O Estado do País 2015

  • Thread starter Thread starter Orion
  • Data de início Data de início
Estado
Fechado para novas mensagens.
os funcionários são cada vez piores, não sabem as moradas corretas, não recolhem cartas que foram depositadas erradamente.

Só se for aí em Faro ou Aljezur. Mando encomendas pelos CTT e nunca tive qualquer problema, mas a maior parte das empresas não trabalham com os CTT, existem transportadoras bem mais eficientes do que os próprios CTT e cobram menos pelo serviço prestado e isto já na altura em que os CTT eram públicos as coisas funcionavam assim. Ainda bem, que saiu da esfera do estado, o setor tem muitos concorrentes e que seja uma empresa como tantas outras a lutarem pelo seu mercado e não a viverem à custa dos contribuintes.
 
  • Gosto
Reactions: frederico
o serviço postal que interessa são as convocatórias do tribunal e as das finanças... e sim, esse serviço vai ter de viver à custa dos contribuintes. Alguém vai ter de assegurar o serviço postal universal.

Quero lá saber das encomendas e da tecnologia.
 
É preciso ter cuidado quando se aborda o tema da emigração dos enfermeiros e dos dentistas.

O país forma por ano quase o dobro dos enfermeiros que precisa. Isto sucede porque há um excesso de escolas privadas e públicas de enfermagem. Se todas as privadas encerrassem já formaríamos o número de enfermeiros por ano que precisamos e gradualmente acabaria o desemprego. Contudo, enquanto as privadas tiverem procura, não encerrarão. Sendo assim, um jovem quando escolhe enfermagem deve assumir o risco de que muito provavelmente não terá emprego em Portugal. No dia que os jovens começarem a assumir esse risco em vez de irem atrás de modas, as privadas de enfermagem encerrarão por falta de alunos.

O mesmo sucede na Medicina Dentária. O país forma por ano o dobro ou o triplo dos dentistas que precisa. E isto sucede porque tem um excesso de cursos, 3 públicos e 4 privados. Apesar do desemprego ser elevadíssimo, e de acabarem quase todos por emigrar, a procura continua elevada e enquanto houver alunos as privadas não encerrarão e continuará a haver desemprego.

A Medicina virou moda nos anos 80 porque houve um congelamento de vagas, o país precisava e precisa de 1200 a 1400 médicos formados por ano e durante uns anos houve apenas 200 vagas. Por haver poucos médicos e poucas vagas a empregabilidade era garantida, a procura tornou-se elevada e as médias dispararam. Como o acesso ficou muito difícil muitos jovens optaram pela Enfermagem, Medicina Dentária, Fisioterapia ou Ciências Farmacêuticas na esperança de um dia ingressarem em Medicina nas vagas para licenciados, conseguirem equivalências a cadeiras e fazerem o curso num menor número de anos. As privadas perceberam que a procura na área da Saúde era muito elevada e fizeram negócio abrindo cursos e mais cursos de Enfermagem, Medicina Dentária, Psicologia, Nutrição, Fisioterapia, Análises Clínicas, Ciências Farmacêuticas, Farmácia, etc. Com o passar dos anos, o mercado de trabalho ficou esgotado, como era previsível.

O Rui Ramos escreveu há semanas um artigo muito interessante que deveria ser lido por todos os jovens, pais e professores de Portugal.

Deixem os jovens seguir os seus talentos, ponto. Não os obriguem a ser médicos porque dá status. Não os obriguem a ir estudar Medicina Dentária para uma privada por capricho, mesmo sabendo que o desemprego está ao virar da esquina, apenas para dizerem que têm doutor na família. Não os obriguem a ser enfermeiros porque não tiveram média para Medicina. Não os obriguem a ser advogados, arquitectos ou engenheiros contra a sua vontade, apenas porque é a profissão do pai ou do avô. Não deixem os jovens escolher os cursos apenas pelas modas, apenas pelos dados imediatos da empregabilidade. Vi ao longo dos anos muitos colegas com alguma frustração por não estarem no curso que pretendiam. Como eram alunos de 18 ou 19, foram «empurrados» pela família, colegas e professores para Medicina. Mas os sonhos eram outros: História, Economia, Matemática, Ciências Políticas, Física Nuclear. Muitas famílias portuguesas são excessivamente controladoras, deixem os jovens seguir a sua vocação, o seu talento, e veremos o problema do desemprego acabar gradualmente.

É curioso constatar que os problemas de desemprego na área da Saúde são típicos de Espanha, Itália ou Grécia, e agora de Portugal. E não ocorrem nos países protestantes...
 
É preciso ter cuidado quando se aborda o tema da emigração dos enfermeiros e dos dentistas.

O país forma por ano quase o dobro dos enfermeiros que precisa. Isto sucede porque há um excesso de escolas privadas e públicas de enfermagem. Se todas as privadas encerrassem já formaríamos o número de enfermeiros por ano que precisamos e gradualmente acabaria o desemprego. Contudo, enquanto as privadas tiverem procura, não encerrarão. Sendo assim, um jovem quando escolhe enfermagem deve assumir o risco de que muito provavelmente não terá emprego em Portugal. No dia que os jovens começarem a assumir esse risco em vez de irem atrás de modas, as privadas de enfermagem encerrarão por falta de alunos.

O mesmo sucede na Medicina Dentária. O país forma por ano o dobro ou o triplo dos dentistas que precisa. E isto sucede porque tem um excesso de cursos, 3 públicos e 4 privados. Apesar do desemprego ser elevadíssimo, e de acabarem quase todos por emigrar, a procura continua elevada e enquanto houver alunos as privadas não encerrarão e continuará a haver desemprego.

A Medicina virou moda nos anos 80 porque houve um congelamento de vagas, o país precisava e precisa de 1200 a 1400 médicos formados por ano e durante uns anos houve apenas 200 vagas. Por haver poucos médicos e poucas vagas a empregabilidade era garantida, a procura tornou-se elevada e as médias dispararam. Como o acesso ficou muito difícil muitos jovens optaram pela Enfermagem, Medicina Dentária, Fisioterapia ou Ciências Farmacêuticas na esperança de um dia ingressarem em Medicina nas vagas para licenciados, conseguirem equivalências a cadeiras e fazerem o curso num menor número de anos. As privadas perceberam que a procura na área da Saúde era muito elevada e fizeram negócio abrindo cursos e mais cursos de Enfermagem, Medicina Dentária, Psicologia, Nutrição, Fisioterapia, Análises Clínicas, Ciências Farmacêuticas, Farmácia, etc. Com o passar dos anos, o mercado de trabalho ficou esgotado, como era previsível.

O Rui Ramos escreveu há semanas um artigo muito interessante que deveria ser lido por todos os jovens, pais e professores de Portugal.

Deixem os jovens seguir os seus talentos, ponto. Não os obriguem a ser médicos porque dá status. Não os obriguem a ir estudar Medicina Dentária para uma privada por capricho, mesmo sabendo que o desemprego está ao virar da esquina, apenas para dizerem que têm doutor na família. Não os obriguem a ser enfermeiros porque não tiveram média para Medicina. Não os obriguem a ser advogados, arquitectos ou engenheiros contra a sua vontade, apenas porque é a profissão do pai ou do avô. Não deixem os jovens escolher os cursos apenas pelas modas, apenas pelos dados imediatos da empregabilidade. Vi ao longo dos anos muitos colegas com alguma frustração por não estarem no curso que pretendiam. Como eram alunos de 18 ou 19, foram «empurrados» pela família, colegas e professores para Medicina. Mas os sonhos eram outros: História, Economia, Matemática, Ciências Políticas, Física Nuclear. Muitas famílias portuguesas são excessivamente controladoras, deixem os jovens seguir a sua vocação, o seu talento, e veremos o problema do desemprego acabar gradualmente.

É curioso constatar que os problemas de desemprego na área da Saúde são típicos de Espanha, Itália ou Grécia, e agora de Portugal. E não ocorrem nos países protestantes...


O Estado também devia dar o exemplo e fechar faculdades , tem faculdades a mais em muitas áreas , só de enfermagem podia fechar para
Ai metade .
 
O Estado mais tarde ou mais cedo terá de fazer uma profunda reforma no mapa do Superior.

Os ciclos básicos de Medicina da Madeira e dos Açores são uma despesa desnecessária para o Estado e deveriam ser extintos. Tal como outros ciclos básicos.

Deve ser feita a fusão de cursos e concentrados recursos humanos e materiais em algumas universidades. O Estado pouparia dinheiro e os alunos teriam acesso a melhores professores e melhores instalações. Simultaneamente falta investimento público em residências de estudantes. O número de camas em residências públicas está muito aquém das necessidades. Penso que no Porto há apenas cerca de 2000 camas em residências públicas. Ora só a UP tem 28 mil estudantes. Depois há ainda os estudantes das privadas, institutos públicos ou cursos profissionais. Existe apenas uma boa residência privada que tem os preços muito inflacionados. Os estudantes acabam por ser empurrados para os quartos e apartamentos, onde há muitos abusos por parte dos senhorios, e uma fuga ao fisco brutal.

Enfermagem é uma área em que de facto o Estado deve encerrar estabelecimentos, é necessária uma reformulação brutal, mas enquanto as privadas tiverem procura haverá desemprego. Se o Estado encerra o curso de Enfermagem em Beja ou Castelo Branco logo surge uma privada com o mesmo curso, porque quem é do distrito prefere por vezes pagar a privada do que ir para uma escola superior melhor em Lisboa, Porto ou Coimbra. Enquanto os jovens continuarem a escolher cursos por pressões sociais e familiares, enquanto faltarem dados claros sobre a empregabilidade e perspectivas futuras, enquanto os jovens escolherem os cursos pela proximidade e não pela qualidade, as privadas continuarão a encher. E o desemprego e a emigração não terão fim. É uma escolha da sociedade.
 
E acrescento que no futuro os jovens só precisarão de ir à Universidade para ter aulas práticas e exames.

Isto porque o futuro passa pelo fim das aulas teóricas. Os professores gravarão as aulas que ficarão nas plataformas Moodle. Os alunos assistirão no conforto do seu lar às teóricas, em vez de estarem num anfiteatro cheio, por vezes com 200 ou 300 alunos, sem ouvir nada porque ficaram muito atrás e o professor está lá em baixo a falar baixinho. Assim, os estudantes perderão menos tempo em deslocações, rendas de quartos, combustível, passes. E os professores ficarão com mais tempo para preparar material de estudo para os alunos, e para fazerem investigação.

No entanto, este modelo de ensino terá resistências brutais, só estará generalizado em Portugal daqui a 20 ou 30 anos.
 
o futuro é inserir tudo na cabeça ligando uma ficha e descarregando como no matrix. Tudo será virtual, professores, universidades e alunos.

Perder tempo a conviver com professores e colegas? Naaaa...

Depois admiram-se os médicos dos candidatos a médicos não prestarem pra nada pois são apenas memorizadores de livros.
 
o futuro é inserir tudo na cabeça ligando uma ficha e descarregando como no matrix. Tudo será virtual, professores, universidades e alunos.

Perder tempo a conviver com professores e colegas? Naaaa...

Depois admiram-se os médicos dos candidatos a médicos não prestarem pra nada pois são apenas memorizadores de livros.

Lol.

Os alunos continuariam a ter aulas práticas e a conviver com professores e colegas. Os professores continuariam nos seus gabinetes a tirar dúvidas a alunos.

Deverias saber que mais de metade dos alunos em muitos cursos nunca põem os pés nas teóricas. Muitos porque moram longe da universidade e não podem gastar dinheiro em transportes todos os dias.

Os estudantes-trabalhadores não têm tempo para frequentar as aulas e com este sistema seriam muito beneficiados.

Espanto-me como as pessoas de Esquerda são mais conservadoras e avessas à mudança que as pessoas de Centro e de Direita...
 
Se um aluno tem uma carga teórica com 20 horas de horas e dessas 20 horas, 10 horas são teóricas,

as 10 horas práticas podem ser concentradas em dois dias de aulas, sem furos de horas entre aulas, como sucede em Portugal.

Os alunos ficariam com 3 dias úteis livres para estudarem ou fazer o que bem entendessem. Nesses três dias poupariam muito dinheiro e muitas horas em deslocações e em furos entre aulas. Ou seja, ficariam com mais tempo livre para estudar, namorar, conviver, trabalhar.

Lamento Agreste mas não há argumentos contra este sistema.

Ele já existe na «ilegalidade» pois há mais de dez anos que os alunos de algumas faculdades gravam aulas com e sem conhecimento dos professores e por vezes transcrevem tudo para papel, para darem aos colegas que por trabalharem, terem família ou não terem transporte não podem frequentar as aulas teóricas.
 
excelente.

se um estudante tem de trabalhar para pagar o curso, o problema são as aulas teóricas que não estão acessíveis.
 
Portugal não tem falta de empreendedorismo, tem falta é de olhos pra ver o empreendedorismo que por aí há aos pontapés... gente que se esfarrapa pra ter o básico que é um curso universitário num país miserável, atrasado e onde o pai só fez a 4ª classe.
 
Portugal não tem falta de empreendedorismo, tem falta é de olhos pra ver o empreendedorismo que por aí há aos pontapés... gente que se esfarrapa pra ter o básico que é um curso universitário num país miserável, atrasado e onde o pai só fez a 4ª classe.


Então por que não vais viver para os Bálcãs , a America Latina , o Médio Oriente , Africa ou o Sudeste Asiático , todos paises ricos , superdesenvolvidos e com ampla liberdade para dizer tudo o que lhes apetece em fóruns e em vez disso , vives num pais miserável e atrasado como Portugal ?
 
Última edição:
Decaiu em que sentido? De repente caiu, dum ano para o outro ? Não te importas de explicar melhor, e comparar antes e depois ?

Atrasos. Encomendas em correio registado que demoram 3 dias a chegar e correio verde a demorar 3 e 4 dias. Isto no centro de Viseu. Nunca tinha acontecido pelo menos desde o final dos anos 90 até agora há coisa de um ano. Quando fiz mestrado utilizei os CTT centenas de vezes para enviar e receber coisas do meu orientador e nunca tal aconteceu. Até o seguimento de encomendas no site tem piorado. Já aconteceu 2 ou 3 vezes aparecer algo como 'tentativa de entrega não conseguida' quando ninguém chegou a tocar à campainha estando eu em casa, propositadamente, para o efeito. Nunca tal tinha antes acontecido.
 
Eu não sou nacionalista , gosto do pais onde sempre vivi , mas sei que tem virtudes e defeitos ( mais do que deveria ) . Agora dizer que Portugal e um pais miserável e atrasado já roca o ridículo .
Acho que deveria haver algum bom senso na argumentação , senão parecemos crianças a ter uma discussão .
 
Estado
Fechado para novas mensagens.