Agreste,
o despovoamento é consequência do fim da agricultura de subsistência. A consequência de termos tido este modelo agrícola até tão tarde é o desordenamento. Não conheço país tão desordenado na Europa como Portugal. E isto tem um preço para todos nós.
Sabes tão bem quanto eu que o povoamento não é viável em vastas áreas do país. A serra do Caldeirão, Alcoutim, Mértola, são zonas aí bem perto onde o modelo agrícola falhou. Os solos ficaram esgotados, não há floresta, nunca houve tradição industrial nem comercial. Era pura agricultura de subsistência e criação de gado, mas os solos desapareceram e agora tens pedra e esteva.
Onde tiveres em Portugal serras de xisto-grauvaque, que foram sujeitas a pecuária e agricultura, a culturas de trigo e séculos de queimadas, não há solos. Logo há despovoamento.
Só há uma coisa a fazer no futuro, recuperar a floresta nativa, vigiar o território, extinguir concelhos inviáveis e evitar os erros do passado.
O que interessa é que haja pólos urbanos industrializados que atraiam gentes no interior. Isso será possível se se desenvolverem as indústrias tradicionais, se voltar o comércio de fronteira e se o Estado transferir alguns serviços públicos para o interior.
o despovoamento é consequência do fim da agricultura de subsistência. A consequência de termos tido este modelo agrícola até tão tarde é o desordenamento. Não conheço país tão desordenado na Europa como Portugal. E isto tem um preço para todos nós.
Sabes tão bem quanto eu que o povoamento não é viável em vastas áreas do país. A serra do Caldeirão, Alcoutim, Mértola, são zonas aí bem perto onde o modelo agrícola falhou. Os solos ficaram esgotados, não há floresta, nunca houve tradição industrial nem comercial. Era pura agricultura de subsistência e criação de gado, mas os solos desapareceram e agora tens pedra e esteva.
Onde tiveres em Portugal serras de xisto-grauvaque, que foram sujeitas a pecuária e agricultura, a culturas de trigo e séculos de queimadas, não há solos. Logo há despovoamento.
Só há uma coisa a fazer no futuro, recuperar a floresta nativa, vigiar o território, extinguir concelhos inviáveis e evitar os erros do passado.
O que interessa é que haja pólos urbanos industrializados que atraiam gentes no interior. Isso será possível se se desenvolverem as indústrias tradicionais, se voltar o comércio de fronteira e se o Estado transferir alguns serviços públicos para o interior.
