O Estado do País 2016

Há coisas que me parecem de pernas para o ar na questão do imobiliário.

Tenho 28 anos, nasci e cresci numa cidade do Algarve, no litoral, recordo-me bem que quando tinha 12 ou 13 anos havia apartamentos T1 arrendados o ano inteiro a 200 euros, ou melhor, 40 contos por mês, e quando era criança ainda eram mais baratos. Agora um T1 anda à volta dos 350 euros. As lojas pequenas eram à volta de 50 contos de renda por mês, agora são a 500 euros. Contudo o poder de compra do cidadão comum até caiu. Um salário mínimo «dava» para muito mais do que «dá» agora.

Recordo-me quando fizeram o bairro social que fica perto da casa dos meus pais. A maior parte das pessoas que foi para lá vivia em casas com rendas antigas. As casas estavam em péssimas condições porque os donos não faziam obras. Conheci muitas dessas casas antes da demolição. Recordo-me que tinham boas volumetrias e poderiam ter sido restauradas. Salvo uma ou outra excepção, claro. O restauro na altura certa teria tido um custo dez vezes inferior à demolição e construção de uma nova moradia. E este custo foi suportado com empréstimos. E como a Banca não tinha, endividou-se lá fora.

Neste momento 80% das famílias, mais coisa menos coisa, tem casa própria. Parece que na rica Alemanha menos de 50% das famílias tem casa sua...

Na rua onde cresci há agora mais de 20 casas ou apartamentos vazios. Restam apenas 6 moradores. Um dos prédios está abandonado pois os donos faleceram, tinham comprado os apartamentos para segunda habitação no final dos anos 80. Os donos das moradias também faleceram, os filhos partiram. Há cada vez mais ruas e aldeamentos assim no Algarve. As casas estão fechadas o ano inteiro. Ninguém mora lá, e não são arrendadas, nem a turistas.

Pergunto-me? O que sucederia aos preços se pelo menos 50% das moradias e apartamentos fechados por esse país fora entrasse no mercado de arrendamento?

Agora vão aumentar o salário mínimo. A República Checa já é mais rica e tem um salário mínimo inferior a 400 euros. Nós continuamos a ter problemas estruturais que os outros não têm e isso tem reflexos obviamente no salário mínimo do país. Obviamente os salários são baixos, mas o problema maior é outro: temos rendas de casas excessivamente altas, rendas comerciais desmesuradamente altas (caso dos centros comerciais e agora da Baixa lisboeta). electricidade, água e telecomunicações caríssimas, medicamentos, cosméticos, alimentos, electrodomésticos ou vestuário mais caro que em Espanha, gás mais caro, portagens caras...

Aumentar o salário mínimo é pura demagogia. Resolvem por exemplo o problema do mercado de arrendamento. Não vão conseguir nem querem pois o dogma ideológico é que os 10 milhões de portugueses têm direito a casa própria...
 
se lido a letra como uma lei deve ser lida os artigos sublinhados são rapidamente esquecidos pelos governantes, pois são lidos de forma a irem de encontro as pretensões do governo
a catrefada de impostos que tivemos e pôs muita gente na penúria em especial os mais pobre vai contra o artigo f ( a meu ver)

A mim parece-me bem mais inteligente acabar com o IMI e instituir impostos municipais. Aumentar muito o IMI desincentivará no futuro o investimento de reformados do Norte da Europa em Portugal. Para além disso alguns IMIs sáo um encargo pesadíssimo nas contas de muitas empresas. Há edifícios empresariais, de negócios familiares, a pagar mais de 5 mil euros em autarquias com IMI máximo.

Impostos municipais seria bem mais transparente e obrigaria os munícipes a serem responsabilizados de outra forma quando escolhessem políticos despesistas.

Outra medida fundamental é a taxação total das mais valias imobiliárias. Não faz sentido nenhum ocupar um único cm2 de solo em Portugal com a quantidade brutal de área urbana abandonada que temos.

As autarquias devem também responsabilizar mais os cidadãos pelas suas escolhas. Quem mora isolado por opção deve pagar mais impostos municipais. Esta medida visaria desincentivar o povoamento disperso, que tem um custo elevadíssimo para o Estado. Implica por vezes asfaltar caminhos, gastar dinheiro em iluminação, esgotos, canalizações, recolha de lixo. Conheço casos em Espanha, de gente que vive perto do Guadiana, isolados, e a autarquia recusou dar-lhes electricidade, água canalizada, e asfaltar a estrada, por entender que não se justificava tamanho investimento para 2 moradores.

Em Portugal, as autarquias devem reduzir a quantidade de iluminação pública, proibir novas construções fora dos limites das povoações, sem excepções, aplicar o princípio do utilizador-pagador em serviços públicos que não sejam essenciais (pavilhões, piscinas, anfiteatros), cortar o financiamento às associações, mudar até o sistema de recolha do lixo. Em Inglaterra o lixo é recolhido porta a porta apenas uma vez por semana, e as pessoas são obrigadas a reciclar. Existe um dia para a recolha do lixo orgânico e outro para a recolha do lixo para reciclagem.

O aumento dos IMIs foi uma chico-espertice que serviu para financiar o despesismo das autarquias que não têm coragem ou nem sequer sabem o que fazer para reduzir a despesa.
 
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É um caso antigo mas nunca deixa de ser interessante porque é sintomático do que é a política. Os Açores ao longo dos anos foram palco de todo o tipo de naufrágios (até de submarinos com ogivas nucleares cujos danos desconhecem-se). Um dos maiores tesouros que está por descobrir é a nau portuguesa Cinco Chagas que explodiu após uma batalha. Em certos locais já vi que o tesouro de ouro e pedras preciosas, que pode chegar a 1000 milhões em preços atuais, pode estar a uma profundidade de 2/3 mil metros. A história envolve Rui Gomes da Silva, agora vice presidente do Benfica e alterações legislativas a dedo, com vista a beneficiar clientes:

http://ml.ci.uc.pt/arquivos_antigos/archport/archport_06_12_2003_a_20_11_2006/msg00350.html

http://ml.ci.uc.pt/arquivos_antigos/archport/archport_20_11_2006_a_31_12_2014/msg06179.html

Põe-se a questão. Os espanhóis lutaram ferozmente para que os tesouros encontrados por outrem fossem devolvidos. Será que em Portugal aconteceria o mesmo?

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Aparentemente foi encontrado mais um galeão espanhol recheado de ouro:

http://www.mirror.co.uk/news/world-news/spanish-galleon-packed-1-billion-6956973

The San José, a crown jewels of shipwrecks, holds a bounty estimated to be worth $4bn-17bn. The vessel is said to have been carrying a cargo of coins and bullion mined and smelted in Peru to Spain’s King Philip V, for his campaign in the war of Spanish succession*.

http://www.ft.com/intl/cms/s/0/2ec208f4-9b71-11e5-b45d-4812f209f861.html
 
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Sem querer incendiar, nem ofender susceptibilidades de clubite politica.
Mas pergunto, mesmo a sério, como é que um candidato a Presidente da Républica Portuguesa, de um pais ocidental, democrático, que mal ou bem faz parte do chamado 1º mundo. Pode defender directa ou indirectamente ou branquear uma ditadura sanguinária, perversa, assente em campos de concentração em fome como a Coreia do Norte?
Será que o candidato não tem noção da asneira e do ridículo que está em causa?
Será que não entende que está ao mesmo nivel branquear um regime como o norte coreano contemporâneo ao nosso tempo que defender ou legitimar o nacional-socialismo do regime nazi?
É por estas e por outras que o PCP perde eleitores e irá perder mais, é por estas e por outras que o BE teve a votação que teve.
 
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é a pergunta da praxe... todos os candidatos do PCP respondem pelo que se passa na coreia do norte. Depois de respondida a pergunta, os telespectadores mudam de canal.

Ficam sem ouvir a resposta sobre os problemas do país. Está tudo programado para ser assim.

Para se entender o governo da coreia do norte é preciso perceber o que foi a guerra da coreia.
 
é a pergunta da praxe... todos os candidatos do PCP respondem pelo que se passa na coreia do norte.

Tu, como comunista, já imaginaste em Portugal o culto do Jerónimo ou do Edgar?





O comunismo na teoria defende a extinção da religião mas na prática não é bem assim. Em vez de se venerar entidades sobrenaturais, o culto dirige-se aos seus líderes.
 
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Tu, como comunista, já imaginaste em Portugal o culto do Jerónimo ou do Edgar?





É interessante. O comunismo na teoria defende a extinção da religião mas na prática não é bem assim. Em vez de se venerar entidades sobrenaturais, o culto dirige-se aos seus líderes.


Depois de ver esses vídeos, apenas dois reparos:
- A senhora que aparece na TV é a mesma que informou sobre os testes com a "bomba" de hidrogénio e a tocar no tema dos EUA?!
- Este povo é completamente demente, tal como o seu líder.
 
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- A senhora que aparece na TV é a mesma que informou sobre os testes com a "bomba" de hidrogénio e a tocar no tema dos EUA?

É.

http://www.scmp.com/news/world/arti...newsreader-who-came-out-retirement-tell-world

- Este povo é completamente demente, tal como o seu líder.

O povo, em geral, não tem a culpa. É uma sociedade fechada com oportunidades limitadas para que os seus cidadãos confrontem as suas ideias e visões com os dos outros. As pessoas agem com base naquilo que conhecem desde sempre e naquilo que lhes dizem (não há como confrontar). É uma lavagem cerebral em escala colossal. Os que têm mais conhecimentos são silenciados mediante as forças de segurança internas. Há muitos norte-coreanos a trabalhar fora do país como escravos modernos. Servem também como fonte de financiamento:

http://www.theguardian.com/global-d...-koreans-working-state-sponsored-slaves-qatar

http://www.telegraph.co.uk/news/wor...0000-North-Koreans-sent-abroad-as-slaves.html

http://www.vice.com/video/north-korean-labor-camps-part-1

http://blogs.reuters.com/great-debate/2015/07/22/north-koreas-very-bad-year-and-chinas-role-in-it/

Mas as hipóteses de fuga não são grande coisa. A China deporta-os e muitos devem ter família, estando, por isso, vulneráveis, a ameaças. Tentar fugir para a Coreia do Sul é muito difícil tendo em conta as forças militares na fronteira.
 
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Também tenho que escrever que suspeito que muitos dos choros são forçados. Que remédio. Ou se força a choradeira ou vai-se parar aos campos de trabalho forçado/é-se fuzilado sumariamente (algo típico dos regimes comunistas sendo por isso uma pergunta básica para se fazer ao Edgar e ao Jerónimo, já que alguns dos seus deputados não fazem a mínima ideia do que acontece em regimes comunistas).

O PCP tem o apoio que tem devido ao seu lado utópico e teórico. Quando é posto em prática acaba sempre mal como se tem visto um pouco por todo o lado.
 
é a pergunta da praxe... todos os candidatos do PCP respondem pelo que se passa na coreia do norte. Depois de respondida a pergunta, os telespectadores mudam de canal.

Ficam sem ouvir a resposta sobre os problemas do país. Está tudo programado para ser assim.

Para se entender o governo da coreia do norte é preciso perceber o que foi a guerra da coreia.
Portanto a Coreia do Norte é óptima.
 
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é a pergunta da praxe... todos os candidatos do PCP respondem pelo que se passa na coreia do norte. Depois de respondida a pergunta, os telespectadores mudam de canal.
Também tenho que escrever que suspeito que muitos dos choros são forçados. Que remédio. Ou se força a choradeira ou vai-se parar aos campos de trabalho forçado/é-se fuzilado sumariamente (algo típico dos regimes comunistas sendo por isso uma pergunta básica para se fazer ao Edgar e ao Jerónimo, já que alguns dos seus deputados não fazem a mínima ideia do que acontece em regimes comunistas).

O PCP tem o apoio que tem devido ao seu lado utópico e teórico. Quando é posto em prática acaba sempre mal como se tem visto um pouco por todo o lado.

assim.

Para se entender o governo da coreia do norte é preciso perceber o que foi a guerra da coreia.
Também tenho que escrever que suspeito que muitos dos choros são forçados. Que remédio. Ou se força a choradeira ou vai-se parar aos campos de trabalho forçado/é-se fuzilado sumariamente (algo típico dos regimes comunistas sendo por isso uma pergunta básica para se fazer ao Edgar e ao Jerónimo, já que alguns dos seus deputados não fazem a mínima ideia do que acontece em regimes comunistas).

O PCP tem o apoio que tem devido ao seu lado utópico e teórico. Quando é posto em prática acaba sempre mal como se tem visto um pouco por todo o lado.

O PCP é um partido de regime, as câmaras comunistas são geridas da mesma forma que são geridas todas as outras, e apoiam totalmente o investimento dos grandes grupos económicos, seja na área da construção civil ou na grande distribuição, vão ao futebol, andam com a classe burguesa,etc,etc.
O PCP beneficia do facto de em Portugal, não existir praticamente direita conservadora está é para mim uma opinião pessoal minha, para mim liberalismo radical não é sinonimo de direita.
E beneficia também de em Portugal, a foice e o martelo ser visto como algo positivo, progressista, muito ligado ao 25 de Abril, aos direitos humanos, enquanto em outros países tem uma conotação bem negativa.
O PCP também beneficia das relações muito estreitas com o Poder económico emergente em Portugal, da China e de Angola.
Para mim o PCP tem boa imprensa actualmente, á uns anos não tinha mas actualmente tem, o Jerónimo não vou dizer que é levado ao colo pela CS mas quase, e é um Partido de regime, marxista-leninista mas como em Portugal o marxismo-leninismo é bem visto, não tem qualquer conotação negativa a nivel de imagem que passa cá para fora.
 
pessoal não sou comunista mas gosto de ver as coisas esclarecidas, actualmente nenhum repito nenhum pais comunista é Marxista-Leninista ( e toda a gente se esquece do Frederic Engels) se se derem ao luxo de lerem os livros e ensaios desses senhores vêm as diferenças a maioria são ditaduras umas mais encapotadas outras menos que usam um ideal para dominar um país. A Coreia do Norte é o expoente maximo de como a classe dirigente prefere criar bombas em vez de alimentar o povo
 
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