O Estado do País 2016

Não é meu hábito participar neste tópico, contudo não posso deixar de dizer que os governantes que tivemos , temos e teremos, foram e serão sempre o retrato da esmagadora maioria do povo que somos.

VimDepantufas ai não concordo nos Povo Português fomos muito mal formados, e orientados pela classe politica no século XX.
 
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Os empresário acomodaram-se ao Ultramar, ao mercado das exportações para Angola e Moçambique.

Nós não fomos capazes de criar marcas que entrassem no subconsciente dos consumidores da Europa e do Mundo. Ainda hoje não as temos. Mas a França, Itália, Espanha, Holanda, Alemanha, Irlanda ou Inglaterra têm essas marcas.

Há uns meses a Exame publicou um artigo excelente sobre o azeite. Basicamente diz que até há cerca de dez anos ninguém queria o nosso azeite na Europa porque não prestava. E não prestava porque tinha um sabor rançoso, as azeitonas ficavam guardadas muito tempo, os lagares também não estavam modernizados. Só nos últimos dez anos houve uma revolução, e foi preciso termos entrado na UE para o consumidor português perceber que afinal havia mundo para lá do slogan «o que é nacional é bom» e que tínhamos o melhor azeite ou o melhor vinho do mundo. Não tínhamos. A realidade é que a qualidade média era a pior da Europa. Agora temos azeites a vencer prémios, mas o caminho é muito longo pois o atraso é de décadas, o que foi feito na última década outros fizeram muitas décadas atrás.

Sucede o mesmo nos vinhos. Séculos atrás já os estrangeiros diziam que os nossos vinhos eram maus porque éramos teimosos e não queríamos aprender a fazer. Lá está, a casmurrice. Em 2002 procurei em Londres vinhos portugueses e não havia nada além de vinho do Porto. Mas havia com fartura vinhos do Chile, Austrália, Califórnia, França, Espanha, Itália. Hoje em dia muito mudou mais ainda estamos muito longe do ideal...

Nós temos décadas de atraso no sector produtivo, metade da culpa é do Estado Novo, a outra metade é das opções tomadas pelos partidos durante a democracia.

A melhor coisa que nos aconteceu foi a pressão brusca do mercado único, a concorrência externa só nos fez bem e fico arrepiado quando vejo o PCP a defender o isolacionismo ou quando oiço um Ferreira do Amaral a defender o regresso ao escudo...
 
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VimDepantufas ai não concordo nos Povo Português fomos muito mal formados, e orientados pela classe politica no século XX.
Topê , há muitas décadas que todos temos acesso aos meios suficientes para pensar pelas próprias cabeças, se alguns sem serem “elite“ o conseguem, porque é que nem todos o conseguem !
 
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A cultura das elites de Lisboa é a cultura das rendas garantidas e do ócio.

Atenção, falo das elites, não falo dos lisboetas, que tal como os restantes portugueses são também vítimas.

As elites vêm para a «corte» de todo o país, do Algarve ao Minho.

As rendas garantidas do Ultramar transfiguraram-se no monstro chamado Estado que seca o país com impostos assassinos e esquemas para sacar dinheiro aos portugueses.
 
A cultura das elites de Lisboa é a cultura das rendas garantidas e do ócio.

Atenção, falo das elites, não falo dos lisboetas, que tal como os restantes portugueses são também vítimas.

As elites vêm para a «corte» de todo o país, do Algarve ao Minho.

As rendas garantidas do Ultramar transfiguraram-se no monstro chamado Estado que seca o país com impostos assassinos e esquemas para sacar dinheiro aos portugueses.
bem nesta estamos de acordo existem tantas taxas e impostos que duvido que os trabalhadores do fisco as saibam todas
 
Queixa-se à Câmara de Aveiro que vizinho não limpa terreno municipal

Uma moradora no Paço, Aveiro, queixou-se hoje na sessão pública da Câmara de Aveiro de um vizinho, que não limpa o terreno, sendo que esse vizinho é a própria Câmara.

Maria Clara Lemos, proprietária de uma casa no Paço, aguardou serenamente pelo período reservado a intervenções do público para expor os motivos que a levaram aos Paços do Concelho.

Chegada a sua vez explicou detalhadamente os problemas que tem com o vizinho, dono do terreno ao lado da casa, que "não limpa o mato que por ali cresce", nem manda cortar os eucaliptos que estão a poucos metros da sua habitação e cujas raízes estão a causar rachadelas na construção, havendo ainda árvores caídas sobre o caminho de acesso à sua propriedade.
O insólito da situação descrita pela moradora é que o eucaliptal ao lado da sua casa é propriedade municipal, ou seja, o tal vizinho é a própria Câmara de Aveiro, que, no âmbito das suas competências, levanta autos e passa coimas a particulares que descuidam a limpeza dos seus terrenos.

"Se não limpam o terreno nem arranjam o caminho por não terem dinheiro, vendam os eucaliptos", sugeriu a munícipe, prontificando-se até a arranjar quem compre a madeira.

http://www.jn.pt/paginainicial/pais...iro&Option=Interior&content_id=4978476&page=1
 
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Bem se formos rigorosos, existem alguns geógrafos e em alguns Atlas, que consideram a Áustria e a Suiça como pertencentes ao chamado Sul da Europa, e por sinal falamos dos paises que pertencem aos top 10 dos paises mais desenvolvidos no ranking humano e social do Mundo.
Não entro muito no determinismo do sul da Europa, até porque o sul da Europa não é como a Europa Central, a Europa central tem uma característica é toda ela muito próxima e sem fronteiras naturais. O sul da Europa, não é assim, logo é complicado apesar de ser o mais comum, falarmos do Sul da Europa como um espaço comum num todo e será de todo impossível criar uma espécie de bloco dos países do sul da Europa ou algo parecido.
Não acredito nesse determinismo comportamental, aliás Portugal é um pais super moderno que foge em muitos aspectos a esses estereótipos, o português adere muito facilmente ao conhecimento digital, a nível de banca, os serviços de banca online, atms têm uma adesão que não tem Itália ou em Espanha, aprendemos línguas com muita facilidade, aderimos facilmente a energias renováveis, a nivel de organização do Estado, não temos comparação com a Grecia ou mesmo com Itália existem medidas que seriam impossíveis de serem tomadas na Grécia que foram cá em Portugal. O português é um excelente trabalhador um trabalhador de ponta, isso ve-se com as multinacionais tecnológicas instaladas cá em Portugal, e com a imagem espectacular que o trabalhador português tem lá fora, nomeadamente na Alemanha. O que o português tem e sempre teve foi péssimos governos, fomos sempre mal governados, e como disse á pouco tivemos uma elite pouco empreendedora, pouco estimulada que sempre se habitou aos saques do Império colonial, não sendo estimulada para melhorar, modernizar, e sempre que alguma cidade, alguma região, deste pais tentou o fazer levou uma sapatada pelo Poder para não se autonomizar de demasiado, não crescer demasiado. No meio disto tudo esta elite sempre teve e tem a mania das obras publicas, das grandezas, dos grandes eventos e o nosso povo é bebado disso, vive isso, adora isso. Isso separa-nos de paises como a Irlanda( terra de músicos) mas que não precisam de ter dezenas de festivais, clubes de futebol com grandes estádios, tudo á grande e essa forma de estar é a principal responsavel pelo nosso estado de coisas.
Olhando para numeros de 1997 não bastava ir mais para trás ai ainda íamos a tempo, Portugal tinha tudo para ter um desemprego baixissimo, um pais muito bem formado, com excelentes infra-estraturas.
Este estado de coisas não se deve aos portugueses serem do sul, do norte, do leste ou do Oeste mas da forma como fomos governados durante decadas e decadas.

"Um estudo realizado pela Marktest mostra que apenas 25% da população entre os 25 e os 34 anos usa o serviço mobile banking. A percentagem seria ainda mais reduzida se a idade dos entrevistados fosse mais avançada. Tudo indica que esta fraca adesão se vai manter."
http://www.dinheirovivo.pt/banca/dois-tercos-dos-portugueses-nao-usam-o-telemovel-para-ir-ao-banco
 
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Em Inglaterra praticamente toda a gente que conheço paga tudo por débito directo ou pela internet e não se vê ninguém a pagar contas no MB como se vê em Portugal. Nunca vi filas no MB em Inglaterra e é comum as pessoas levantarem o dinheiro ao balcão. Os pagamentos são por meios electrónicos e pequenas quantias são pagas com cartão via contactless, sem se usar PIN, é assim até 30 libras com o cartão Loyds.

Eu compreendo parcialmente porque motivo as pessoas têm medo do débito directo em Portugal. Já me apareceram 500 euros para pagar por erro da operadora e foi uma carga de trabalhos para admitirem o erro e removerem o valor. Noutra vez foram perto de 300 e andei 3 meses em balcões de atendimento. A minha mãe teve uma situação parecida com outra operadora e a advogada teve de intervir. Ainda assim o débito directo pode ser cancelado antes de ser feito, a factura chega uns 20 dias antes do débito directo.
 
o telemóvel não mas a internet sim... os bancos penalizam muito as operações feitas ao balcão, o que não se compreende.

É natural que penalizem... se tens outros meios alternativos que recusas utilizar, meios esses automáticos que custam milhões e insistes em entrar no balcão para depositar a renda quando podes agendar uma transferência, fazer um deposito / levantamento quando as maquinas também os fazem, a maquina esta avariada? tens os depósitos expresso disponíveis... etc etc etc... tudo o que englobe um colaborador os bancos penalizam... sempre que há alternativas... é uma tendência que vai piorar no futuro... a ideia é no futuro que nos balcões apenas se faça negócio, tudo o que seja transaccional, fluxos de tesouraria, ou seja secundário e seja sem geração de valor digamos desta maneira, a ideia é colocar tudo em canais alternativos... tirar esse fluxo dos balcões... em breve até moedas as maquinas vão aceitar... tudo isto tem uma razão... ;)
 
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Não conheço país com tantas caixas MB como Portugal. Em Inglaterra são um quarto ou menos do que há por cá.

Presumo que aqui também haverá mudanças... não conheço país que use tanto o MB como nós para pagamentos e levantamentos...

As fias no MB em Portugal são comuns...
 
Vocês não fazem ideia do pânico que o contactless gera nos Portugueses!
Hahahaha!

Somos um povo resistente à mudança... isso vê-se em todos os aspectos... lá esta... todos se queixam do desgoverno... mas todos votam nos mesmos!
É apenas mais um exemplo.
 
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Contactless é do melhor que há para pagamentos.

Em Inglaterra em vilas com 5 e 6 mil habitantes não há caixas MB.

A minha freguesia natal no Algarve com 4 mil habitantes tem 2.

É uma das coisas boas de Portugal mas presumo que tanta caixa MB por habitante tenha um custo...

Dentro do hospital onde estudei havia filas de manhã nas caixas MB, funcionários a pagar as facturas do mês no MB... e eu achava aquilo parvo pois pagava as minhas pela internet.
 
a ideia é no futuro que nos balcões apenas se faça negócio, tudo o que seja transaccional, fluxos de tesouraria, ou seja secundário e seja sem geração de valor digamos desta maneira, a ideia é colocar tudo em canais alternativos... tirar esse fluxo dos balcões... em breve até moedas as maquinas vão aceitar... tudo isto tem uma razão... ;)

sr bancário... um esquerdalho como eu detetou no seu discurso várias palavras suspeitas...

portanto num balcão só se fazem negócios... e acima de que valor? 500 mil euros? o resto vai tudo para as maquinetas...