O Estado do País 2015

  • Thread starter Thread starter Orion
  • Data de início Data de início
Estado
Fechado para novas mensagens.
Então por que não vais viver para os Bálcãs , a America Latina , o Médio Oriente , Africa ou o Sudeste Asiático , todos paises ricos , superdesenvolvidos e com ampla liberdade para dizer tudo o que lhes apetece em fóruns e em vez disso , vives num pais miserável e atrasado como Portugal ?

tu próprio sabes a resposta: se esses países são corruptos é porque de fora alguém os apoia na corrupção. Os estados unidos quando lhes convém provocar uma guerra, não precisam de argumentos. É assim desde 1898.

gostava imenso de viver nos balcãs mas o capitalismo português não me reserva dinheiro para comprar o bilhete de comboio.
 
mais um ano, mais uma rodada... os cursos de direito estão todos cheios.

viva a idade média, viva o medo da matemática!
 
mais um ano, mais uma rodada... os cursos de direito estão todos cheios.

viva a idade média, viva o medo da matemática!

Nisso estamos de acordo.

Mas deves saber que há interesses difíceis de dominar. A malta do Direito tomou conta do Parlamento, partidos, PSI-20, autarquias... e afastaram os médicos, professores, engenheiros, patrões, operários... ao longo de 40 anos de democracia.

Se quiseres mexer nas vagas de Direito e nos cursos vais tirar o emprego a muitos catedráticos que são políticos influentes.

Os grandes escritórios que tomaram conta o aparelho de Estado querem um excesso de advogados para terem jovens a trabalhar por três tostões.

Não pode haver qualidade na formação quando tens 500 vagas num curso. Mais 200 vagas já é excessivo. Em Coimbra há uns anos não havia lugares sentados para metade dos alunos, mas como uma parte significativa faltava às aulas... é que as universidades recebiam à cabeça, quanto maior o número de alunos...

Nos EUA se reprovam mais de 10 ou 20% dos alunos o professor é despedido... por cá chegou a haver cadeiras com taxas de reprovação de 90% e o professor era o «maior»... os gabinetes acumulavam por vezes 700 ou 800 alunos reprovados e enchiam-se de dinheiro porque o financiamento era à cabeça...

O poder dos donos do Superior é tão forte que nem a troika chegou lá.

Falta em Portugal uma valorização da Matemática, Física, Química, Biologia. Mais vagas e mais financiamento. E uma valorização das Humanidade, História, Filosofia, Língua Portuguesa, Latim, Grego Clássico.
 
Falta em Portugal uma valorização da Matemática, Física, Química, Biologia. Mais vagas e mais financiamento. E uma valorização das Humanidade, História, Filosofia, Língua Portuguesa, Latim, Grego Clássico.

Tenho sérias dúvidas que para as áreas a negrito haja muita procura. São giras no papel (dá a imagem de se ser culto). Já na prática...

Nos EUA se reprovam mais de 10 ou 20% dos alunos o professor é despedido

Aparentemente o ensino português não é muito pior que o americano:

http://www.independent.co.uk/news/e...s-of-education-across-the-world-10247405.html

Os alunos ficariam com 3 dias úteis livres para estudarem ou fazer o que bem entendessem. Nesses três dias poupariam muito dinheiro e muitas horas em deslocações e em furos entre aulas. Ou seja, ficariam com mais tempo livre para estudar, namorar, conviver, trabalhar.

Penso que esse sistema será implementado à bruta, dados os cortes orçamentais. Encontrará muita resistência. Esse sistema reduziria a poucos o número de professores. Mas não é novo. Já existe:

https://pt-pt.khanacademy.org/

A automação e as novas tecnologias têm um efeito pernicioso. Requerem menos pessoas mas mais especializadas. Menos emprego disponível e menos procura. Menos procura, menos receitas e mais exigência para reduzir custos aumentando isto a pressão para desenvolver a automação (impressoras 3D, caixas de supermercado...).

O Estado mais tarde ou mais cedo terá de fazer uma profunda reforma no mapa do Superior.

Para liberal clássico, tens mais de tecnocrata do que provavelmente queres admitir :D

-----//-----

o futuro é inserir tudo na cabeça ligando uma ficha e descarregando como no matrix. Tudo será virtual, professores, universidades e alunos.

Por acaso é. Há muito interesse nisso. Já imaginaste a maior eficiência que isso traria? As escolas seriam reduzidas a nada. O conhecimento estaria disponível para (quase) todos.

Perder tempo a conviver com professores e colegas? Naaaa...

Depois admiram-se os médicos dos candidatos a médicos não prestarem pra nada pois são apenas memorizadores de livros.

Verdade. Mas eu ainda me lembro dos meus tempos de escola. Escolha, e evitamento, seletiva de pessoas para os grupos, brigas intermináveis acerca dos métodos de trabalho de cada um dos membros, alegações acerca de notas injustas, maus professores... Avaliações individuais mediante processos grupais, em boa parte disfuncionais é, para mim, algo contraditório. Não acho que, por si só, esse método faria com que as pessoas fossem mais egoístas/individualistas. Já o são. Todo o ensino baseia-se no individualismo por mais que o neguem. Para quem gosta de socializar, não falta disso fora do contexto das aulas. Há muita atividade lúdica, desportiva, voluntariado para se fazer.
 
Última edição:
A Europa prepara-se para acolher centenas de milhares de refugiados. Vários países – e as suas autarquias, municípios, organizações e organismos públicos e privados – manifestaram, nos últimos dias, disponibilidade para dar o seu contributo e minorar a catástrofe humana que se foi avolumando na costa europeia, com a chegada de migrantes em sucessivas vagas. Esses braços europeus abertos são, ao mesmo tempo, uma carta--branca. Ao acolher os refugiados, a Europa escancara também as portas à ameaça do terrorismo.

No início desta semana, a estação de televisão búlgara NOVA TV deu conta da detenção de cinco supostos refugiados que tentavam cruzar a fronteira entre a Bulgária e a Macedónia. Para escapar a um controlo fronteiriço mais apertado, os homens, entre os 20 e os 24 anos, optaram por fazer a travessia na zona de Gyueshevo e, para isso, contaram com o apoio de um cúmplice que os foi buscar de carro a território macedónio.

Foram detidos por oficiais búlgaros e, nos telemóveis, traziam consigo propaganda do Estado Islâmico – entre o material havia rezas jihadistas e vídeos de decapitações realizados pelos membros do grupo extremista. A sensibilidade do caso obrigou a Agência Estatal Búlgara de Segurança Nacional a entrar em acção e a assumir a investigação.

Até ao momento, não passa de um caso isolado. Mas “é preciso que haja a máxima atenção a estas infiltrações”, alerta José Manuel Anes. O especialista em terrorismo considera prioritário que se prossiga com a acção de apoio humanitário aos refugiados que continuam a chegar a território europeu, mas não esconde que as células terroristas a operar em África “vão aproveitar esta onda para entrar na Europa”.

Esse é um perigo real. Para já, os Serviços de Informação da República (SIRP) são contidos nas considerações. Fonte oficial das secretas diz ao i que “é prematuro falar sobre a situação num momento em que a operação tem um cariz humanitário”. “Nesta fase, não nos devemos pronunciar” sobre as eventuais consequências da entrada de cidadãos estrangeiros em Portugal, sobretudo nas condições em que os refugiados (sírios, na maioria) deverão chegar.

A situação está a ser gerida com as habituais pinças políticas, mas a verdade é que a forma como o processo está a ser politicamente conduzido ao nível da União Europeia suscita fortes preocupações a quem acompanha as questões de segurança interna. Há dois anos que os barcos se aventuram Mediterrâneo adentro, rumo à costa norte do mar. Chegam muitas vezes sem documentos e sem um historial, um “perfil” que os serviços de inteligência possam ter em conta e que lhes permita fazer uma triagem entre quem representa um perigo e quem vem realmente para salvar a própria vida e a dos familiares. “Alguns escaparão ao controlo das autoridades”, admite José Manuel Anes.

E, neste momento, a forma de actuação de grupos extremistas como o Estado Islâmico – o “terrorismo individual”, como refere Anes – dispensa a existência de um grupo para pôr em prática ataques. “Basta um.” O especialista em questões de terrorismo diz, por isso, que “é fundamental a partilha de informação entre os diversos países europeus e entre estes e os países do norte de África”.

Aí entra a segunda parte do problema: não existem redes de comunicação sólidas e seguras com muitos dos países de proveniência dos refugiados. Com meio milhão de refugiados em território europeu, sem documentos que os identifiquem e sem serviços de informação do outro lado para dar o devido contexto sobre os focos de perigo, os serviços de informação estão de mãos e braços atados. Em Portugal, o princípio é o de esperar para ver. O número mais elevado em cima da mesa é de três mil refugiados a acolher – onde, como, por quanto tempo são questões ainda sem resposta. A segurança interna só entrará efectivamente em acção quando os refugiados chegarem a território nacional.

http://www.ionline.pt/artigo/410325/terrorismo-a-europa-abre-os-bracos-a-ameaca?seccao=Mundo_i
 
Os quatro deputados à Assembleia da República eleitos nas listas do PSD/Madeira foram punidos com a pena de suspensão dos seus direitos como militantes do Partido, por terem votado contra a Lei do Orçamento de Estado (OE) para 2015.

O processo disciplinar contra os deputados da Madeira, foi iniciado por denúncia da Direcção do Grupo Parlamentar do PSD, e correu termos no Conselho de Jurisdição Nacional, tendo sido objecto de decisão em reunião convocada ainda antes das férias de Verão.

http://www.correiodosacores.info/in...o-contra-a-lei-do-orcamento-de-estado-de-2015
 
a lógica da educação em Portugal:

- cursos com menos de 10 alunos encerram, isso acontece com quase todos os cursos no interior e no sul do país...
- cursos com muitos alunos como direito, gestão e economia, cujas taxas de desemprego são elevadíssimas ficam abertos, a penalização é não aumentar as vagas existentes.
 
  • Gosto
Reactions: james e frederico
a lógica da saúde em Portugal:

- incentivos financeiros para os médicos ficarem sediados no interior e no sul do país.
- nenhuma penalização financeira pra quem fica em Lisboa e no Porto.
 
as políticas públicas e a ocupação do território são fasciszantes...

povoar as terras do interior com emigrantes da síria, da índia ou da indonésia na ordem dos 100 ou 200 mil é demasiado avançado para mentes tão medievais.
 
Outra perspetiva...

a lógica da saúde em Portugal:

- incentivos financeiros para os médicos ficarem sediados no interior e no sul do país.
- nenhuma penalização financeira pra quem fica em Lisboa e no Porto.

Liberdade/vontade própria de facto não consta no teu dicionário. Mas faz algum sentido penalizar quem vive nas cidades? Só falta defenderes pena de prisão/gulags no interior (para quem vive no litoral). Foi assim que a Austrália foi colonizada (não sei porquê mas acho que me vou arrepender de ter dado esta sugestão). E porque é que não te mudas para o interior? Muito queres tu mandar (n)os outros.

as políticas públicas e a ocupação do território são fasciszantes...

povoar as terras do interior com emigrantes da síria, da índia ou da indonésia na ordem dos 100 ou 200 mil é demasiado avançado para mentes tão medievais.

Os imigrantes iam ficar no interior da mesma maneira que querem ficar nos países periféricos. Se os obrigares a ficar no interior (que infelizmente acho que é a tua perspetiva e não eram as medidas que anteriormente mencionaste que iam resultar) isso ia resultar numa guetização das pessoas. Eu pensava que o teu objetivo era integrar. Mas aí voltamos ao segundo ponto, que é a inexistência de liberdade/vontade própria no teu léxico. Na tua visão, a maioria das pessoas deve ser coercivamente forçadas a fazer o que poucos querem. Novamente, qual é a diferença entre comunistas e fascistas (incluindo os de Bruxelas que tanto criticas?).
 
Última edição:
Quando se fala no despovoamento do interior , tem que se atencao a 2 fatores :

Em primeiro lugar , o despovoamento do interior tem ocorrido ao longo das ultimas décadas nas aldeias e pequenas vilas , ha muitas cidades e vilas maiores no interior perfeitamente consolidadas , com dinamismo e que não vão desaparecer ;

Em segundo lugar , a emigração que tem ocorrido e transversal a todo o pais , litoral e interior ;

E , já agora , em terceiro , o Estado deve promover politicas sadias de ocupação do território , mas as pessoas e que decidem , se querem ir para o Litoral ou emigrar ( e normalissimo , estamos num mundo
Globalizado e ja não estamos em tempos de cidades - estado , cidades - fortaleza e fronteiras fechadas como se as populações fossem gado que não pudesse sair ) .
 
Aprecio os teus argumentos porque acabas na posição mais confortável de todas que é não defender coisa nenhuma.

Estávamos melhor se fossemos finlandeses: 340 mil km2 e 3 ou 4 cidades importantes.
 
Outra perspetiva...

Os imigrantes iam ficar no interior da mesma maneira que querem ficar nos países periféricos. Se os obrigares a ficar no interior (que infelizmente acho que é a tua perspetiva e não eram as medidas que anteriormente mencionaste que iam resultar) isso ia resultar numa guetização das pessoas.

Custa a crer como é que os Açores foram colonizados... ou será guetizados?
 
Aprecio os teus argumentos porque acabas na posição mais confortável de todas que é não defender coisa nenhuma.

Se é para integrar imigrantes que se integre de uma forma construtiva e em que se dá todos os direitos essenciais: liberdade (mínima) de movimentos, acesso a cuidados de saúde, educação, etc. Se querem viver no litoral, que vivam.

Acolher imigrantes e dizer: 'Podem viver onde quiserem desde que não se aproximem a menos de 100 kms da costa. Há que povoar o interior' é um bocado desconcertante. Isto para mim, que aprecio a minha liberdade, tenho um mínimo de empatia pelas outras pessoas e que não confundo estadismo tecnocrata com bem-estar social.

Para ser justo, já me respondeste à pergunta das medidas. Restam a do costume - diferenças entre comunistas e fascistas - e a nova: Porque não te autopenalizas (que é isso que defendes para os outros) e te mudas para o interior? Do pouco que sei Faro e Aljezur não se encontram nessa zona do território. Se achas difícil pensa um pouco no que as tuas ações fariam aos outros.

Estávamos melhor se fossemos finlandeses: 340 mil km2 e 3 ou 4 cidades importantes.

A urbanização ocorre em todas as nações desenvolvidas ou em desenvolvimento. É uma forma de ganhar eficiência. A riqueza atrai cada vez mais pessoas e tem que haver uma densidade populacional minimamente grande para que certos serviços sejam rentáveis. A tua posição é contra-natura. Escrito isto, tanta gente que certamente gostaria de viver na Finlândia. Dispersão populacional não é por si só equivalente a riqueza e bem-estar (nem grandes densidades populacionais).

Custa a crer como é que os Açores foram colonizados... ou será guetizados?

Novamente, misturas as coisas (algo demasiado comum). Se estiver enganado digam-me mas acho que o estado na altura, nem agora, obriga as pessoas para determinadas ilhas como queres fazer para o interior. Há ilhas com populações a diminuir (devido ao que escrevi no comentário anterior), mas não acho que qualquer pessoa minimamente consciente diga (decerto há quem pense) que se deve forçar as pessoas para as outras ilhas para aumentar a população (o que eu acredito que eras capaz de fazer).

Só espero que indivíduos com as tuas perspetivas nunca cheguem a cargos políticos (como já chegaram em muitos locais no passado) de relevo. São ameaças demasiado grandes para o bem-estar geral. Não tenho a certeza se tens noção das consequências das tuas opiniões/ações paradoxais. A tua noção de reestruturar a sociedade para se atingir o (pseudo-)bem-estar implica primeiro uma destruição anterior gigantesca, incluindo coisas centrais na Europa, nomeadamente a liberdade (expressão, movimentos...). Decerto saberás o que quero dizer. Algo semeIhante a isso já aconteceu e tem um nome: Great Leap Forward. Como a história o documenta, correu de forma explêndida.
 
Última edição:
  • Gosto
Reactions: MSantos
Estado
Fechado para novas mensagens.