O Estado do País 2015

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Qualquer pessoa sabe que portugal tem de colocar a dívida a 60% da riqueza produzida. Neste momento tem 130%.
Para chegar lá, os ministérios da saúde, educação e toda a segurança social tinham de desaparecer.
Os partidos que assinaram isso, que apresentem aos eleitores as escolhas que fizeram.
 
depois das piadas sobre o comunismo e as cabeças cortadas... Paulo Portas adiou o debate com o PEV de 10 para 18 de setembro.

Afinal... isto está mesmo a correr mal.
 
Qualquer pessoa sabe que portugal tem de colocar a dívida a 60% da riqueza produzida. Neste momento tem 130%.
Para chegar lá, os ministérios da saúde, educação e toda a segurança social tinham de desaparecer.
Os partidos que assinaram isso, que apresentem aos eleitores as escolhas que fizeram.

É necessário ter as contas bem controladas, de forma que continuem a financiar-nos a juros comportáveis (inferior a 3%).

O esforço necessário para chegar aos 60% é de forma muito simplista, o equivalente a 50 anos consecutivos com uma margem de +1.4% entre Défice e Crescimento do PIB.
Exemplo 1 - Portugal com um dos melhores crescimentos e défice aceitável:
PIB: 2.9%
Défice: 1.5%

Exemplo 2 - País com crescimento semelhante à China, mas com défice sustentável:
PIB: 6.4%
Défice: 5.0%

Exemplo 3 - País em que os gastos foram exatamente os previstos, sem recorrer a financiamentos:
PIB: 1.4%
Défice: 0.0%

Exemplo 4 - País em que sobra dinheiro do orçamento de estado ao final do ano
:
PIB: -2.9%
Défice: -4.3% (Superavit: 4.3%)

Parece difícil, não é? Outra solução seria descobrir petróleo ou diamantes em Portugal e não cair na esparrela de criar PPP's para o explorar! LOL :)

Sempre que ouvirem dizer, ah e tal.. tanto esforço e a dívida continua a aumentar, lembrem-se que é pura matemática! Num país sem crescimento, a dívida resulta da soma dos sucessivos défices.
 
O próximo Governo vai ter de continuar a austeridade, se quisermos ficar no euro e não dar calote.

Continuar a austeridade não significa cortar salários ou despedir, mas ir reformando e fazendo poupanças que este Governo não fez, ou por falta de coragem, ou por má preparação, ou por encobrimento de alguns interesses.

Esses cortes vão doer a grupos específicos e causar algum desemprego, mas têm de ser feitos. São cortes de boa gestão da Administração Pública.

Os portugueses deveriam investigar o valor total da dívida pública e da despesa anual do Estado em 2000 e comparar com o valor antes da vinda da troika e com o valor actual. É que gastamos, tirando os juros, quase o dobro, mas o país pouco cresceu! Deveríamos perguntar onde se gasta mais dinheiro!

Alguns economistas falam em surdina que o Estado ainda pode cortar 10 a 20 mil milhões, com reduções de funcionários, autarquias, gastos intermédios, ajustes directos...

Os ajustes directos, criação do PS, que o PSD não acabou, custam muito ao Estado e são fontes de corrupção de tráfico de influências.

A sociedade civil terá de ser mais activa nos próximos 10 a 20 anos. Não falo de vir para a rua reclamar por tudo e por nada, daquelas manifestações manipuladas pelos sindicatos ligados ao PCP. Falo sim da denúncia concreto de casos de corrupção, de despesismo público...

Soube-se com a queda do BES que a Comporta está cheia de casas ilegais, desde casas de agricultores a casas de «gente rica». Pergunto, quem pôs lá infra-estruturas públicas, por que nunca se denunciou isto, onde estavam as pessoas da zona, onde esteve o Estado? A sociedade civil tem de ser mais forte nestes casos, o Estado tem de ter mais autoridade. Se é ilegal, tem de ser demolido e renaturalizado, e quem fez tem de pagar o processo e a multa, é aqui que entra também a reforma da Justiça, estes casos chegam a estar 20 ou mais ano no tribunal, quando deveriam resolver-se em meses, de forma mais célere, mas as leis são dúbias e mal redigidas de propósito...

Enfim, quem pensa que vai votar neste ou naquele partido e que vem aí um paraíso de crescimento engana-se. Se não houver reformas duras nos próximos anos, mão férrea na despesa e aumento da autoridade do Estado para corrigir problemas estruturais da sociedade corremos o risco de sair do euro e empobrecer muito.
 
A austeridade tem de ser nas famosas gorduras do estado, baixar ordenados dos gestores e acabar de vez com ppps e as famosas indemnizações compensatórias em negócios ruinosos e trocar o presidente da republica (se o proximo for como este) por um gravador
 
A solução do país, está aqui: http://economico.sapo.pt/noticias/a...-grecia-cresceu-mais-que-portugal_228502.html

Venham daí, mais obras públicas, mais auto-estradas fantasma, mais "aeromortos" como o de Beja, mais TGV, mais uma ponte sobre o Tejo. Reduzir as taxas moderadoras, redução do IVA na restauração, mais subsídios (ainda existem poucos), só falta saber aonde é que vai o Costa buscar o dinheiro. :rolleyes:

Também, já agora aumentem os subsídios, que os refugiados são capazes de arranjar emprego 1º que muitos portugueses, que estão no desemprego, vão a empresas chorarem para colocarem o carimbo, nem levam um currículo para entregarem e nem perguntam se precisam de alguém para trabalhar, querem é o carimbo é um país onde arranjar emprego é difícil, mas muitos desempregados querem é andar a viver à custa dos subsídios. As regras deviam ser muito mais apertadas, as empresas que colocam o carimbo deviam ser contactadas pelo Centro de Emprego a comprovarem se o desempregado entregou currículo e mostrou algum interesse ou só foi lá por causa do carimbo. Todas as semanas, aparecem onde eu trabalho pessoas a pedir o carimbo quase a implorarem, pedimos o currículo não têem, dizemos traga o currículo que colocamos o carimbo nunca mais aparecem lá. :unsure:

Quem viu ontem o Costa e quem viu hoje na RTP1. :rolleyes:
 
não há obras públicas até 2020 que é o final deste programa comunitário... o que significa que obras importantes como a substituição do tabuleiro da ponte sobre o tejo serão continuamente adiadas. Há um estigma criado contra as obras públicas mas elas são necessárias e a todo o tempo teremos de as fazer pois as estruturas envelhecem. Vários partidos criticam a corrupção nos processos de decisão mas nada fazem para a combater, alimentam-se dela.

o subsídio de desemprego não é dinheiro do estado, são descontos do próprio trabalhador que servem para muitas coisas desde auxiliar em situação de desemprego até ao pagamento do funeral em caso de morte.

Se tens emprego disponível na tua empresa com toda essa facilidade, divulga quais são as condições, não andes a dizer que as pessoas não querem trabalhar. Eu também vejo que o único emprego que é publicitado só o é se tiver financiamento da segurança social. É falso emprego.
 
Meus amigos, quando tivermos governantes (do maior ao mais pequeno) que não tenha cultura financeira de gastar menos do que as receitas que tem disponíveis, teremos sempre um país, governos centrais e regionais, ministérios, municípios, freguesias, mil e um institutos públicos, etc,etc,etc, iremos estar sempre nas lonas. Em Portugal não há cultura de poupar, devido a anos e anos de facilitismo no acesso ao crédito, apoiado em políticas geridas para o consumo público e privado, sem qualquer preocupação na geração de capital fixo no futuro próximo, dando a desculpa de que "qualquer equipamento público", ao ter por exemplo 50 anos de vida útil, deveriam ser também as gerações vindouras a pagar uma percentagem pelo seu usufruto... Qualquer pai sabe que terá de poupar para ajudar os filhos no seu futuro; então porque é que quando são políticos ou gestores (que também são políticos dada a cultura de nomeações dos amigos, membros do mesmo partido ou pagamento de favores) esquecem esse princípio fundamental do nosso dia-a-dia??
Quando vejo o estado do nosso pai recordo-me sempre de um poeta, António Aleixo, que no fundo da sua grande inteligência (mesmo sendo homem simples, humilde e semi-analfabeto) era capaz de ter tanta razão naquilo que escrevia há mais de meio século...
"Há tantos burros mandando
em homens de inteligência,
que, às vezes, fico pensando
que a burrice é uma ciência."
 
Estamos num pais em que a maior parte das pessoas , quando se apanha com algum dinheiro no bolso , vai a correr comprar um carrinho novo , para impressionar os
Amigos , os familiares , os vizinhos ou a namorada .

As estatísticas assim o comprovam , o aumento do credito automóvel .
Com uma população com esta mentalidade , vamos continuar a ter maus governantes e um pais estagnado econômica e culturalmente .
 
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Estamos num pais em que a maior parte das pessoas , quando se apanha com algum dinheiro no bolso , vai a correr comprar um carrinho novo , para impressionar os
Amigos , os familiares , os vizinhos ou a namorada .

Com uma população com esta mentalidade , vamos continuar a ter maus governantes e um pais estagnado econômica e culturalmente .

Nem mais @james e o problema é que sem uma educação diferente daquela que tem existido, não vamos lá. Nas melhores perspectivas, só em 30 anos iríamos mudar as mentalidades, pois para educar adequadamente uma geração, a anterior tem de ser educada da mesma forma, pois se não forem os pais a incutir princípios fundamentais aos filhos, não será a melhor escola a fazer-lo ;)
 
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o carro novo é um grande sinal de desperdício... uma ostentação. Podemos fazer imensas coisas sem um carro, os transportes públicos são óptimos.
 
supreendente ou se calhar até não é... abrem-se os jornais e o PaF vai continuar a insistir no Sócrates... vão perder as eleições por falta de comparência por não defenderem os desastres anunciados nas pensões, nos hospitais, centros de saúde e nos programas das escolas...
 
supreendente ou se calhar até não é... abrem-se os jornais e o PaF vai continuar a insistir no Sócrates... vão perder as eleições por falta de comparência por não defenderem os desastres anunciados nas pensões, nos hospitais, centros de saúde e nos programas das escolas...



Quais desastres ?

O único desastre que se avizinha e já tem data marcada e na Segurança Social , caso ninguém faca nada em relação a situação atual . A geração atual esta a contribuir de forma obrigatória para a Segurança Social ( já não e uma contribuição mas um imposto ) , em grande parte para pagar atuais pensões , rendimentos mínimos e sabe - se la que mais , isso e uma grande falácia .

E quais são as propostas do PS ? Financiar a SS com portagens ? Ativar um fundo gigantesco para obras ? Reduzir o iva da restauração ( viva os lobis ) ? Reposição dos feriados ? Dar tudo a todos ?

Mais vale ligar a troika para aparecer já .

Mas o SG do PS não tinha dito que estávamos melhor aos chineses ?


Mas que ganhe quem tiver mais votos , apesar de tudo o melhor sistema a democracia .
 
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