Não sou especialista nenhum no tema, o que sei é o que vou lendo na comunicação social e em alguns livros, pois o tempo é pouco.
Mas tenho umas pergunta: se houver uma renegociação agressiva dos contratos, o que acontece ao que resta do sistema financeiro português? Qual será o valor das perdas? Como irão conseguir aguentar essas perdas?
O que o Sócrates fez a Portugal foi muito grave, acho que só daqui a uma ou duas gerações as pessoas olharão para trás e perceberão a gravidade do que se passou. Nós portugueses somos muito emotivos, parciais, de paixões cegas e casmurros. Muitos portugueses têm este fascínio irracional pelo pior que há na sociedade, o chico-esperto, o vigarista, a mulher da má vida.
Eu não tenho nada contra os socialistas, tenho sim contra os comunistas, que representam uma ideologia criminosa que matou muito mais pessoas que o nazismo. Em democracia o PS é importante, para equilibrar os excessos da Direita, assim como seria importante termos um CDS muito mais forte, para equilibrar os excessos dos socialistas e dos sociais-democratas.
O que não aceito é que as pessoas defendam o PS de Guterres e de Sócrates. Apesar de não morrer de simpatias pelo Cavaco Silva a verdade é que foram Guterres e Sócrates que nos últimos 20 anos causaram desnecessariamente todos os nossos maiores problemas. Guterres poderia ter trazido a dívida pública para perto de 40% do PIB e no seu governo o Estado cometeu muitos desperdícios e muitos erros, mas a grande Besta apocalíptica foi Sócrates, que duplicou a dívida pública, isto é obra! E pelo meio meto o fugitivo Barroso, que não teve coragem para levar o mandato até ao fim.
Nenhum socialista que reflicta bem as coisas pode defender Guterres ou Sócrates, o PS apropriou-se do aparelho de Estado para distribuir cargos para os seus e arranjar negociatas para as empresas onde tem influência. Isto é um partido? Para mim tem outro nome.