No passado Passos Coelho defendeu a privatização do banco público.

http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=2782929

O estado precisa de receitas. Há poucas empresas capazes de ir buscar um encaixe significativo.

O problema do Novo Banco é para ser resolvido o quanto antes melhor! No 1º semestre apresentou um prejuízo de 252 milhões! Se a solução da oposição é varrer o problema para baixo do tapete, que se preparem para um buraco de 1000 milhões no fim de 2016 e é que depois ninguém lhe pega!

Não invalida o que escrevi. O governo vai tentar 'aldrabar' as contas para que os custos não apareçam no défice.

O dinheiro que é eventualmente necessário, tem origem na tranche destinada à recapitalização da banca (troika). Quanto vai pesar aos contribuintes? Isso depende, de como for estruturado o pagamento da dívida à troika.

Supostamente esse pagamento já está estruturado. O governo pode é adquirir fundos no mercado e pagar primeiro à Troika. Mas isso não é estruturar. É pagar antecipadamente. Se a tranche reservada para os bancos não fosse usada seria usada para outros fins. A minha pergunta é: Se o BES tivesse falido na última crise o governo tinha-o salvado como salvou todos os outros bancos. Quantos potenciais BES estão escondidos nos restantes bancos privados?

Uns preferem privatizar, outros nacionalizar o novo banco. O BE e o PCP são da opinião que nacionalizar é a solução para que o contribuinte não pague. Como? Será que ouvi bem? Então se o novo banco apresenta prejuízos de 250milhões por semestre, a quem caberia a dívida nacionalizada senão aos contribuintes?

Se um negócio privado precisa sempre de ajuda pública quando está prestes a falir não devia existir. E os milhares de negócios que faliram? Porque não têm eles ajuda do estado? O estado salva o BES e não confisca nenhum ativo. Há que o tornar 'atrativo' para a venda. Os maiores bancos têm 20 mil imóveis à venda, boa parte deles fruto de empréstimos que correram mal. Onde está a igualdade de tratamento?
 
Última edição:
Orion, habituaste-nos a melhores argumentos..
- Vitor Gaspar, já não está no governo.
- Fazer previsões com o que passos pensou ou não no passado, vale pouco. Nem o que é dito agora, conta para o que é feito daqui a 1 mês (políticos em geral)
- O fundo de recapitalização da banca não podia ser usado para outros fins.
- Foi o bce quem bloqueou a hipótese de usar a tranche para salvar o bes, não o governo.
- O estado não pode ajudar financeiramente empresas ou bancos. Ex: estaleiros de viana
- Sim, não é reestruturação. Seria um pagamento antecipado recorrendo ao financiamento com juros baixos. Como muitas das operações já realizadas este ano.

Deixo uma questão:
Como ficaria o nosso défice se o novo banco fosse nacionalizado?
 
Orion, habituaste-nos a melhores argumentos..

Obrigado. Vou tentar manter o mesmo nível :D

- Fazer previsões com o que passos pensou ou não no passado, vale pouco. Nem o que é dito agora, conta para o que é feito daqui a 1 mês (políticos em geral)

Uma indicação da futura privatização é a recente expressão pública de desagrado acerca da falta de pagamentos da CGD. Ora, duvido que fizesse isso se fosse um banco privado. Ligando isso às intenções passadas de privatizar penso que é apenas normal acreditar que o governo, ou pelo menos algumas pessoas, estão a pensar na sua privatização. PPC nunca diria as suas intenções antes das eleições. É uma forma de pré-condicionamento. Já escrevi. A CGD seria a privatização mais polémica de sempre.

- O fundo de recapitalização da banca não podia ser usado para outros fins.

O dinheiro não ia ficar parado indefinidamente:

E qual será o destino dos fundos, caso nenhum banco venha a recorrer ao fundo? O Ministério das Finanças diz que "é prematuro avançar com uma resposta". Mas alternativas e propostas não faltam: desde o reforço de almofada líquidez de Portugal para o pós-troika até ao apoio às empresas (ver caixa).

http://www.ionline.pt/384091

Claro que apareceu o BES.

- Foi o bce quem bloqueou a hipótese de usar a tranche para salvar o bes, não o governo.

Verdade. Mas politicamente o governo não estava muito virado para salvar o BES. Os fundos não eram muitos. E com eleições a pouco tempo de distância...

- O estado não pode ajudar financeiramente empresas ou bancos. Ex: estaleiros de viana

Diretamente não. Mas quando entidades estrangeiras emprestam aos governos para injetar na banca, vai dar ao mesmo. Os estaleiros de viana, do meu conhecimento, não era privados como o BES, e anteriormente o BPI, BCP, Banif...

Como ficaria o nosso défice se o novo banco fosse nacionalizado?

Então deve-se continuar a injetar dinheiro em bancos sempre que tiverem dificuldades, perpetuando-se um regime de exclusividade ao setor bancário? Esse tipo de operações tendencialmente incorrem em prejuízo para o erário público. E isso não mudou com as novas medidas. E quando as resoluções dos bancos passarem pelo roubo de parte do dinheiro das contas bancárias? O dinheiro dos depositantes vai-se mas os bancos continuam ou a breve prazo voltam para mãos de privados. É isso justo?
 
Última edição:
o PaF tem um bom exército de perfis falsos, alguns dos quais já reconheci no facebook. Não me estranhava que a pergunta das portagens tivesse vindo desse setor.
 
Os chineses estão em força em Portugal. Como confiar em empresas estatais de um país cujo crescimento do PIB é inventado? Será interessante ver a evolução desses negócios. Os vistos dourados já estão a sofrer com a repressão contra a corrupção (mudam as moscas apenas).
 
Não tens de agradecer Orion, o que é verdade tem de se dizer! :)

No post anterior tinhas dito que a idéia de privatizar já vinha do memorando, mas pronto..

A pressão à CGD pode ter significado político como dizes, mas não só. O dinheiro emprestado é para devolver à sua procedência. Nem faria sentido pressionar os outros bancos, que têm devolvido o empréstimo na medida das suas possibilidades.

O BCE empresta ao estado, mas já com destino que é ir diretamente para a banca. Não há desvios, é tudo muito direto: na grécia, só o vêem passar de um lado para o outro!
Por sua vez banca devolve ao estado com um juro superior.

Não tenho aversão à banca privada. Porque razão achas que administradores nomeados pelo estado iriam gerir melhor as contas dos bancos? Nem vale a pena falar em alguns nomes, inclusive alguns que ainda lá estão, pois não?

Por último, se a nacionalização dos bancos é assim tão boa idéia, porque razão se voltou a privatizar a banca nacionalizada nos anos 70?
 
Não tenho aversão à banca privada. Porque razão achas que administradores nomeados pelo estado iriam gerir melhor as contas dos bancos? Nem vale a pena falar em alguns nomes, inclusive alguns que ainda lá estão, pois não?

Eu também não. Mas o modelo atual é insustentável. Relativamente aos privados há também conflito de interesses. Li isto no outro dia:

Em Portugal, o Atlântico Europa é detido a 89,5% pelo Atlântico Finantial Group (com sede no Luxemburgo), a 7% de forma directa pelo Atlântico de Angola e a 3,5% pela equipa de gestão. Já em Angola a equipa de gestão é dona de 21% do capital, a Global Pactum é dona de uns dominantes 72,3%, e o Banco Millennium Angola detém 6,7%. A Global Pactum está ligada a Carlos José da Silva, presidente do banco e accionista directo (foi o seu fundador em 2006).

Depois, entra-se num novo cruzamento de participações: o Millenium Angola reparte o seu capital entre o BCP (50,1%), a Sonangol (29,9%), o Atlântico (15%) e a Global Pactum (5%). Além disso, tanto o Atlântico como a Sonangol estão no capital da Mota-Engil Angola. O quadro podia incluir ainda os russos do VTB, mas a fusão entre o Atlântico e o VTB África anunciada em Fevereiro do ano passado acabou por não avançar.

Quanto a Carlos da Silva, o gestor preside também a uma outra sociedade presente em Portugal, a Interoceânico, que junta capitais angolanos e nacionais. É ainda, desde 2012, vice-presidente do conselho de administração do BCP, onde o maior accionista é a Sonangol (com 19,4%).

http://www.publico.pt/economia/noti...nternacionalizase-atraves-de-portugal-1690766

O CV dele está aqui:

http://ind.millenniumbcp.pt/pt/Inst...ments/mod_organizacional/CV_Carlos_JSilva.pdf

Pessoas a trabalhar ao mesmo tempo em bancos que competem entre si não se coaduna muito bem com a concorrência. Muitas mais ligações 'estranhas' haverão um pouco por toda a banca.

Por último, se a nacionalização dos bancos é assim tão boa idéia, porque razão se voltou a privatizar a banca nacionalizada nos anos 70?

Nem era nascido na altura portanto não sei :D. Se era para prevenir corrupção e negócios esquisitos, a banca privada também não está em melhor estado.
 
A ainda a Sra. Swap...

Maria Luís e o Novo Banco: “Digo o que sempre disse: contribuintes não serão chamados a cobrir prejuízo”

ministra das Finanças admitiu esta terça-feira que a venda do Novo Banco é importante para a estabilidade financeira, mas acredita que o Banco de Portugal só não fechou já o negócio porque não havia condições para o fazer.

"Naturalmente - e nós já o temos dito em nome da estabilidade financeira, que é um valor importante -, quanto mais cedo este assunto pudesse ficar resolvido, e bem resolvido, melhor. Mas, com certeza, se o Banco de Portugal decidiu não concluir a venda é porque terá entendido que não tinha condições", disse aos jornalistas Maria Luís Albuquerque, à margem de uma visita ao porto de Setúbal.

"O Banco de Portugal, no âmbito dos poderes que lhe estão conferidos pela lei, decidiu que não havia condições para fechar o negócio com aquele proponente e, de acordo com o que estava previsto, partiu para negociações com o seguinte. O Banco de Portugal é que é a autoridade da resolução nos termos da lei e a quem está atribuída a competência da venda. A mim cabe-me apenas acompanhar e desejar que as negociações corram pelo melhor", frisou a ministra das Finanças.

Confrontada com as declarações do líder do PS, António Costa, que acusou o Governo e o governador do Banco de Portugal de terem cometido um "gravíssimo erro", quando quiseram criar a ilusão de que a resolução sobre o BES seria feita sem custos para os contribuintes portugueses, Maria Luís Albuquerque disse apenas que as matérias de estabilidade financeira "merecem reflexões e comentários muito ponderados".

"Aquilo que digo é aquilo que sempre disse - e que tive oportunidade de dizer na comissão de inquérito ao BES (Banco Espírito Santo): que os contribuintes não serão chamados a cobrir qualquer prejuízo com este processo. Isso cabe ao Fundo de Resolução", disse a ministra das Finanças.

"É verdade que há um banco público (CGD - Caixa Geral de Depósitos), que faz parte dos bancos do sistema, mas isso decorre da existência de um banco público, que é um banco igual aos outros em termos de direitos e obrigações para esta matéria. Em todas as outras questões, os contribuintes não serão chamados. E no caso da CGD é uma via indireta, que decorre do facto de o banco ser público", concluiu Maria Luísa Albuquerque.

O Banco de Portugal anunciou esta terça-feira que terminou sem acordo o período de negociação com o potencial comprador do Novo Banco, apontado pela imprensa como sendo a chinesa Anbang.
O “Negócios” e o Expresso noticiaram esta terça-feira de tarde que o supervisor vai agora negociar com o outro concorrente chinês, a Fosun, mantendo-se ainda uma terceira proposta vincunlativa válida, a dos norte-americanos da Apollo.

Expresso
 
continua a mentir com o mesmo sorriso do colega paulo portas... Desta vez não temos a bateria de empresários, gestores e outros patetas que normalmente aparecem nesta altura a falar dos contribuintes.

O circo do PaF está montado.
 
Sim mente!

A Caixa a ser usada e instrumentalizada como sempre, sejam de direira, esquerda ou o raio que partam a todos!
Se o capital do banco é público e tiver de cobrir a parte que lhe pertence no Fundo de Resolução quem é que paga?
Ou se faz aumento de capital pelo accionista (estado) e terá de haver dotação financeira no OE... aí entramos nós... os contribuintes... ou estarei equivovado?
Deixem passar as eleições... e falamos...
Eu não acredito mais na classe politica deste país...
 
eu como não acredito em nada deste governo pois é tão mentiroso como o anterior, espero para ver os numeros verdadeiros da economia.

Lojas que por aqui abriram em 2013 e 2014, o tal crescimento económico do Pires de Lima... já encerram de novo.
 
todos os bancos na apresentação dos resultados falam em melhoria mas as contas não mostram nada... está tudo na mesma como em 2011. Vai-se ganhando dinheiro com as dívidas públicas dos países e já é muito bom.
 
Eu compreendo a frustração, mas agora pensem, o que acham que pensam nos outros bancos privados que também eram concorrentes do BES e tem que arcar com o prejuízo ?

Pois, o socialismo é mau quando são eles a pagar. Não admira que odeiem o esquema de emprestar a bancos falidos, o dito fundo de resolução. Quando é para o estado emprestar a bancos não vejo a indignação deles sobre os potenciais prejuízos. Aliás, o estado emprestou aos bancos. Ao que parece têm pago. E se não tivessem pago? O estado tinha convertido o empréstimo em ações extremamente desvalorizadas (as CoCo's). Não creio que ficassem muito preocupados com o rombo nas contas públicas. Mais Austeridade? Aguentam, aguentam. Devemos ser todos como os sem-abrigo.
 
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